De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Mostrando postagens com marcador medicação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medicação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Instabilidade, depressão e efeitos colaterais

Vou aproveitar o tempo livre pós almoço pra falar um pouco de coisa séria. Não que falar da Rebeca não seja coisa séria, claro que é, mas sério mesmo é quando você é bipolar e percebe que seu humor não anda lá tão bem assim.

Sinto que estou deprimida. Não aquela depressão incapacitante que não te deixa sair da cama. Mas aquele tipo que deixa desanimado, sem vontade de fazer muita coisa, de mau humor e brigando por bobagem por que cada palavra é uma luta pra sair da boca.

Sei bem o que é isso. É aquele chamado efeito rebote de uma crise de mania. Minha crise de mania de fim de ano eventualmente acabou e eu colho os frutos dela hoje. Por todos os lados, inclusive.

Não mexi nos medicamentos, na dose no caso, e sei que preciso marcar uma hora no médico. Até por que estou com um efeito colateral bem desagradável - a marca do remédio eu mudei e isso também pode ter interferido no meu humor.

Sim, pra quem não sabe, a marca do remédio altera sim os efeitos do mesmo ainda que teoricamente seja a mesma composição. Quem toma remédio diariamente sabe disso.

Meu cabelo cai de tal forma que entope o ralo do chuveiro a cada banho. Já estou com menos da metade do cabelo que tinha no fim do ano passado. Nem posso sonhar em tingir ou fazer qualquer química no cabelo com medo de que isso piore a situação. Então, mesmo que fosse apenas para pegar uma receita e voltar pra marca antiga, preciso marcar hora no médico.

Mas e a iniciativa, onde eu acho? É bem mais fácil escrever aqui sobre isso do que pegar o telefone e ligar, acreditem! Não é o mesmo movimento.

Me preocupa muito quando eu fico assim pois reflete como eu lido com tudo - com a Rebeca, com meu marido, meus pais, com o trabalho e comigo mesma.

No trabalho tenho dificuldade de ação e uma insegurança tremenda. Aceitei um freela com a minha irmã e apesar do meu esforço ser grande sinto que não alcanço as expectativas e travo em situações que racionalmente parecem simples de lidar. Mas nas ultimas semanas não são.

Sei que estou deprimida, mesmo que levemente deprimida, pois esse quadro se estendeu mais que alguns dias. Consigo datar uma piora a partir da minha ultima TPM. A impressão que eu tenho é que a TPM veio e ficou quando devia ter passado. Lá se vão 3 semanas de um humor ruim, uma paciência curta, desânimo, entre outras coisitas mais.

Antes disso  eu já estava mais desanimada mas ainda conseguia levar meus dias um pouco melhor.

Tenho estado mais impaciente com a Beca também, tadinha. Acabo brigando com ela por bobagens, por que pra mim tudo está mais pesado, lento, como se eu carrega-se um peso extra nas minhas costas.

Uma das coisas que me chamou a atenção que estou a muito tempo assim foi observar a Rebeca brincando. De repente as bonecas dela choram muito, pois é a forma que ela vê bebês pequenos, e ela, mãe das bonecas, sempre fala como se estivesse muito cansada e sofrendo. E criança repete nas brincadeiras os exemplos que tem em casa né? E os exemplos mais fortes que ela tem sou eu e minha mãe (que também não anda em seus melhores dias mas ainda esta melhor que eu). Ai sinto que tocou um sininho na minha cabeça -"que tipo de exemplo eu estou dando pra ela?"

Outro sintoma que veio com tudo foi o sono. Ando com muito mais sono, precisando dormir muito mais e o mesmo não tem mais o efeito revigorante de outrora.

Meu sono sempre foi um bom indicativo do meu humor - sono demais é sinal de depressão e sono de menos de mania. E eu demorei anos de tratamento pra descobrir que existia um meio termo nisso, que era um certo sono saudável, em que eu acordava bem disposta depois de umas 8h ou 9h de sono. Agora não. Se eu pudesse dormiria o dia todo.

Aliás, acho que se não fosse pela Rebeca eu estaria fazendo bem isso mesmo. Praticamente me entregando.

Mas eu tenho a Beca. E passar tempo com ela, mesmo com todas as dificuldades que venho enfrentando, ainda faz meus dias melhores, mais leves e mais felizes. Me faz levantar e agir. me faz insistir no trabalho, nas brincadeiras, em tudo. Me faz rir das gracinhas dela e me orgulhar das suas descobertas, me faz feliz ao vê-la crescer.

Ter a Beca não só não me faz não me entregar como me da força suficiente para que essa depressão não vá nem muito fundo e nem muito longe. Me faz uma pessoa melhor por que eu quero o melhor pra ela, pra nós.

Então eu levanto da cama, engulo em seco esse desânimo e passo mais um dia. E fico com ela de manhã (ou pelo menos parte dela), cuido das coisas da escola, troco, dou comida, brinco, conto histórias. Espero ela voltar da escola ansiosamente, querendo as poucas 2 horas a mais que passaremos juntas antes dela dormir. E no meio do caminho tento usar essa energia extra pra fazer todas as outras coisas. tem dias que dá, tem dias que não.

Mas sabe a única coisa que nunca acontece? Eu não desisto.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sobre ser Mãe e Bipolar

Não sei se vocês que leem o blog notaram, mas meu humor oscilou consideravelmente esse ano. E ainda estamos em Agosto! Vocês podem até ter achado natural tudo isso mas quando você sabe que tem uma doença como a bipolaridade é bom ficar atento a algumas coisas.

Querem um exemplo?

Devido a todos os problemas que tenho enfrentado em casa eu já decidi (por que não foram apenas pensamentos, foram decisões!)
- deixar o trabalho que estava fazendo como secretária em home office
- prestar concurso público
- voltar a dar aula de inglês
- ser web writer
- fazer doces e cupcakes para encomenda (que é o que tem dado mais certo até agora e por mais tempo)
- escrever meu livro (não sei se esse conta pois decidi isso pela primeira vez ao 7 anos :P )

Por mais que essas decisões tenham sido motivadas por problemas financeiros e no relacionamento, mudar de ideia 4 vezes em 8 meses é um pouco preocupante para quem esta no momento mais estável dos últimos anos. Eu não sou uma adolescente de 17 anos tentando decidir qual faculdade cursar, sabem? Sou uma mãe de família de 30 anos que não consegue decidir no que insistir.

Com isso eu estou querendo ilustrar um pouquinho do assunto: Sou mãe e sou bipolar. São duas coisas difíceis de conciliar muitas vezes, mas não impossíveis.

Encontrei esses dias num backup textos do meu primeiro blog, que comecei na época do meu diagnóstico final como bipolar e pouco depois da minha internação. Não tem todos os textos, muita coisa eu perdi, mas tem algumas pérolas de uma época bem mais turva na minha vida. Aliás, vocês lembram de eu ter contado que já fui internada, não?

Minha luta verdadeira e definitiva com a bipolaridade começou há 10 anos e alguns meses. Tive uma crise de ciclotimia gravíssima, uma depressão profunda e tive que tirar forçar de sabe-se lá onde pra decidir e ir atrás sozinha de ajuda. Sozinha sim, apesar de ter marido e família pois se não fosse por minha própria iniciativa e força de vontade tudo teria continuado igual. Coisas que só quem já viveu situação assim sabe.

Muitas vezes as pessoas próximas a nós sabem que tem alguma coisa errada mas não sabem dizer o que é e não se sentem no direito de tomar uma atitude ou nem sabem que atitude devem tomar. A busca pelo tratamento acaba tendo que vir do próprio bipolar que na grande maioria dos casos está vivendo a crise.

Já contei um pouco sobre a trajetória que fiz, buscando o tratamento, abandonando o mesmo pouco tempo depois por causa de um aborto e uma depressão por causa dele e por fim voltando a me tratar por ter sido ali, nos poucos dias que estive grávida pela primeira vez que encontrei a minha motivação para ficar bem.

Hoje, 10 anos depois tenho uma filha linda que vai fazer 3 anos e enche meus dias de alegria.

E sigo firme e forte no tratamento, questionando algumas decisões dos médicos, mas ainda sim decidida a me cuidar. A motivação não deixou de existir, ela vive comigo.

Mas nem tudo é rosa, nem tudo são flores. Tenho dias piores. Talvez mais que uns dias.

Esses últimos 2 anos por exemplo eu abri mãe da minha saúde física tentando manter assim uma "paz" para manter minha sanidade mental. Com isso engordei 20 quilos e estou com suspeita de descalcificação.

Eu sentia vontade de me cuidar. Via tudo o que eu estava fazendo de errado. Mas sempre existia algo mais importante, ou algum empecilho pra que eu voltasse a me cuidar como deveria. Eu vejo esses empecilhos ainda hoje, todos os dias. Uma ansiedade que não passa e que me faz querer mastigar o dia inteiro - com certeza sentindo falta do cigarro! - um sedentarismo impregnado, uma rotina dentro da lógica do "mais fácil".

Mas a vontade de mudar não vinha. Não de verdade. Ficava sempre pra depois, adiada.

Tive dias que não quis levantar da cama, me sentindo fisicamente doente mas sem dar um espirro sequer. Dias que tudo que eu precisava era ficar quieta, no meu canto, deixar o dia passar pra quem sabe no dia seguinte acordar melhor.

Tive dias que não tinha paciência nenhuma e a Beca pagou o pato, em especial na hora de dormir, pois mesmo sem condições eu insistia pra colocar ela pra dormir e acabava brigando com ela que só queria, naturalmente, continuar acordada e brincando. Até que culminou nesse dia AQUI.

Sabem quando vocês tem aquele estalo de que algo precisa mudar? eu tenho isso as vezes. E o dia do ursinho foi assim pra mim. Ele fez começar a girar uma roda em que eu comecei a ver que algo estava muito errado e eu precisava urgentemente descobrir o que era.

Descobri que muito do que eu estava sentindo de ruim estava ligado ao sono excessivo que vinha sentindo. Pedi pra abaixar um pouco a medicação na esperança sim de que com menos sono meu humor ficasse um pouco melhor e eu tivesse mais pique pra tudo sem entrar numa crise.

Na ultima consulta coma psiquiatra eu briguei por isso. Literalmente. Briguei. Consegui sair de lá com a dose que eu queria do remédio e depois de mais 3 dias passei a tomar a nova dosagem. Isso tem 20 dias.

Fez diferença. Estou mais disposta, acordo com mais facilidade de madrugada quando necessário e de manhã. Estou mais paciente com a Rebeca e com o mundo em geral. Sinto que estou mais perto de uma serenidade que já foi minha em outro momento. Me sinto mais capaz.

E torço todos os dias pro feitiço não virar contra o feiticeiro e eu não entrar em uma nova crise.

E sei que pra grande maioria dos bipolares a vida é assim. Uma luta, uma vida cheia de incertezas, convivendo com nossos altos e baixos.

E com tudo isso eu quis dizer que to aqui, lutando. Por que eu encontrei a minha motivação.

E você, o que te move?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Errar é humano, mas dói muito...

Não consigo tirar o caso da cabeça tal qual é a minha culpa e vergonha pela forma que agi. Talvez eu me cobre demais e errar seja humano, mas acredito de verdade que é importante me sentir mal para não cometer o mesmo erro.

Esse sábado Taz saiu com os amigos depois do trabalho. Eu e a Beca ficamos em casa pois eu estava indisposta. Ele só esqueceu de me avisar que tinha decidido ir, coisa que só fui descobrir no fim da tarde quando eu mesma decidi ligar pra ele, mas ok, not a big deal, não fiquei brava nem nada, não teve briga, nada disso.

A Beca nessa hora ja estava mostrando sinais claros de cansaço e quando fui coloca-la pra dormir, perto das 20h, senti ela meio quente. Me convenci que era só sono, até por que eu estava exausta, e ficou por isso mesmo. Ela dormiu sem dificuldade e eu assisti um filme no computador e fui pra cama também.

Durante o filme percebi que estava com dor de cabeça e muito mal estar, mas achei que era a tensão por causa do dia longo. Deitei com aquela sensação de mal estar mas aí já estava meio ressabiada - Rebeca não estava bem e provavelmente acordarias de madrugada. Eu precisava dormir um pouco pois a noite não ia ser fácil. E não foi...

Ela acordou perto da 1h da manhã, com febre. Demorou pra se acalmar, fez onda pra tomar o remédio. O problema é que eu já tinha tomado os meus remédios e -  acho que já contei aqui - eu não acordo bem sem pelo menos 6h de sono ininterruptas. Levanto, mas não tenho paciência nenhuma e fico muito nervosa, estourada, fora de controle mesmo.

Acabei forçando a barra e tentei fazê-la tomar o remédio meio a força, segurando os braços dela. Claro que não funcionou e só deixou ela ainda mais nervosa e insegura - e eu tentando me acalmar também pra conseguir ajudá-la.

Meu pai, nessa altura, acordou assustado e veio ver o que estava acontecendo. Eu expliquei e ele me ajudou a acalmá-la. Liguei pro Taz e pedi pra ele voltar pra casa pois temia que tivesse que levá-la ao médico para tomar medicação. A febre medida em 38,7°

Meu pai me ajudou bastante, conversou com a Beca e no fim conseguimos fazer ela tomar a medicação. Esperei a febre baixar um pouco e tentei colocá-la pra dormir. Ai eu ja estava desesperada pra que ela dormisse pra poder voltar pra cama também. Depois de mais de meia hora tentando fazer ela voltar a dormir, quando ela estava adormecendo, o Taz chega e ela acorda de novo.

Nesse ponto eu já estava bem mal, mais dormindo que acordada mas sabia que ela não aceitaria ficar com ninguém diferente de mim e continuei tentando fazer ela dormir.

Dessa vez ela decidiu que queria dormir com um ursinho de pelucioa que tem, mais pra poder ficar brincando e continuar acordada que outra coisa, mas ok, não valia a pena discutir. Mas conforme ela ia brigando contra o sono e contra as minhas insistentes tentativas de fazê-la dormir eu fui perdendo a calma, o controle, e comecei a brigar come ela.

Não gritei, mas falei brava e sério, como se não dormir fosse de fato uma escolha pra ela.Disse que iria tirar o ursinho se ela insistisse em brincar e não dormir.

E claro que ela continuou brincando.

E eu peguei o ursinho das mãos dela, num rompante de fúria, e simplesmente joguei longe. Da forma mais infantil possível, como se a criança ali fosse eu.

Ela não entendeu, e chorou. Chorou sentido, por ter seu brinquedo arrancado de suas mãos.

A culpa veio instantânea. Peguei o bichinho no chão e devolvi e pedi todas as desculpas do mundo e mais um pouco. Abracei, beijei e prometi que nunca mais agiria assim.

Não sei o quanto ela entendeu disso tudo, demorou um pouco mas se acalmou. E eu, vendo que quem não tinha se acalmado era eu e que corria o risco de brigar com ela de novo acordei o Taz - que a essa hora até já dormia - e pedi pra ele ficar com ela pois eu já tinha ultrapassado meu limite a muito tempo.

E quando ele foi pra sala com ela e eu me vi sozinha no quarto eu desabei e chorei. Chorei muito, de nervoso, de tristeza, mas principalmente de vergonha e de culpa.

E conseguindo chorar eu me acalmei. E me acalmando eu sabia que ela também não estava bem e voltei pra sala. Rebeca chorava baixinho e eu sei, dessas coisas que mãe sabe, que ela estava se sentindo culpada também. Como se ela, coitada, tivesse feito algo errado pra eu estar daquele jeito e ter agido com tanta violência com ela.

Sentei no chão, conversei com ela, pedi desculpas. Tudo que ela fez foi pedir meu colo, meu abraço. Eu era tudo o que ela queria.

Peguei ela no colo e o Taz voltou pra cama após protestar um pouco e me ouvir falar que estava melhor.

E eu a coloquei pra dormir.

E por mais que eu tente eu não consigo tirar aquela sensação que tive quando a vi chorando: quem fez errado e agiu de forma estúpida fui eu mas ela estava ali acreditando que tinha feito algo errado.

Eu espero nunca mais fazer minha filha sentir isso de novo. Nunca!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

E 2012 começa...

Desculpem sumir essa semana. A verdade e que estou tendo de lidar com os efeitos de uma troca na marca do meu remedio e isso tem me deixado com muito sono e sem pique.

Nossa virada de ano foi bem tranquila. Alguns amigos vieram aqui, poucos, e tivemos uma ceia bem intima e bem gostosa. Rebeca curtiu ter os "tios" em casa, ser paparica e ganhar i direito de ficar acordada ate depois da meia noite pela primeira  vez! (não que ja não tenha acontecido sem querer, mas normalmente ela dorme cedo) E brincou muito, não se assustou com os fogos, participou da ceia e tudo! Uma beleza!

As conversas durante a virada ainda ecoam na minha cabeça e tem me feito pensar muito sobre que rumos tomar daqui pra frente.

Uma das minhas decisões de fim de ano, de sair do meu trabalho e buscar outros horizontes ja me rendeu uma entrevista. E eu fiquei feliz da vida de ser chamada pra uma entrevista tão rapido, me fez sentir valorizada. Era uma entrevista pra voltar a dar aulas de inglês e preciso dizer que mesmo estando sem praticar a anos me sai muito bem. Não sei se dara frutos, no entanto, pois eu coloquei o empecilho dos horarios da Beca, ja que não estou disposta a coloca-la no periodo integral esse ano ainda, mas mesmo assim, valeu!

Tambem retomei meus planos de sair da casa de meus pais, cheguei a achar um apto bem bacana, mas parece que eu e meu esposo estamos com restrição nos nomes e isso potencialmente nos impediria de sair da casa dos meus pais agora. Esta sendo uma pequena batalha interna aceitar que eu ainda terei que esperar mais uns 6 meses ate as coisas se acertarem e nos podermos sair daqui e eu tento me convencer que isso vai se mostrar  algo bom. Quem sabe aproveitar a chance de ter um lugar estavel pra ficar esses meses e fazer algumas viagens que sonho tanto? Não sei, não e um assunto facil...

O desfralde da Beca esta parado, alias, nem iniciado. Não sinto que ela esteja preparada e honestamente estou esperando a volta as aulas pra ver se eles nos dão uma mão com isso na escolinha. Ela ainda tem medo de ficar sem a fralda e eu não acho que forçar a barra so por que ela ja tem idade seja a melhor opção. Fico esperando que ela me dê um sinal de que esta pronta - talvez curiosidade em experimentar as calcinhas?

Estou querendo dar uma mudada no layout do blog, alguem se habilita a nos ajudar?

Na ultima semana do ano tivemos uma experiencia muito legal: a Renata, do blog Gravida e Diabetica, mãe da Sarah, esta investindo em sua carreira como fotógrafa e nos deu a honra de fazer um ensaio com a Bequinha. Foi otimo conhecê-la e poder passar momentos tão legais! A Beca adorou a sessão de fotos! Assim que ela me passar as fotos e permitir eu dou uma palhinha aqui pra vocês verem o trabalho dela - e quem sabe não contratam ela pra fazerem um ensaio tambem, né?

Aff, acho que as novidades são essas. Pelo menos por hora! E vocês, como esta sendo esse começo de ano? Muita correria?

domingo, 30 de outubro de 2011

Muitas coisas

Voces ja deixaram de postar por ter muita coisa pra falar e não saber por onde começar?

Eu ja.

As coisas em casa estão caminhando. Tento manter meu plano de me mudar da casa de meus pais em Dezembro, continuo trabalhando, Rebeca continua indo a escola.

Na ultima semana a pequena entrou mais uma vez no antibiotico, espero que a ultima ate pelo menos o proximo inverno. Ja esta bem, faceira e contente. Montamos a piscina inflaveçl aqui em casa e a boneca se esbaldou no sabado a tarde brincando com o papai.

Mas nem tudo são flores.

Pracomeçar pela Rebeca, ela continua dormindo no nosso quarto e isso começou a causar um estress entre eu e o Taz, ja que cada dia mais a intimidade, pessoal e do casal no quarto fica comprometida. E algumas lições importantes sobre privacidade, por exemplo, exenciais para um desfralde bem sucedido, ficam sendo deixadas de lado. Afinal, crianças aprendem pelo exemplo e nos não estamos preservando a nossa privacidade.

Por um lado eu quero coloca-la pra dormir de volta no quarto dela. Por outro, quando penso na dificuldade e no estress que isso vai gerar, desisto. Fico jurando que depois que sairmos daqui, tivermos nossa casa, sera mais facil pois não iremos sentir que estaremos atrapalhando o sono de mais ninguém a não ser o nosso. (oi? devemos ir morar em apto...)

Pior de tudo e que dormir no nosso quarto ja não e suficiente. Rebeca acorda chorando, inconsolavrel, tarde da noite ou madrugada. tem muita dificuldade pra se acalmar e acaba sempre subindo pra minha cama dormir comigo e jogando o pai pro colchão. Na tentativa de acalma-la vale tudo, ate ligar a tv e colocar no desenho pra ela se distrair do que a fez acordar.

Eu credito essa dificuldade que ela tem de dormir com 3 fatores que considero falhas:

- falta de rotina
- falta da soneca da tarde durante a semana
- não dormir direto na cama no quarto

Acredito que com uma rotina mais estruturada, ja que a dela foi pras cuias ha meses e não consegui retomar, ela se sentiria mais segura.

Acredito que a falta da soneca deixa ela num cansaço extremo no horario de dormir, o que dificulta o relaxamento e o sono profundo e restaurador.

Acredito que se ela soubesse adormecer sozinha, em sua cama, no seu proprio quarto, seria mais facil lidar com essas acordadas noturnas. Ela saberia onde esta, onde eu estou e como me chamar. Relaxaria com mais facilidade e dormiria melhor e por mais tempo.

Duro...

Enquanto isso ainda tenho que lidar com a minha doença dando as caras. Por que depois de todos esses anos eu sei diferenciar quando sou eu e quando é ela minando a minha segurança e sanidade...

Tenho estado no limite ja tem algumas semanas. Isso atrapalha tudo, meu sono que fica mais leve, meu trabalho que não rende como poderia e deveria, meu relacionamento com marido, pais, irmã, amigos.

Minha tendencia e a depressão, então eu fico ciclando entre o deprimido leve e um estado levemente elevado de humor. São mudanças discretas, que poderiam ser confundidas com um dia ruim ou uma animação normal. Mas eu me conheço.

A minha medica chegou a aumentar a dose do remedio. Inicialmente por pouco tempo, 2 semanas, pra me tirar do ciclo. Ajudou, estou melhor. Mas ainda não completamente bem.

Mais que a medicação, mudanças de comportamento e atividades ajudam horrores. Sair com os amigos, ir ao cinema, por exemplo, fazem milagres no meu dia a dia.

E tem uma outra coisa que ajudaria também... E a verdade é que eu acho que é isso que tem me deixado mal... Deixar de trabalhar.

Desde sempre o trabalho me causa um estress mental com o qual eu sou imcompativel. Ja vi esse quadro que vem se formando antes. Ele sempre termina comigo em uma crise forte de depressão, altas doses de remedio e meses de tratamento ate eu voltar ao normal.

Não e facil adimitir isso. Sinto vergonha de falar, de pensar que esse e o meu limite. Que pra ficar bem eu tenho que abrir mão de ter o meu proprio sustento.Que vou sim ter que depender de outra pessoa financeiramente. Ainda mais numa sociedade onde seu sucesso pessoal e medido pelo profissional!

Eu sou mais feliz e fico melhor ficando em casa, sendo dona de casa, escrevendo o blog e outras coisas.

Mas hoje, desistir de trabalhar significa ter que abrir mão de sair da casa dos meus pais no proxino ano, pelo menos. E tambem não sei se estou pronta pra abrir mão disso...

Ai gente, ajuda ai, deem seus palpites que isso sempre me ajuda a pensar!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sobre bipolaridade

Eu ia falar sobre o fim de semana, mas ai recebi um e-mail onde um conhecido, bipolar como eu, descrevia como se sentia com relaçao a medicaçao. Nao foi um e-mail enviado a mim, ele me foi repassado com a pergunta "voce tambem se sente assim?"

Fiquei pensando e cheguei a conclusao que isso renderia um post. E me toquei que falo pouco desse assunto aqui.

Esqueçp sempre que poucas pessoas sabem, de verdade, o que è a bipolaridade, a de verdade, a doença Transtorno Bipolar do Humor. E menos ainda os que sabem como nos, portadores dessa doença, nos sentimos.

Entao, hoje, vou falar de como eu me sinto.

A medicaçao faz a gente se sentir "normal". O objetivo dela e nos levar pro meio do caminho, ao 40 dos 8 a 80. E isso pode parecer simples, mas nao è.

A verdade è que nos crescemos aprendendo que ser mediocre, ou seja, estar na media, e uma coisa horrivel, ruim, indesejavel, abominavel e da qual temos que correr. Mas um bipolar que ja esteve nos extremos dos extremos, que ja sofreu a dor que reside na intensidade de seus sentimentos, com certeza ja sonhou com a mediocridade pelo menos 1 vez.

Quando falo de dor è dor mesmo, fisica. E nao so da depressao, quando sentimos uma dor na alma, por ser tao grande e intensa mas nao visivel. Nao è so a depressao que doi.

No meio da mania, a euforia domina tudo. Pensamos muito rapido, resolvemos problemas na mesma velocidade e nos interessamos po muita coisa ao mesmo tempo. A verdade è que a mania chega a dar uma descarga de adrenalina tao intensa que da inveja a muitas pessoas que gostariam de sentir isso.

Mas a mania as vezes tambem doi. Por que pensar muito rapido e ver que o corpo nao acompanha essa velocidade tambem doi! Por que final, nos vivemos em sociedade e nao e possivel transmitir nossos pensamentos, temos que transforma-los em palavras, escrita. E como dirigir a mais de 180km por hora e ter que frear numa faixa de pedestres e esperar um tartaruga passar. E isso toda vez que voce tem que flar ou escrever alguma coisa.

E as sensaçoes sao tao fortes, os sentimentos tao intensos, que as vezes parece que temos que "sair" do nosso corpo pra entender, pra conceber, o que estamos vendo e sentindo.

E è tudo ao mesmo tempo agora!

Eu diria que somos eternos adolescentes.

Essa e uma sensaçao que acho que todo mundo conhece.

Ninguem te compreende de verdade, voce e muito mais complexo que aparenta ser. Seus pais sempre querendo podar sua liberdade e voce com suas asas querendo voar la no alto! Dormir e perda de tempo, vou dormir muito quando estiver morto! Levar um fora e o fim do mundo, uma dor insuportavel, voces tinham nascido um pro outro! Mas no outro fim de semana, naquela festa, voce conhece seu novo grande amor...

E tudo muito rapido, muito forte, e muito dolorido.

Agora viva isso o resto da sua vida, todos os dias. E sim, com a mesma irresponsabilidade e falta de controle.

Voce vai estar sempre atolado em dividas pois e incapaz de se controlar e nao gastar o dinheiro que, muitas vezes, nao consegue se manter em um emprego pra ganhar.

Vai ter que conviver com piadas mil sobre a sua volatilidade, ou se sentir sozinho por que o seu jeito "sincero" demais agride as pessoas e de fato, elas se cansam de ficar perto de voce.

Talvez voce tenha um enorme talento para escrever, cantar, atuar. Mas ele acaba mascarado e agredido da mesma forma pelos seus excessos. Excessos esses que muitas vezes voce vai dar credito pelo seu talento, e nao o contrario.

Ai vem a medicaçao, a terapia.

E ela automaticamente te castra. Sim, isso mesmo. Te castra, te corta, te joga pra baixo, te deixa meio zureta, dopado, freiado.

E isso, ne, ninguem quer. E por isso muita gente larga  o tratamento. Melhor viver a dor que ja conheço do que viver dopado, morto.

E eu ja me senti assim. De todos esses jeitos. No começo do tratamento eu me perguntava sempre se era isso que eu queria. Por que eu achava que ia ser sempre daquele jeito!

Mas uma coisa aconteceu comigo que me fez ir mais longe... Eu descobri que queria, mais que qualquer coisa, ser mae.

E isso mudou a minha vida.

Por que por isso eu persisti no tratamento. Eu confiei na minha medica, fui sincera sobre o que eu queria, e acreditei quando ela disse que me ajudaria a chegar la.

E no começo eu ficava dopada sim. Mas a cada mes que eu me mantinha medicada era um mes a mais da mesma fazendo efeito. E foi como se uma pelicula invisivel fosse retirada da frente dos meus olhos e eu pudesse ver o mundo pela primeira vez, nao so com outros olhos, mas com a cabeça leve.

E aos poucos fomos diminuindo a medicaçao, retirando remedios e diminuindo as doses.

Algumas limitaçoes se mantiveram, outras nao. Mas eu sei que cheguei no meio do caminho. E nao sinto mais dor...

E hoje tenho minha vitoria - minha filha, minha motivaçao desde muito antes dela existir. E agradeço sempre pois por ela eu esperei o tempo necessario pra alcançar esse lugar, esse meio. E sei que foi isso que fez a diferença - o tempo.

Entao voce ai, bipolar, que le aqui, se estiver na duvida, se estiver sentindo aquela coceira pra largar tudo, pense denovo. Por que tudo que voce precisa pra dor e o torpor passarem, e de tempo.  Tempo, e saber que nao e pra voce se sentir assim. Voce nao esta fadado a sofrer ou "dormir".

Voce pode ter o que quer. E isso pode ser a mediocridade...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

E a semana... problemas de sono

Queridissimos, desculpem minha ausencia nesses ultimos dias, mas é que a semana tem sido dificil.

Ja falei algumas vezes que uma das minhas grandes dificuldades aqui em casa com a Rebeca tem a ver com o sono. e essa semana tem sido assim.

Depois da festa do Dimi, filho da Mari, Rebeca ficou com uma gripezinha e ficou muito manhosa, não querendo dormir sozinha no quarto. E, pra ela, ficar com a gente significa dormir na sala - isso por que eu acostumei ela a adormecer na sala e nunca coloquei ela pra dormir comigo (com 1 exceção numa viagem tragica). Desde então ela tem pedido e chorado pra dormir na sala, no sofá. Mesmo estando melhor da gripe, apenas com um nariz escorrendo insistentemente (que eu ja acho que é rinite, vou tentar leva-la no pediatra semana que vem). Passou dias nessa briga de coloca no quarto, volta pra sala, e no fim dormia na sala, com papai dormindo com ela, no chão da sala, coitado! E ela no sofá... (ele não cabe no sofa com ela e eu não tenho segurança pra conseguir dormir com ela pois o remedio me deixa num sono muito profundo).

Pra ajudar eu tive um problema com a receita do meu remedio e uma confusão com uma pessoa que ia tentar conseguir o mesmo pra mim e fiquei entre sabado e terça feira sem medicação. O resultado disso foi uma insonia brava, que me deixou sem paciencia com tudo, inclusive com a Rebeca e pediu que eu ficasse esses dias mais fechada no meu mundinho, me recuperando.

Agora, esta tudo bem.

Pra fazer a Rebeca voltar a dormir no quarto dela, ontem, radicalizei. Ela acordou tarde, as 9h. netão não quis de jeito nenhum dar a cochilada rotineira das 11h. Falei com o Taz e determinei que ela, então, não iria cochilar a tarde tambem. Se não iria seguir a rotina, dormiria então só a noite, como se tivesse seguido. E foi o que fiz. Ela ficou acabada, exausta, e na hora de dormir, alem de tudo, dei o passiflora pra ela. mas funcionou. Ela tomou banho, e dormiu tomando a mamadeira sentada no meu colo. Dormiu profundamente o suficiente pra, na minha segunda tentativa, ficar na cama e so acordar de verdade de manhã, no horario habitual. E hoje ja voltei a rotina dela. deu trabalho, mas agora esta na cama dormindo e la deve permanecer ate amanhã de manhã. Sim, tambem dei o passiflora hoje, e devo continuar dando pois ajuda ela a ter um sono mais tranquilo e não se agitar quando desperta e se ve sozinha no berço, voltando a dormir.

Eu ja voltei a tomar a medicação, ja regulei meu sono e ja estou bem, com minha paciencia de volta.

Com essa confusão conversei muito com o Taz e chegamos a conclusão que realmente esta na hora de acostuma-la a dormir direto no bercinho dela. Vamos fazer uma mudança na rotina dela, mudar um pouco o quarto, conversar com ela por alguns dias, definir uma data e fazer a mudança. Possivelmente sera ele quem passara a coloca-la pra dormir, pois comigo ela esta acostumada com o colo mas com ele não, ela dorme do lado dele, não no colo. Então vamos montar uma rotina nova pra ela na hora de dormir de forma que ela aprenda a dormir sozinha.

Eu quero fazer essa mudança na rotina dela antes de ela entrar na escola. Acho importante e li em varios lugares que não e bom fazer muitas mudanças ao mesmo tempo na vida da criança, que é melhor ela se adaptar a uma coisa nova de cada vez. E como eu vou ter que esperar ate julho, provavelmente agosto, pra coloca-la na escolinha por questões financeiras, então quero aproveitar esse tempo pra ela se adaptar bem e fazer uma transição tranquila pra caminha dela.

Espero, com isso, que ela durma melhor, tenha um sono mais tranquilo, se sinta mais segura e confiante, e eu possa parar de dar o passiflora pra ela. E que eu possa ter meu marido de volta na cama, que dormir sozinha no inverno ninguem merece! hehehe Melhor qualidade de vida a todos!

Mas com isso tudo acontecendo e com essa batalha pelo sono ainda em curso, esta dificil escrever aqui. Assim que as coisas se estabilizarem volto com mais frequencia. Voces me esperam né?

sábado, 2 de abril de 2011

Adaptação

Minha. e não e da escolinha da Rebeca, ainda não. E cm relação ao trabalho do Taz. Os horarios são bem dificeis pra mim e estou com dificuldade de lidar com ele longe comigo estando deprimida. Mas o pior são os fins de semana...

Ele folga um fim de semana completo por mes, e dois domingos. Estranhamente pra mim a rotatividade dos fins de semana e a cada 3 semanas, en ão quatro como a minha logica funcionaria. A cada tres fins de semana recomeça o ciclo e ele folga um fim de semana inteiro.

Eu estou melhorzinha mas ainda estou bem depre. Dificil lidar co o dia a dia, mas ja não sinto mais tanto sono como nos primeiros dias de alteração da medicação. Duro e lidar com a culpa e com os pensamentos repetitivos que atrapalham meu sono. Uma chatice, mas que faz parte, e que vai melhorar com o tempo e com os ajustes da medicação - e claro com uma mudança das coisas por aqui pra melhor. Logo, eu espero.

A primeira mudança que vai acontecer e a Rebeca começar a ir pra escola. Isso por que eu sinto que a minha depressão, por me deixar cada vez mais inerte, esta atrapalhando o dia a dia dela. Ela esta numa fase otima de explrar, descobrir e mais que isso, aprender a se socializar e eu simplesmente mal consigo sair de casa, não consigo ir sozinha leva-la ao parque, ou ao shopping, onde for. Não consigo me sentir a vontade com meus pais para que eles vão comigo e tenho me sentido incomodada deles fazerem essas coisas com ela e não eu - principalmente dpeois da briga com minha mãe na semana passada.

Assim sendo, eu espero poder colocar a Beca na escola assim que nossa situação melhorar um pouco, assim ela tera, como parte da rotina, esse periodo fora de casa, com outras pessoas, outras crianças, em um local preparado para receber crianças pequenas e com pessoas treinadas a lidar com elas. Isso se incorparando a rotina dela, deve inclusive ajudar no sono noturno pois tendo mais atividades deve se cansar mais e dormir melhor. Vamos ver...

Depois disso, bom depois disso eu espero melhorar da minha depressão podendo aproveitar melhor o tempo pra mim, me cuidar, voltar a ser uma pessoa e não só a mãe da Rebeca. Colocar meus projetos em andamento. E, quem sabe, com um pouco mais de paciencia (e para isso apenas ter mais atividades) poderei voltar a pensar em sair da casa dos meus pais. Planos para o ano, não para o mes. Mas são planos que não me saem da cabeça...

Agora, pra fechar com uma fofura do dia - lembram que falei que Rebeca esta aficionada pelo desenho Aristogatas? Agora  a pequena incusive canta a musica tema, ou tenta! Faz biquinho pra cantarolar "tutututu tutututu " (todo mundo, todo mundo, quer a vida que um gato tem). Mas o mais engrraçado e que pra cantarolar isso ela franse a testa e faz cara de brava, rsrs pode?

E e por momentos fofos como esse que eu me levanto e lembro que tudo o que eu tenho que ter a paciencia, pois as coisas se ajeitam, hora ou outra. MAs esses pequenos momentos não voltam e e melhor eu continuar atenta, pois são deliciosos demais!

sábado, 19 de março de 2011

considerações sobre o post de ontem

Pessoas, gostaria de agradecer os comentarios, as opiniões, enfim, o contato. E por ele que tenho esse blog!

Queria falar um pouco sobre essa questão de colocar a Beca na minha cama pra dormir.
Eu não sou contra. Eu sou apavorada! No sentido de ter medo de rpolar em cima dela, sufoca-la, etc.
Eu tomo medicamentos fortes que me fazem dormir bem mais facil e profundamente que se eu não os tomasse. Na verdade se eu não os tomo eu não turmo, ponto. Mas com isso o meu medinho que seria racionalmente deixado pra la, que e ate saudavel, vira um medão imenso de acontecer algo ruim com a Rebeca se ela dormir na cama comigo. Ela e muito pequenininha ainda e tenho medo sim de ser pequena demais para os meus sentidos durante o sono perceberem a presença dela conforme eu me mexo na cama e acabe rolando pra cima dela. #prontofalei

Acho que existem momentos e momentos. Não acho que se ela tiver um pesadelo e fique com medo eu deva impediala de dormir na minha cama. sou a favor da exceções e das regras - e a regra sendo ela dormir no quarto dela.

Lembro de meus pais deixarem a mim e minha irmã, cada qualno seu momento, dormir na cama deles. Lebro que eu chegava a me fingir de sonambula pra isso. Tenho muito muitos problemas de segurança, mas honestamente não acredito que eles venham dai - do contrario minha irmã não seria como e hoje. Ela inclusive sempre brincou que não sabia como eu tinha nascido com ela dormindo na cama dos meus pais toda noite. (eles colocavam ela de volta na cama dela, sempre)

Mas esperoter esclarecido minha opinião a respeito.

A anonima mãe da Tati - viver com uma pessoa com sindrome do panico não é facil, eu sei bem pois minha mãe tem isso. E uma doença terrivel e que exige muito do cuidador. Mas e uma doença. Não se culpe, se o que entendi esta correto e sua filha tem sindrome do panico, não foi o seu carinho quando ela era um bebe, pois tenho certeza que voce agiu na melhor das intenções, que a tornou dependente. Ela precisa de cuidado, muito, mas e possivel chegar em um nivel de estabilização de medicamentos que a tornara mais independente. E dificil, e uma luta pra voce e uma guerra sem fim pra ela. Mas voces duas podem e devem lutar para chegar nummomento, num entendimento bom pras duas. Lhe desejo sorte e paciencia e um pouco de esperança - minha mae travalhou mais  de 20 anos numa multinacional depois de ter sido diagnosticada e é uma vencedora. E dependente para muitas coisas, principalmente da medicação - mas e um exemplo de superação e de como uma pessoa pode ter uma doença quase incapacitante e dar a volta por cima. Voces chegam la! um abraço.

terça-feira, 15 de março de 2011

Eu ia falar de... Mas resolvi falar de...

Eu ia falar de mim, que fui na psiquiatra hoje, que foi bom, fez diferença e que revi minha medicação, dando uma aumentada na dose por umas semanas para eu me estabilizar melhor e depois vermos se tera que ser uma mudança permanente, se vai levar a outras mudanças e por ai vai. Mas, bom, ja falei né?

Hoje queria falar da Rebeca. de como ela esta fofa! De como essa fase que ela esta e gostosa!

Esta que fala "mamãe" o tempo todo, pra qualquer coisa. As vezes estou com ela na sala e ela se distrai, ai parece que percebe que se distraiu e me procura num tom assustado "mamãe?" so pra ter certeza que eu ainda estou ali.

E preciso dizer que meu eo infla com essa chamação pra mãe o tempo todo. Ela fica bem com o Taz, com meus pais, minha irmã, mas não tem jeito, de repente ela se lembra de mim, percebe que não estou em seu campo de visão e me chama. E ai de mim se saio de perto sem dar tchau! E uma chororo... rs

Essa historia dela querer ver aristogatas todos os dias tem me divertido bastante. Eu lembro que assisti e brinquei muito de aristogatas quando criança. Acho bem legal dividir uma vivencia assim com ela. E é muito fofo pois virou nosso programa de depois do almoço: vamos para a sala ela pega a caixinha do DVD e me mostra balbuciando algo que se assemelha a "gatinho" - mas esta ficando cada dia mais facil de entender pois afinal ela pratica sempre! - e senta no sofa, esperando o filme começar e que eu me sente ao lado dela. Tem dias que ela esta mais interessada e assiste um bom bocado do filme, outros ela se distrai facil. Mas ja decorou as partes que gosta. Por exemplo, a parte que os gatinhos ficam com sono por causa do leitinho e bocejam, ela ja boceja uns segundos antes. Ja sabe o que vai acontecer. E bem bem bacana acompanhar isso dela. Essa capacidade de entender a historia, o filme, e lembrar dela e poder acompanhar de verdade e ate antever as cenas. Li que isso é super importante e acredito memso que seja, tem a ver com  a previsibilidade dos fatos. Entra ali, juntinho com a necessidade e utilidade de se ter uma rotina na vida de uma criança.

Falando nisso, acho que acertei a rotina da Rebeca:

7h - ela acorda, quem levanta é o Taz e da o leite pra ela
9h30 - frutinha ou mingau
10h30  - soneca + leitinho
12h30 - acorda e almoça
16h - lanchinho da tarde, fruta ou pão ou queijo
18h30 - jantar
19h40 - banho e passiflora (nem todos os dias, mas quando ela esta muito agitada e as vezes nem isso resolve)
20h15 - leitinho
20h40 - esta dormindo no colo
21h30 - coloco ela no berço

as vezes ela desperta entre 22h30 e 23h. Ai, pego ela no colo e fico com ela uns 20 minutos, 30 e coloco ela de volta no berço. Ela não costuma despertar de novo, não de verdade. Considero despertar se depois de alguns minutos reclamando ou choramingando ela não se acalma sozinha. Na maioria das vezes ela não chega a acordar, apenas resmunga dormindo mesmo, chora um pouco, mas se acalma sozinha e continua dormindo.

Ela tirando essa soneca de manhã vai ficar bom pra quando ela começar a escolinha. Espero que as coisas por aqui finalmente se resolvam. Provavelmente ate o fim do mes ja deve estar mais certo e talvez mes que vem eu consiga coloca-la na escolinha. Veremos...

E seus filhos, ja tem um desenho favorito tambem?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

E minha amiga secreta é....?

A Renata do blog Gravida e Diabetica!

Não tive tempo de ler MUITA coisa do blog dela. O que é uma pena, preciso dizer isso. A Renata, acreditem , é uma guerreira, daquelas que lutam e vencem uma batalha todos os dias.

Eu não conhecia o blog dela antes de te-la tirado no amigo secreto que a debora propos. Mas fiquei muito feliz de te-la tirado. vou explicar por que.

Apesar de ter lido pouco, o proprio nome diz uma coisa que é muito importante na vida dela: ela tem diabete. Mais, ela tem uma filha. e ela teve de enfrentar todas as dificuldades que a diabete pode trazer para ter essa filha hoje nos braços.

Na maioria das vezes quando um bipolar precisa explicar sua doença e que precisa tomar remedio diariamente ou os riscos podem ser incalculaveis (ou um medico esta explicando ao paciente pela primeira vez) eles comparam a bipolaridade a diabete. Mais, a diabete do tipo que a Renata tem, que a obriga a tomar insulina todos os dias.

Num dos ultimos posts que ela fez ela fala um pouco dessa rotina, de ter que tomar insulina todo dia, de ter que ficar medindo a glicose varias vezes, que não pode ficar muito tempo sem comer. Bom, tirando a parte de tomar insulina propriamente falando, eu conheço essa rotina. E ela é muito muito punk. Não é pra qualquer um não.

Eu sei o que é ter que medir glicose pois a minha hipoglicemia me obrigou a fazer isso durante a gravidez pra poder ter um final de gestação mais tranquilo. Sei o que é ter que se medicar todos os dias, sem exceção, sem desculpas, ate o final da minha vida. E sei que aminha vida depende disso.

Eu gostei de ter tirado a Renata por isso tudo, por que sem querer temos muita coisa em comum. Isso sem nunca termos nos visto, nem nos falado, nem lido o blog uma da outra!

e so por saber o pouquinho assim eu sei que ela lutou muito. sei que ela luta todo dia, e vence! Renata, somos pessoas que vivem na vitoria!

E temos um presente maravilhoso vivendo com a gente: nossas filhas.

eu sei que devem ter dias mais dificeis, eu tenho. Dias que voce queria não ter que viver com essa privação. Por que é uma privação constante:a privação depoder dizer "hoje eu não quero". Não tem isso. O preço é muito alto.

Mas a recomepnsa esta aqui, ai, gorduchinha e feliz nas fotos, na vida! Ta viva! Logo vai ser voce colocando posts sobre os primeiros passos da sua menina! E que menina! Uma graça!

E que menina de sorte ela é. Que pessoa de sorte eu sou. Que pessoa de sorte nos somos. Por que conforme ela for crescendo ela vai aprender a lutar, vai entender o que é ganhar, e a valorizar as coisas mais simples. Por que toda criança aprende com os exemplos, mesmo nas fases rebeldes da adolescencia. E nossa, que melhor exemplo essa menina poderia ter do que voce, mulher! Que todo dia vence mais uma luta, mais uma batalha, e o faz feliz, mesmo quando esta triste, feliz, simplesmente por que sua maior vitoria vive do lado de fora do seu corpo, bem, com saude, com tudo de bom que voce pode dar. seu amor.

Que seja um natal muito especial, muito mesmo! Que voce curta muito suas festas, sua vida, sua filha!
E que papai noel te traga tudo de bom, por que eu sei que voce merece isso e muito muito mais!
Beijos

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Me preparando para o feriado

Nossa, como anda dificil parar para postar aqui no blog. E não é por falta de tempo não, afinal a rotina da Rebeca continua firme e forte. Dia ou outro ela da um pouco mais de trabalho pra dormir, mas ainda sim, dorme bem.

O problema todo tem sido essa bagunça que a insonia faz na minha vida. Ainda estou acertando a medicação e a sensação que tenho é que ficou pior. Explico: não retomamos para a medicação anterior, Olanzapina. Estamos tentando arrumar o litio mesmo, junto com outro remedio, neuleptil. Então dei uma mudada nos horarios das doses pra ver se ajudava em alguma coisa. De fato, o neuleptil ajuda a controlar a ansiedade e portanto, a dormir num horario mais aceitavel (1h). No entanto, o sono durante o dia ficou muito pior. E não so o sono, mas a sensação de sedação mesmo.


Vou insistir ate o fim do feriado e depois ligar para a medica novamente, como combinamos, assim deixo dar um tempo pro corpo se acostumar. Normalmente esse tempo é muito maior, mas minha medica e eu sabemos que a minha reação aos remedios é muito rapida e não muda depois com o tempo.

De qualquer forma, uma hora a gente acerta, é so não desistir.

Me incomoda muito ficar com essa sensação de sedação durante o dia pois acabo não conseguindo aproveitar o tempo com a Rebeca. E ela esta em uma fase tão gostosa!!

Cada dia que passa aprende uma coisa nova.

Estamos aqui na fase galinha pintadinha. Me rendi, achei os videos no youtube e deixei ela assistir. Isso ja tem um tempo. Mas ela adora! E ontem o Taz trouxe os dois DVDs pra ela. Gente, que coisa engraçada ela assistindo os clips, dançando. E a novidade é que, deppois de passar um bom tempo assistindo os clips ontem, hoje ela ja estava "cantando" as musicas.

Quando fui colocar o DVD 1 hoje pra ela assistir e ela percebeu o que ia passar, olhou pra mim e disse "popó?" dei risada, e quando começou a musica Galinha pintadinha ela pulou de felicidade. Na pare da musica que as galinahs ficam de fato fazendo "popópó" ela canava junto. Um amor!

Não vou dizer que não tenho minha culpa nisso. Uma das coisas que mais faço com a Rebeaca é cantar. Canto tudo. E me divirto cantando e fazendo mimicas nas musicas da Galinha. Alias, sempre que consigo faço mimicas nas musicas pra ela, joguinhos, que a gente interaja uma com a outra.

Outra que ela aprendeu e todo mundo acha graça é o não. Mas não é so falar não, é fazer o não com o dedo junto e franzindo as sombrancelhas.

Outra brincadeira que ela gosta muito de fazer é dar beijo e tocar atravez de tecido, como o pano do cercado ou a cortina da janela. E ja falei que ela faz bico agora quando quer beijo né? Mas não é so fazer bico de beijo, é bico de quem ta reclamando. Ai ela faz bico e funga com o nariz como um porquinho, como quem esta brava. Isso é pedir beijo.

E quando ela quer dar beijo ela beija a mão, comos e fosse mandar um beijo, e encosta a mão na gente. Ai, se a gente beija a mão dela, como ela encosta nela mesma, e como se tivessemos dado um beijo, rs

Mas ela tem muito medo ainda de ficar sem se segurar pra andar. Não sei se voces notaram por eu não falar nunca, mas eu não dei andador pra Rebeca. Nunca achei que andadores fossem coisas boas, na verdade não faz sentido pra mim voce acelerar um processo que a criança ainda não esta preparada pra fazer. E so tenho visto reportagens falando o quanto isso na verdade atrasa o desenvolvimento da ccriança para andar alem de estar sendo ligado a outras dificuldades de aprendizado mais pra frente. enfim...

A Rebeca anda se segurand, na verdade, apoiando a mão nas coisas com facilidade. Anda bem e tem um bom eqeuilibrio. Mas se ela solta a mão, fica com muito medo ainda, e prefere abaizar e engatinhar do que tentar andar.

Tem sido uma caracteristica dela desde que ela nasceu de querer fazer as coisas sozinha e sem ajuda. Então, nessas horas, por mais que eu tente ajuda-la, encoraja-la, e oferecer para dar a mão pra ela, ela solta a minha mão, brava as vezes, e senta para engatinhar. Ela tem o tempo dela e eu não tenho que apressa-la, e ela me mostra isso sempre. O importante é que ela sabe que eu estou aqui e que sempre estou amparando e irei ampara-la se e quando ela cair.

Ela tem espandido cada vez mais seu vocabulario e suas formas de comunicação. Alem de mamã e papá e auau, temos agora o popó, o nanã, o dá, o tó e hoje ela ensaiou um nanãna (banana). Tambem tem tentado falar vovó. No entanto, consegue se fazer entender relativamente bem. Como disse, pede beijo fazendo bico, pede pra ver o DVD batendo o dedinho na mãozinha como o pintinho amarelinho, aponta, pega as coisas, mostra o que quer que a gente faça, como colocar a meia dela nela por exemplo, e nos entrega a meia. Me da varias broncas quando estou no computador e ela esta comigo. Reclama mesmo!!

E tem tanto mais coisas, tanto mais que eu poderia deixar ela fazer e aprender, mas não consgio ter atenção suficiente nela pra me sentir segura e deixa-la livre de verdade.

Uma das brincadeiras que ela mais gosta é de guardar as coisas. Ela tem se divertido vendo que pode colocar as coisas num lugar onde, ao fechar ela não as ve mais, e depois quando abre elas ainda estão la. Ela guarda as coisas. Mas agora ela guarda tudo em qualquerburaco que encontra. Isso inclui atras do sofa, dentro do bolso da camisa do vovô, dentro do pote de lenços umedecidos...

MAs temos tido um problema nos ultimos dias... Ela esta com uma diarreia bem pesada e eu não sei o que causou isso. Hoje tive que trocar a roupa dela 3 vezes entre o almoço e a hora de dormir por causa disso.

Ela vem comendo da nossa comida ja tem um tempo, nada mudou muito. Estava pensando que podia ser alguma reação ao tempero, de repente a moça que trabalha aqui podia estar usando algum tempero pronto, mas não. Pode ser tempero sim, pois aqui se come a comida excessivamente temperada, então eu quando vou dar a comida pra Rebeca, misturo a nossa comida do dia a dia com alguma coisa que faço separado pra ela ou mesmo com alguma papinha pronta, tipo sopa, pois ainda estou fazendo a transição da comida dela mais molhada para a comida seca. Mas em muitos dias ela come so a nossa comida mesmo.

E essa semana começou com essa diarreia. Ja tem quase 3 dias que ela esta assim, e vem piorando. E hoje, finalmente, me veio a cabeça uma coisa diferente: a banana. Pois é. essa semana o Taz comprou banana maça pra ela ao invez de banana nanica que é o que ela costuma comer. E foi uma coisa que ela comeu todos os dias (tenho politica de tentar dar banana pra ela todos os dias sim, alem de 2 outras frutas citricas).

De qualquer forma, na duvida, uso meu plano B: vai ficar a base de papinhas industrializadas da Nestle até regular o intestino de novo, e vou começar tudo de novo com as coisas que comemos normalmente por aqui, introduzindo uma a uma pra saber o que teve uma reação tão forte nela. E, claro, se não melhorar, vamos ao medico que não se pode brincar com essas coisas.

De qualquer forma, ela não teve febre, não esta postrada, na verdade continua ativa, feliz, brincalhona e reclamona (puxou a mãe). Então amanhã, como combinado, vamos ao aquario.

Beijos a todas e bom feriado, venho com fotinhos na segunda provavelemente!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Melhoras

Levamos a pequena no pediatra hoje.
Apesar de melhor, substancialmente melhor ja que não teve febre desde ontem, pelo menos nada que fosse necessario dar remedio. Não vomitou mais, só ontem no jantar mesmo.

Consegui um encaixe com o Dr. Daniel no começo da tarde, e ele foi muito bacana.
A Rebeca hoje em dia ja chora só de olhar pra ele. Alias, só de ver onde estamos, ja fica angustiada e não quer sair do colo. Mas mesmo isso, dessa vez, foi melhor.

Chorou sim, com medo. Esse medo que criou de médico. Mas foi boazinha, colaborou, não se debateu nem nada. Aceitou o cuidado.

Eu conversava com ela, tentava explicar que não tinha que ter medo, que não estavamos machucando ela. Contei o que ia acontecer e fui fazendo isso cada vez que faziamos algo mais.
Ele examinou ouvidos, garaganta, escutou o peito, olhou o nariz. Pesou, mediu. Olhou os exames, escutou todo o relato. Tratou ela com um carinho sem igual pra um médico.

No fim, disse que de fato, ela esta melhorando. Os exames deram alterações baixas que não parecem ter ido pra frente, ja que ela deixou de ter febre. O que ele notou foi uma pequena inflamação, sim. E dentes. Com S.

Não sairam, ainda. Mas a coitada, desesperada mordendo ate o proprio dedo, esta com varias, varias erupções dentarias na boca inteira. E esse é o mais provavel causador de todo esse fim de semana.

Vai tomar antinflamatorio por 2 a 3 dias, e isso deve ajudar a passar a dor que sente or causa dos dentes. O nariz, entupido, fica a base de sotine mesmo, exatamente como eu ja vinha fazendo.

Passou passiflora pros dias em que ela tiver muitos pesadelos, para ajuda-la a dormir melhor. Contou de um congresso, inclusive, sobre disturbios do sono ao qual esteve presente em que, no final, na hora de perguntar, ao invez de falar sobre insonia e derivados, as perguntas giravam em torno dos pesadelos. Que é muito comum, e muito muito dificil de lidar, pois debilita a criança e os pais.

E ficou, mais uma vez, impressionado. Impressionado com o crescimento da pequena.
Rebeca esta com 74 cm e 9kg 255 gramas. Cresceu 3 cm no ultimo mes. Incomum pra um bebe de 9 para 10 meses. Perguntou se ela ainda estava tomando as vitaminas. E foi ai que ele ficou mpressionado. Ela não esta,

Não tenho dado fitamina nenhuma pra Rebeca desde a cirurgia do Taz. Ela vinha vomitando com frequencia apos tomar a vitamnia, acho que por causa do gosto, não sei. Mas comecei a evitar, e com a cirurgia, não consegui me organizar pra voltar a dar. E ainda sim, sem complemnto nenhum, nem ad-til nem nada, ela teve esse crescimento todo.

Ficou feliz, sorriu, e disse que eu não precisava voltar dar nada a ela não, nem um nem outro. Era so continuar com o que estava fazendo, pois ela esta se desenvolvendo muito bem.

Ai a mãe aqui fica boba, né? Por que depois de um fim de semana difico desses, ouvir, saber, em numeros, que o que você esta fazendo esta certo, que seu folho não precisa de nenhum tipo de complemento de nada, nem de calcio, nem nada, por que você esta dando a ele tudo o que precisa apenas controlando o que come, quando e quanto, olha...

Pra mim, que passei a vida sem saber o que é ser magro. Que não consegui imaginar o que era viver comendo de forma mais saudavel, muito menos a cada 3h. Que morria de medo de fazer dieta por que tinha medo de passar fome! O.o Que viveu essa contradição de peso sem saber o que era comer de forma saudavel, de verdade, ate hoje! Saber que estou aprendendo, muito! e bem!

Por que se minha filha hoje tem força pra vencer esses momentos ruins, é por que eu me responsabilizei por isso. Por que estive disposta a aprender, a fazer diferente, e a não simplemente concordar com opiniões dos outros sem questionar.

Agradeço por ter aprendido a ser assim. Muito. Posso não saber o que é ser magro, e nem saber me alimentar direito. Mas aprendi a questionar o suficiente pra, escolher aprender e ensinar diferente do que aprendi.

E tenho uma menina linda, saudavel, e muito muito esperta, pra me provar isso. Que as vezes faltam algumas coisas na nossa vida. E que elas também chegam, pra nos completar, uma hora.

Me sinto melhor hoje, mais renovada. Cansada, afinal a Beca treve pesadelos a ultima noite inteira. Mas não importa. O que importa é que sei que estou fazendo a coisa certa. Com muito muito amor!
:)
Boa noite pra vocês!

domingo, 24 de janeiro de 2010

1 ano atrás....

Pois é gente, hoje, ou melhor, na noite de hoje pra amanhã, vai fazer um ano que a Rebeca se tornou algo presente na minha vida.

Na noite do dia 24 para 25 de Janeiro do ano passado nós saimos pra um karaoke para comemorar o aniversário do Taz. Nos divertmos muito, vimos muitas pessoas, e eu bebi mais de meia garrafa de tequila sozinha. Tava feliz da vida, me divertindo, sem me preocupar com nada a não ser com isso.

Ai, dormi e tive um sonho que me deixou "coma pulga atras da orelha". Sonhei que estava gravida. Mas não foi assim, um sonho qualquer, foi daqueles que você acorda se perguntando o que realmente é real, o sonho ou você acordado.

Tentei tirar da cabeça a ideia, afinal, eu tinha bebido horrores na noite anterior. Me convenci que era só um sonho.

Ai, na noite seguinte sonhei de novo.

e na seguinte de novo.

E na seguinte mais uma vez.

Eu ja estava ficando preocupada, por que achava que isso era pura neurose da minha cabeça pelo fato de que eu queria muito ter um filho, e havia decidido que na minha consulta com a ginecologista que estava marcada para o dia 14 de fevereiro, eu ia falar que ia esperar mais um pouco, mais uns 2 anos, ja que agora eu estava com um negocio proprio e precisaria me dedicar a ele...

Só que não parava de sonhar, e estava me perguntando se era possivel que eu realmente não tivesse engravidado, só por que eu tinha decidido deixar pra depois...

No dia 28 de Janeiro, dia que eu considerava limite para a minha mesntruação (30 dias estava dentro do meu normal, ao invez de 28) eu por acaso tinha horario com o psicologo.

Claro que contei pra ele toda a historia dos sonhos. E ele foi bem simples: não fique na duvida ue, se você acha que não esta gravida, ou que pode estar, faça o exame logo de uma vez e pronto, tra isso da sua cabeça.

Foi o que eu fiz. Sai de lá e fui direto para um laboratorio fazer o exame, assim, sem pedido medico mesmo. paguei descaradamente pela minha paz de espirito.
Na quinta feira, dia 29 de manhã, pego o resultado: 14 mu, o que é considerado não definido. Não definido! Ai eu comecei a dar risada. Só tinha um jeito de dar indefinido e, eu admito, fiquei feliz da vida com a possibilidade.

Mas, precisava repetir o exame, e lá fui eu, na sexta feira, fazer o exame de novo, mas ai eu passei num pronto socorro primeiro e peguei um pedido.

Resultado: 32 mu. positivo, mas dentro da margem de erro.
Mas era um positivo!

Liguei para a psiquiatra e contei a ela a historia. Ela disse para eu cortar os remedios pelo menos pela metade e na segunda feira fazer novo teste, ja que na terça eu tinha consulta com ela.

E la ia eu de novo fazer um exame de BHCG... Que dessa vez, na terça feira de manhã do dia 3 de fevereiro de 2009, olhei o resultado: 332mu! Positivissimo, sem mais nenhuma duvida!

Pulei de alegria, e a partir dai cortei toda a minha medicação.

E foi ai que eu entendi, ou comecei a entender, quão forte é a ligação entre mãe e filho. Por que, foi a 1 ano atrás que eu tive a primeira impressão da gravidez, não num atraso, não num enjoo, mas num sonho.

Um sonho que hoje esta aqui comigo.

E eu olho pra trás, 1 ano, e lembro disso, e simplesmente acredito que as coisas acontecem no seu tempo, quando tem que acontecer. E algo que me faz sentir tão bem, tão feliz, tão completa, com certeza é motivo suficiente pra eu fazer o meu melhor. Mesmo que as vezes isso seja apenas deixar o dia passar e cuidar de mim pra melhor poder cuidar dela.