De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Férias, Olimpíadas e Luto - Ou por que demorar tanto entre um post e outro!

Eu sinto muita vontade de escrever. Juro! Mas a verdade é que muitas vezes eu não sei o que contar... Parece meio bobo apenas falar da minha rotina, tão singela... Ao mesmo tempo que Rebeca aos 6 anos tem tiradas ótimas que me enchem de orgulho! Mas eu fico sempre achando que tenho que falar de coisas grandes, importantes, especiais.

Ou, eu admito, eu deixo pra escrever depois, depois, e em algum momento eu preciso escolher: vou escrever ou vou dormir?

E desculpem os leitores, mas dormir pra mim é sagrado!

É meu segundo remédio, sério mesmo. E lido com meu sono com essa seriedade.

Mas eu me comprometi a voltar a escrever, então, sou brasileira e não desisto nunca, estou aqui!

Passaram as férias, e se você já tem filhos sabe que entreter filhos e escrever em blog é missão quase impossível. Sei de blogueira que deixa post agendado antes das férias pra não desapontar leitores e conseguir manejar a vida durante as férias. Essa, claramente, não sou eu. Eu me perco, me canso, e vou deixando pra depois.

Ah a arte de deixar as coisas pra depois...

Agora, as férias acabaram, mas minha irmã esta de visita aqui em casa, tem as olimpíadas pra assistir na TV, tem o sono pra colocar em dia...

E tem o luto. Dessa vez em menor intensidade? Sim, não vou mentir. Mas ele esta aqui...
Meu tio, meu padrinho, faleceu a poucas semanas atrás. Ele estava bem velhinho, 89 anos, e com problemas de saúde graves desde que teve um AVC 3 meses atrás, do qual ele nunca se recuperou totalmente. Eventualmente o corpo cedeu, e ele se foi. Descansar, acredito, depois de sofrer um bocado.

A verdade é que é mais fácil de lidar com a partida de alguém de mais idade e por complicações de saúde. Mas mesmo assim, existe uma parte que fica sentida, machucada e que precisa de mais tempo.

Eu não tive coragem, infelizmente, de visitar meu tio enquanto ele estava no hospital. Mais do que uma falta com ele, o que já considero grave, foi uma falta com minha tia e primos, tão queridos. Eu gostaria de pedir perdão a eles por minha covardia. Mas eu sabia que não tinha condições de lidar com isso,..

Agora acabou, e temos que nos concentrar nos que por aqui ficam. E nos dedicar a quem nós temos mais próximos.

E tudo bem;

E com todas essas coisas, eu demoro a vir dar notícias. Demoro a dar um alô, a contar um causo.

Minha irmã disse que eu preciso tomar cuidado para não deixar o blog muito mórbido, com posts tão centrados em assuntos ruins. Mas o que fazer?

As coisas tem o peso que tem, e eu tenho que ser verdadeira aqui, sobre como tem sido viver dentro de mim.

E não que eu esteja sempre pensando no que eu perdi. Mas a verdade é que, de uns anos pra cá, eu tenho me concentrado muito mais em viver as partes boas do que falar sobre elas.
É uma mudança muito grande. Mas aos poucos eu fui me libertando, eu acho, e me permitindo viver mais intensamente esses momentos.

Deixei inclusive de tirar fotos!

Ok, isso eu não queria ter deixado de fazer, mas é que eu não gosto de fotos tiradas com celular e minha câmera fotográfica quebrou e ai... Verdade seja dita, não tive dinheiro ou considerei prioridade comprar outra. com isso, fiquei mais preocupada em guardar os momentos na memória, e acho que isso afetou o blog também. Eu escrevo menos sobre o que vivemos, e tento desabafar mais sobre o que perdi.

Mas, ó, tem coisa boa, tem coisa boa acontecendo todo dia!

E eu sou tão grata a tudo! A cada momento, a cada pessoa...

Mas a gente chega lá... É só continuar escrevendo...

quarta-feira, 13 de julho de 2016

E tem dias e dias... Ou... Coisas felizes também precisam de um tempo de adaptação...

Não quero ficar muito tempo sem postar nada no blog. Mas férias é férias e eu acabo me distraindo, ficando menos no computador... Coisas da vida.

Mas hoje eu acordei azeda. Meio triste. Num daqueles dias que você quer apenas dormir e deixar que ele passe só e apenas por que... Por que as vezes esses dias existem, e não tem muito o que fazer.

É um dia de baixa, um dia pra baixo, um daqueles dias que por mais que a gente se esforce, sabe que é melhor ser deixado quieto no canto, se recuperando... Recuperando do que exatamente?

As vezes eu acho que é o peso do mundo, por que nada mais faz sentido. Não do mundo inteiro, mas do meu.

No meu caso eu tenho 2 fatores fortes pra hoje ser assim: no fim de semana visitamos uma tia minha e Rebeca ganhou um cachorrinho de presente.

Isso é uma coisa boa. Nossa, estamos felizes demais! O cachorrinho, que batizamos de Chewie (Chewbaca, do star wars) é uma graça. muito alegre e extremamente fofo. E Rebeca não poderia estar mais contente.

Ela passou os últimos dias brincando muito com ele, se divertindo, e cuidando com todo carinho. Deu banho, limpa a sujeira sem reclamar, dá comida... Da muito gosto de ver o esforço que ela faz para cumprir o combinado que fizemos pra ela poder ficar com o cachorrinho.

Mas né, gente, oi, bipolaridade mandou beijo.

Dai que foi algo inesperado. Sonhado, sim, mas inesperado. Foi aceito na impulsividade, e gerou toda aquela gama enorme de emoções fortes que algo assim faz. E tudo bem, faz parte.

Mas depois que você sobre o carrinho até o alto da montanha russa, ele desce né?

Pois hoje meu humor foi pra baixo, e sei que não irei recuperar a cabeça no lugar em apenas um dia.

E não estou reclamando, vejam bem. Eu estou feliz de ter o cachorrinho, e muito satisfeita de ver a Rebeca tão feliz.

Mas hoje eu precisei dormir... dormir muito!

E a sensação de cansaço não passou ainda. E sei que preciso de uma série de dias de descanso e dormir muito ainda pra isso tudo passar, e eu voltar ao equilíbrio, ao tal do "normal". A me sentir feliz sim, mas não com tanto barulho, cansada sim, mas não com essa exaustão mental.

E tudo bem...