Você, que é assim
mulher.
Alta, magra, bonita
Baixa, gordinha, ajeitada
média,
Ou qualquer mistura disso tudo.
Que é mulher forte,
faz jornada dupla de trabalho,
sai as 6h da manhã de casa,
volta as 21h
e ainda tem tempo de arrumar unha e cabelo,
comprar uma roupa nova
e deixar a casa assim, um brinco!
Que levanta tarde,
meio sem saber o que fazer,
vai estudar o dia inteiro,
ou talvez com umas pausas pra bisbilhotar a internet,
e não se preocupa em pentear-se
até alguém chegar.
Que é mãe de um,
ou talvez dois,
quem sabe três,
ou até de nove!
Que cuida do cachorro,
do gato
do piriquito e da tartaruga,
sem esquecer da comida do peixinho.
Que cuida de si,
do marido,
da marida,
da amiga
e, vai saber, do namorado da amiga também.
Você que é mulher,
que sente essa pressão de ser perfeita todo dia,
mas que termina a semana feliz por ainda ser humana.
Que ja gostou de rock,
reggae,
samba e maracatu,
mas agora não tira a bendita galinha pintadinha da cabeça.
Que vai em balada pelo menos 3 noites por semana,
ou que a balada foi trocada por idas ao PS com as crianças.
Que é inteira por si só,
mas vive procurando um chinelo velho
pra um pé cansado,
na esperança de se sentir mais completa.
Que criou coragem pra deixar o chinelo de lado
quando viu que ele já não servia mais tinha um tempo
E que viu ai a chance de completar a si mesma.
Que virou mulher cedo
que a vida não foi lá muito facil,
mas que exibe uma risada gostosa
sempre que ouve uma piada
Que teve uma vida bem facil,
e que se viu perdida
quando a maturidade chegou
e viu que tinha que lutar pra manter o proprio padrão
e não soube o que fazer.
Pra você que é mulher,
mãe,
filha,
esposa,
marida,
avó,
bisavó,
empregada,
patroa,
empresária,
estudante,
criança,
sim, por favor, sempre criança!
Obrigada!
Mostrando que não deve ser tão diferente ser mãe quando se é ou não bipolar, por que toda mãe tem o seu ladinho insano quando se trata de cuidar do filho. Esse blog tem o objetivo de narrar a experiencia de uma mãe que tem de enfrentar essa fase da vida com a duvida constante, o medo, de como, quando e quanto, sua bipolaridade pode afetar a vida de sua filha. Lidando com a linha tênue entre "normal" e "anormal"...
De mãe e louco todas temos um pouco
Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia internacional da mulher
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domingo, 14 de agosto de 2011
Pra não falar que não falei das flores - dia dos pais
Hoje é dia dos pais, e eu não podia fechar o dia sem falar dele: meu marido, pai da minha filha!
Ontem foi especial de dia dos pais na escolinha da Rebeca e as professoras, tias, coordenadora, enfim, toda a mulherada que trabalha la ficou impressionada em como ele é animado e participativo! "Puxa, ele é animado, não? Participa das brincadeiras na boa, corre com a Rebeca de um lado pro outro, faz pose pras fotos..." vinham elas me dizer enquanto eu esperava, na porta. Sim, na porta. As mães não podiam entrar e participar da festinha, era o dia dos pais!
Apesar de ter sido pega de surpresa (vamos concordar que entre ficar na porta esperando e ficar em casa e dormir ate mais tarde eu ficava com a segunda opção?) foi legal ter ido, conversado com outras mães que pipocavam na entrada, e com as professoras. E mais que isso, ouvir, meio sem querer, a reafirmação de que sim, eu escolhi um paizão pra minha moça.
A vida do Taz como pai não começou facil. Isso por que ela começou a 15 anos atras, quando ele ainda estava com 20 anos, casado com a primeira esposa, e provavelmente se deparou pela primeira vez com a depressão pos parto.
Eu nunca vou saber exatamente como foi, mas foi bem nessa epoca que nos conhecemos. Nos encontramos na finada loja de RPG Forbiden Planet e ele me contou feliz, orgulhoso, mostrando uma foto, que sua filha tinha nascido por aqueles dias.
Poucos meses depois ele se via desempregado, com muitas contas pra pagar, sem animo, sem energia, e com brigas interminaveis em casa. Conta que acavam sempre daquele jeito ruim, onde ficamos jogando na cara do outro os erros do passado. E que um dia, no meio dessas brigas, cansado e com raiva, ele sentiu vontade de bater em sua mulher. Foi rapido, quase incontrolavel. Doia ate nele. Mas o controle ainda veio e ele bateu na parede e não nela. Tinha acabado e isso era claro. Não existia mais o respeito, o amor. E com medo de sentir isso de novo e não ser capaz de se controlar, ele foi embora e não voltou mais.
Depois disso manter a proximidade da filha foi uma missão muito dificil. houveram muitas tentativas, as vezes dando certo, mas a maioria frsutrada. Ele tinha dificuldade em se manter em um emprego e por isso, de pagar a pensão devida. Assim, ele mesmo sentia que não tinha o direito de ver a menina, que crescia sem ele do lado.
Todo ano ele chorava no aniversario dela. Nas festas de fim de ano sempre faltava alguma coisa. E o dia dos pais era um vazio que não tinha tamanho.
Alguns anos depois, eu e ele ja juntos ha bastante tempo, um emprego mais certo, ele finalmente finaliza o processo de divorcio. Determina uma pensão oficial. E faz um acordo com a ex esposa: quando a filha deles pedir por ele, para ve-lo, ela não iria dizer não. Mas que ele deveria ficar afastado. Esperando...
E foi o que ele fez. E ha 5 anos atras foi exatamente o que aconteceu - no dia dos pais, inclusive, ela quis ve-lo. E de la pra ca tem sido uma reaproximação constante. A cada ano ela tem vindo passar mais e mais fins de semana conosco. No ultimo ano novo, ela estava aqui.
Com o nascimento da Rebeca o Taz tem tido uma nova chance. A chance de ser o pai que ele sempre foi, mas não tinha podido ser. E nos dias que a Lulu vem pra ca, a sensação e de que ai sim, nossa familia esta completa, e sei que é quando ele esta verdadeiramente feliz.
Então, quando ela ligou hoje pra desejar Feliz Dia dos Pais, foi ai, e so ai, que o dia dele começou e ele abriu um sorriso. E as comemorações que se seguiram vieram para completar o dia, como deve ser. Somando, sempre.
Uma homenagem a esse pai que sofre a culpa quase como uma mãe. Troca fraldas, da banho, comida, mamadeira, le historinhas, inventa outras, e se cansa de tanto brincar. Não por que quer ajudar, mas por que faz parte de quem ele é. E leva ao cinema, curte o filme, conhece as bandas e "ajuda" a burlar a dieta, e isso por que tambem faz parte dele. Somando, sempre, pra sermos cada dia mais uma familia mais completa e feliz!
Sanduiche de queijo, meu amor! Enquanto tivermos o principal, o resto se ajeita com o tempo.
Ontem foi especial de dia dos pais na escolinha da Rebeca e as professoras, tias, coordenadora, enfim, toda a mulherada que trabalha la ficou impressionada em como ele é animado e participativo! "Puxa, ele é animado, não? Participa das brincadeiras na boa, corre com a Rebeca de um lado pro outro, faz pose pras fotos..." vinham elas me dizer enquanto eu esperava, na porta. Sim, na porta. As mães não podiam entrar e participar da festinha, era o dia dos pais!
Apesar de ter sido pega de surpresa (vamos concordar que entre ficar na porta esperando e ficar em casa e dormir ate mais tarde eu ficava com a segunda opção?) foi legal ter ido, conversado com outras mães que pipocavam na entrada, e com as professoras. E mais que isso, ouvir, meio sem querer, a reafirmação de que sim, eu escolhi um paizão pra minha moça.
A vida do Taz como pai não começou facil. Isso por que ela começou a 15 anos atras, quando ele ainda estava com 20 anos, casado com a primeira esposa, e provavelmente se deparou pela primeira vez com a depressão pos parto.
Eu nunca vou saber exatamente como foi, mas foi bem nessa epoca que nos conhecemos. Nos encontramos na finada loja de RPG Forbiden Planet e ele me contou feliz, orgulhoso, mostrando uma foto, que sua filha tinha nascido por aqueles dias.
Poucos meses depois ele se via desempregado, com muitas contas pra pagar, sem animo, sem energia, e com brigas interminaveis em casa. Conta que acavam sempre daquele jeito ruim, onde ficamos jogando na cara do outro os erros do passado. E que um dia, no meio dessas brigas, cansado e com raiva, ele sentiu vontade de bater em sua mulher. Foi rapido, quase incontrolavel. Doia ate nele. Mas o controle ainda veio e ele bateu na parede e não nela. Tinha acabado e isso era claro. Não existia mais o respeito, o amor. E com medo de sentir isso de novo e não ser capaz de se controlar, ele foi embora e não voltou mais.
Depois disso manter a proximidade da filha foi uma missão muito dificil. houveram muitas tentativas, as vezes dando certo, mas a maioria frsutrada. Ele tinha dificuldade em se manter em um emprego e por isso, de pagar a pensão devida. Assim, ele mesmo sentia que não tinha o direito de ver a menina, que crescia sem ele do lado.
Todo ano ele chorava no aniversario dela. Nas festas de fim de ano sempre faltava alguma coisa. E o dia dos pais era um vazio que não tinha tamanho.
Alguns anos depois, eu e ele ja juntos ha bastante tempo, um emprego mais certo, ele finalmente finaliza o processo de divorcio. Determina uma pensão oficial. E faz um acordo com a ex esposa: quando a filha deles pedir por ele, para ve-lo, ela não iria dizer não. Mas que ele deveria ficar afastado. Esperando...
E foi o que ele fez. E ha 5 anos atras foi exatamente o que aconteceu - no dia dos pais, inclusive, ela quis ve-lo. E de la pra ca tem sido uma reaproximação constante. A cada ano ela tem vindo passar mais e mais fins de semana conosco. No ultimo ano novo, ela estava aqui.
Com o nascimento da Rebeca o Taz tem tido uma nova chance. A chance de ser o pai que ele sempre foi, mas não tinha podido ser. E nos dias que a Lulu vem pra ca, a sensação e de que ai sim, nossa familia esta completa, e sei que é quando ele esta verdadeiramente feliz.
Então, quando ela ligou hoje pra desejar Feliz Dia dos Pais, foi ai, e so ai, que o dia dele começou e ele abriu um sorriso. E as comemorações que se seguiram vieram para completar o dia, como deve ser. Somando, sempre.
Uma homenagem a esse pai que sofre a culpa quase como uma mãe. Troca fraldas, da banho, comida, mamadeira, le historinhas, inventa outras, e se cansa de tanto brincar. Não por que quer ajudar, mas por que faz parte de quem ele é. E leva ao cinema, curte o filme, conhece as bandas e "ajuda" a burlar a dieta, e isso por que tambem faz parte dele. Somando, sempre, pra sermos cada dia mais uma familia mais completa e feliz!
Sanduiche de queijo, meu amor! Enquanto tivermos o principal, o resto se ajeita com o tempo.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Homenagem - meu pai é meu heroi!
Depois que a gente cresce, casa e tem filho, acaba sendo dificil lidar com nossos pais. A verdade é que, ao longo da nossa adolescencia, entrada pra vida adulta e culminando no momento que nos tornamos nós mesmos pais, eles vão se tornando humanos demais. Sim, humanos! Por que quando somos crianças, eles são nossos grande herois!
Ai, as vezes é preciso um diazinho mais especial, que todo mundo diz que é comercial, mas que ajuda muito nessas horas, pra gente relembrar essa pessoa que, olha só, ja passou por tudo que estamos vivendo de uma forma ou de outra! E ai, a gente para um pouco e se pergunta, sabendo a resposta: sera que eles tambem sentiram, sentem, esse amor imenso que nós sentimos por nossos proprios filhos?
Meu pai é o cara!
É sério!
Sabe aquele pai que todo mundo quer ter? Bom, eu tenho!
Claro que ele não é perfeito. Alias, hoje em dia eu vejo um monte de coisa que ele fez e faz que não só não concordo, como aproveito a lição pra não fazer igual. Mas isso não muda minha afirmação anterior: meu pai é o cara!
Quando eu era pequena era ele que ia me buscar na escola. Professor, dono de um negocio que ainda estava começando, ele sempre se atrasava. Diz, claro, que era de proposito, pra nos podermos brincar por mais tempo com as outras crianças antes de ir pra casa. Esquecia, claro, que os outros pais não pensavam nisso e ficavamos, eu e minha irmã, sozinhas na escola, esperando quase uma hora... MAs preciso admitir, que na maioria das vezes, ate era legal!
Ele, como educador, em conjunto com minha mãe, fez questão de escolher uma escola pra nos que seguisse a linha construtivista. E eu tenho certeza, sempre que penso nas N vezes que passei no vestibular (sim, por que passar eu sempre passava, o problema era lidar com a doença e terminar o curso!) que tudo começou ai, nessa escolha tão pensada.
Meu pai me bateu 2 vezes na vida. ele nem lembra, eu nunca esqueci. Por que não era a politica deles, bater. Nem dele nem da minha mãe. As vezes que apamnhei foram momentos de total descontrole, claro, nitido, do momento. Me marcaram negativamente, e muito, mas a politica deles, aberta, de não violencia, essa me marcou positivamente ainda mais forte.
Fui mimada. Muito! Qualquer amigo meu pode comprovar isso. Alem de não apanhar, acho que fiquei de castigo pouquissimas vezes. Não, meu pai conversava muito com a gente. Eles estavam sempre, o tempo todo, ensinando alguma coisa. Nem que fosse nos ensinando a argumentar, a justificar, a provar nosso ponto de vista e assim nos livrarmos do castigo.
Meu pai é fisico. Racional. Nerd. Me ensinou a adorar Jornada nas Estrelas, Guerra nas estrelas, e ficção cientifica de forma geral. E sempre que assistiamos um filme, ou alguma coisa na tv, ele saia conversando com a gente. Tinhamos que questionar tudo, pensar sobre tudo, ter uma opinião.
Me ensinou a andar de bicicleta, coisa que eu tive muita dificuldade de aprender, correndo atras de mim, segurando a bicicleta, pra que eu pudesse andar sem as rodinhas sem medo de cair. E quando eu gritava "você ainda esta ai?" ele gritava, la de longe "claro!" e eu ficava toda confiante que não ia cair, mesmo sabendo no fundo que ele tinha me soltado.
Ele entrava comigo no mar e me jogava por cioma das ondas. E eu voava antes de cair de volta no mar.
Mesmo nos piores momentos da minha adolescencia, no meio das brigas com minha mãe, na rebeldia, nas bebedeiras de fim de semana, ele atendia o telefone e ia me buscar na balada as 4h da manhã.
E recebeu meus amigos nessa mesma época com o coração aberto, assim como a porta, e os deixou entrar em casa e na nossa vida, alguns de forma definitiva, como o Taz. E não deve ter sido facil ver a filhinha mais nova, aos 16 anos, trazer o namorado pra dentro de casa. As vezes ate me pergunto se o fato de nos estarmos juntos ate hoje, 13 anos depois, ajuda ou piora a situação. Não que eu queira saber essa respota. Acho melhor descobrir quando for minha vez...
Tão querido, tão compreensivo, tão aberto a conversar e se divertir, que foi adotado como "Babbo" pelos nossos amigos por muitos anos, sem achar ruim. E é pra ele que muitos iam se justificar, ou contar uma vitoria, ou chorar um fim de relacionamento, ou pedir um conselho. Era quase como se por alguns anos ele tivesse ganhado um monte de filhos a mais, agregados a suas filhas, principalmente a mim.
Ele sempre deixou claro que o mais importante pra ele era que nos estudassemos, que aprendessemos. "Ninguem pode tirar o seu conhecimento".
Presava muito a liberdade, e apesar de ter se prendido a situações desagradaveis, tenho certeza que enquanto ele puder pensar, ele é um homem livre.
Muito do que eu quero pra mim, como mãe, eu aprendi com ele. Por ter um pai como o meu pai. Ate mesmo, alias, principalmente, por ele não ser perfeito. Mas por ter sempre sido, acima de tudo, meu pai, e me proteger, e me cuidar,e tentar garantir ate demais, que eu tenha sempre tudo o que eu precisar.
Pai, eu tive, eu tenho, e enquanto eu puder contar com você, eu sempre vou ter.
Minha homenagem ao meu pai, para o dia dos pais!
Ai, as vezes é preciso um diazinho mais especial, que todo mundo diz que é comercial, mas que ajuda muito nessas horas, pra gente relembrar essa pessoa que, olha só, ja passou por tudo que estamos vivendo de uma forma ou de outra! E ai, a gente para um pouco e se pergunta, sabendo a resposta: sera que eles tambem sentiram, sentem, esse amor imenso que nós sentimos por nossos proprios filhos?
Meu pai é o cara!
É sério!
Sabe aquele pai que todo mundo quer ter? Bom, eu tenho!
Claro que ele não é perfeito. Alias, hoje em dia eu vejo um monte de coisa que ele fez e faz que não só não concordo, como aproveito a lição pra não fazer igual. Mas isso não muda minha afirmação anterior: meu pai é o cara!
Quando eu era pequena era ele que ia me buscar na escola. Professor, dono de um negocio que ainda estava começando, ele sempre se atrasava. Diz, claro, que era de proposito, pra nos podermos brincar por mais tempo com as outras crianças antes de ir pra casa. Esquecia, claro, que os outros pais não pensavam nisso e ficavamos, eu e minha irmã, sozinhas na escola, esperando quase uma hora... MAs preciso admitir, que na maioria das vezes, ate era legal!
Ele, como educador, em conjunto com minha mãe, fez questão de escolher uma escola pra nos que seguisse a linha construtivista. E eu tenho certeza, sempre que penso nas N vezes que passei no vestibular (sim, por que passar eu sempre passava, o problema era lidar com a doença e terminar o curso!) que tudo começou ai, nessa escolha tão pensada.
Meu pai me bateu 2 vezes na vida. ele nem lembra, eu nunca esqueci. Por que não era a politica deles, bater. Nem dele nem da minha mãe. As vezes que apamnhei foram momentos de total descontrole, claro, nitido, do momento. Me marcaram negativamente, e muito, mas a politica deles, aberta, de não violencia, essa me marcou positivamente ainda mais forte.
Fui mimada. Muito! Qualquer amigo meu pode comprovar isso. Alem de não apanhar, acho que fiquei de castigo pouquissimas vezes. Não, meu pai conversava muito com a gente. Eles estavam sempre, o tempo todo, ensinando alguma coisa. Nem que fosse nos ensinando a argumentar, a justificar, a provar nosso ponto de vista e assim nos livrarmos do castigo.
Meu pai é fisico. Racional. Nerd. Me ensinou a adorar Jornada nas Estrelas, Guerra nas estrelas, e ficção cientifica de forma geral. E sempre que assistiamos um filme, ou alguma coisa na tv, ele saia conversando com a gente. Tinhamos que questionar tudo, pensar sobre tudo, ter uma opinião.
Me ensinou a andar de bicicleta, coisa que eu tive muita dificuldade de aprender, correndo atras de mim, segurando a bicicleta, pra que eu pudesse andar sem as rodinhas sem medo de cair. E quando eu gritava "você ainda esta ai?" ele gritava, la de longe "claro!" e eu ficava toda confiante que não ia cair, mesmo sabendo no fundo que ele tinha me soltado.
Ele entrava comigo no mar e me jogava por cioma das ondas. E eu voava antes de cair de volta no mar.
Mesmo nos piores momentos da minha adolescencia, no meio das brigas com minha mãe, na rebeldia, nas bebedeiras de fim de semana, ele atendia o telefone e ia me buscar na balada as 4h da manhã.
E recebeu meus amigos nessa mesma época com o coração aberto, assim como a porta, e os deixou entrar em casa e na nossa vida, alguns de forma definitiva, como o Taz. E não deve ter sido facil ver a filhinha mais nova, aos 16 anos, trazer o namorado pra dentro de casa. As vezes ate me pergunto se o fato de nos estarmos juntos ate hoje, 13 anos depois, ajuda ou piora a situação. Não que eu queira saber essa respota. Acho melhor descobrir quando for minha vez...
Tão querido, tão compreensivo, tão aberto a conversar e se divertir, que foi adotado como "Babbo" pelos nossos amigos por muitos anos, sem achar ruim. E é pra ele que muitos iam se justificar, ou contar uma vitoria, ou chorar um fim de relacionamento, ou pedir um conselho. Era quase como se por alguns anos ele tivesse ganhado um monte de filhos a mais, agregados a suas filhas, principalmente a mim.
Ele sempre deixou claro que o mais importante pra ele era que nos estudassemos, que aprendessemos. "Ninguem pode tirar o seu conhecimento".
Presava muito a liberdade, e apesar de ter se prendido a situações desagradaveis, tenho certeza que enquanto ele puder pensar, ele é um homem livre.
Muito do que eu quero pra mim, como mãe, eu aprendi com ele. Por ter um pai como o meu pai. Ate mesmo, alias, principalmente, por ele não ser perfeito. Mas por ter sempre sido, acima de tudo, meu pai, e me proteger, e me cuidar,e tentar garantir ate demais, que eu tenha sempre tudo o que eu precisar.
Pai, eu tive, eu tenho, e enquanto eu puder contar com você, eu sempre vou ter.
Minha homenagem ao meu pai, para o dia dos pais!
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terça-feira, 26 de julho de 2011
Homenagem aos avos!
Hoje e dia dos avos. Parabens!
E desde que fiquei sabendo sobre a data fiquei na duvida se falava de minhas avos ou dos avos da Rebeca.
Nenhum dos meus avos esta vivo. Meus dois avôs morreram antes de eu nascer, cada um com sua historia tragica. Morreram cedo.
Minha avo por parte de mae morreu 2 meses antes do nascimento da minha irma mais velha, o que deve ter tido um baque grande na minha mae, inclusive na avo que ela è hoje. No lugar de uma avo, tive uma tia-vo muito presente, tia de minha mae. Minha vo Betty era uma fumante inveterada, mas uma pessoa muito boa e calma. Fazia um mousse de chocolate inigualavel apesar de sofrer de diabete. Morreu de enfizema quando eu tinha 12 anos. Foi minha primeira grande perda...
Do lado de meu pai tive minha avo Angelina.Baixinha, gordinha e com o coraçao enorme como toda boa nona italiana! Quem ve as fotos dela jovem e as minhas nao tem duvidas da semelhança, esta la, em cada traço do rosto, no genio que ela tinha, no gosto por esmaltes vermelhos e unhas longas. E ela morreu aos 86 anos, 8 anos atras, um grande baque na minha vida, depois de lutar por anos contra um cancer do qual ela fingia nao saber - era tabu. Foi depois disso que tive a minha pior crise e recebi meu diagnostico definitivo.
Lembro que ela me chamava de "nega" e eu nunca entendi bem, mas adorava. Ela cozinhava como ninguem e sua receita de arroz ao forno segue na familia feita hoje pelo meu pai. E apesar do dele ser delicioso, nunca sera a mesma coisa. Lembro de dormir no colo dela enquanto viamos televisao. Lembro dela tremer muito devido ao Parkinson, e ainda sim fazer as unhas sozinha ate onde pode. Lembro que ela odiava ser diabetica pois amava comer doces e isso levou minha tia a desenvolver varias receitas diet pra agradar a mae.
E meus pais sao resultado dessas pessoas, e sao avos sem duvida baseados no que seus pais foram, ou deixaram de ser. E sao otimos!
Moramos com eles e apesar de as vezes nao estarem muito dispostos a ajudar ou ficar com a Beca pra eu dar uma saidinha, eles tem a disposiçao que muitas vezes me falta em brincar com ela. Sentam no chao, brincam de roda e sempre, sempre, fazem tudo que ela quer. Ok, nao quando eu estou do lado, mas ai eles chegam a sair de perto pra nao ter que negar algo a neta - unica ainda.
Ajudam muito e se esforçam pra nao deixar nada faltar, desde fraldas e comida, a saude dela e minha. As vezes ficam com ela pela manha pra eu dormir mais um pouco garantindo minha saude mental e bom humor e com isso uma melhor convivencia familiar. Levam ela pra passear vez ou outra e fazem o maximo pra respeitar minhas decisoes sobre como criar a Beca. As vezes as coisas sao do jeito deles, as vezes do meu, mas sempre com a melhor das intençoes.
Minha mae sofre muito por estarmos vivendo uma situaçao desfavoravel e varios problemas e ela nao poder dar pra Rebeca muito do que ela proporcionou pra mim e pra minha irma. Mas ela nao percbe que o essencial, o mais importante, ela da - o amor, o carinho, o tempo, a atençao, o cuidado e as brincadeiras.
Dos avos paternos da Rebeca, infelizmente posso falar pouco. Temos muito menos contato com eles do que eu gostaria e sei que menos do que eles gostariam tambem. Nos distanciamos por N motivos e espero que, com o tempo, essa distancia se desfaça e eles possam curtir a graça de ter a Rebeca como neta. Sua simplicidade, sua visao diferente de mundo, seu jeito mais tranquilo de fazer as coisas sao um tesouro que quero muito que a Rebeca tenha no seu aprendizado. Um aprendizado que eu mesma tive quando me uni ao filho deles...
Eu tive a chance de ter 2 avos a moda antiga - otimas, que me amaram e hoje ainda me inspiram, tendo me mostrado muito do que eu quero pra mim. E sou grata por poder ter na vida da Rebeca esses avos que lhe querem tao bem e lhe dao tanto amor e carinho.
Tive o melhor e sei que ela tambem esta tendo. E espero que isso dure, muito mesmo. Entao por esse post eu quero dizer OBRIGADO!
E desde que fiquei sabendo sobre a data fiquei na duvida se falava de minhas avos ou dos avos da Rebeca.
Nenhum dos meus avos esta vivo. Meus dois avôs morreram antes de eu nascer, cada um com sua historia tragica. Morreram cedo.
Minha avo por parte de mae morreu 2 meses antes do nascimento da minha irma mais velha, o que deve ter tido um baque grande na minha mae, inclusive na avo que ela è hoje. No lugar de uma avo, tive uma tia-vo muito presente, tia de minha mae. Minha vo Betty era uma fumante inveterada, mas uma pessoa muito boa e calma. Fazia um mousse de chocolate inigualavel apesar de sofrer de diabete. Morreu de enfizema quando eu tinha 12 anos. Foi minha primeira grande perda...
Do lado de meu pai tive minha avo Angelina.Baixinha, gordinha e com o coraçao enorme como toda boa nona italiana! Quem ve as fotos dela jovem e as minhas nao tem duvidas da semelhança, esta la, em cada traço do rosto, no genio que ela tinha, no gosto por esmaltes vermelhos e unhas longas. E ela morreu aos 86 anos, 8 anos atras, um grande baque na minha vida, depois de lutar por anos contra um cancer do qual ela fingia nao saber - era tabu. Foi depois disso que tive a minha pior crise e recebi meu diagnostico definitivo.
Lembro que ela me chamava de "nega" e eu nunca entendi bem, mas adorava. Ela cozinhava como ninguem e sua receita de arroz ao forno segue na familia feita hoje pelo meu pai. E apesar do dele ser delicioso, nunca sera a mesma coisa. Lembro de dormir no colo dela enquanto viamos televisao. Lembro dela tremer muito devido ao Parkinson, e ainda sim fazer as unhas sozinha ate onde pode. Lembro que ela odiava ser diabetica pois amava comer doces e isso levou minha tia a desenvolver varias receitas diet pra agradar a mae.
E meus pais sao resultado dessas pessoas, e sao avos sem duvida baseados no que seus pais foram, ou deixaram de ser. E sao otimos!
Moramos com eles e apesar de as vezes nao estarem muito dispostos a ajudar ou ficar com a Beca pra eu dar uma saidinha, eles tem a disposiçao que muitas vezes me falta em brincar com ela. Sentam no chao, brincam de roda e sempre, sempre, fazem tudo que ela quer. Ok, nao quando eu estou do lado, mas ai eles chegam a sair de perto pra nao ter que negar algo a neta - unica ainda.
Ajudam muito e se esforçam pra nao deixar nada faltar, desde fraldas e comida, a saude dela e minha. As vezes ficam com ela pela manha pra eu dormir mais um pouco garantindo minha saude mental e bom humor e com isso uma melhor convivencia familiar. Levam ela pra passear vez ou outra e fazem o maximo pra respeitar minhas decisoes sobre como criar a Beca. As vezes as coisas sao do jeito deles, as vezes do meu, mas sempre com a melhor das intençoes.
Minha mae sofre muito por estarmos vivendo uma situaçao desfavoravel e varios problemas e ela nao poder dar pra Rebeca muito do que ela proporcionou pra mim e pra minha irma. Mas ela nao percbe que o essencial, o mais importante, ela da - o amor, o carinho, o tempo, a atençao, o cuidado e as brincadeiras.
Dos avos paternos da Rebeca, infelizmente posso falar pouco. Temos muito menos contato com eles do que eu gostaria e sei que menos do que eles gostariam tambem. Nos distanciamos por N motivos e espero que, com o tempo, essa distancia se desfaça e eles possam curtir a graça de ter a Rebeca como neta. Sua simplicidade, sua visao diferente de mundo, seu jeito mais tranquilo de fazer as coisas sao um tesouro que quero muito que a Rebeca tenha no seu aprendizado. Um aprendizado que eu mesma tive quando me uni ao filho deles...
Eu tive a chance de ter 2 avos a moda antiga - otimas, que me amaram e hoje ainda me inspiram, tendo me mostrado muito do que eu quero pra mim. E sou grata por poder ter na vida da Rebeca esses avos que lhe querem tao bem e lhe dao tanto amor e carinho.
Tive o melhor e sei que ela tambem esta tendo. E espero que isso dure, muito mesmo. Entao por esse post eu quero dizer OBRIGADO!
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