De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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domingo, 27 de outubro de 2019

Sobre uma pequena historia do cotidiano...


Eis que um dia desses, eu, Taz e Rebeca passamos a tarde toda ajudando um amigo com um projeto de fotografia, um ensaio.

Rebeca e Taz e inclusive foram modelos

Ambiente descontraído, muita gente bonita e diferente. Aí estou eu e Rebeca sentada perto do maquiador a quem Rebeca presta atenção atentamente pois estava aprendendo sobre maquiagem, e conversando eu, o maquiador e meu amigo.

Em determinado momento o maquiador fala que uma das meninas que tinha ido embora era namorada desse amigo, ao que ele diz que não.

"Ué, mas eu vi você dando um beijo na fulana!"

Aí meu amigo explica que "não, que não foi um beijo, Beijo, foi um selinho, tipo assim" e se aproxima, olha pra mim esperando concordância e entendendo que sim me dá um selinho.

E foi a primeira vez que a Rebeca me viu fazer isso com alguém que não o Taz e abriu os olhos com cara "uou" impressionada, mas não crítica, eu diria que divertida.

Vi que ela ficou em dúvida mas não achei que o ambiente era o melhor pra conversar, então dei de ombros e passou o dia.

Aí...

Uns dias depois, na hora de dormir, que é a nossa hora de conversas difíceis, parei e perguntei:

 - Rebeca, ontem você me viu dando um selinho no meu amigo e eu vi que você ficou surpresa. Foi isso mesmo né? O que você pensou?

Ela deu aquela risada de quando a gente fica sem graça e respondeu:

- Foi, fiquei mesmo. Mas eu sei que você e meu pai tem um relacionamento aberto né? Então eu só pensei: eu sabia!

Eu ri.

- Sabia? Sabia o que? Rsrs… Você ficou chocada? Eu senti que a sua surpresa não foi crítica, como você se sentiu?

- Ah, sei lá, sabia... Ele vem tanto aqui, vocês conversam tanto....

- Mas filha, foi só um selinho. Não quer dizer nada. É carinho. A gente é só amigo. Poderia não ser o caso, mas agora é. Se não fosse, você acha que você está pronta pra ver a mim ou seu pai com outra pessoa, ou apresentando alguém falando que é alguém com quem estamos saindo?

- Entendi... Acho que sim. – Parou, pensou um pouco e perguntou - Mãe, como você descobriu que preferia um relacionamento aberto? Você conhecia pessoas com relacionamento aberto quando você era criança?

Aí fui contar pra ela como a ideia surgiu pra mim, como a monogamia nunca fez sentido, como eu assistia as comédias românticas quando criança e tinha o clássico triângulo amoroso de dois caras disputando uma mina e ela escolhendo um e eu me perguntando por que ela não ficava com os dois,culminando em assistir o filme "Três formas de amar" aos 12 anos e entender aquela relação a 3 como algo que fazia todo sentido pra mim. E contei a história do filme, o que fez seguirmos pro rumo seguinte da conversa:

- Mãe, eu tenho uma dúvida... Tanta gente que eu conheço é bissexual e eu não sabia... Meu pai, o fulano, a fulana... E você? Você também é bissexual?

- Não, infelizmente não. Pelo menos não que eu saiba. Nunca senti vontade de sair com outra mulher. Mas vai saber, ninguém sabe o dia de amanhã.

- Por que as pessoas acham que ser bissexual é errado?

Segui-se uma explicação sobre moral e conceitos conservadores cristãos vigentes no país.

- Mãe, por que as pessoas acham que Deus é homem? Deus podia ser uma mulher! Faria muito mais sentido!

Passei a explicar que existem religiões no mundo e que em muitas delas Deus é uma mulher, mas que no Brasil vigora o catolicismo.... Etc etc, ao que ela eventualmente dormiu.

E eu fiquei babando de amor... E precisava dividir esse momento!


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Sobre as alegrias e tristezas de completar uma década!

Rebeca completou sua primeira década.

São 10 anos de uma vida que chegou em meio a música e tem música em todos os seus momentos.

No dia que Rebeca nasceu eu não entrei em trabalho de parto. Eu tinha uma consulta marcada com minha médica para aquela tarde e estava bastante ansiosa.

Minha médica voltava de uma viagem de 3 semanas a Grécia naquele dia. É o tipo de coisa que desestabiliza um ser humano em reta final de gestação, imagina pra uma bipolar que estava absolutamente sub-medicada...

Eu estava cansada e sentia dores constantes. O quadril já estava aberto a semanas e andar de carro era uma tortura pois cada sacolejada era como um chute. Passei a gravidez toda sem dormir mais que 45min por piscada, acordando o tempo todo, incapaz de relaxar e descansar. Eu cheirava a cânfora o tempo todo devido a enorme quantidade de emplastos nas minhas costas. E minha hipoglicemia me obrigava a comer alguma coisa a cada 2h, então mesmo quando eu conseguia dormir um pouco mais acabava precisando acordar para comer ou a glicemia baixava perigosamente.

Para fechar a gravidez com chave de ouro eu havia passado os últimos 6 meses andando com um copinho a tira colo para ficar cuspindo. Estava com uma produção anormal de saliva e simplesmente não conseguia engolir tanto assim pois isso provocava ânsia e me fazia vomitar. Para não vomitar o tempo todo, cuspia.

Eu estava exausta.

Minha médica então me liga no meio da manhã:
 - Oi Adriana, bom dia. Pode ficar tranquila que já estou chegando no hospital viu? Já estou quase aí!"
Eu, sem entender, pergunto:
 - Como assim? Eu não estou no hospital!
- Não é você que as meninas no consultório me avisaram que está em trabalho de parto no hospital?
- Não... Mas se você achar que é uma boa ideia posso encontrar você lá!
- Não. A princípio vamos manter sua consulta a tarde e lá a gente conversa.

Quando fui a consulta já estava decidida. Conversei com minha médica, expliquei como me sentia, disse que não tinha mais condições de aguentar. Ela tentou me convencer de aguentar mais alguns dias. Eu já estava com mais de 39 semanas e tinha chegado ao meu limite. Marcamos a cesária para aquela noite.

Do consultório fui direto para o hospital dar entrada na internação. Alocada inicialmente numa sala de parto natural até a hora da cirurgia, meu marido estava comigo durante todo o tempo.
Para ajudar a passar as horas, cantamos.

Passamos horas cantado Legião Urbana. As enfermeiras entravam para fazer a preparação e se encantavam com nossa cantoria.

Na sala de cirurgia os médicos colocaram música para tocar. Na hora exata em que ela nasceu tocava uma música de Legião Urbana.

10 anos atrás tudo mudou ao som de Legião Urbana.

Ao longo de todos esses anos eu a faço dormir boa parte das noites cantando Legião Urbana.

Eduardo e Mônica, Tempo Perdido, Quase sem querer...

Hoje Rebeca já escolhe as músicas que quer ouvir no Spotify. Puxou a facilidade e a harmonia do pai e o gosto por todos os tipos de música e por conhecer coisas novas.

Rebeca as vezes canta enquanto dorme.

Nas aulas de dança, mesmo nos dias que tem mais sono e o ombro pesa com as dores de crescer nesse mundo, ela sai feliz. Cansada, mas feliz.

Quer aprender a tocar violão.

Quer ser cientista sim, e descobrir uma forma de fazer os humanos viverem pra sempre. Mas quer ser cantora também.
Pode ser os dois, ora bolas, porque não?

São dez anos que me encanto diariamente com a pessoa incrível que ela tem se tornado.

Hoje o mundo já dói. Hoje os amigos as vezes a magoam, as vezes a insegurança fala mais alto, os padrões estéticos da sociedade insistem em fazer com que ela sinta que tem algo errado com seu corpo.

Mas mesmo o mundo dizendo que esses dez anos tem seu preço, ela dá um sacode e encontra felicidade em cada dia. Muitas vezes na música.

domingo, 15 de setembro de 2019

Sobre o que me faz feliz...

É noite e estamos os 3 em casa, sentados no sofá e assistindo um vídeo divertido do YouTube na TV. Rebeca escolheu o vídeo e tentamos acompanhar o que ela assiste junto com ela. O O vídeo é engraçado e despretensioso e damos risada.

Eu  tenho meu celular na mão mas não estou prestando atenção nele. Assisto o vídeo que aprendi a apreciar. Taz tem o celular na mão também e divide a atenção do vídeo na TV com jogadas em algum jogo de tantos que joga pelo aparelho em sua mão.

Estamos os três sentados, meio esparramados, no sofá com Rebeca entre nós dois. Nosso cachorrinho, Chewbacca, sobe no meu colo e dali para o sofá buscando seu lugar nesse momento em família.

A cena é quase perfeita. Falta uma pessoa pra completar esse quadro: minha menina mais velha. Com mais de 20 e terminando a faculdade e eu ainda insisto em vê-la como uma menina... Mas ela está em casa, com sua mãe. Mando uma mensagem para saber se está bem e quando vem nos visitar.

Por hoje somos nós 3, e o Chewie, e por hoje basta.


A cada noite essa cena se repete e me preenche. Como peças que finalmente se encaixam eu sinto que estamos finalmente nos sentindo em casa. Por cada minuto que nós mantemos assim, cada noite que essa cena se repete, sinto algo que procurei por muitos anos e as dores da vida não me permitiam encontrar: sinto ter ali, nesse lugar, nessa cena, o meu lar.

Respiro um suspiro, um quê de apaixonado outro de alívio. A qualquer momento alguém vai levantar e fazer outra coisa. Tem o jantar, o banheiro, a roupa, a lição, ou qualquer outra coisa assim. A qualquer momento o mundo vai chamar atenção para si e nos fazer nos mexer, nos buscar, desenroscar.

Eu respiro, suspiro e admiro aquele momento de lar que construí. Demorei meses para conseguir chegar aqui. O corpo estava desde a mudança, mas o coração ainda em pedaços não me permitia estar inteira. Ah nenhum de nós.

Conforme vamos colando os pedaços quebrados, chegamos ao ponto de com parte desse mosaico tomando forma, juntar nossos cacos no mesmo lugar na mesma hora e com, eu acho, a mesma emoção. Por esses minutos que as vezes viram até mais que uma hora, todos os dias, nos encontramos.

Esparramados no sofá, esparramamos em nós o calor e o amor do outro, pro outro, pelo outro, e por nós. Com os pés enroscados, enroscamos as conversas e rimos.

A felicidade mora ali, nos detalhes, na rotina. A felicidade, mora aqui, no sofá da minha casa.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Sobre pequenas felicidades

Essa semana meus pais voltaram de viagem. Estavam visitando minha irmã e trouxeram com eles o presente de aniversário da Beca adiantado.

Rebeca ganhou um laptop.

O que significa que eu também ganhei um laptop por tabela.

Ela tinha um laptop antigo, velhinho, que deu seus últimos suspiros enquanto meus pais estavam em viagem. Apesar de nossas tentativas em consertar o aparelho, no fim ele virou peça de reposição pro marido brincar de desmontar e remontar coisas.

E aí ficamos com um problema em casa. Nós temos um computador desktop, mas ele é minha TV. Assim, no lugar do monitor ele é ligado diretamente à TV por onde assistimos nossas assinaturas de streaming. E por mais que sejamos uma família muito unida, vamos ser sinceros, tem hora que cada um quer fazer uma coisa.

Rebeca precisa ter acesso a uma ferramenta que permita que ela assista seus vídeos, jogue seus jogos e faça seus trabalhos de escola com conforto e privacidade.

Então fiz toda essa explanação aos avós em viagem para convence-los que era um investimento importante.

E assim foi feito.


E eu ganhei um laptop novo de tabela.

Pra mim o laptop tem todo um sabor especial pois há muito tempo eu sentia falta de ter uma ferramenta adequada para escrever e poder me dedicar aos meus projetos.

Com a mudança de casa para o apto eu sonhava com construir pra mim, na varanda, o ambiente ideal para minhas horas criativas.

Ainda não está pronto mas a possibilidade de usar o laptop da Rebeca já chega perto o suficiente para que eu comece.

Então quando eu ligava e instalava os programas importantes para o uso seguro do computador precisei vasculhar emails antigos que eu nem lembrava que tinha guardados. E encontrei um tesouro pessoal...

No meio dos e-mails perdidos uma troca, uma conversa com uma amiga para quem, anos atrás, eu enviara uma amostra dos livros que havia começado a escrever. E nesse e-mail esses arquivos zipados num anexo.

Quase tive um treco de tamanha felicidade!

Eu perdi a cópia que tinha desses textos há uns 5 anos atrás quando a HD do meu computador pessoal parou de funcionar. E apesar de eu guardar essa HD na esperança de alguém conseguir recuperar esses arquivos pra mim, a verdade é que eu considerava tudo isso parte do meu passado e das minhas memórias.

Mas eu encontrei! Estava lá, esperando por mim!

Que delícia foi reencontrar esses textos! Alguns deles iniciados na minha adolescência e pré adolescência... Foi como encontrar uma janela para a pessoa que fui há 25 anos atrás... 20... 15...

Não sei se a pessoa que sou hoje deve retomar essas histórias ou não, se devo dar a elas um fim digno. Mas independente disso, ler e relembrar, reviver uma época, ver meu desenvolvimento...

É um achado... Meu tesouro....

Pra gente ver que nem sempre tudo está perdido... Basta procurar.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Sobre ter uma filha incrível!

Com frequência as pessoas me perguntam, com um misto de surpresa e curiosidade, como eu fiz pra Rebeca ser uma criança tão educada, comportada, prestativa entre outros adjetivos.

Eu sei, ok, é minha filha e eu sou coruja, mas eu preciso dizer: eu tenho uma filha incrível!

Diversas são as vezes em que me vejo num grupo de mães e pais falando de seus proprios filhos, muitas vezes reclamando de algum comportamento e simplesmente me calo. Não tenho do que reclamar.

Já me peguei pensando em reclamar de algum hábito, ou forçar um pouco pra pensar em alguma coisa ruim, mas a verdade é que, de modo geral, eu realmente não tenho do que reclamar.

Rebeca não é perfeita, claro. Não existe perfeição. Mas ela e, sem sombra de dúvida, ė tudo que eu poderia querer em uma filha.

Rebeca é uma pessoa calma. Ela não é dada a reclamar das coisas ou de responder atravessado. Não grita, pelo contrário, tende a falar baixo. É bem humorada, acorda de bom humor e é muito otimista.
Tenta sempre se dar bem com as outras crianças, costuma se esforçar e ceder se necessário para aproveitar a companhia que tem. Consegue se entender com crianças mais velhas, e cuidar das pequenas. É muito paciente.

Se tem algo que nos desentendemos é com o tempo. Eu sempre fui uma pessoa pratica, Rebeca faz tudo com muita calma. Eu sou apressada e ela tem o tempo dela pra fazer as coisas. Mas ainda sim não considero algo que eu possa reclamar. Entendendo a mecânica dela e respeitando seu jeito e o seu tempo ela faz as coisas com capricho.
E assim desde sempre. Tomou seu tempo para engatinhar, andar, falar... É como se ela só fizesse as coisas quando tem certeza do que está fazendo. Engatinhou mesmo só com 10 meses, antes disso ia na base dos pulinhos, mas no dia que engatinhou parecia que fazia isso a meses. Andar foi a mesma coisa. Falar então... Desde pequenininha, ainda trocando as letras, se expressava bem, com muito vocabulário e no tempo verbal correto.

Essa caracterisca dela se mantém ate hoje. E só é um problema quando eu estou com pressa ou emocionalmente abalada. E veja que aí o problema é comigo e não com ela. Quando percebo isso, paro, explico a situação, e ela se esforça para se adequar a necessidade daquele momento. Sem briga. Pelo contrário, sempre disposta a ajudar.

Ela e muito determinada. E bastante persistente. Quando gosta de alguma coisa e decide algo ela se esforça para conseguir. Se entende que lhe faltam meios ela da uma recuada e espera. Não desiste, espera. Guarda dentro de si aquela decisão e se prepara internamente. Quando a situação parece favorável ela relembra e retoma.

Na escola é um pouco distraída, mas muita dedicada. Gosta muito da escola, não apresenta dificuldades com as matérias, faz a lição de casa sem preguiça, sem onda.

Tem dificuldade, talvez, em lidar com pressão. Com frustrações. É bastante perfeccionista e fica muito mal quando as coisas não saem como ela espera. Desde um trabalho de escola a um penteado novo.

Conversa muito. Comigo principalmente. Quer entender o mundo, as pessoas. É muito curiosa e está sempre buscando saber coisas novas. Adora música e já entende mais disso do que eu. Adora dançar, cantar... Tudo na vida dela tem trilha sonora.

Se leva uma bronca ou recebe uma ordem, questiona, no máximo resmunga, mas aceita. E isso eu tomo crédito pra mim sim. Eu sempre conversei e expliquei o motivo pra tudo pra ela. Cada bronca, cada castigo, cada ordem, tudo sempre tem uma razão de ser. Eu acredito que isso criou uma relação de confiança e permite que ela saiba que quando eu falo algo, ou mando ela fazer alguma coisa, mesmo que na hora ela não entenda, ela saiba que tem uma razão. E aceita. Se não concorda, questiona. E nos resolvemos na conversa, se não imediatamente em uma hora mais apropriada.

Sempre muito disposta a ajudar e a fazer a sua parte, ela assume os cuidados com seu cachorro sem reclamar muito. Como toda criança ela não gosta de ter que parar um momento de diversão para limpar sujeira, mas mesmo assim ela faz. Limpa sujeira, da banho, comida, brinca, faz carinho.

Com as pessoas sua dedicação é ainda maior. Cuida com a mesma naturalidade com que é cuidada. Ouve, fala, responde e pergunta. E compreensiva com os sentimentos dos outros, e sempre que pode tenta fazer as pessoas sorrirem.

Tem uma imaginação incrível. Inventa histórias, personagens, viagens, músicas... Inventa uma festa, um jantar, uma brincadeira...

Eu dei muita sorte, essa é a verdade...

Sou mãe de uma pessoa muito especial.

O mínimo que posso fazer em troca é ser o melhor de mim, por ela, pra ela. Fazer o melhor que puder e um pouco mais.

Por hoje eu sou grata por ter essa pessoa na minha vida.
Ela veio de mim, um privilégio. Tenho a chance de, com ela, dar ao mundo o melhor de mim. De colocar em prática cada valor meu, cada ideia, cada sonho, cada certeza de que com amor e possível.

Sou grata.
Hoje é só o que quero sentir.
...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mamãe, eu não sou gorda, né?

E ai, como lidar?

Rebeca esse ano entrou pras aulinhas de balé na escola. Além disso vai e volta de perua escolar com o pai e o avô. Foram mudanças significativas na sua rotina mas que trouxeram pra perto dela algo que eu esperava que ela não tivesse que lidar por mais uns 3 anos pelo menos.

Aí que uma das coleguinhas dela que faz balé com ela e volta na perua falou pra ela que ela é gorda.

A menina é um ano e meio mais velha que ela. Já comecei me perguntando o que se passa na cabeça e na vida de uma criança de 5 anos pra se preocupar com isso e, mais ainda, pra tachar uma coleguinha menor que ela de gorda.

Posso falar também que fiquei P da vida?

Como assim chamar a minha filha de gorda?

Isso mexe comigo de uma forma muito muito forte. Por que né, não sou cega e tenho espelho em casa. Eu passei a vida tendo que lidar com problemas de peso. E nada do que eu fiz até hoje realmente funcionou. Eu continuo muito gorda, precisando urgentemente fazer uma dieta pra voltar a ser gordinha e estar satisfeita comigo mesma. Mas isso sou eu né gente, tenho 30 anos. E pra poder lidar com o meu problema de peso atual tenho que cutucar uma ferida criada desde criancinha, já que eu nunca pude me aceitar do jeito que eu era.

Eu nunca fui magra. Nunca. Não sei o que é isso. Nas vezes que mais emagreci na vida eu cheguei a ficar no máximo gordinha e olhe lá. Mas passar a vida ouvindo que eu não tinha o peso certo, que eu precisava emagrecer, que eu era gorda, e fazendo todo tipo de dieta maluca acho que é pra acabar com a autoestima de qualquer um.

Mas isso não era uma preocupação minha e nem das outras crianças com quem eu convivi quando eu tinha 3 anos, entendem? Minha memória me mostra momentos desagradáveis ligados a meu sobrepeso a partir dos 7 anos. Ok, antes disso eu já era a gordinha da classe? Era. Mas não era um problema, não era com a conotação negativa que veio depois e me marcou pra sempre.

Dai vem uma menina de 5 anos falar pra minha filha que ela é gorda.

E agora Rebeca fica tentando descobrir quem é gordo e quem não é. Tentando entender e se reconhecer.

E ela esta gordinha sim, eu sei que está. Nós estamos com um problema com isso sim pois apesar dela ainda estar crescendo mais rápido que a média das crianças na idade dela ela tem ganhado muito mais peso que o recomendado. Esta desproporcional e eu estou com muita dificuldade de controlar isso. Então ela esta gordinha sim.

Minha primeira reação quando ela veio com essa história de a menina falar que ela é gorda foi tentar não dar muita bola no sentido de não enfatizar o assunto. Conversei, perguntei quem tinha falado isso, tentei explicar um pouco, na esperança de que a história terminasse ali.

Mas Rebeca insistiu no assunto várias vezes e vários dias depois. Incluiu em suas brincadeiras e começou a falar que ela esta gorda, que a cachorra é gorda, que se ela comer muito vai ficar gorda e coisas desses tipo.

Da pra ver que ela não tinha entendido muito bem o conceito mas estava tentando assimilar.

E eu fui ficando horrorizada, confesso. Por que o peso dela deveria ser uma preocupação minha, não dela. Não agora. Não tão cedo.

Ontem ela me veio com essa pergunta de novo. e eu resolvi ir mais a fundo no assunto.

Perguntei quem falava isso e ela disse que era a mesma menina. E ai ela falou "mas eu não sou gorda né, mamãe? Eu sou magrinha!"

E ai que meu coração quebrou e eu fiquei sem saber o que fazer. E concordei. " Não filha, você não é gorda. Você é criança e criança não tem que se preocupar com isso. Você é fofa, mas não, você não é gorda."
E perguntei "você fica incomodada quando ela te chama de gorda?" e ela acenou que sim com a cabeça.
Ai pedi que quando isso acontecesse que ela dissesse pra menina bem isso, que ela não é gorda, que ela é criança e que ela ainda esta crescendo. E pra chamar a professora se isso acontecer na escola, ou o pai e o avô se acontecer na perua e dizer que a menina a esta incomodando.

Mostrei algumas fotos pra ela ver, pra ilustrar um pouco o que eu estava falando.

Coloquei ela pra dormir com o coração na boca. Uma mistura de raiva, de tristeza. Por que ela não devia ter que se preocupar com isso, gente! Ela tem 3 anos! Que mundo é esse que a gente vive que uma criança de 3 anos precisa lidar com esse tipo de ação?

Eu aceito que essa tenha que ser uma preocupação minha pensando na saúde dela, seja física seja psicológica, hoje e sempre. Por que eu sei exatamente as coisas com as quais ela vai ter que lidar. Mas não é justo ela ter que começar a lidar com isso tão cedo. Não é mesmo...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Atualizando a vida

Eis que estamos em fevereiro, dias antes do Carnaval. E eu acho que minhas "férias" ja tiveram tempo demais, não é não? Então vou fazer uma rápida atualização do meu ano até agora:

- O Ano Novo foi gostoso, calmo, bem como eu esperava. Bons amigos, boa comida, um bom jeito de começar o ano.

- Dias depois um amigo meu muito querido que mora fora veio passar 15 dias de férias no Brasil e n´so procuramos passar o maior período de tempo com ele. Fomos comer rodízio de pizza - afinal a pizza paulista não tem igual no mundo! - dois dias depois fizemos um churrasco na casa de um amigo e no fim de semana seguinte fiz um jantar aqui em casa regado a muito saudosismo. Terminamos com uma curta viagem para passar a tarde com a irmã dele antes do dia da viagem de volta. Foi incrível! Foi bom ter o bom de dois momentos da minha vida - o hoje, com a Beca e o meu eu aos 16 anos. Voltamos no tempo e foi difícil voltar aos dias atuais, mas acho que valeu muito a pena!

- Levei a Rebeca no cinema mais de uma vez, para assistir A Origem dos Guardiões e detona Ralph. Foi gostoso fazer um programa em família e ver que ela já consegue se concentrar mais no filme, se interessar pela história. Chega no final ela ja esta cansada e inquieta, mas isso já nos ultimos 15 minutos do filme então da pra contornar. É um dos programas que eu mais gosto de fazer e é ótimo ter agora a companhia dela que mostra que também tem gosto pela coisa!

- Ficamos em casa, acabamos não indo viajar nem nada. Na semana que tínhamos nos programado para viajar meu pai descobriu que precisaria começar a trabalhar em sua nova empreitada e as aulas da Rebeca recomeçariam. Tivemos que adiar mesmo, indefinidamente. Os programas que fiz então foram esses, sair com meus amigos, ir no shopping, ver filmes em casa.

- Tivemos o aniversário do Taz também e foi divertido, simples. E rendeu esse bolo aqui, feiot por mim:



- Como comemoração do aniversário do marido, assim que a Beca voltou as aulas nós escapulimos para o cinema assistir Django. Amei e recomendo muito! (o filme e o programinha a dois)

Nossa situação financeira continua indo de mal a pior. Minhas encomendas ainda não recomeçaram (ja tenho 2, mas pro mês que vem) e marido esta buscando novas alternativas. Ele piorou muito da depressão e acabou ficando em casa em Janeiro inteiro. Retomou a medicação e agora, um pouco melhor, conseguiu retomar o trabalho como corretor de imóveis até achar alguma outra coisa mais fixa - plano de curto e médio prazo. Além disso, conversamos muito e ele decidiu estudar para prestar concursos públicos, então esse é o plano a longo prazo.

Minha meta ainda é escrever meu livro esse ano, estou fervilhando de idéias, minha irmã teve uma bem boa e estou animada apesar de não saber por onde começar. Então não esqueçam do combinado - eu escrevo e vocês leem e me ajudam a divulgar! ;)

Com relação a escola, ela esta dando um certo trabalho para ir e entrar. Normal pra quem passou 2 meses em casa, então não estou preocupada.

Esse realmente vai ser o ultimo ano da Rebeca onde ela esta. Os aumentos praticados por eles não condizem com a minha realidade, além do preço do material escolar, apostilas, cursos extras (esse ano ela vai fazer balé) e por ai vai. Adoro o carinho que eles tem lá, os cuidados, além de saber que ela é muito querida pelos amigos, mas não dá. Então vou fazer o possível pra que ela aproveite o máximo da experiência. Bom a verdade é que não tenho idéia de como as coisas vão estar daqui até o fim do ano então tudo pode e deve mudar.

Acho que é isso. Vou continuar com a lista agora! hehehe

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Bate papo sobre o feriado e nova parceria!

Estamos passando o feriado em casa. Rebeca com gripe desde a semana passada acabou passando gripe para a casa toda. Só minha mãe não pegou.

Verdade que hoje, segunda feira, já estamos consideravelmente melhores. Ta bom, vou ser especifica: eu e a Beca estamos bem melhores. Meu pai ainda esta bem ruim e o Taz nem pode se dar ao luxo de sentir-se mal já que tem trabalhado todos os dias até mais tarde. Mas eu e a Beca estamos melhores.

Eu com certeza sou quem esta no melhor estagio de recuperação. Quase não tenho mais sintomas e hoje, tendo conseguido dormir mais e melhor, já acordei muito mais bem disposta.

A Beca esta com uma tosse chata, com catarro ainda. Ela chega a dar umas engasgadas e percebo que fazer atividades como correr muito e pular desencadeiam crises de tosse mais sérias. Mas comparada com a semana passada, quinta, no começo do feriado, ela esta muito melhor. O nariz já não esta muito entupido e ela ja consegue dormir melhor e a noite toda. Ainda fui agraciada com 2 dias com ela acordando as 10h da manhã conforme isso aconteceu, um sucesso!

Eu dou credito da nossa melhora a essas noites de sono mais dormidas.Sei que dormir bem e descansar o corpo faz toda a diferença quando precisamos nos recuperar de uma enfermidade. Pra mim isso funciona em dobro pois além de ajudar a melhorar da gripe mantem meu humor mais estável.

Mas não é facil ficar com a Beca todos esses dias em casa. O fato de ter feito um pouco de frio não ajudou também, pois isso fez com que a grande maioria das atividades fosse feita dentro de casa. E com toda a familia doente, ninguém tinha muito pique ou cabeça pra inventar atividades. Acabamos por assistir muitos desenhos, comer pipoca e  bolo, ler livros, brincar de massinha.

Quero muito que ela melhore logo e possa aproveitar as próximas 2 semanas de aula com gosto. Logo ela vai entrar de férias e aí... Bom, aí eu torço por fazer muito calor pra ela passar as férias inteiras dentro da piscina.

E vocês, como esta sendo esse feriado? Mais alguém gripado?




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terça-feira, 17 de abril de 2012

Tiradinha de uma terça feira

O tempo mudou de novo em São Paulo e com ele, o frio, veio de volta também o resfriado.

Taz resfriado e com rinite atacada, espirrando pra todo lado.

Eu de nariz entupido e uma leve dor de cabeça que vem e vai.

E a Beca resfriada com nariz escorrendo e tosse.

Mas a baixinha nem liga e pede:

" - Vamo toma sovete mamãe?
  - Não filha, você ta doente, lembra? Ta com narizinho dodoi escorrendo.
Ai, ela da uma limpada no nariz com a mão, aponta o dito cujo todo vermelho e fala
  - pronto, ja sarou!"

E ai, faço o que? Eu dei risada, isso sim.  (mas não dei o sorvete, ha!)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hoje sou a Chapeuzinho Amarelo

Fiquei pensando em coisas que quero contar aqui. E tem várias! Mas a verdade é que ando tão tensa com as coisas acontecendo ou pra acontecer aqui em casa que não consigo dar vazão a outro assunto.

Taz, meu esposo, oficialmente esta trocando de emprego. Pra qual ainda é um mistério. A unica certeza é que onde está não ira mais continuar. Deve ficar mais o próximo mês e para por ai. Nem isso esta muito certo.

Isso faz com que ele precise ir atrás de outra fonte de renda. Outro emprego. Mas qual? Já tem tantos anos que trabalha pro conta, com o próprio negócio, que não sabe pra que tipo de vagas está apto.

A possibilidade de continuar trabalhando por conta ainda existe. E é mais de uma possibilidade. A tendência é que ele continue por ai. Mas ai vem a duvida: essa é a melhor opção hoje em dia?

Precisaria de um capital inicial pra fazer isso. E a verdade é que não temos esse capital inicial. Mais que isso, precisamos economizar pra o pouco que ainda vamos ter dure até que ele esteja sendo remunerado novamente. E agora?

Eu me atenho a meus planos, mas isso meio que é uma farsa. Não tenho conseguido estudar pois não consigo me concentrar nas aulas e nem ler as apostilas. Talvez por causa da sensação de cansaço e stress que me encontro, em menos de 5 minutos percebo que não estou mais prestando atenção nem lendo nada, apenas divagando nas possibilidades e nos problemas dentro da minha cabeça.

Além disso, sempre tem a duvida de que eu passaria nas avaliações médicas feitas quando se passa num concurso publico. Mentir seria uma possibilidade óbvia não fosse por eu ser quem sou - e eu, acreditem, não minto em quase nenhuma hipótese.

Vou insistir com os concursos pois sei que, a não ser que me barrem por causa da bipolaridade, aí esta uma ótima solução para os meus problemas financeiros, de independência e de auto estima. Mas não é minha unica alternativa, nem nunca foi. Tenho outras opções na manga e venho aos poucos investindo meu tempo nisso.

Outra coisa é que pra isso ainda tenho toda uma briga interna pois não é, nem nunca foi, o que eu queria fazer. Meus projetos paralelos tem tido muito mais a minha cara do que meu objetivo principal.

Na duvida, me sinto como a Chapeuzinho Amarelo, do livro de Chico Buarque, que a Beca tanto adora. Com medo de tudo e de todos, até de me mexer. Mas é um medo tão medonho de algo que já aconteceu e é o próprio medo que me impede de me mover.

Mas eu sei que dias ruins existem, e pra todos eles dias melhores virão. Que a tormenta vem e passa. E que a melhor coisa para sair de uma tempestade é seguir o curso que se havia traçado antes dela. Então, respiro fundo e sigo o caminho. E a melhor coisa disso tudo, é saber que não estou passando por tudo isso sozinha.

E vocês, como fazem pra passar pelos momentos difíceis?

segunda-feira, 19 de março de 2012

Se a vida lhe der limões, faça uma limonada!

Segunda feira. No domingo terei mais uma prova de concurso publico. dessa vez eu não consegui estudar nada. Muita coisa aconteceu ao longo das semanas que me desestabilizaram e tudo que eu consegui fazer foi fugir. Fugir pro computador, pra teve e pra comida. Ou seja não estudei nada e ainda ganhei dois quilos assim, de presente. Duro...

Mas a verdade é que não estou preocupada. Nem com um, nem com o outro. Eu deveria, sem duvida, estra preocupada com os dois, mas não estou.

Os quilos ganhos serão eliminados. E algo certo. O difícil esta sendo começar, como sempre é, mas já esta arranjado, decidido. Certo dentro da minha cabeça. Esses, não 2, mas 20 quilos ganhos nos últimos 2 anos, serão, em tempo, emagrecidos. Fato. A dieta esta pronta. O que falta? Falta algo... Aquela iniciativa que apenas quando estamos bem conseguimos ter. Ela me falta. Mas o que sei hoje, depois de todos esses anos de bipolaridade, é que todo dia e um novo dia e ele pode ser diferente.

Não existe um dia certo pra se iniciar uma dieta. Nem hora. O negocio é começar e não desistir. Nem entrar em pânico depois disso por, sei lá, comer um pedaço de bolo. A verdade é que o segredo e se reeducar e estar bem consigo mesmo no processo. Comeu um pedaço de bolo? Jante salada e um franguinho grelhado, ou uma sopa de legumes, pra compensar. Pronto. E no dia seguinte continue seguindo o que se comprometeu. entendo, sempre, que você esta se comprometendo com você, com seu corpo, sua saúde. Não com mais ninguém.

Estudar, pra mim, no momento, segue a mesma linha. Eu tomei a decisão de prestar concursos públicos. Vou estudar e prestar e o objetivo é seguir carreira publica pelos próximos 30 anos. É isso. É o que é. As mesmas coisas que pesam na minha cabeça e me fazem adiar a adieta são as que me fazem ficar sem estudar. Me boicotando por todos os lados práticos da minha vida. Mas assim como a dieta não tem dia nem hora certos pra começar, o estudar também não tem. Posso começar hoje (espero) através do curso que contratei, ou amanhã. de noite, de manhã, no horário que a Beca estiver na escola. Não importa. O importante é fazer.

O mais difícil é começar. depois de iniciado, é só seguir. e é sempre mais fácil seguir do que começar. A Física tem leis sobre isso, lembra?

A dieta, pra dar certo, precisa que todo domingo seja feita uma compra (ou segunda de manhã, ou sábado, sexta, deu pra entender) pra que a semana comece direito. Os cursos contratos tem a validade de 1 ano e incluem a maior parte dos concursos que eu devo prestar nesse período. E a maioria dos concursos tem matérias semelhantes, o que faz com que estudando pra vários concursos, a mesma matéria, eu vá me aprimorando na mesma cada vez mais, mês após mês. E uma melhora gradual e certa. Que ira refletir nas provas,com certeza. Tenha confiança nas decisões que estou tomando.

Vou repetir isso: eu confio nas decisões que estou tomando.

Assim como, anos atrás, eu decidi que queria ser mãe e fui fazendo, conforme era possível pra mim, o que eu pudesse e mais um pouco pra alcançar esse objetivo - ficando estável, emagrecendo, amadurecendo.- vejo hoje a mesma força que tive.

e uma das coisas importantes pra esse processo todo dar certo é não ter neuras.

sabe aquela coisa de "preciso estar empregada em um concurso publico daqui 1 mes" ou "preciso perder os 20 quilos em 2 meses" esse tipo de pensamento? Ele atrapalha.

O importante é emagrecer os 20 quilos, mesmo que isso demore 2 ou 3 anos pra acontecer. Não é o tempo que eu levo que importa, mas onde eu quero chegar. E chegar lá!

Mesma coisa com os concursos. Eu quero, eu vou, seguir carreira publica. Mesmo que eu demora 2 ou 3 anos pra passar num bom concurso, que me de todas as coisas que procuro com isso. Estabilidade, segurança.

Com isso em mente, começo minha semana. Tive um fim de semana bacana, almoçando com amigos. Assisti meus seriados. Fiquei com a minha família.

e hoje e mais um dia, mais uma chance, de começar tudo de novo. O ontem importa pelo que me trouxe de bom. O amanhã importa por onde quero chegar. E o hoje, bom... O hoje é o melhor dia, pois é onde estão todas as oportunidades!

Boa semana pra vocês!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Agradecimentos e atualizações

Gente, fiquei super feliz com o retorno que tive das amigas com o post anterior! Obrigada!

Não vou fazer um post muito longo hoje não, queria só agradecer mesmo.

Ainda não consegui sentar pra conversar com o Taz direito sobre todos esses assuntos, saber o que ele pensa, o que ele quer. Isso deve acontecer amanhã quando formos ate a minha médica - caminho de ida e volta serve pra isso né?

Adianto que pode ser que não tenhamos que abrir mão de nenhuma das duas coisas, nem a escolinha esse ano - e se deus quiser os próximos também não  - nem do plano de saúde pra família toda.

Beijos e obrigada por tudo!

Volto depois com noticias da boneca Rebeca!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Segunda feira, sua linda!

Não sei vocês, mas o blog, pra mim, é uma forma de terapia. Como já tem  quase 3 anos que o dinheiro não permite a ida a um psicologo, é escrevendo aqui que encontro espaço para lidar com muitos dos meus problemas e anseios. Muitos, mas não todos...

Como falei em post anterior, minha vida esta dando um giro muito grande. Junto da mudança interna, pessoal, estão ocorrendo mudanças reais, físicas, materiais mesmo. E uma delas é que o dinheiro, que já não era muito, está pra ficar, pelo menos temporariamente, ainda menor.

E isso me faz ter que tomar algumas decisões importantes.

Uma dessas decisões é a de tirar ou não a Rebeca da escola em que ela esta.

E só de falar disso já me da um nervoso...

Escolhi essa escola a dedo pra ela. Achei a mesma pela internet, fazendo uma busca inicial procurando por uma escola que tivesse uma boa estrutura fisica e não fosse muito grande. E quando olhei as fotos tive aquele sexto sentido, sabem? E quando fui conhecer a escola mesmo, meses depois, fui muito bem recebida, a apresentação foi mais que satisfatória e era um preço bem razoável e estava dentro das nossas possibilidades.

Desde que a Beca começou lá eles sempre a trataram muito bem, com carinho, atenção. A adaptação dela foi bem tranquila com certeza pelo vinculo que ela criou com a professora - que mantiveram na turma dela esse ano!

O medo que ela tinha adquirido no fim do ano passado tem se dissolvido no dia a dia e ela já se interessa bem mais por ir a escola. Tem atividades novas como uma aulinha de educação física voltada a exercitar a atividade motora através de brincadeiras, por exemplo, que ela adora.

E agora?

Como não vamos  ficar completamente sem grana, apenas ter uma redução drástica, o negocio é ver quais são as prioridades. Tem coisas que não podemos deixar de pagar, como a pensão da Lulu por exemplo. E tem coisas que podem ter o custo reduzido, outras não.

A partir do ano que vem a Beca tem direito a uma bolsa de estudos em outra escola devido a contatos que meu pai tem. Ou seja, estudo garantido e sem custos. Mas eu não queria tira-la da escola em que ela esta, honestamente, antes dela entrar no Ensino Fundamental. Isso já e uma coisa que agora mais é sonho que realidade. Ela ir pra essa outra escola no ano que vem esta praticamente certo, e uma questão mais de aceitação que de decisão.

Mas esse ano eu queria deixa-la onde esta.

Pra isso ser possível, alem de diminuir alguns gastos básicos como trocar a marca das fraldas e dar uma insistida no desfralde enquanto ainda esta calor diminuindo os gastos nessa área consideravelmente, tenho que ponderar sobre as tais prioridades.

Pra mim uma prioridade máxima é a saúde. Ate por que eu tenho um problema real. Com isso sempre deixei claro pro Taz que o que eu mais faço questão é de mantermos um convênio médico bom.

Esse foi um dos motivos pelos quais não saímos ate hoje da casa dos meus pais. (O que foi bom, por um lado, pois com as recentes mudanças estaríamos voltando pra cá de qualquer jeito) Os convênios cobram valores absurdos - ainda mais quando você pensa no quanto eles repassam pros médicos - e eu nunca estive disposta a abrir mão do mesmo. E com a Beca no meio disso, abrir mão de ter um bom convenio pra ela esta fora de cogitação.

Já o Taz ja se disse disposto a ficar sem convênio por algum tempo se isso for necessário. Como ele já disse, passou tanto tempo da vida dele sem convenio, pode voltar a ficar sem por mais algum.

Nós temos que trocar de convenio de qualquer forma. Isso e uma realidade. Se eu baixar um pouco os meus padrões e contratar um plano só pra mim e pra Beca, existe a possibilidade de mantê-la na escolinha esse ano. Se eu contratar um plano que inclua o Taz, mesmo abaixando os padrões, mante-la na escola já não sera possível.

Mas eu acho injusto que o Taz não tenha um plano de saude e eu e a Beca sim. Somos uma familia e a saude de todos nós é importante!

Me parece errado, entendem?

E o pior é que não conseguimos sentar e conversar sobre isso e tudo o que esta acontecendo que me leva a ter que tomar essas decisões, pois acabamos brigando e eu evito brigar com ele perto da Beca - que mesmo quando nos agitamos e ela esta dormindo, acorda e tem pesadelos, pois sente o clima.

Conversar sem brigar esta sendo quase impossível. Até pela natureza dos problemas, a conversa já começa em um nivel de estress em que qualquer coisa acende um pavil de um barril de pólvora que, pra falar a verdade, precisa estourar.

Dificil...

O que você faria? Sua semana também começa assim?

terça-feira, 6 de março de 2012

Retorno de saturno?

Minha vida as vezes parece, pra mim, que fica uma bagunça de uma hora pra outra. Ao mesmo tempo parece que ela segue uma linha da qual eu tento fugir, mas sempre me leva pro mesmo lugar...

Retorno de Saturno é uma definição da Astrologia baseada no tempo de orbita desse planeta e em como o mesmo interferiria na nossa vida. E um período de 29 anos em que, a cada vez que essa orbita se completa (quando fazemos 29 anos, depois apenas aos 58, e se dermos sorte, de novo aos 87, e por ai vai) podemos esperar grandes mudanças na nossa vida - ou pelo menos, se continuarmos no mesmo caminho, termos a certeza de ser essa a nossa escolha. É um período atribulado, em que o universo nos da dicas, ou coices, de que lado queremos seguir pelos próximos 29 anos de nossa existência.

Pensa na responsabilidade que é, quando se esta para completar 30 anos, de que a decisão de vida que tomar nesse período entre os 29 e os 30, será o que você vai fazer até que Saturno termine de orbitar nosso sol novamente!

No entanto, não posso deixar de ver cada vez com mais clareza algumas mudanças que preciso tomar na minha vida. Alguém sem nada de tato poderia dizer que eu, finalmente, estou me tornando adulta. #abafa

Algumas coisas estão mudando por aqui. Ainda não aconteceu a mudança pratica, mas paradigmas foram quebrados, certezas se tornaram duvidas e duvidas foram expostas como certas. E nesse meio, minha vida. Da minha família. Meus medos e meus anseios.

Nas minhas decisões, das quais já falei antes em outros posts, nada muda. Pelo contrario, vejo uma urgência muito maior em ser firme no que decidi e me esforçar muito mais do que tenho feito. Mas faço, farei, isso com um coração mais leve. Se antes eu tinha duvidas se era esse o caminho a seguir, já não tenho mais.

Coloquei em meu status de FB que as vezes precisamos dar passos atrás para poder ir mais longe, e que tudo bem. Acredito mesmo nisso. Estou a beira de viver isso. Abrir mão de uma série de confortos, que na verdade não me cabem há muito tempo. Abrir mão desses confortos agora para, com perseverança e proposito, alcança-los mais pra frente mais uma vez. Mas dessa vez por meus próprios méritos.

E o pior é que o que mais me passa pela cabeça é a frase: "Ja não era sem tempo!"

quinta-feira, 1 de março de 2012

Noticias do front

Estou melhor. Acho.

Sim, estou melhor. Mais calma. Mas nada na minha vida esta mais certo do que estava a uma semana atras. Nada mudou. Só eu mesmo que estou mais calma.

Beca tem passado uns dias ruins. Hoje esta bem. Mas já tem duas semanas que ela parece brigar com uma virose que não se cura totalmente. Começou com uma diarreia e vômito na semana que precedeu o Carnaval. Com remédios pra enjoo e uma dieta mais rígida e constipante, resolvemos o problema. Ai, no feriado começou de novo, e dessa vez teve febre de até 38°. Ficou com febre por 3 dias e passou, e a diarreia foi tratada novamente com dieta.

Nesse Domingo, 4 dias depois do feriado, ela começou com febre de novo, dessa vez chegando a 38,7°. Cheguei a levar ela no PS pensando se tratar de uma infecção urinaria. (Ela reclamou de dor) Ficamos ate a 1h da matina no Hospital pra sair com a certeza que não era infecção urinaria mas sem uma definição do que era. A medica não achava que uma crise estava relacionada a outra. Não me convenceu...

Tudo tem cara de virose. Ela não tem tido nenhuma mudança comportamental e nem apareceu nenhum padrão que me fizesse pensar se tratar de algum problema psicológico que poderia estar se manifestando como uma amiga minha sugeriu.

Apesar da Febre ela se mantinha ativa nos momentos que o remédio fazia efeito.

Meu esposo acredita que tudo isso e efeito do calor, como uma insolação mesmo. Tem feito muito calor em SP (não quero comparar com outros locais) e ela não esta acostumado com esse clima. Se antes, no friozinho, o que estava atacando era a rinite e a sinusite, agora parece que o calor também tem seus males.

Eu estou aguardando pra ver se dessa vez esse mal que a vem afligindo realmente passe e que ela não volte a ficar com febre o 3° fim de semana seguido. Estou de prontidão.


Falando de mim, estou melhor como falei acima. Mais calma. Interiorizando minhas decisões. Pude desabafar um pouco com minha irmã e a conversa foi bem boa, bem produtiva. Não brigamos como acontece em muitas tentativas de conversa que temos. Ela foi ótima, me ouviu e foi bem sensata nos conselhos que deu. Foi bom e me ajudou a colocar a cabeça um pouco mais em ordem.

Estou averiguando cursos para fazer online para os concursos que estou prestando, mas ainda não inciei nenhum. Tem alguns concursos bem bons na iminência de saírem editais e eu preciso priorizar o tipo de vaga que me interessa pra poder focar nos estudos. Ate por que, não tenho grana pra fazer todos os cursos pra todos os concursos que vou prestar.

No meio  tempo enviei alguns currículos pra dar aula de inglês e fui chamada pra 2 entrevistas essa semana. Apesar do nervoso e da falta de pratica, acho que fui bem. Infelizmente minhas disponibilidades de horário já me fizeram abrir mão de uma das vagas e é possível que tenha que fazer isso com a segunda também se vierem a me chamar.

Minha disponibilidade é o horário que a Beca esta na escola. A ideia, quando comecei a enviar os currículos era de que o Taz ficasse com a Beca pelas manhãs e levasse ela pra escola de tarde, mas ele vai precisar cobrir ferias de funcionários e horários vagos no trabalho dele e por cerca de 2 meses e possível que ele tenha que trabalhar de segunda a sábado das 8h as 22h. E com isso, obviamente, eu terei que estar em casa.

Pensei em colocar a Beca em horário integral na escola, mas o salario que eu ganharia não daria pra bancar as contas e a escola integral. Pensei em colocar a Beca em uma escola publica, mas estão sem vagas aqui por perto e a verdade é que tenho medo dela sentir demais a mudança. (De escola, indiferente ser publica ou não nesse caso)

Querendo ou não tenho a chance de estar com ela nesse horário em que ela não esta na escola e poder trabalhar apenas meio período. E uma chance que prefiro aproveitar pois sei que assim que passar e for chamada em um concurso, não sera mais uma realidade.

A verdade é que quero aproveitar ainda esse tempo com ela. Podem me culpar por isso?