De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Da volta a rotina que tanto amamos!

E as férias chegam ao fim.

Foi um mês bem aproveitado. Viajamos 2 vezes, uma para uma chácara no interior, outra para uma casa na praia.

Junto conosco o primo da Rebeca, fiel companheiro.

Recebemos meu sobrinho por algumas semanas. Teve jogos e brincadeiras, alguns desentendimentos, e infelizmente muito tempo em celular e computador. Mas o saldo no final foi positivo e as crianças ficaram felizes de ter companhia.

Teve Natal e Ano Novo. Teve aniversariante do sobrinho e do marido.

Teve ida ao parque de diversões, com montanha russa e barco viking. Teve calor, muito calor. Aliás, ainda tem muito calor! Ufa!

Mas tudo tem um começo, um meio e um fim, e as férias terminaram.

Não estamos nada tristes com o fim das férias e isso se deve por amarmos muito a nossa rotina, nosso dia a dia.

Voltam às aulas de dança, tão amadas. Volta tímida mas aguardada. Rever os amigos, mexer o corpo com a música, conhecer pessoas novas...

Volta às aulas na escola. Série nova, professora nova, velhos amigos, novos desafios.

Acorda cedo mas acorda feliz. Corre pra fazer lição, pra almoçar, pra não se atrasar, mas tudo com um sorriso.

Sorriso banguela. Mais um dentinho caiu nas ferias. Mas sem fada do dente. Agora ela quer guardar os dentinhos.

Janta, assiste vídeo, ou TV, descansa. Dorme cedo, lê um livro, não nessa ordem.

Começa de novo amanhã.

Feliz.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Escola é lugar de educar sim!

Eu já vi muitas vezes as pessoas repetindo que na escola se aprende apenas as disciplinas formais (português, matemática, ciências, etc) e que educação se aprende em casa. Inclusive das próprias escolas e professores.

Não sei se algum dia eu acreditei nisso também.
Meu pai teve uma escola por muitos anos. Eu fui professora de inglês por algum tempo.
E parando pra pensar, a minha relação com os alunos nunca foi essa.
Ate porque a minha postura na vida sempre foi a de acolher e explicar. Mas eu nunca associei a minha postura pessoal como um ideal de educação a ser seguido. Na época eu questionava, mas lá no meu íntimo. Da boca pra fora eu repeti algumas vezes aquela afirmação la de cima.

Ai eu quis ser mãe, e comecei a tentar entender melhor o que é educar alguém.
E depois que a Rebeca nasceu, foi crescendo, entrou pra escola e eu pude ver de verdade o que é educar alguém, o que é ajudar um ser humano a se formar e criar sua identidade, eu entendi.

Escola é lugar de educar sim.
Casa é lugar de educar sim.
Escola se aprende disciplinas formais sim.
Casa se aprende disciplina formais sim.

Por que ser humano não é um robozinho, um programa de computador que você abre e fecha aplicativos, caixas, planilhas, e escolhe que ele vai absorver apenas aquilo que você quer que ele absorva.

Ser humano é esponja. Ele aprende o tempo todo, 24h por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.
E quando somos crianças todo esse aprendizado é elevado ao quadrado, ao cubo, por que é a primeira vez que eles tem contato com tudo. Então somos responsáveis o tempo todo, por todas as crianças que temos a nossa volta. Por todo adolescente. Por que somos aquilo que eles vem, e é com o nosso exemplo, com as nossas ações, que eles aprendem.

Porque não adianta você achar que vai ser professor de matemática e só vai ensinar criança a fazer equação de 2 grau, e tratar mal aluno que aprende devagar, ou agir de forma racista e preconceituosa, gritar pra classe  prestar atenção, e achar que nada disso vai ter efeito nenhum na vida dessas crianças.. Porque quando você faz isso você ta ensinando a todos eles que todos esses comportamentos são aceitáveis, especialmente vindos de uma suposta figura de autoridade.


Minha filha hoje tem 8 anos. Ela presta atenção em tudo que alcança o radar dela. Eu posso estar cochichando que ela ouve.

Ela chama minha atenção toda vez que eu falo um palavrão. Mas ela também presta atenção se eu falo com ela usando o tempo verbal correto nas frases, se eu pronuncio as palavras corretamente, e se eu faço pausas enquanto falo para que ela tenha tempo de entender o que estou dizendo.

Ela presta atenção se eu falo obrigada, por favor, bom dia. Ela presta atenção toda vez que eu decido ajudar alguém. Toda vez que eu decido abrir mão de algumas moedas no farol, ou emprestar dinheiro pra um amigo, ou dar apoio a alguém doente. Ela presta atenção em como eu trato meus pais, meus sogros, minha irmã, minhas cunhadas. E isso ensina a ela como deve se comportar muito mais do que quando eu cobro que ela faça essas coisas brigando com ela, chamando atenção.

E ela aprende a ver horas, aprende a história da nossa família, aprende música, aprende a contar o dinheiro que tem no cofrinho ou as moedas para um doce, aprende os aniversários e as datas de nascimento e como fazer a associação dos dois. Aprende a respeitar os animais, as plantas, e a importância disso na nossa vida.

E eu sei que ela presta atenção em tudo isso com todas as pessoas que ela tem contato.

Ela já sabe que quando vai na casa dos avós paternos ela deve colocar pouca comida no prato e estar disposta a comer mesmo se não gostar, por que o avô dela faz questão que todos comam tudo o que colocaram no prato. Porque ele foi ensinado assim, porque ele já passou muita necessidade e sente que nada deve ser desperdiçado.

Ela sabe que aqui em casa tudo bem não comer o prato todo. Podemos guardar pra depois, ou dar pro cachorro, ou qualquer outra coisa. Porque aqui é mais importante saber identificar quando se esta satisfeito e saber dizer não a si mesmo, saber parar. Porque aqui o problema é a gula.

Na escola ela sabe que deve respeitar a professora e que não deve brigar com os colegas. E que se alguém caçoar dela ou pior, que ela deve procurar a ajuda de um adulto. Mas ela também sabe que pode se defender se alguém tentar machucá-la.

Se a escola se exime do seu papel, escolhendo para si apenas uma parte, ela não esta realmente fazendo isso. Ela esta automaticamente ensinando algo a essas crianças e adolescentes. Está ensinando que não se importa se eles se tornarão boas pessoas, ou cidadãos conscientes. Esta ensinando que não se importa se eles não sabem respeitar o próximo. Esta mostrando que a gente pode sim escolher apenas a parte que nos interessa e deixar o que não queremos para outras pessoas.

A maioria das crianças que conheço passa cerca de 12h na escola. É muito mais tempo do que eles passam com a família. Não é possível achar que o que uma criança vive durante 12h vai ter menos ou nenhum impacto comparado as 4h que passa acordada com a família.

Somos todos responsáveis. O tempo todo. Seja você o tipo de aluno que você quer na sua sala de aula. Estamos criando seres humanos, não maquinas. Não basta dar informação. Temos que dar o exemplo.

Bom fim de semana.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mamãe, eu não sou gorda, né?

E ai, como lidar?

Rebeca esse ano entrou pras aulinhas de balé na escola. Além disso vai e volta de perua escolar com o pai e o avô. Foram mudanças significativas na sua rotina mas que trouxeram pra perto dela algo que eu esperava que ela não tivesse que lidar por mais uns 3 anos pelo menos.

Aí que uma das coleguinhas dela que faz balé com ela e volta na perua falou pra ela que ela é gorda.

A menina é um ano e meio mais velha que ela. Já comecei me perguntando o que se passa na cabeça e na vida de uma criança de 5 anos pra se preocupar com isso e, mais ainda, pra tachar uma coleguinha menor que ela de gorda.

Posso falar também que fiquei P da vida?

Como assim chamar a minha filha de gorda?

Isso mexe comigo de uma forma muito muito forte. Por que né, não sou cega e tenho espelho em casa. Eu passei a vida tendo que lidar com problemas de peso. E nada do que eu fiz até hoje realmente funcionou. Eu continuo muito gorda, precisando urgentemente fazer uma dieta pra voltar a ser gordinha e estar satisfeita comigo mesma. Mas isso sou eu né gente, tenho 30 anos. E pra poder lidar com o meu problema de peso atual tenho que cutucar uma ferida criada desde criancinha, já que eu nunca pude me aceitar do jeito que eu era.

Eu nunca fui magra. Nunca. Não sei o que é isso. Nas vezes que mais emagreci na vida eu cheguei a ficar no máximo gordinha e olhe lá. Mas passar a vida ouvindo que eu não tinha o peso certo, que eu precisava emagrecer, que eu era gorda, e fazendo todo tipo de dieta maluca acho que é pra acabar com a autoestima de qualquer um.

Mas isso não era uma preocupação minha e nem das outras crianças com quem eu convivi quando eu tinha 3 anos, entendem? Minha memória me mostra momentos desagradáveis ligados a meu sobrepeso a partir dos 7 anos. Ok, antes disso eu já era a gordinha da classe? Era. Mas não era um problema, não era com a conotação negativa que veio depois e me marcou pra sempre.

Dai vem uma menina de 5 anos falar pra minha filha que ela é gorda.

E agora Rebeca fica tentando descobrir quem é gordo e quem não é. Tentando entender e se reconhecer.

E ela esta gordinha sim, eu sei que está. Nós estamos com um problema com isso sim pois apesar dela ainda estar crescendo mais rápido que a média das crianças na idade dela ela tem ganhado muito mais peso que o recomendado. Esta desproporcional e eu estou com muita dificuldade de controlar isso. Então ela esta gordinha sim.

Minha primeira reação quando ela veio com essa história de a menina falar que ela é gorda foi tentar não dar muita bola no sentido de não enfatizar o assunto. Conversei, perguntei quem tinha falado isso, tentei explicar um pouco, na esperança de que a história terminasse ali.

Mas Rebeca insistiu no assunto várias vezes e vários dias depois. Incluiu em suas brincadeiras e começou a falar que ela esta gorda, que a cachorra é gorda, que se ela comer muito vai ficar gorda e coisas desses tipo.

Da pra ver que ela não tinha entendido muito bem o conceito mas estava tentando assimilar.

E eu fui ficando horrorizada, confesso. Por que o peso dela deveria ser uma preocupação minha, não dela. Não agora. Não tão cedo.

Ontem ela me veio com essa pergunta de novo. e eu resolvi ir mais a fundo no assunto.

Perguntei quem falava isso e ela disse que era a mesma menina. E ai ela falou "mas eu não sou gorda né, mamãe? Eu sou magrinha!"

E ai que meu coração quebrou e eu fiquei sem saber o que fazer. E concordei. " Não filha, você não é gorda. Você é criança e criança não tem que se preocupar com isso. Você é fofa, mas não, você não é gorda."
E perguntei "você fica incomodada quando ela te chama de gorda?" e ela acenou que sim com a cabeça.
Ai pedi que quando isso acontecesse que ela dissesse pra menina bem isso, que ela não é gorda, que ela é criança e que ela ainda esta crescendo. E pra chamar a professora se isso acontecer na escola, ou o pai e o avô se acontecer na perua e dizer que a menina a esta incomodando.

Mostrei algumas fotos pra ela ver, pra ilustrar um pouco o que eu estava falando.

Coloquei ela pra dormir com o coração na boca. Uma mistura de raiva, de tristeza. Por que ela não devia ter que se preocupar com isso, gente! Ela tem 3 anos! Que mundo é esse que a gente vive que uma criança de 3 anos precisa lidar com esse tipo de ação?

Eu aceito que essa tenha que ser uma preocupação minha pensando na saúde dela, seja física seja psicológica, hoje e sempre. Por que eu sei exatamente as coisas com as quais ela vai ter que lidar. Mas não é justo ela ter que começar a lidar com isso tão cedo. Não é mesmo...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Fim de Férias...

Uma das coisas complicadas de ficar desempregado/em inicio de nova carreira e ter filhos é que durante as férias escolares não da pra inventar muita coisa.

Por sorte eu tive que trabalhar vários dias, o que rendeu muita experiência e um pouco de grana extra que foi basicamente reinvestida. E isso também significou que nos dias que trabalhei mais tive bastante ajuda dos meus pais, tanto em fazer umas compras de ultima hora e principalmente ficando com a Beca enquanto eu me ocupava na cozinha. O marido então nem se fala, ajudou em tudo que pode, desde colocando a mão na massa com a decoração pra me ajudar a manter os prazos, a saindo pra vender na rua e fazer entregas

O Taz demorou um pouco mas agora conseguiu definir que rumo vai tomar profissionalmente e, se tudo correr como esperado, vai estar começando o novo emprego nos próximos dias. Demora ainda um tempo pra nossa situação se estabilizar mas já vai dar pra respirar mais aliviado.

Rebeca teve alguns passeios bons nas férias: fomos no cinema, ela foi várias vezes ao parquinho, brincou muito com os avós, recebeu visitas e, o que eu acho que foi o preferido dela, fez um passeio só dela e da tia (e um amigo da tia super bem disposto!). Assistimos muito desenho em casa, comemos pipoca, fizemos piquenique no tapete de EVA. No próximo fim de semana vai receber a irmã mais uma vez e pronto, terão terminado suas férias.

Agosto está logo ai e com ele vem o deadline pro meu projeto de livro pra bolsa da biblioteca nacional. Vem não só um novo emprego mas uma nova  carreira pro marido. A continuação dos esforços com as vendas dos cupcakes. Minhas novas e cada vez mais necessárias tentativas em voltar a dirigir. E claro, a volta as aulas!

Vem um periodo de recessão sim. Isso não mudou. Tivemos que estabelecer prioridades. Mas estou otimista de que logo as coisas vão melhorar.

E vocês, como estão passando esse fim de férias?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Projetos

Gente, antes de mais nada queria agradecer os comentários no post anterior. Me senti muito querida, abraçada mesmo com as palavras de força e incentivo. Obrigada!

Não quero tirar a Beca da escolinha. Mesmo! E ontem, com o frio que esta em SP, resolvi colocar nela o uniforme de inverno da escolinha pois ele realmente é muito quente, mais que as outras roupas que ela tem. e isso ativou a memória dela que até então estava curtindo ficar em casa e nem falava da escola.

E eis que ela falou da escolinha várias vezes no dia. Coincidência ou não foi um dia que eu e ela ficamos só nós duas em casa, se curtindo mesmo, enquanto o pai e os avós resolviam pendências na rua. Foi um dia super gostoso mas fiquei ainda com mais dó de tirar ela da escola.

E ela falou que sente saudades da escola, da professora, e de um amiguinho em específico. Um amiguinho que pra ela é bem especial e que sei que é recíproco pois os pais dele já me contaram que ele só fala dela em casa. Fiquei com o coração apertadinho com a possibilidade de que ela não retome as aulas.

Com isso fiz e refiz minhas contas. Fui tirando o máximo de coisas que pude, tudo que podia ser deixado pra depois, e por ai vai.

Conversei com minha mãe e expliquei que não poderei ajudar com as contas por enquanto, mas que assim que possível reassumo a minha parte em casa. Vou trocar o plano de saúde por outro mais em conta. Vou conversar com a psiquiatra para espaçar mais as consultas para eu poder continuar indo. Vou deixar os passeios, cinema e afins para depois, quando estivermos numa situação melhor e ficaremos vendo filmes em casa mesmo por alguns fins de semana, e tudo bem. E aceito que isso tudo é temporário e que logo as coisas se resolvem. Mas não vou tirar a Beca da escola!

O Taz tem enviado vários currículos e foi fazer 2 entrevistas essa semana. Agora que ele conseguiu definir um rumo pra seguir as coisas parecem estar fluindo com mais facilidade e ele deve começar a trabalhar em breve. Além disso surgiu uma outra oportunidade pra ele e para o meu pai trabalharem com perua escolar, coisa que eles estavam vendo em conjunto. Não é certo ainda, mas é algo promissor também.

Enquanto isso eu estou procurando trabalhar os meus projetos. Esse fim de semana vou fazer uma degustação dos cupcakes para os amigos e conhecidos para que me ajudem a divulgar o trabalho e possam provar um pouco do que estarão divulgando.

Hoje consegui fazer um esboço do projeto a ser enviado para concorrer a Bolsa de Criação Literária da Funarte/Biblioteca Nacional no gênero romance. Ainda preciso revisar e reescrever algumas vezes até que esteja bom o suficiente pra ser enviado, mas o mais difícil que é fazer o primeiro esboço eu fiz.

Acho que o mais importante nessas horas de crise é tentar manter a calma e não tomar decisões desesperadas. Respirar fundo, várias vezes, e tentar acertar. E seguir um plano.

E acima de todas as coisas, não deixar de aproveitar os bons momentos.

--

Ontem eu e Rebeca ficamos em casa. Foi um programa de gordinho, admito. Com esse frio que tem feito nem tive coragem de brincar com ela no terraço. 

Ficamos assistindo filmes e brincando dentro de casa mesmo, regadas a pipoca, bolacha e muito suco! Assistimos a um filme e brincamos de alguma coisa - de fazer cabaninha com os cobertores, ou de carrinho e passeios de faz de conta, ou de médico e os pacientes brinquedos, ou de rolar na cama... Lemos livrinhos, cantamos, vimos videos no computador. Vimos mais filmes na tv e comemos bolacha de maisena. E suco, muito suco. Jantamos juntas e brincamos mais.

Quando coloquei ela pra dormir ela estava cansada e fez um pouco de manha. Queria esperar o pai voltar e no fim conseguiu me dobrar e conseguiu. Quando aceitou tomar o leitinho e ouvir historinha de dormir foi ficando molinha molinha.

Então eis que um mosquito resolveu atrapalhar o processo. Rebeca tem medo de mosquito e detesta o zumbido deles na orelha. fica aflita e me pede sempre para tirar o mosquito da orelha dela, coisa que eu sempre faço. "Tiro" o mosquito e "jogo ele fora". Nessa ela se abraça a minha mão que cobria a orelha dela, fecha os olhinhos e dorme. E sorri, aquele sorrisinho gostoso que desmonta a gente, sabem?

Ta bom que eu tive coragem de tirar a mão dali, né? Fiquei uns 5 minutos esperando ela dormir mais, se acalmar, até que falei que não tinha mais mosquito e ela soltou.

Soltou só a mão. Por que a mãe ficou ali, presa naquele momento, naquele sorriso, com a certeza que naquele dia eu tinha feito minha filha feliz.

Não tem nada melhor.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ó duvida cruel!

Fiz uma piadinha com o título mas ele é sério. vocês notaram a piadinha? É, eu sou ruim nisso.

As coisas por aqui ainda não se resolveram. Financeiramente falando mesmo. A verdade é que acho que esse é nosso maior problema agora. Inclusive as crises conjugais - que deram uma trégua - existem muito por causa disso. Ou eu espero que seja assim, tá?

Marido continua desempregado e eu ainda estou engatinhando com a venda dos cupcakes. Por mais que eu esteja gostando, e muito, de trabalhar com os bolinhos, não da mais pra esperar as coisas mudarem. Chegou, ou melhor, passou da hora de encarar os fatos chatos.

E entre os fatos chatos que eu evitei até agora tem a ver com a escola da Rebeca.

A unica atitude que eu consegui ter de fato até agora foi fazer a inscrição pra matrícula na escola municipal perto de casa. E mesmo assim, fiz com peso no coração torcendo pro marido conseguir outro emprego e eu não ter que tirar a Beca da escolinha que ela tanto gosta. Que eu tanto gosto.

E ai esta minha duvida. Tiro ou não a Beca da escolinha?

Tem gente que vai ler isso e dar risada, acreditem, por que isso nem deveria ser uma duvida. É uma necessidade mesmo. Estamos, de verdade, sem dinheiro. Por mais que o marido tenha decidido o que vai fazer daqui pra frente e no que e onde voltar a trabalhar isso anda em ritmo de lesma. Não importa por que a demora em agir, importa que, mês que vem o "seguro-desemprego" acabou e ai, amigos, a coisa complica muito mais!

Nós temos um outra renda mas ela não é nem de perto suficiente pra suprir as necessidades que temos. Ajuda, mas tenho que fazer escolhas difíceis.

E marido me colocou na parede esse fim de semana: vamos ou não tirar a Beca da escola?

Eu não quero. Mais que isso, não sei se consigo.

Não sei se consigo ficar com a Beca em casa e fazer as coisas que me propus e quero fazer, que são terminar meu livro e trabalhar com a Cup*Di*Cake.

Ela de férias já me desestabiliza a vida toda e eu acabo precisando da ajuda tanto do Taz quanto dos meus pais pra poder descansar e fazer as encomendas que recebo. E pra quem vê de fora pode não parecer mas a verdade é que eu não gosto nada de ter que pedir ajuda dos outros pra cudar da minha filha, mais,cuidar dela pra eu poder trabalhar!

Sem contar que não sinto muito apoio nas minhas empreitadas, mas isso fica pra outro post, ok?

Eu espero, honestamente, poder pagar a escolinha da Beca com a venda dos cupcakes. De verdade. E nem é tão difícil assim, a escola não é das mais caras e o tempo que ela esta lá é suficiente pra eu aprontar os doces. Mas e o medo?

Muita gente quando volta a trabalhar depois de ter filhos fica em duvida se vale a pena trabalhar apenas para pagar a escola, sem sobrar nada disso. Eu, de verdade, já ficaria bem satisfeita se conseguisse isso fazendo o que eu gosto. Pagar a escola da filha e o convênio médico da família já tava bom pra um mês de trabalho...

E você? O que acha disso tudo? Mas vai com calma que eu sou sensível, tá? rs

quarta-feira, 14 de março de 2012

Agradecimentos e atualizações

Gente, fiquei super feliz com o retorno que tive das amigas com o post anterior! Obrigada!

Não vou fazer um post muito longo hoje não, queria só agradecer mesmo.

Ainda não consegui sentar pra conversar com o Taz direito sobre todos esses assuntos, saber o que ele pensa, o que ele quer. Isso deve acontecer amanhã quando formos ate a minha médica - caminho de ida e volta serve pra isso né?

Adianto que pode ser que não tenhamos que abrir mão de nenhuma das duas coisas, nem a escolinha esse ano - e se deus quiser os próximos também não  - nem do plano de saúde pra família toda.

Beijos e obrigada por tudo!

Volto depois com noticias da boneca Rebeca!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Segunda feira, sua linda!

Não sei vocês, mas o blog, pra mim, é uma forma de terapia. Como já tem  quase 3 anos que o dinheiro não permite a ida a um psicologo, é escrevendo aqui que encontro espaço para lidar com muitos dos meus problemas e anseios. Muitos, mas não todos...

Como falei em post anterior, minha vida esta dando um giro muito grande. Junto da mudança interna, pessoal, estão ocorrendo mudanças reais, físicas, materiais mesmo. E uma delas é que o dinheiro, que já não era muito, está pra ficar, pelo menos temporariamente, ainda menor.

E isso me faz ter que tomar algumas decisões importantes.

Uma dessas decisões é a de tirar ou não a Rebeca da escola em que ela esta.

E só de falar disso já me da um nervoso...

Escolhi essa escola a dedo pra ela. Achei a mesma pela internet, fazendo uma busca inicial procurando por uma escola que tivesse uma boa estrutura fisica e não fosse muito grande. E quando olhei as fotos tive aquele sexto sentido, sabem? E quando fui conhecer a escola mesmo, meses depois, fui muito bem recebida, a apresentação foi mais que satisfatória e era um preço bem razoável e estava dentro das nossas possibilidades.

Desde que a Beca começou lá eles sempre a trataram muito bem, com carinho, atenção. A adaptação dela foi bem tranquila com certeza pelo vinculo que ela criou com a professora - que mantiveram na turma dela esse ano!

O medo que ela tinha adquirido no fim do ano passado tem se dissolvido no dia a dia e ela já se interessa bem mais por ir a escola. Tem atividades novas como uma aulinha de educação física voltada a exercitar a atividade motora através de brincadeiras, por exemplo, que ela adora.

E agora?

Como não vamos  ficar completamente sem grana, apenas ter uma redução drástica, o negocio é ver quais são as prioridades. Tem coisas que não podemos deixar de pagar, como a pensão da Lulu por exemplo. E tem coisas que podem ter o custo reduzido, outras não.

A partir do ano que vem a Beca tem direito a uma bolsa de estudos em outra escola devido a contatos que meu pai tem. Ou seja, estudo garantido e sem custos. Mas eu não queria tira-la da escola em que ela esta, honestamente, antes dela entrar no Ensino Fundamental. Isso já e uma coisa que agora mais é sonho que realidade. Ela ir pra essa outra escola no ano que vem esta praticamente certo, e uma questão mais de aceitação que de decisão.

Mas esse ano eu queria deixa-la onde esta.

Pra isso ser possível, alem de diminuir alguns gastos básicos como trocar a marca das fraldas e dar uma insistida no desfralde enquanto ainda esta calor diminuindo os gastos nessa área consideravelmente, tenho que ponderar sobre as tais prioridades.

Pra mim uma prioridade máxima é a saúde. Ate por que eu tenho um problema real. Com isso sempre deixei claro pro Taz que o que eu mais faço questão é de mantermos um convênio médico bom.

Esse foi um dos motivos pelos quais não saímos ate hoje da casa dos meus pais. (O que foi bom, por um lado, pois com as recentes mudanças estaríamos voltando pra cá de qualquer jeito) Os convênios cobram valores absurdos - ainda mais quando você pensa no quanto eles repassam pros médicos - e eu nunca estive disposta a abrir mão do mesmo. E com a Beca no meio disso, abrir mão de ter um bom convenio pra ela esta fora de cogitação.

Já o Taz ja se disse disposto a ficar sem convênio por algum tempo se isso for necessário. Como ele já disse, passou tanto tempo da vida dele sem convenio, pode voltar a ficar sem por mais algum.

Nós temos que trocar de convenio de qualquer forma. Isso e uma realidade. Se eu baixar um pouco os meus padrões e contratar um plano só pra mim e pra Beca, existe a possibilidade de mantê-la na escolinha esse ano. Se eu contratar um plano que inclua o Taz, mesmo abaixando os padrões, mante-la na escola já não sera possível.

Mas eu acho injusto que o Taz não tenha um plano de saude e eu e a Beca sim. Somos uma familia e a saude de todos nós é importante!

Me parece errado, entendem?

E o pior é que não conseguimos sentar e conversar sobre isso e tudo o que esta acontecendo que me leva a ter que tomar essas decisões, pois acabamos brigando e eu evito brigar com ele perto da Beca - que mesmo quando nos agitamos e ela esta dormindo, acorda e tem pesadelos, pois sente o clima.

Conversar sem brigar esta sendo quase impossível. Até pela natureza dos problemas, a conversa já começa em um nivel de estress em que qualquer coisa acende um pavil de um barril de pólvora que, pra falar a verdade, precisa estourar.

Dificil...

O que você faria? Sua semana também começa assim?

quinta-feira, 1 de março de 2012

Noticias do front

Estou melhor. Acho.

Sim, estou melhor. Mais calma. Mas nada na minha vida esta mais certo do que estava a uma semana atras. Nada mudou. Só eu mesmo que estou mais calma.

Beca tem passado uns dias ruins. Hoje esta bem. Mas já tem duas semanas que ela parece brigar com uma virose que não se cura totalmente. Começou com uma diarreia e vômito na semana que precedeu o Carnaval. Com remédios pra enjoo e uma dieta mais rígida e constipante, resolvemos o problema. Ai, no feriado começou de novo, e dessa vez teve febre de até 38°. Ficou com febre por 3 dias e passou, e a diarreia foi tratada novamente com dieta.

Nesse Domingo, 4 dias depois do feriado, ela começou com febre de novo, dessa vez chegando a 38,7°. Cheguei a levar ela no PS pensando se tratar de uma infecção urinaria. (Ela reclamou de dor) Ficamos ate a 1h da matina no Hospital pra sair com a certeza que não era infecção urinaria mas sem uma definição do que era. A medica não achava que uma crise estava relacionada a outra. Não me convenceu...

Tudo tem cara de virose. Ela não tem tido nenhuma mudança comportamental e nem apareceu nenhum padrão que me fizesse pensar se tratar de algum problema psicológico que poderia estar se manifestando como uma amiga minha sugeriu.

Apesar da Febre ela se mantinha ativa nos momentos que o remédio fazia efeito.

Meu esposo acredita que tudo isso e efeito do calor, como uma insolação mesmo. Tem feito muito calor em SP (não quero comparar com outros locais) e ela não esta acostumado com esse clima. Se antes, no friozinho, o que estava atacando era a rinite e a sinusite, agora parece que o calor também tem seus males.

Eu estou aguardando pra ver se dessa vez esse mal que a vem afligindo realmente passe e que ela não volte a ficar com febre o 3° fim de semana seguido. Estou de prontidão.


Falando de mim, estou melhor como falei acima. Mais calma. Interiorizando minhas decisões. Pude desabafar um pouco com minha irmã e a conversa foi bem boa, bem produtiva. Não brigamos como acontece em muitas tentativas de conversa que temos. Ela foi ótima, me ouviu e foi bem sensata nos conselhos que deu. Foi bom e me ajudou a colocar a cabeça um pouco mais em ordem.

Estou averiguando cursos para fazer online para os concursos que estou prestando, mas ainda não inciei nenhum. Tem alguns concursos bem bons na iminência de saírem editais e eu preciso priorizar o tipo de vaga que me interessa pra poder focar nos estudos. Ate por que, não tenho grana pra fazer todos os cursos pra todos os concursos que vou prestar.

No meio  tempo enviei alguns currículos pra dar aula de inglês e fui chamada pra 2 entrevistas essa semana. Apesar do nervoso e da falta de pratica, acho que fui bem. Infelizmente minhas disponibilidades de horário já me fizeram abrir mão de uma das vagas e é possível que tenha que fazer isso com a segunda também se vierem a me chamar.

Minha disponibilidade é o horário que a Beca esta na escola. A ideia, quando comecei a enviar os currículos era de que o Taz ficasse com a Beca pelas manhãs e levasse ela pra escola de tarde, mas ele vai precisar cobrir ferias de funcionários e horários vagos no trabalho dele e por cerca de 2 meses e possível que ele tenha que trabalhar de segunda a sábado das 8h as 22h. E com isso, obviamente, eu terei que estar em casa.

Pensei em colocar a Beca em horário integral na escola, mas o salario que eu ganharia não daria pra bancar as contas e a escola integral. Pensei em colocar a Beca em uma escola publica, mas estão sem vagas aqui por perto e a verdade é que tenho medo dela sentir demais a mudança. (De escola, indiferente ser publica ou não nesse caso)

Querendo ou não tenho a chance de estar com ela nesse horário em que ela não esta na escola e poder trabalhar apenas meio período. E uma chance que prefiro aproveitar pois sei que assim que passar e for chamada em um concurso, não sera mais uma realidade.

A verdade é que quero aproveitar ainda esse tempo com ela. Podem me culpar por isso?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Falando de: Educação e Alfabetização

Eu ja fui professora de Inglês.

Foi o meu primeiro emprego, o que consegui sozinha, na raça, mandando currículo a todos os lados e fazendo entrevista em outra lingua com medo de perceberem que meu inglês não era lá essas coisas na verdade.

Depois disso dei aula em outros lugares, inclusive na escola que meu pai tinha. (passado, não tem mais, ta aposentado)

Meu pai ter uma escola por 26 anos da minha vida foi um fato marcante pras minhas escolhas. Eu acreditava que iria, um dia, assumir os negocios da familia. Então, apesar das minhas dificuldades, eu tentei me focar nessa questão da educação...

Outra coisa que marcou  muito a minha visão sobre esse assunto foi o fato de ter frequentado boas escolas que seguiam um metodo de vanguarda conhecido como socio-construtivista. (Mais AQUI)

Viver nessa imersão toda me fez acreditar em algumas coisas que tenho tido oportunidade de colocar em pratica com a Beca. E avaliar o que tem sido feito com meus sobrinhos...

Hoje conversando com minha cunhada ela comentou que meu sobrinho de 8 anos não sabe ler. Não sabe, pelo que ela falou, escrever o proprio nome.

O que me chocou e eu fiquei sem saber como agir, foi o fato de que ela não falou num tom preocupado, mas de reprovação. A culpa disso era do menino. Afinal, ele tinha ajuda dos pais, e mesmo assim não aprendia. Era preguiçoso e mais, estava se tornando mal educado e respondão. Havia levado um puxão de orelha do avô no fim de semana por ter-lhe respondido de forma mal criada.

Não vou nem entrar no mérito do puxão de orelha - fica pra outro post. 

Ela comentou que achava um absurdo uma criança que tinha feito Jardim e Pré-escola não soubesse, nessa etapa, saber ler.

Eu respondi que, pra começo de conversa, era no primeiro ano que ele devia ter aprendido isso. Mas a verdade é que eu queria falar muita coisa, muita, e me calei. Eu não tenho intimidade suficiente nem estou proxima para de fato, ajudar. Minha opinião, ali, seria apenas uma critica e eu acho ainda, muito mal recebida.

Eu entendo a visão da minha cunhada. Mesmo. A moça que trabalha na casa dos meus pais tem um problema semelhante com o filho de 9 anos.

Não é coincidência. Ambos estudam em escola publica. Seus pais, que trabalham o dia inteiro, também estudaram em escola publica e, se chegaram a tanto, tiveram que se esforçar pra terminar o Ensino Medio.

Tenho certeza que ninguém lê pra essas crianças dormirem. Nem nunca leram. Sei que se os filhos pedirem uma revistinha em quadrinhos, serão duramente criticados por "querer ler besteira quando não leem os livros da escola". Sei que esses pais não tem condições de corrigir as lições dos filhos por eles mesmos não saberem a forma correta do uso das palavras e suas regras.

E todos acham que é obrigação da escola ensinar isso.

E nem querem que o filho saiba muito. Não precisa saber ler e escrever corretamente. Mas precisa ser capaz de ler um jornal, por exemplo, quando for adulto. Mais que isso, tem que tirar nota boa - leia acima da média - e passar de ano.

Eu sei, por que tive a chance de aprender,que não é bem assim.

Eu aprendi a ler com meu pai lendo gibis da mônica pra mim. Sempre tive livros em casa e pude mexer neles quando não corria mais o risco de rasga-los. Meus pais contavam historias pra nós antes de dormir - repetidamente se assim pedissemos. liam nos livros ou as vezes inventavam eles mesmos uma historia nova.

Na escola ler foi uma conquista! Foi algo bom, feito de forma gradativa e prazeirosa. Brincamos muito com letras, silabas e nos permitiram explorar esse universo novo.

Nada era feito de forma uniformizada, robotizada, mecanizada. Entendem? Não eramos um unico ser coletivo, eramos unicos.

Pra vocês terem ideia so fui saber o que era uma prova de verdade, com notas na 4 serie. Alem disso meus pais recebiam avaliações escritas individualizadas bimestralmente, com dicas de como trabalhar minhas dificuldades em casa. Não tive boletim ate mudar de escola, ja na 5 serie.

E apesar de saber que nem todos podem oferecer um ensino como o que eu tive - eu mesma não posso dar isso pra Beca - o que eu tive em casa, a preocupação que meus pais tinham conosco, o cuidado, isso todo mundo pode ter. E deveria.

Não é obrigação da escola somente de ensinar nossos filhos a ler. E um processo que deve acontecer em conjunto. E ele começa em casa, com o pai e a mãe que, mesmo cansados de um dia de trabalho, sentam pra ler um gibi com os filhos, ou inventam uma historia.

Eu sei que ligar a tv e mais facil. Sei que trabalhar o dia inteiro, chegar e ter uma casa pra arrumar, comida pra fazer, é a rotina de 99%:da população. Sei que a escola tem que ensinar muita coisa. Inclusive a ler e escrever. Mas se não podemos perder 15 minutos do nosso dia pra educar nossos filhos e mostrar a eles o prazer de estar junto, e ler, o que estamos mostrando?

A impressão que tenho, com meu sobrinho, é que ele tem uma dificuldade. E que ele precisa de ajuda. Mas que as pessoas em volta dele nem sabem identificar o tipo de ajuda que ele precisa - por que estão repetindo a educação falha que eles mesmos tiveram. E que ele tenta, grita, por uma atenção que, de uma forma negativa, esta tendo ao não saber ler.

Seta que se ele soubesse ler teria tanta atenção dos pais, dos avós, das tias? Ou seria deixado sentado a mesa com uma lição? O que, afinal, ele ganharia?

E por isso que eu leio pra Beca, e invento historias. E canto. E compro Gibi.

Por que eu gosto. E me importo. E eu quero fazer diferente. E a minha parte, a parte mais importante.

A escola e complemento, é um lugar pra dar continuidade ao que aprendemos em casa. Não um substituto.

Mas me preocupo com meus sobrinhos. E espero que o pouco que eu posso fazer por eles seja suficiente pra mostrar uma coisa - que existe sim outra maneira. Existe uma alternativa. E quem sabe, um dia, eles decidam experimentar...E descubram como é bom, esse mundo onde aprender é, sim, divertido.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

2 anos e 4 meses

Rebeca completou ontem 2 anos e 4 meses. E olha, ao mesmo tempo que parece muito parece pouco, entendem?

Completou seus 2 anos e 4 meses com um sustinho - reclamou de dor de barriga na noite de terça, e na manhã de quarta ficou vomitando e com diarréia. Não sabiamos se tinha sido algo que ele comeu, se era virose, mas assustou. E, com isso, resolvi leva-la no pediatra"just in case". dei sorte e consegui um encaixe no mesmo dia, no fim da tarde.

Mediquei Rebeca em casa de manhã e apesar do medicamentonão ter ficado muito tempo no organismo dela, deve ter feito seu efeito. Ela vomitou apenas mais uma vez, o proprio remedio, e depois foi melhorando aos poucos. Tomou suco, almoçou um pouco, tomou leite e dormiu a tarde toda, ate pouco antes de sair. A noite não teve mais nada, ja estava serelepe e brincando. comeu pão, um pouco de carne, mais suco (hidratação!) e foi dormir um pouco mais tarde que o habitual, de leitinho quente na barriga.

Pra constar nos autos, ja que desde outubro Rebeca não ia ao pediatra, ele a mediu e pesou:

Altura-93,5cm
Peso - 14,250kg

Cresceu 3,5cm e ganhou cerca de meio quilo. Tudo dentro do normal pra tanto tempo entre as consultas.

Hoje a mocinha ja esta melhor e ja dve ir pra escolinha, mantendo a rotina.

Nesses 2 anos e 4 meses Rebeca cresceu muito, claro! Ela e um bebe de curva 95%, grande, fofa, e com o desenvolvimento dentro do esperado pra idade dela.

Atualmente Rebeca ja canta as musicas que conhece-incluindo as que ouve com papai e mamãe, como João Penca e seu Miquinhos Amestrados, Rolling Stones, Beyonce e tantas outras. devo dizer que ela tem um sotaquezinho em ingles de dar inveja rsrs Fala enrolado mas algumas palavrinhas saem muito bem e claras. Me pergunto se ela sabe o que essaspalavras que repete significam...

Conversa muito e pede pra brincarmos com ela, fazendo as vezes dos bonecos. Adora brincar de faz de conta, decidiu que um lençol velho e seu manto de princesa e o arratsa pela casa dia e noite. Ah, sim, ou então e uma capa, do Super Why. Por que meninas tambem gostam de super herois!;)

Mas esta entrando na fase das princesas. Quer ler e ouvir historias de princesas, brincar e se vestir de princesa (mesmo que fazendo de conta). Quando quer ficar acordada, ja tem seu truque-me da um presente de natal de mentirinha e pede pra eu abrir - e decide que me deu um livro de historia pra eu contar pra ela. E, claro, eu não resisto e vou la, contar historinhas pra pequena... Me enrola mais de meia hora nessa brincadeira, rs

Dança, adora dançar. Se pudesse faria balé, jazz e todas essas coisas. Eu que acho muito cedo. Depois dos 3 anos, se ela quiser, pode começar alguma coisa - e a minha tendencia e na verdade começar com a natação. E claro que tudo isso esta diretamente ligado a nossa situação economica que, devo dizer, piorou de novo.

Na escola, ainda faz onda pra não ir. Não se empolgou, prefere mil vezes ficar em casa com a mamãe e a vovó. Mas não da, não rola, preciso estudar, descansar, me recuperar e vovó, ja disse, não tem pique pra ficar com ela todos os dias. Então, a escola de meio periodo esim, necessaria e a melhor opção.

O desfralde caminha em passos lentos. Ontem e hoje, como reclamou da dor de barriga, estou deixando ela de fraldas, pra conter "emergencias" se vocês me entendem bem... Mas deve ficar de calcinha na escola, como os outros dias. Ela fica sempre so de calcinha na escola, mas ainda pede a pull up em casa. Ai ela pode decidir se quer fazer o xixi no banheiro ou não. Cocô, sem discussão, é na fralda mesmo. Ela mostra um certo medo de fazer  o cocô no peniquinho...

E pra fazer suas necessidades, a safadinha aproveita a deixa pra pedir atenção da mãe aqui, e pede pra eu ficar cantando essa musica:



Posso com isso?

Fala tudo e muito bem, essa menina. E canta a musica comigo, diga-se de passagem...
E muito sensivel e faz bastante manha, chorando quando não tem o que quer.

Voltou a ter a atitude agressiva de me bater e ficou de castigo esses dias por causa disso. Duro deixar de castigo, mas agora não foi nem de brincar de bater, foi conciente, de brava por que não queria fazer o que eu estava falando (no caso, dormir). veio brava, disse que não, e me deu um tapa! Briguei com ela, levantei a voz e coloquei ela de castigo snetada no sofá. Mandei a vovó, que estava presente, sair da sala e deixar a Rebeca pensando no que fez. Ela chorou, mas ficou no lugar. depois de alguns minutos conversei com ela e disse novamente o que ela fez de errado antes de libera-la pra brincar. Ainda não repetiu o feito, mas me deixou preocupada.

Adora trocar de roupa e se embonecar. Quer ficar bonita, sempre de roupa nova, de sapatinho de festa pra poder dançar, e se deixar, com colar, brinco e o que puder pra ela ficar linda. Uma mocinha mesmo. (Bem diferente da mãe dela)

E apaixonada pela vó e pela tia. Tem se acostumado com os meus amigos que vem nos ver e se afetuado por alguns deles. E agora já mostra interesse em brincar com outras crianças, aproveitando de verdade a companhia quando os filhos dos amigos tambem vem junto. Uma delicia!

Presta atenção em tudo e todos e quando vemos ja esta agindo de acordo com o que ouviu no meio das nossas conversas. Ja deixou de dormir pra poder ir comigo ver uma amiga minha fora do horario por que me ouviu ao telefone combinando o encontro.

E alegre e sorri muito. Faz gracinhas o tempo todo e tenta sempre agradar. Esta naquela fase de repetir o que falamos e como agimos, perfeita para absorver boas maneiras e boas lições através de exemplos, sabem? (Preciso rever meus habitos alimentares!)

Dorme todos os dias antes de ir pra escola, antes do almoço. Nos fins de semana, se teremos algum evento, alguma saida, passo essa soneca pra depois do almoço pra ela aguentar e se divertir mais sem o cansaço. Esta sem rotina para lanches e café da manhã, o que e ruim, e a escola esta ajudando nisso. Tem feito falta a rotina mais estruturada e bom por estarmos, com a escola, retomando isso.

Aff, acho que vou parar por aqui, senão passo dias falando da pequena.

depois volto com o outro lado -  a Mãe! rs

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Update do desfralde

Vamos passando a semana e Bequinha vai me surpreendendo. E eu e marido me surpreendem também. Explico, ou melhor, conto tudinho!

Como contei, na terça bequinha ficou sem fralda na escola. Minha menina esta ficando grande e agora usa calcinhas pelo menos em parte do dia. Ficou bem, ia no banheiro com a professora e os amiguinhos e fez xixi no peniquinho como a mocinhaque é. Não sujou a roupa nenhuma vez!

Eu fui precavidaecomprei uma duzia de calcinhas - dessas feinhas e baratas mesmo, que é pra levar muito xixi e coco. Mas ai vem a coisa toda.

Apesar de ontem também ter ficado bem na escola, so de calcinha, sem fralda, e ter feito xixi no peniquinho de novo, em casa a historia e outra. O processo aqui e um pouco mais lento.

Eu haviacomprado aquelas fraldas Pull-ups pra ajudar a Beca nessa transição e ela temfeito questão de usar suas "calcinhas-fraldas". E é bem isso mesmo. Na hora de trocar a fralda da noite ela pede pra ficarcom a pull-up e chama ela de calcinha tb. E pede pracolocar a calcinha de pano por cima. E não fazxixi no peniquinho de jeito nenhum.

Ela claramente sabe que a calcinha-fralda e de fato uma fralda e ela não vai se molhar se fizer seu xixizinho nela. A historinha de que isso apaga as estrelinhas desenhadas na fralda não fez a minima diferença.

Eu consigo convencer a Beca de ir comigo no banheiro bem poucas vezes - preciso aprimorar minhas taticas - e em nenhuma delas fui premiada com um xixi no peniquinho. Ela senta, faz de conta, espera um pouco, perde a paciencia e levanta pedindo pra recolocar a roupa e dizendo que fez seu xixi sim. (a mãe dela que é louca e não ouviu nem ve nada ok?)

Eu diria que estamos num processo lento. Por que na hora de colocar a calcinha em casa, apesar de pedir pra não colocar a fralda mesmo, ela não se sente segura pra ficar so com a calcinha de pano. E a verdade é que eu não quero forçar a barra. Tenho medo decausar algum trauma e voltar todo o esforço e espera pra tras.

Sei que ela tem o seu tempo. Sempre teve, sempre tem sido assim. Não posso e não quero mudar minha politica agora. Faremos tudo no tempo dela, um dia de cada vez.

Nessa brincadeira fiz alguns investimentos - desde as calcinhas a um novo peniquinho, que ainda não foi entregue, pois percebo que o que temos e muito pequeno e baixo pro tamanho da Rebeca. Espero que, com as novidades, ela se anime.

Falando em investimento, fui comprar os uniformes pra pequena ir pra escola. Comprei apenas os de epoca de calor e ainda assim cai dura com o valor. Gente, que absurdo que se cobra nisso! E pensar que ainda vou ter que gastar esse mesmo valor uma segunda vez no inverno, aff! E pedagogicamente, fala sério, pra que serve o uniforme mesmo?

Alguém ja repensou a escola dos filhos por causa dessa questão do uniforme? Por que, honestamente, eu não sou muito a favor não... Adoro a escola da Beca, acho que eles são super atenciosos, tem uma comunicação muito boa com os pais, mas... Bom, isso e papo pra 2013, né?

E sabado tem reunião de pais! E ai, vocesconseguem me ver la perguntando TUDO pras professoras?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Deslfralde? #2

Então, eis que voltamos as aulas!

Beca terminou o ano passado com medo de ir a escola devido a um dia de chuva forte em que nos atrasamos para busca-la. ela perdeu assim boa parte da confiança que tinha em ficar la e passou a sofrer um pouco pra ir, apesar de ficar bem durante as atividades.

Durante as férias, sempre que falavamos da escola ela precisava ser acalmada e lembrada de que estava de férias pois fazia manha e chorava por que não queria ir. A verdade e que ela estava gostando bastante desse negocio de ficar em casa comigo e com meus pais.

Mas eu não tenho mais condições financeiras e psicologicas de ficar com a Beca assim, o dia todo, todos os dias. E não acho adequado que ela não tenha contato com outras crianças se eu estou em posição de proporcionar isso a ela. Então, Beca voltou a ir pra escola essa semana. Fim das férias.

E eis que ontem, ao ir busca-la, sou informada que eles irão iniciar o desfralde da pequena. Pronto, assim, de supetão. Pediram pra mandar varias mudas de roupa, calcinhas e se possivel manda-la de Crocs por ser de facil limpeza.

E eu, claro, atendi. Hoje mandei todas as calcinhas que tinhamos, 4 trocas de roupa, e ainda fui comprar mais uma duzia de calcinhas extras e um Crocs (recomendação da escola) para os possiveis e esperados acidentes de percurso ao longo desse desfralde.

A noticia quando ela chegou foi boa: ficou sem fraldas a tarde toda e fez xixi no peniquinho sem problemas. Não chorou e nem estranhou. voltou pra casa com todas as mudas de roupa limpas.

e ai, ta bom pra um primeiro dia né?

So que, ca entre nós, como se prepara a mãe pro desfralde da filha?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Resumindo

Desculpem-me pela ausência nessa ultima semana. As coisas aqui deram uma melhorada então me vejo hoje numa boa posição pra falar.

Estavamos passando por um estress devido a venda de um imovel dos meus pais e isso me abalou de uma forma inesperada. Eu simplesmente não consegui pensar em outra coisa, fiquei tensa e levemente deprimida. Isso afetou meus dias e noites, meu trabalho e a minha relação com as pessoas.

Tudo resolvido, finalmente, agora posso respirar um pouco.

De outro lado, Rebeca esta com problemas para ir a escola. Todos os dias so de mencionarmos que ela ira a escola, chora, reclama, diz que não quer ir. Não consegue, infelizmente nos dizer por que não quer ir ou o que aconteceu.

Quando questionamos na escola dela, as professoras relataram que a unica coisa diferente que aconteceu foi uma tarde em quechoveu muito, muito forte e com muitos trovôes e ela ficou bem assustada. E desse dia em diante ela ficou mais insegura, se assustando com mais facilidade e tendo chorado um pouco em alguns dias.

Eu não sei bem o que pensar a respeito. A impressão que tenho é que ela quer ficar em casa, comigo. Que esta sofrendo um pouco com essa separação. As vezes penso que ela esta cansada pois na maioria dos dias em que vai a escola ela fica sem o cochilo da manhã ou da tarde, ficando o dia todo acordada. Criança pequena pode sofrer de stress?

O que tenho feito é não falar muito da escola durante as manhãs pra ela não ficar ansiosa. Sinto que se façamos muito ela sofre mais com a antecipação. Deixo passar o almoço e depois disso mantenho a naturalidade e vou arrumar a malinha dela e o lanche da escola. Nessa hora ela da uma choramingada, vai pro quarto emburrada e de cabeça baixa. Eu faço as coisas, deixo tudo arrumado e vou conversar com ela.

Falo das brincadeiras que ela podera fazer na escola, dos brinquedos e das atividades. Tendo animá-la com a ideia de ir pra aula falo que vou espera-la e, quando posso, vou busca-la na escola. Digo que na volta vamos parar na padaria e comprar pão e ela ganhara um pirulito ou, se estiver quente, um sorvete. No fim, ela ganha coragem e confiança e vai sorridente para o carro.

Percebo que quando falo dos coleguinhas ela não se anima muito, e nem falando mais das professoras, coisa que antes funcionava. Isso me faz pensar que ela tem sentido um certo ciume e não tem gostado de dividir as coisas e a atenção com os colegas, preferindo ficar em casa onde ela reina sozinha. Por isso acho importante insistir nela ir a escola e ter essa convivência, mesmo ela sendo dificil e um tanto sofrida.

Dividir o que temos e as pessoas que gostamos nem sempre e bom ou e o que queremos. Mas e importante e necessário para vivermos em conjunto. Como temos pouco convivio com outras crianças, acaba sendo a escola o principal momento de interação da Beca. E quando ela chega em casa, curtimos muito uma a outra.

Essa semana Rebeca ficou doente. Segunda a noite teve uma febre forte, mais de 38°. ficou assim por 2 dias e dai, passou. Não descobrimos o que era, ja que o unico sintoma foi a febre. Agora, tudo ja esta bem de novo.

Tenho muitas coisas pra contar ainda, mas a Beca acordou da soneca e com ela do lado não é possivel escrever mais nada. Fico devendo o resto do post pra amanhã.

E la vamos nós!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Melhoras

Estamos melhores.

Da gripe, na adaptação, enfim, melhores.

Ontem Rebeca ficou bem na escola. Depois de ter passado mal na entrada, se apegou a professora e ficou bem o resto do dia. Pouco antes de ir embora, na hora que eles dão jantar para as crianças do periodo integral, pediu pra jantar tambem - e comeu tudo! Voltou pra casa feliz e de barriga cheia!

Em casa brincou um pouco comigo, assistimos TV, tomou banho, jantou de novo! (Uma sopinha de potinho pra ela não acordar de madrugada com fome, pois esta acostumada a comer mais tarde que no horario da escola) fizemos inalação e coloquei ela pra dormir. Nem tentei fazer ela dormir no quarto - enquanto estiver em tratamento, vai dormir na sala com o papai mesmo. Menos dor de cabeça pra todos nos, depois eu resolvo isso.

Hoje ela acordou bem melhor. PArece que o xarope pra limpar todo o catarro esta funcionando e ela ja esta tossindo consideravelmente menos, o que mostra menos irritação, o que significa menos muco. O nariz ainda esta entuipído mas bem menos tambem, ja não esta mais escorrendo. Fiz inalação nela hoje de novo e acredito que isso ja podemos parar mesmo, agora da pra usar so o rinosoro, muitas e muitas vezes. Vamos ver...

Eu, por outro lado, ainda estou bem mal. Melhor, ok, mas ainda mal. O que mostra que eu fiquei bem mal mesmo dessa vez. Acho que cheguei a ter uma febre durante as ultimas noites mas como não medi, não sei. Tem feito muito frio em SP e acaba sendo dificil de medir o que é frio de verdade e o que é febre. E olha que eu gosto de frio..

Hoje na hora de ir pra escola Rebeca fez uma manha, mas não chorou antes de sair de casa. Eu tenho conversado sempre com ela na hora de sair - não fico falando o tempo todo pra ela não ficar ansiosa - sobre como a escola é legal, como ela se diverte, que a professora gosta muito dela e vai cuidar dela pra mim e que ela precisa ir pra aprender mais coisas novas e vir me ensinar de volta depois. Isso vai acalmando ela ate a hora que a coloco no carro e o Taz a leva pra escola. Eu, fico em casa, esperando. Ansiosa!

Ele contou que ela chorou um pouco no carro, na hora que chegaram la, mas que ele foi paciente, conversou com ela e a ajudou a se acalmar e apenas quando ela estava calma ele a tirou do carro. Ela choramingou mais um pouco e ele ficou com ela no colo, na porta, ate ela se acalmar de novo e so ai continuou. Nessa hora a professora veio chama-la, fez uma brincadeira, sorriu e chamou ela pra ir em seu colo. Rebeca foi, brincando, e nem deu tchau pro pai que ficou pra tras.

Hoje foi a festinha de encerramento de semestre e eles tiveram atividades de festinha junina e comidinhas tipicas. Não sei se avisaram, sei que eu não lembro e ai fiquei achando que eu devia ter ido junto com ela. Mas fico melhor sabendo que ela ficou bem, comeu de tudo, e contou a professora que ela tenta ajudar as outras crianças nas atividades, que ja interage com elas e riu muito. Ainda bem!

Hoje ate tomou banho na escola pois brincaram com tinta e se sujaram muito! delicia! Mas so jantou em casa, e veio pra casa com uma fome de leão. Tenho dado sopinhas nestle pra ela por conta do nariz entupido, e hoje estava com tanta fome que comeu dois potinhos e meio!

E na hora de dormir, tomou seu mamazinho felzi e contente, inteirinho. E dormiu, exausta.

Ai, esqueci de dar a passiflora e ela ficou tendo pesadelos... :( Interessante que, agora que ela dorme mais cedo, o horario dos pesadelos é mais cedo, mas empre com o mesmo intervalo de tempo entre o inicio e ela ter adormecido. Enfim, deve ter algo a ver com os ciclos de sono né?

Mas e durto pensar que ela ainda tem esses pesadelos e que preciso continuar dando a passiflora pra ela dormir com calma. Ate hoje espero que isso aconteça por causa do nascimento dos dentes, pois agora so faltam lhe nascer os caninos, os outros, todos, ja estão la na sua boquinha sorridente.

Bom, vou voltar pro meu descanso merecido e necessario, depois de vir dar essas noticias boas.

Mas e voces, tambem ficam aliviados quando vem que seus filhos estão sendo bem tratados por aqueles a quem voces os confiaram? Conta pra mim!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Como saber?

Fiquei na duvida ontem se mandava a pequena pra escola hoje ou não. Ela acordou melhor, bem mais animada, brincando, se alimentou melhor. Nariz praticamente bom, apenas a tosse persistente.

E eu mal, muito mal.

Decidi arriscar e mandei a moça pra escola.

Não sem ficar aqui, em casa, tossindo o pulmão pra fora e com o coração na mão e a duvida na cabeça "Fiz a coisa certa?"

Estava com medo que ela estranhasse muito, que ficasse mal, que piorasse da gripe, e, claro, que acabasse passando gripe pra outra criança. Estava não, estou com medo de tudo isso.

Mas eu estava sem condições de ficar com ela hoje, precisava de um dia de cama - ou pelo menos uma tarde. Fiz, mas fiz com muita insegurança. Um lado meu queria ter deixado ela comigo ate o fim da semana, pra garantir. MAs o outro lado, o lado humano, doente, foi mais forte dessa vez.

O que sei ate aqui é que ela não quis ficar. Chorou e acabou vomitando em cima do pai que voltou ate em casa para se trocar antes de ir pro trabalho. Mas ficou la. Acabou se acalmando, tomou banho, trocou de roupa, e ficou no colo da professora. E eu, que antes ja estava em duvida, fiquei arrasada. Se tivesse ido junto talvez não tivesse tido coragem de deixa-la la depois disso...

O Taz disse que foi ela não ve-lo mais que parou de chorar e se acalmou. E que acredita que ela vai curtir e brincar a tarde toda e que não vai querer ir embora exatamente como fez nos outros dias. Acredita que ela esta bem, não so pra ir, fisicamente, mas pra ficar la.

Eu to sem força pra discordar. Mas e força fisica mesmo. Sem ter como aplacar as duvidas em minha mente, apenas torcer pra dar tudo certo e que de fato não tenha sido impressão e a Beka ja estar melhor, fico aqui, me cuidando, a base de remedio, cama e chocolate quente. Seria otimo se não fosse tão ruim...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mais um dia, sem agonia!

O dia hoje prometia ser mais facil por um lado e começou se mostrando mais dificil por outro.

Ontem mesmo eu ja imaginava que as coisas iriam se complicar na hora que coloquei Rebeca pra dormir. Ela brigou com o sono durante meia hora antes de adormecer apesar de todo o cansaço - ou talvez por causa dele. Adormeceu apenas as 20h30.

Pouco depois das 23h ela despertou por causa dos fogos de artificio que estavam soltando por conta do jogo de futebol. Eu estava muito cansada pra levantar então quem a acudiu foi o Taz. E, isso é um problema pois ja tem algumas noites, como contei, que ele não tem conseguido leva-la de volta pra cama e acabam, os dois, dormindo na sala. Nesse quesito o remedio que tomo não ajuda muito ja que depois que começo a embarcar no  sono dificilmente consigo evita-lo e acaba sendo o Taz, impreterivelmente, quem tem que levantar e ver o que a bebe precisa. Não que eu não consiga levantar de forma nenhuma, mas como tenho essa dificuldade a mais e ter uma boa noite de sono e pra mim necessario para manter a sanidade, então não ficamos muito tempo pensando nisso. Mas claro que se o Taz esta muito cansado ou a Rebeca quer necessariamente a minha presença. eu levanto e fico com ela!

Mas enfim, essa noite os dois dormiram na sala.

Com isso, duas coisas aconteceram:

1 - Rebeca dormiu ate mais tarde, acordando depois das 8h da manhã, o que atrapalhou a rotina que tenha tentado montar pra ela de dormir antes do almoço. Acordar mais tarde significa dormir mais tarde na soneca, acordar mais tarde, etc

2 - Taz não conseguir dormir e portanto não conseguir acordar e ir trabalhar pela manhã.

Rebeca acordando mais tarde, na hora da soneca, as 10h30, não quis dormir de forma nenhuma. Levei bem 1h pra conseguir faze-la adormecer em meu colo. E tive que acorda-la pra almoçar as 12h30 pra que ela conseguisse comer antes de ir pra escola. Grande erro!

Com essa mudança no horario, acabamos comendo correndo. O prato do dia era macarrão, prato preferido da Rebeca, e ela comeu bem. Talvez bem ate demais. Eu senti um gosto estranho na carne, mas como fui so eu, deixei passar. depois do almoço, arrumei a lancheirinha dela, e falei que era hora de ir pra escola. Ela se animou rapido e quis descer da cadeira de alimentação e ir logo.

Troquei de roupa, troquei a Rebeca, penteei seu cabelo, e estavamos prontos pra partir.

Ah sim, vale contar que passei a manhã brincando com ela e cantando as musiquinhas que ela aprendeu na escola!

Quando chegamos la ela fez festinha de novo. MAs na hora de sair do carro, mais uma vez, ficou timida. Dessa vez quem a tirou do carro e ficou com ela no colo foi o Taz. E dessa vez ela não quis descer pra entrar sozinha na escola quando a tia a chamou.

TAz entrou com ela e eu fiquei pra tras,na recepção. POucos minutos depois ele estava de volta, sozinho, e sem som de choro atras dele. Rebeca ficara, e bem, com a professora.

Fiquei meio nervosa, sem saber o que esperar, mas disse pra ele ir pro trabalho. E fiquei la, no aguardo de alguma coisa, esperando que o dia corresse bem. Cerca de 15 minutos depois a tia vem me perguntar se ela havia comido antes de sair de casa, pois ela havia vomitado enquanto brincava na quadra. Eu fiquei preocupada, disse que sim, que ela tinha almoçado, que eu achei o gosto da carne estranha mas que eu era meio fresca e que possivelmente ela so tinha comido demais e se agitado demais muito pouco tempo depois. Mas, de qualquer forma, pedi que ao resto do dia ficassem de olho nela. Perguntei se ela ainda estava chorando, mas a tia disse que ela ja tinha se acalmado. Que chorou assustada depois de vomitar, mas que eles estavam dando um banho nela e trocando e ela ja estava melhor. Decidi então, que era melhor esperar pra ver, sem entrar.

E ela ficou bem. Espiei pela porta de vidro de longe algumas vezes. Depois do banho ela ficou manhosa e pediu colo. A professora muito amavel e compreensiva, ficou com ela no colo um bom tempo. Me senti feliz por ver minha filha sendo tratada com carinho, por ve-la buscando a segurança do colo com outra pessoa, sua cuidadora dentro da escola, e encontrando ali o que precisava.

Ela não chorou mais o resto do dia.

Acabou por fim descendo do colo da professora e se soltando. LAnchou com as outras crianças, sentadinha na cadeira. Eles seguiram o que eu falei e deram a ela a banana inteira, apenas sem casca, pra ela comer sozinha, e tudo fluiu mais facilmente. Mais a vontade, comeu mais coisas, como bolacha, sucrilhos de um colega, e tomou suco. Viva!

Não me procurou hoje. Não chorou mais. Encontrou, la dentro, o conforto e a segurnaça que precisou. E eu me senti mais leve. Conversei muito com a diretora, que a esta acompanhando de perto. Ela disse que pediu a professora pra dar essa atenção maior pra Rebeca nesse primeiro momento enquanto ela se familiariza com o ambiente e a rotina. Conversamos sobre essa vontade de independecia que Rebeca sempre teve e como por mais dificil que é pra mim eu estar tentando dar a ela esse espaço. Fiquei feliz com o que vi e ouvi hoje. Senti que fiz a escolha certa.

Me senti melhor e mais segura.

Sei que ainda terei que ir mais alguns dias pra la. Que o fim de semana vem ai e os dois dias de corte da rotina da escola podem fazer as coisas voltarem um pouco atras. Que semana que vem tem um feriado de 4 dias, e isso pode dificultar as coisas mais ainda. Mas estou confiante! Sei que logo não estarei nem mesmo podendo ir com ela, mas ja sinto a certeza de que ela estara bem enquanto eu dou um novo passo na minha vida.

Mas teremos mais alguns dias ainda pela frente, e não quero cantar vitoria antes do tempo.

Vamos ver como correra essa noite...