De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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sábado, 6 de julho de 2024

Sobre transtorno bipolar e filhos

Minha filha tem 14 anos e desde muito cedo apresenta sintomas de algum tipo de transtorno.

Aos 5 ela me trouxe pela primeira vez o sentimento de inadequação e de achar que não merecia viver. 

Se sentia infeliz consigo mesma e com sua aparência. Sofria bullying nas aulas de ballet de meninas magérrimas que a consideravam gordinha demais para a dança.

Não, ela não era.

A pandemia fez com ela o que fez com grande parte dos adolescentes e agravou enormemente seu quadro de saúde mental e o que eram episódios pontuais e mais leves se tornaram um claro transtorno de ansiedade e depressão profunda.

E nós estamos lutando contra isso e tratando com médicos e terapeutas desde então.

Eu quis trazer isso para falar de um medo que eu sei que toda pessoa que se descobre bipolar e deseja ter filhos tem: e se meu filho acabar sendo bipolar também?

Quando eu decidi ser mãe eu ponderei bastante sobre isso e eu cheguei a conclusão que ninguém melhor para cuidar de um filho bipolar do que eu que já passei por isso.

Durante a gravidez eu conversei muito com meu terapeuta, conversei muito com minha filha ainda na barriga, e ensaiei como eu falaria com ela sobre a minha condição de saúde.

Ao longo desses anos ela viveu comigo minhas instabilidades. Sempre de forma honesta e transparente, dando a ela toda a informação necessária para cada fase da vida dela.

E isso tem sido importante num momento que nos voltamos para a saúde dela.

Com uma mãe bipolar e um pai depressivo, era quase inevitável que ela apresentasse algum quadro de transtorno emocional. E sabendo disso eu me preparei.

Não é facil. Não é fácil pra ela, mesmo com toda a informação e apoio,  viver nessa montanha russa. Não é fácil pra mim ter que reviver tudo isso para poder ajudar ela da melhor forma que eu posso.

Mas nós estamos levando.

Uma das coisas que fiz esse ano e que sinto que foi um acerto, foi trocar ela de escola e buscar uma escola mais aberta e preparada para lidar com essas questões. A escola e a rotina escolar, pra ela, são um gatilho forte e ser acolhida nessa dificuldade tem feito diferença.

Ter um psiquiatra bom acompanhando o caso e um terapeuta que ela se sente confortável e confia tem sido outro fator muito importante. 

Apoio da família e amigos são imprescindíveis. 

Mas a coisa que eu sinto que faz mais diferença é poder estar perto dela.

Ela me acessa muito e precisa muito de contato e cuidado durante os dias mais escuros. E ela acaba sendo também um apoio nos meus dias difíceis.

Não é ideal, talvez, mas é o que temos. Temos uma a outra e um amor muito forte.

E eu me esforço pra ser para ela o exemplo de que tudo o que ela sente hoje de ruim, não vai durar pra sempre. Que é possível ser feliz, ser capaz, e alcançar nossos sonhos. Temos que ter paciência, resiliência e coragem. 

E temos uma a outra.

Podemos conquistar o mundo.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Aquele sobre ser bipolar e mãe

 Olá, eu sou a Di. Caso você tenha chegado por aqui agora e ainda não me conheça.

Eu sou mãe da Rebeca, uma menina maravilhosa de 11 anos.

E eu sou bipolar.

Desse tipo diagnosticado mesmo. Com CID e tudo.

Pra quem quiser saber mais da minha história, eu vou recomendar ler uma série de posts que tenho contando um pouco do começo da minha trajetória. Eles chamam "A minha história". Da uma busca no blog. 😉

Por agora o resumo é que sou diagnosticada desde os 13 anos de idade, comecei o tratamento em 2004 aos 22 e levei e levo ele muito a sério por um objetivo muito claro: eu descobri que eu queria ser mãe. E eu entendia o que eu precisava fazer para alcançar esse sonho e me tornar a mãe que eu queria ser.

Depois de 5 anos de tratamento até alcançar a estabilidade eu realizei esse desejo e conquistei o direito de ter minha Rebeca.

E durante 10 anos eu me dediquei a ser a melhor mãe que eu podia ser.

O resultado disso foi uma filha saudável, companheira, amiga, empática, preocupada com o mundo ao seu redor, crítica, bem educada e que entrou na pré adolescência pronta pra começar a se virar sozinha e dar os próximos passos.

E no momento que ela já não precisa da minha dedicação integral 24h/7dias da semana, eu me vi em águas misteriosas, podendo voltar meus olhos para mim mesma novamente.

Isso trouxe uma onda de coisas boas mesmo em meio a uma Pandemia. Trouxe muita instabilidade emocional também pra eu ter que navegar, mas nada que não seja possível de lidar.

Ao longo desse meu caminho eu tive a sorte de ser uma pessoa muito consciente. Por ter convivido desde a infância com minha mãe com Transtorno de Pânico e entender isso como uma doença com tratamento e capaz de ser vencida - eu vi isso! - quando eu me vi em uma crise que parecia sem volta eu fui capaz de parar, entender o que estava acontecendo comigo, e buscar ajuda médica.

Foi iniciativa minha. No meio de uma crise depressiva. Um momento de lucidez no meio de uma tempestade.

Com o blog eu tive a chance de conhecer, e espero que ajudar, muitas pessoas que de repente se viram com esse diagnóstico cheio de tabus e precisavam de um apoio e de um exemplo que era possível ter uma vida boa, útil, feliz, e que não precisavam abandonar seus sonhos, muitas vezes de ter uma família.

No máximo teriam que desacelerar, respirar, aprender novas formas. Mas que um diagnóstico não é uma sentença.

E ser bipolar não define quem somos. É apenas mais uma das nossas características. E podemos conviver com isso.

Eu não escrevo mais com tanta frequência. Minha vida anda bem corrida e disso eu não tenho do que reclamar. Tenho vivido um segundo sonho.

Mas sinta-se a vontade para vasculhar nos arquivos daqui do blog. Pode ser que você encontre algo que se assemelhe ao que está vivendo agora. Talvez algo que te dê uma luz, ou uma mão.

E continue por aqui. Ainda vamos nos ver muito nessa viagem.


Boa semana pra vocês!

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Sobre Rebeca e seus 11 anos

 Hoje foi o dia dela.

11!

As vezes parece que foi ontem, as vezes parece muito mais tempo.

Não sei o que seria da minha vida sem ela. Não me importo. Não queria nada diferente.

Por anos e anos eu me dediquei a ser o que eu sempre achei que ela precisava de mim. Mas agora ela tem 11 e ela anda por um novo caminho, aprendendo a dar seus passos, buscando sua independência e sua identidade.

Com isso eu me vi tendo a chance de ter tempo e disposição pra ser um pouco mais de mim e pra mim e não só pra ela.

Porque hoje ela me acompanha e aprende comigo, e hoje mais que ser seu mundo e seu apoio eu tento ser seu exemplo.

Porque ela talvez sempre seja a coisa mais importante do meu mundo mas agora eu preciso mostrar que o mundo é grande e tem muita coisa nele, sonhos, pessoas, experiências, planos, um mundo inteiro.

Um mundo inteiro pra mostrar pra ela.

Nesse início de pré adolescência, hoje eu comemoro uma etapa nova na nossa jornada.

Parabéns, Bequinha. São 11. E é só o começo, pra nós duas, desse caminho.

Amo você , Jacaré!

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

10 anos de Blog!

Pois é...

10 anos!

Não exatos. Estava checando e o Blog na verdade completou 10 anos no dia 01 de Novembro.

Mas ok, perto o suficiente.

Gente, 10 anos!

Eu reli alguns posts la do começo e é impressionante como tanta coisa mudou, tanta coisa ficou igual, mas como eu cresci!

Rebeca veio pra minha vida eu tinha 27 anos. Existe um marco na minha vida que diz AR e DR (Antes de Rebeca e Depois de Rebeca).

E se muitas das coisas que pensei e desejei não se tornaram realidade, e se outras tantas so estão começando a acontecer agora 10 anos depois, e sabe lá quantas aconteceram sem que eu quisesse, tudo me trouxe até aqui. E entre alto e baixos, eu gosto de onde estou.

A pessoa Di que é mãe. Que é filha. Que é amiga. Que é esposa. Mas principalmente a pessoa Di que engloba todas essas e varias outras faces de mim mesma.

Eu não penso muitas coisas boas sobre mim mesma. Eu me decepciono e tenho uma auto-estima terrivel. Mas ainda sim...

Eu amo quem eu sou hoje. Como pessoa. Meu caratér. Minha personalidade. Meu cerne. Aquilo que faz eu me reconhecer no espelho e fora dele, que faz com que eu tenha paz a noite quando deito minha cabeça no travesseiro.

Esse texto abaixo eu postei no meu Facebook hoje de manhã e é com ele que quero comemorar esses 10 anos.

Por que tudo que sou hoje é por causa e para ela:

Todos os dias ela me lembra o porquê de eu estar aqui. Todos os dias ela tem um sorriso nos lábios e uma risada gostosa que me aquece. Todos os dias ela me cerca com seus braços num abraço apertado e me faz sentir amada, mesmo nos dias que eu estou com dificuldades de aceitar seu carinho. Cada dia que ela é compreensiva e paciente, cada vez que ela é dedicada e persistente, cada vez que ela me ensina sobre a vida... Cada vez que seu amor me tira do escuro e ela ilumina minha vida, eu agradeço. Eu posso ter feito escolhas duvidosas na minha vida e posso viver com limitações diversas, mas se existe algo que eu fiz certo foi ela.
E a cada manhã que brigo com o despertador eu respiro fundo e levanto, porque é por ela. É sempre e tudo por ela.
Eu sou muito, muito, grata.
E agradecer é um bom jeito de começar qualquer dia.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O famigerado não, o castigo e o mimo

Hoje minha mãe chamou minha atenção sobre estar falando não demais com a Beca. Era uma crítica, clara, e a minha primeira reação é me defender e bater o pé na minha conduta. No fim concordei com o que ela estava sugerindo - de que existem outras formas de lidar com as mal criações da Beca. Com certeza ela deve ter achado que eu concordei apenas para terminar o assunto, mas não foi. Me fez pensar.

Beca está a 10 dias de completar 3 anos. Mais um enorme marco na vida dela. Estamos eu e ela na ansiedade pela festinha, eu me organizando pra fazer a festa acontecer e ela pedindo coisas. E muita coisa mudou nesse ultimo ano de vida dela. Nos últimos 2 ou 3 meses então, nem se fala. O crescimento desacelerou um pouco e com isso ela até deu uma engordadinho durante o inverno, shame on me. Mas enquanto seu corpo desacelerou a capacidade de compreensão e comunicação parece ter explodido em possibilidades!

Rebeca agora começa as frases como eu: "Sabe mãe..."

Rebeca consegue explicar o que quer cada vez com mais detalhes: "Pega o meu papai noel pra mim, por favor? Ali em cima do armário!"

Rebeca entende piadas! "Ai mãe, você é engraçada!" e dá risada! (Filha, que bom que você ainda me acha engraçada, pura prova de amor, sou péssima contadora de piadas, mas um dia você vai saber disso)

E Rebeca não gosta de ser contrariada. Tem um gênio só dela, parte de sua personalidade. E é mimada, vejam bem, sei disso. É mimada por mim, pelo pai, principalmente pelos avós. E ai entra a parte do não.

"Rebeca, não pega comida da travessa com a mão!"
"Rebeca, não pula na cama depois de comer!"
"Rebeca, não desenha no braço filha, desenha no papel!"

E por ai vai.

Mesmo quando a palavra não está apenas subentendida, como em "Filha, fica aqui comigo que sua vó já volta" a coisa complica. Tudo que vai contra a vontade dela, o imediatismo, é um possível conflito. E como ela lida com isso? Me assoprando. Como se mostrasse a língua, mas só assoprando e fazendo barulho. Brava mesmo. Numa manifestação de desagrado, frustração e desafio. Sim, desafio pois na maioria das vezes isso é apenas o sinal de que ela vai dar continuidade ao que estava fazendo.

Ai eu brigo com ela, chamo atenção num tom mais áspero, digo que se fizer de novo vou colocar de castigo numa clara forma de dar chance a ela de fazer o que estou falando.

Eu não sou muito de colocar de castigo. Prefiro o diálogo pois eu fui criada assim. E, de fato quando o diálogo acontece e funciona, tudo corre bem. Rebeca responde bem ao diálogo e costuma mudar de atitude. Mas nem sempre.

Conheço muita gente que na primeira "assoprada" já tinha dado-lhe uns tapas na bunda pra aprender. Eu não. Nunca. Bater definitivamente só ensina a bater de volta. Vide o fato de que quem defende a palmada educativa sempre conta que  "eu apanhei quando criança e fiquei muito bem". Certo... Senta lá, Claudia...

Mas sou a favor de castigo e de disciplina. Acho que criança tem que aprender a respeitar os outros sim, e deve aprender que os atos tem consequências. 1 minuto de castigo pra cada ano de vida da criança. Sem violência, sem gritos.

Nem todas as vezes que falo não eu precisaria fazer isso. eu concordo com a minha mãe nisso. Li inclusive e acredito que o reforço positivo é muito mais eficaz na hora de educar os filhos. Dar alternativas ao comportamento inadequado, mostrando que a recompensa por se portar bem, agir com respeito e educação é muito mais interessante e reforçar esse bom comportamento.

Mas tem situações e situações.

Acho mesmo que tenho falado muitos nãos. Ando cansada e acho que entrei na rotina, na comodidade, e tenho falado muitos mais nãos do que são necessários.

Imagino que isso aconteça com todo mundo e o mais importante é revermos nosso comportamento de tempos em tempos para ver o que podemos fazer melhor, o que estamos fazendo bem e o que não cabe mais.

Posso falar menos a palavra não.

Mas também acho que esta na hora de parar de negociar o castigo. Por que existem situações em que ele cabe sim. Por que amar também implica em ensinar limites e disciplina, por mais que isso seja difícil. E esse é o papel dos pais. Da mãe. Meu.

Então respira fundo, que essa jornada ainda está só no começo. Né?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sobre filhos unicos, segundo filho e por ai vai...

Eu venho pensando, ja tem algum tempo, sobre ter ou não mais filhos.


Isso ficou muito mais presente nos meus pensamentos ha alguns dias, quando comecei a ter sonhos onde estou grávida novamente.

A idéia me veio agradável, saudosa. Mas ai, parei pra pensar...

Gente, será que eu encararia tudo outra vez?

A verdade é que eu curto muito a Rebeca. E ela muitas vezes ainda me parece tão pequena, com tantas etapas ainda a passar antes de eu poder dizer que sinto falta de ter um bebezinho em casa.

Não sinto. #prontofalei

Não sinto falta nenhuma de ter um bebe pequenininho em casa, acordando de 3h em 3h pra mamar. Chorando de cólica e a unica coisa que eu de fato posso fazer é dar a ele colo e calor humano pra suavizar suas dores.

E estranho dizer isso, mas a verdade é que me sinto completa, assim, eu, Taz e Rebeca. Especialmente por que não somos só nós 3, pode incluir ai, de forma clara e definitiva, a Lulu! Tudo bem, ela mora com a mãe, mas juro que se fosse possivel, ela moraria com a gente!

É tão legal ver a Beca se desenvolvendo, crescendo, aprendendo dia a dia mais uma coisinha.
A verdade é que eu não sonho com mais um bebezinho. Não. Eu fico divagando em como vai ser quando ela for mais velha e trouxer suas amigas de escola pra brincar em casa. Fazer festa do pijama, a primeira vez que ela for em uma excursão com a escola, ela aprendendo a ler.

É com isso que eu sonho.

As vezes penso que quando ela chegar nessa fase de aprender a ler, ai sim, eu teria outro filho.

Adotado, deixemos bem claro essa parte. Por mais que eu tenha gostado de estar gravida, ainda acredito que não devo correr o risco de ficar uma gestação inteira sem remédios.

E agora, hoje, penso que seria legal adotar uma criança maiorzinha. Ja sem fraldas, sem mamadeira de madrugada. Talvez um bicho papão aqui e ali, sim, mas só. Dar esse amor imenso que sinto, por que sim eu o sinto, a mais uma, quem sabe duas, crianças.

Ai volto a pensar na Rebeca. E nas minhas limitações por causa da bipolaridade. E penso no que eu quero dar a ela, materialmente mesmo. Escola particular, natação, inglês, festas, viagens. E me pergunto se eu poderei dar isso a mais de um filho, considerando a minha realidade atual.

E na minha realidade atual, a resposta é não. Sem condições. Mesmo que eu abrisse mão da escola particular e dos cursos tambem particulares, fazendo tudo a base de programas gratuitos, tem duas coisas das quais eu não abriria mão de forma nenhuma: estar em casa no meio periodo quando ela esta em casa, antes ou depois da escola, passando tempo diariamente com a minha filha e o convênio médico.

E se essas duas coisas eu não puder dar a mais de um filho, então, bom... Vou continuar só com uma mesmo.

Talvez as coisas mudem muito na minha vida daqui pra frente. Não sei onde e como vou estar daqui 5 anos por exemplo. Se quando chegar lá as coisas estiverem boas de forma que eu repense isso, otimo! Eu realmente gostaria de adotar mais dois filhos. Mas se não, tudo bem também.

O ponto é, pensei, pensei e pensei. E chego cada dia mais a conclusão que sou feliz com o que tenho hoje.

O que vier é lucro!

E vocês, estão felizes com o que tem?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

E minha amiga secreta é....?

A Renata do blog Gravida e Diabetica!

Não tive tempo de ler MUITA coisa do blog dela. O que é uma pena, preciso dizer isso. A Renata, acreditem , é uma guerreira, daquelas que lutam e vencem uma batalha todos os dias.

Eu não conhecia o blog dela antes de te-la tirado no amigo secreto que a debora propos. Mas fiquei muito feliz de te-la tirado. vou explicar por que.

Apesar de ter lido pouco, o proprio nome diz uma coisa que é muito importante na vida dela: ela tem diabete. Mais, ela tem uma filha. e ela teve de enfrentar todas as dificuldades que a diabete pode trazer para ter essa filha hoje nos braços.

Na maioria das vezes quando um bipolar precisa explicar sua doença e que precisa tomar remedio diariamente ou os riscos podem ser incalculaveis (ou um medico esta explicando ao paciente pela primeira vez) eles comparam a bipolaridade a diabete. Mais, a diabete do tipo que a Renata tem, que a obriga a tomar insulina todos os dias.

Num dos ultimos posts que ela fez ela fala um pouco dessa rotina, de ter que tomar insulina todo dia, de ter que ficar medindo a glicose varias vezes, que não pode ficar muito tempo sem comer. Bom, tirando a parte de tomar insulina propriamente falando, eu conheço essa rotina. E ela é muito muito punk. Não é pra qualquer um não.

Eu sei o que é ter que medir glicose pois a minha hipoglicemia me obrigou a fazer isso durante a gravidez pra poder ter um final de gestação mais tranquilo. Sei o que é ter que se medicar todos os dias, sem exceção, sem desculpas, ate o final da minha vida. E sei que aminha vida depende disso.

Eu gostei de ter tirado a Renata por isso tudo, por que sem querer temos muita coisa em comum. Isso sem nunca termos nos visto, nem nos falado, nem lido o blog uma da outra!

e so por saber o pouquinho assim eu sei que ela lutou muito. sei que ela luta todo dia, e vence! Renata, somos pessoas que vivem na vitoria!

E temos um presente maravilhoso vivendo com a gente: nossas filhas.

eu sei que devem ter dias mais dificeis, eu tenho. Dias que voce queria não ter que viver com essa privação. Por que é uma privação constante:a privação depoder dizer "hoje eu não quero". Não tem isso. O preço é muito alto.

Mas a recomepnsa esta aqui, ai, gorduchinha e feliz nas fotos, na vida! Ta viva! Logo vai ser voce colocando posts sobre os primeiros passos da sua menina! E que menina! Uma graça!

E que menina de sorte ela é. Que pessoa de sorte eu sou. Que pessoa de sorte nos somos. Por que conforme ela for crescendo ela vai aprender a lutar, vai entender o que é ganhar, e a valorizar as coisas mais simples. Por que toda criança aprende com os exemplos, mesmo nas fases rebeldes da adolescencia. E nossa, que melhor exemplo essa menina poderia ter do que voce, mulher! Que todo dia vence mais uma luta, mais uma batalha, e o faz feliz, mesmo quando esta triste, feliz, simplesmente por que sua maior vitoria vive do lado de fora do seu corpo, bem, com saude, com tudo de bom que voce pode dar. seu amor.

Que seja um natal muito especial, muito mesmo! Que voce curta muito suas festas, sua vida, sua filha!
E que papai noel te traga tudo de bom, por que eu sei que voce merece isso e muito muito mais!
Beijos

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Agradecimento

Recebi um e-mail da minha tia, muito significativo. ele me parabenizava, mas ainda sim me lembrava que meu caminho como mãe ainda esta no inicio, e que é uma caminhada dificil e conturbada, onde quando finalmente achamos que "pegamos o jeito" tudo muda e começamos uma nova etapa da vida deles, e da nossa, novamente.

Fiquei pensando no e-mail, e preciso dizer uma coisa muito muito importante: obrigada!

Me fez lembrar que tambem sou filha, e de N coisas que fiz, e as vezes ainda faço acredito, que deixam meus pais de cabelos em pé, preocupados. Mesmo que muitas vezes eles não admitam isso, ou ate tentem negar.

É interessante pois ter me tornado mãe, de fato, me fez entender um pouco mais esses sentimento. Aquela frase "quando você for mãe você vai entender..." faz muito sentido pra mim, e acredito que fara ainda mais conforme a Rebeca for crescendo.

E pensando em tudo isso, percebi o quanto, depois de certa idade, nós deixamos de falar as coisas boas, de enaltecer as vitorias, as conquistas, e o quanto apesar de não concordar em (quase) nada, somos tão iguais, e nos amamos muito. Nós, filhos, aos nossos pais.

Fiquei pensando em qual foi a ultima vez que agradeci meus pais por eles serem assim, simplesmente meus pais. Que mesmo que não concorde com eles, eu fico muito feliz e muito agradecida por eles todos os dias.

Então, venci a vergonha, aquela que a gente um dia passa a ter mas não faz o menor sentido, e fui ate o quarto da Rebeca, onde eles estavam apos minha mãe dar um banho nela antes dela dormir. Criei coragem, e agradeci. Brinquei, tentei ate fazer uma piadinha, mas agradeci. De coração.

Agradeço por terem me dado essa chance. de, depois de me tornar mãe, criar a coragem e agradecer por ser a filha de quem sou, de ter os pais que tenho, de viver nessa familia, imperfeita, mas linda.

Obrigada ^^
Amo muito vocês

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Em 2020...

Eu moro em uma casa grande. Terrea. A casa tem 4 dormitorios, todos suites, e a rpincipal, a minha, tem uma hidromassagem redonda como a que tinha na casa dos meus tios quando eu era pequena.

A sala de entrada é espaçosa e tem bem poucas coisas, ela de fato e mais um hall... Temos uma sala de Tv/estar, uma cozinha bem grande, que eu mesma desenhei e fui, ao longo dos anos, comprando todos os meus objetos de desejo culinario.

Temos 4 quartos, suites, pois cada um dos nossos filhos, a Rebeca, com 11 anos, o Miguel e a Beatriz, com 6. E não penssem que a Lu esta de fora, não... Ela tem seu proprio canto, numa edicula nos fundos do quintal, onde ela tem livre acesso de ir e vir quando quiser. Alem do quarto dela na edicula, temos um quarto de hospedes.

O quintal, nos fundos é grande e tem inclusive algumas arvores, como que tinha na casa onde morei minha primeira infancia. E em uma dessas arvores, uma grande, velha, com tronco largo, uma casa na arvore.

Quem mora na casa da arvore são os gatos. Os gatos que a Bia cisma em bricnar e vestir como se fossem suas bonecas. Brincar de vestir, assim como vive pegando nossas roupas para vestir e brincar de gente grande...

Miguel nem da muita bola pra casa da arvore. O negocio dele é bem mais a piscina... Nos dias de churrasco ele adora mostrar os truques que faz com Chronos, meu boxer branco com uma mancha preto no olho, ao qual é inseparavel.

Chronos inclusive acompanha ele e o Taz em suas pedaladas de fim de tarde, os dois na bicicleta e o cachorro atras, desengonçado, correndo, sem coleira.

Rebeca, ja mais velha, quase moça, a, essa manteve toda sua personalidade! Sempre querendo fazer as coisas sozinha, ao seu modo. Orgulhosa, capaz, e muito curiosa. Pede ajuda na primeira vez, depois quer mais é que a deixemos tentando sozinha, ate que ela descubra a sua forma, o seu modo. Na escola foi quase um problema, senão tivesse feito questão de ter colocado todos eles em uma esco,a que respeitasse essa individualidade.

No jantar, todos sentamos a mesa, e contamos sobre nosso dia. As crianças adoram contar as coisas da escola pro Taz, pois ele sempre tem um jeitinho difernete, com detalhes, curiosidades, particularidades, muito mais interessantes para explicar as coisas, e torna-las proximas a nos. E de repente parece que tudo o que eles viram na escola toma forma, nesse momento. Rebeca sem duvida é a que se diverte mais com isso, pois pode contar tudo o que viu no dia, o que pensou, como pensou, as conclusões que chegou...

Na hora de dormir, depois do banho, todos deitamos nas almofadas na sala de estar, onde eu leio um livro, ou invento uma historia. Muitas vezes, historias essas que virarão mais um dos meus livros...

Nos fins de semana, muitas vezes as crianças dormem na casa dos avós, onde podem farrear, comer pipoca, dormir tarde, encher a cara de coca-cola e assistir desenhos e filmes com os bons velhinhos, suas tias e tios. E nos, eu e o Taz, aproveitamos e damos nossa fugidinha. Não contamos a eles, mas nós dois tambem não dormimos em casa...

Aproveitamos a noite de folga, e vamos passear, jantar fora, ir ao cinema, dormir num motel, namorar muito. E um segredo.... Levamos os celulares, ligamos a linha de casa a eles, e não contamos a ninguem! E uma fuga, uma espacada, um segredinho, uma farra nossa.

Nos verões, vamos a praia, onde andamos de bicicleta na areia, brincamos no mar, tomamos sorvete. Miguel sempre leva o Taz pra fazer coisas que ele, pai, nem esta tão interessado, mas sabe que é a fase de algo novo, diferente, que ele viu na TV e quer experimentar. Numa dessas, quis jogar futebol, em outra volei... Uma conseguimos faze-lo se contentar com queimada.

Miguel é bem ativo, gosta muito de se mexer, o que é otimo, pois retoma ao Taz a infancia e adolescencia dele. esse ano ele vai ensina-lo a empinar pipa...

Ja em casa, meu canto é o sotão. Montei meu escritorio onde eu pudesse ter meu canto pra escrever. Mas não é meu sendo meu. Por todo lugar você ve os brinquedos espalhados, o copo do Taz da coleção... Meu computador, uma pilha de papel onde, no topo, tem-se embrilhado um manuscrito original com a carta da editora avisando a data de lançamento. E na parede atras da mesa, todas as cartas anteriores com a mesma infrmação, de cada um dos livros publicados. E uma parede de incentivo, de recordação: temos que ser lembrados de nossas conquistas, e não nossas falhas. Temos que nos lembrar sempre, para poder continuar repetindo e conquistaqndo mais e mais, e voando cada vez mais alto.

Temos tambem outro cachorro, esse do Taz. É um pug.Os amigos perguntava: "Taz, você gosta mesmo desse cachorro?" e ele responde brincando: "Olha, ele é baixinho atarracado, e muito enfezado, mas eu gosto muito dele!" E quando perugntam qual o nome dele, ele responde: "Di-co"

Normalmente quem cozinha sou eu, e ai de quem mexer na minha cozinha. Mas as vezes o Taz nos brinda com um dos seus pratos inventados sem igual...

De manhã a coisa e meio corrida, eu fico meio nervosa arrumando as crianças pra irem pra escola, pois sempre quero ser prevenida e pensar em tudo. Mas da pra levar numa boa, e logo estão todos no carro, e o Taz os leva pra escola e a mim ao consultorio antes de ir pro trabalho.

Alem de escrever, sou psicologa, e dou atendimento terapeutico a pessoas carentes 2 vezes por semana. Mas nunca trabalho mais que 4 horas por dia. Faço questão de estar em casa quando meus filhos chegam, fazer o almoço e almoçar com eles, conversar, ajudar na lição de casa, cobrar que a mesma seja feita, cuidar dos bichos.

O TAz chega em casa as 17h, pois apesar do trabalho ate as vezes pedir que ele fique mais que isso, ele prefere voltar pra casa e passar tempo com as crianças antes do jantar, para brincar, me ajudar, e assistirmos um filme, uma serie, alguma coisa legal na TV para irmos desligando e relaxando...

Hoje acordei e me lembrei que hoje era mais um desses dias, em que olha a minha vida, e agredeço por ela. Por ter tido paciencia, persistencia, amor, muito amor, para superar as adversidades, os momentos ruins e dificeis, e ter conseguido chegar ate aqui...