De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Sobre a hora de dormir com todas as perguntas do mundo!

Rebeca nunca foi daquelas crianças que dormem com facilidade. Nem sei se existem crianças que dormem facilmente, mas essa é uma questão mais teórica e vou me concentrar na nossa pratica.

Desde bebê ela sempre lutou contra o sono. Parece que quanto mais sono mais elétrica ela fica. Mas o interessante aqui é que conforme ela foi ficando mais velha e seu interesse pelas coisas do mundo foi aumentando, ela passou a escolher a hora de dormir para fazer aquelas perguntas difíceis que reuniu na cachola ao longo do dia, semana, enfim.

No começo dessa prática eu achei que ela tinha chegado a famosa idade dos "porquês". Mas o tempo foi passando o tempo, meses, anos, e nada disso passar. O que aconteceu foi que as perguntas e os assuntos foram ficando mais elaborados.

E eu gosto de falar, sabe? E eu simplesmente não consigo resistir a responder as perguntas que ela, ate hoje, me tras.

E acabou que a hora de dormir acabou por se tornar uma das partes mais gostosas do dia. Relaxadas, dentes escovados, deitada na cama, ela me conta coisas sobre seu dia, pergunta sobre coisas de seu interesse como música e filmes, conta sobre o programa que viu e sobre o que aprendeu na aula, me pergunta e ouve interessada as histórias da minha infância...

E dia sim dia não me pergunta algo mais difidif de explicar. Sim, ela já perguntou e eu já expliquei de onde vem os bebês... Mas também já me perguntou porque algumas pessoas são más, porque temos tantas dividas, porque existe o dinheiro, o que é preconceito...

Nesse clima de eleições no qual nos encontramos, assunto quase impossível de se desviar, me vi explicando sobre história do Brasil, desde a colônia, independência, ditadura, diretas ja, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma, Temer. Expliquei sobre como nosso sistema de governo e estruturado, com seus tres poderes. Como o legislativo e importante. O que é a tal Lava Jato que ela tanto ouve falar, quem é o presidente, o governador, o prefeito, e qual o papel de cada um...

Nessas horas nossa conversa vai ficando comprida, e por vezes ela adormece no meio da explicação.

Mas tentar explicar pra ela o que está acontecendo hoje me ajuda muito a pensar e a ver as coisas com mais clareza, e mais otimismo.

Você já tentou explicar algo para uma criança?

Recomendo muito essa pratica. Não impor o que você pensa, mas de fato explicar, deixando que ela faça perguntas.
Você pode se surpreender com o que você mesmo é capaz de descobrir.

No fundo são essas conversas antes de dormir que fazem o mundo fazer sentido, e me lembram o que é o mais importante...

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Sobre aniversários e retornos...

A serie de postagens sobre a viagem foi para marcar a semana do aniversário da Rebeca.

Minha menina fez 9 anos essa semana e nos comemoramos como foi possível.

Com bolinho e parabéns com as colegas na aula de dança, uma festinha mais elaborada na escola e um jantar diferente a noite, foi o que esse ano conturbado nos permitiu.

Mas foi tudo pensado e feito com muita dedicação e carinho, por mim principalmente, mas com a ajuda dela e do pai.

Para o parabéns no ballet fiz cupcakes de red Velvet com cobertura de cream cheese tingidos de rosa e cupcakes de brigadeiro, e aí demos uma enfeitada com toppers de sapatilha para os rosas e notas musicais para os de brigadeiro.

Elas cantaram parabéns, as crianças adoraram os doces, e Rebeca ficou feliz.

Na escola já fizemos algo mais elaborado, a festa tinha outro tema, Harry Potter, e eu aproveitei pra soltar a imaginação e me divertir.

O bolo seria de chocolate com recheio de brigadeiro e cobertura de marshmallow tingido de verde, simulando o gramado do castelo. Num clima meio retro de festas dos anos 80, fizemos toppers especiais para o bolo, um grande do castelo e outros menores com os personagens do filme e ela montou a cena em cima do bolo antes do parabéns.

Mandamos salgadinhos de festa, sucos, copinhos temáticos, pratinhos... Mas a cereja do bolo foram as lembrancinhas.
Preparamos algo bem especial.

Numa sacolinha de papel craft colocamos um pacotinho de sapos de chocolate, com direito a carta de bruxos, um pote com feijõezinhos de todos os sabores, garrafinhas de poção magica, e uma varinha feita com biscoito cobrindo uma caneta, uma diferente da outra.






Rebeca me ajudou com a elaboração das lembrancinhas e ficou muito contente com a reação dos colegas. Voltou para casa com presentes e satisfeita.

O jantar fomos apenas eu, ela e o pai dela comer um Hamburguer na lanchonete favorita dela.

Voltamos para cantar parabéns em casa e distribuir os presentes nossos e dos avós dela que estavam esperando.


Foi tudo muito bom, mas deu muito trabalho.

Por exemplo, o bolo da escola eu ia fazer um dia antes da festa pra ele estar fresco. Na hora que fui cortar a massa no meio para rechear vi que a mesma havia ficado muito fofa e quando tentei levantar uma das partes para o recheio o bolo simplesmente se desfez entre os meus dedos. Era noite e eu precisava começar tudo de novo.

Quando perguntei a Rebeca se ela aceitaria um bolo comprado se eu não conseguisse fazer o bolo a tempo ela fechou a cara num bico enorme. Sem querer decepciona-la e nem a mim mesma, parti para fazer o bolo as pressas. Faria a massa antes de dormir e daria um jeito de rechear e cobrir antes dela ir a escola. Fui dormir a 1h da manhã com a massa pronta e calculando quanto tempo levaria para terminar o bolo no dia seguinte.

Nós ultimos minutos antes da aula consegui terminar o bolo. Sucesso e sorrisos!

A manhã não foi so correria por causa do bolo. Nós temos uma tradição de nós aniversários fazer café na cama. Como estava chovendo e minha cozinha e separada dos quartos, achei que Rebeca não ia se importar de ao invés do café na cama eu acorda-la para ir a cozinha comigo e eu preparar algo especial no lugar.

Ledo engano.

Na hora que ela abriu os olhos e viu que não tinha bandeja nenhuma ela logo começou a chorar, sentida, magoada... "Você esqueceu!" Ela dizia entre lágrimas.
Demorei 40 min para fazer ela se acalmar e entender o que tinha acontecido e deixar o dia continuar pois as outras coisas iriam dar certo e ela teria um ótimo dia.

Foi um grande aniversário. Muito emocionante. Muito cansativo. Muito trabalhoso, mas muito feliz.

E no dia seguinte, para agradar a mim e a Rebeca, o pai dela nos acordou com cafe na cama para nós duas.

E foi assim o Ano Novo pessoal da pequena.

Agora ela tem 9 anos...

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Sobre a magia de Harry Potter e a viagem de volta...

O hotel em que pensamos a noite era incrível, enorme, mas não aproveitamos nada pois chegamos tarde da noite, fomos pro quarto dormir e saímos logo depois do café da manhã no dia seguinte.

Eu me surpreendi inclusive pelo fato de um hotel tão grande não oferecer café da manhã. O que tinha eram cafés tipo Starbucks todos pagos a parte. Aqui no Brasil quase todos os hotéis oferecem café...

Acordamos cedo, comemos algo no café e logo nos dirigimos ao parque da Universal. Pegamos um ônibus que saia do hotel direto para o parque. Tínhamos ingressos que nos permitiram visitar 2 parques no mesmo dia, os dois com atrações da franquia Harry Potter.

Esse era nosso objetivo do dia, de todas nós, inclusive minha tia: Harry Potter. Somos todas fãs! Eu havia lido com a Rebeca 4 dos livros, até o Cálice de Fogo, de forma que ela já estava apaixonada pela história e louca pra ir no parque. 

E foi o que fizemos o dia todo. Entramos no parque e fomos direto para a ala de Harry Potter para tentar pegar o local mais vazio, e depois iriamos a outras partes do parque.

E de repente fomos levados para o Beco Diagonal...

No fundo do Beco o banco Gringotes com um enorme dragão no topo cuspindo fogo de verdade sobre nossas cabeças. As meninas simplesmente ficaram alucinadas, queriam ver tudo e entrar nas lojas várias vezes. Fomos na Olivanders onde cada uma ganhou de minha irmã uma varinha mágica: a varinha interage com itens dentro do parque fazedo efeitos mágicos de verdade, como levitar penas, mover objetos, etc. E com isso um mapa da ala com cada ponto de interação das varinhas.

Experimentamos cerveja amanteigada. Tiramos foto com a moto de Syrius Black. Mas não conseguimos fazer mais que isso pois uma das meninas, a mais nova, ficou com medo do dragão e era necessário passar por ele para ir na principal atração.

Decidimos então pegar o Expresso de Hogwarts e nos dirigir a Hogsmead, que fica no outro parque.

Um trem Maria Fumaça de verdade nós leva de um parque a outro. No caminho somos atacados por dementadores e salvos por Harry...

Em Hogsmead fomos em 2 atrações, uma mantanha russa e um simulador onde você faz uma viagem de vassoura pelo castelo de Hogwarts. Esse segundo simplesmente incrível! A fila enorme de mais de uma hora acaba sendo parte da atraçao já que ela é feita passando por dentro do castelo. Da estufa das aulas de Herbologia, pelo salão, a sala das fotos dos diretores que ficam falado entre si, a sala de aula... 

Almoçamos no parque dessa vez, no Três Vassouras. Comida boa e farta. Eu a minha tia décimos descansar após o almoço e minha irmã voltou no simulador com as meninas outra vez. Mas eu, minha tia e Rebeca, sentíamos a dor no corpo voltar mais rápido do dia anterior...

Quando nos reencontramos já era fim da tarde e decidimos tentar sair finalmente da ala de Harry Potter e ver outras atrações.

Fomos num simulador do Homem Aranha, incrivel, mas quando nos dirigimos a outra atração começou a chover.

E eu tenho medo de chuva.

Mas foi a chuva mais esquisita que eu já vi. A chuva "andava". Era uma chuva mais pra garoa, e eu pedi para entramos numa loja para nós proteger e vi a chuva passar em poucos minutos. Saímos da loja, andamos mais um pouco e alcançamos a chuva de novo. E foi aí que notei que a chuva apenas passava, ela não parava. Décimos continuar em frente, minha irmã queria ir em uma montanha russa mais radical comigo enquanto minha tia ficava com as meninas. Mas não tivemos oportunidade. Nessa hora umas das meninas havia perdido a varinha, e ficamos uns 40 minutos procurando. No fim uma pessoa encontrou e entregou numa loja perto de onde estavamos onde conseguimos recuperar a varinha perdida.
Mas aí já era tarde. Devido ao especial de Halloween o parque fecharia mais cedo para quem não fosse participar do evento.


Mas valeu a pena.

Pegamos o anibus de volta para o hotel e foi aí que Rebeca sentiu a dor do dia. Chorou o caminho de volta ate o hotel, com dor nos pés e nas pernas, assadas pois o shorts que ela usou estava curto e as coxas rasparam uma na outra o dia todo.

Jantamos numa lanchonete e voltamos para Tampa onde dessa vez iríamos nos hospedar na casa dos amigos de minha irmã.

No dia seguinte as meninas iriam para a casa de amigos e nós ficaríamos cuidando da mais novinha das três.

Saímos, comemos rosquinhas, compramos as últimas coisas que faltavam para trazer, e tiramos o dia para descansar e arrumar nossas coisas. Iríamos voltar pra Miami e de lá para casa. Nossa aventura estava no fim...

Dormimos a última noite em um hotel de beira de estrada próximo do aeroporto. Saímos de madrugada, de Uber, para nossa viagem de volta.

Apesar de meu nervoso para voltar sozinha com a Rebeca, quase perder o passaporte por esquecer ele na esteira de raio x, nosso voo foi tranquilo. Rebeca dormiu ele quase todo, eu pude assistir filmes...

Foi uma experiência incrível e eu quero muito refazer essa viagem, dessa vez com meu marido e filha mais velha. Foi legal conhecer outro pais, outra cultura, as diferenças...

Mas esses detalhes eu conto outro dia...