De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Páscoa?

Sei que tem muita gente que vai demorar, e muito, pra ver esse post, simplesmente por que ele esta sendo escrito na noite da vespera de feriado prolongado e a maioria vai aproveitar o mesmo longe do computador. Aqui, por outro lado, Taz vai trabalhar todos os dias e, com isso, não temos nenhum plano diferente.

Perai? nenhum plano?

É gente, a coisa aqui ta complicada mesmo e tirando o domingo ter um almoço de comemoração, e que nem sei mais se vai acontecer, nosso feriado será apenas mais um dia depois do outro. Tirando um detalhezinho importante... o chocolate!

Na ultima Páscoa Bebeca estava com apenas 6 meses e estávamos ainda na introdução dos sólidos e eu fui bem criteriosa, nada de chocolate pra bebe! E, assim foi feito. Nos, entre os adultos, trocamos os ovos, fomos em um almoço na casa da minha tia (que esse ano não vai ter) e curtimos o feriado muito bem obrigado. Esse ano não tera nada disso, mas tera o chocolate.

Quando minha mãe perguntava quando eu ia deixar ela dar chocolate e outras besteiras pra Rebeca eu sempre dizia "espera ela ter pelo menos um ano" ou "No Natal voce pode deixar ela experiemetar de presente!". Funcionou bem, foi respeitado e desde o Natal Bebeca tem experiemntado das mais variadas coisas: sorvete, bolos, salgadinhos, paçoca, e claro, chocolate. Mas vejam bem, experimentar não significa entrar pro cardapio! Ate por ela não ser fã de doces, preferir as frutinhas da nestle mesmo (as quais come feliz, mas segue não aceitando frutas FRUTAS mesmo sem ser banana) e comida salgada, que come muito bem, ela acaba não comendo muito dessas coisas e o chocolate foi sendo deixado de lado. e eu fiquei feliz da vida!

Feliz por que tive a oportunidade de ser eu a dar pra ela as coisas pra experimentar e ver a reação dela a cada novidade. E feliz pois consegui manter a pequena longe de muitas coisas que eu não considerava adequado.
Agora, chegamos a Pascoa em que ela pode comer chocolate... e Ai?

Não comprei ovo. Mas acredito que pelo menos um da tia dela ela va ganhar. Ela não tem idade pra pedir nada especifico então não e como se ela fosse diferenciar entre 1 ou 5 ovos de pascoa.

Mas, fico com uma duvida: não sei se faço uma caça ao ovo ou não. Acho que ela iria curtir, brincar, tenho certeza que minha mãe e meu pai, que nessas horas são otimos, iriam com ela atras de cada "pista" e ajuda-la a achar o premio, correr atras do coelhinho e curtir um pouco essa fantasia. Acho que essas coisas começam de algum lugar e ia dar uma cor ao nosso domingo. Mas... To tão desanimada... :(

Alias, vou aproveitar que falei disso pra falar um pouco mais sobre aquela historia de maternidade real. Pessoas, vocês tem noção do quanto facilita a nossa vida quando nossos filhos podem comer qualquer coisa? É sério! Eu ainda levo uma papinha pronta quando vou aos lugares com a Rebeca mas meio que desencargo de consciência e não é sempre. O fato é que, com 1 ano e meio, com exceção do Refrigerante e do chocolate, eu já não estou mais tão preocupada com o que a Rebeca vai comer. Eu sei que ela come de tudo com facilidade - Ok, vez ou outra encana com alguma textura diferente,  coisa do genero, mas no geral come super bem - então ja considero que vou dividir com ela um prato. Ou, se for num restaurante por quilo, por exemplo, vou fazer um pratinho pra ela com coisas que sei que ela come, sem estress, e vou dar. Lanche? Não tem fruta? Ela adora biscoito de polvilho, yakult, bolacha maizena mais ou menos, sorvete, e o preferido, polenguinho.

Gente, e muito mais facil voce encontrar um polenguinho pra vender, ou carregar na bolsa, do que potes de vidro ou qualquer outra parafernalia que acabamos nos acostumando a levar. E, posso falar? É libertador!


Tem coisa que eu ainda veto - balas por exemplo. Alem de serem doces demais e eu nem achar que ela vai gostar, tenho medo que engasgue. Salgadinho tipo fandangos, tambem, prefiro não, eu não compraria, por achar uma guloseima vazia demais. O mais proximo disso e o biscoito de polvilho que ela adora! O Yakult então, acho que parte da curtição e que soltamos na mão dela pra ela tomar sozinha (e se lambuzar, claro!)

Não faria diferente, jamais. Acredito sim que as coisas devem ser introduzidas devagar de forma que a criança ja tenha se acostumado com o saber dos alimentos bons antes de chegarem as besteiras que tanto comemos. Mas, passado um ano, devagar, uma coisa de cada vez como manda o figurino desde a introdução dos solidos, fico feliz de ter chegado na fase que minha filha come como criança e não como um bebe. Facilita demais tudo, a comida, a sua interação com as outras pessoas, o peso que carregamos, enfim.

Aff. Pronto, desabafei. rs