De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Noticias do front - Meu aniversário

Passou muito tempo sem que eu viesse dar noticias aqui, eu sei. Tempo demais.

Mesmo assim, a coisa mais importante que aconteceu nesse meio tempo foi meu aniversário. E foi assim tão importante pelas visitas que tive o prazer de receber.

A dois anos atrás eu decidi desvirtualizar com uma amiga que conheci através do blog. Viajei para Porto Alegre com marido e filha para estar presente no aniversário do filho dela. Filho esse que acompanhei desde a descoberta da gravidez, durante toda a gestação, nascimento, crescimento. A Débora foi aquela pessoa que, sei lá, encaixou. A gente se entendia.

Ai 2 anos se passaram. Ela teve mais um filho num lindo parto domiciliar muito sonhado e batalhado. E decidiu que dessa vez era a vez dela e da familia virem conhecer a capital paulista. E ai, né, eu falei mais que rapido "vem e fica aqui em casa!". Insisti. E ainda bem que insisti.

Com isso eu ganhei o meu maior presente em sei lá quantos anos. Por que eles vieram exatamente no fim de semana do meu aniversário. E fizeram,com sua presença, ser o melhor aniversário que tive nos últimos anos.

O que me prova que qualidade é sim melhor que quantidade.

Eles vieram e ficaram poucos dias. Mas esses dias contaram muito. Pegamos eles no aeroporto, passeamos no shopping, comemos em restaurante, mostramos a cidade a bordo da perua escolar. Incentivamos que eles fizessem sua excursão solo pela cidade, pelo metrô, e conhecessem os pontos que tinham interesse de visitar.

Todas as noites colocavamos as crianças para dormir cedo, no horario costumeiro deles mesmo. E, ai, ficavamos eu e ela batendo papo e tomando chá. Sobre tudo e sobre nada. Falamos da vida, da familia, das frustrações e das alegrias. Nos conhecemos um pouco melhor.

E eles foram embora e me deixaram com uma saudade enorme. Com aquela sensação de que foi pouco, de eu quero mais.

Vai fazer um mês que isso aconteceu e foi tão incrível e ao mesmo tempo tão surreal que as vezes parece que foi ontem, e as vezes parece que ja faz mais de ano.

E nada se igualou a isso até agora.

Eu fiz outras comemorações, foram boas, mas nada se compara. Não era uma competição, mas sem duvida eles ganharam.

A Beca deu uma regredida pelos dias de convivio, quis dormir no meu quarto as ultimas semanas. Ao mesmo tempo, eu fiquei orgulhosa de como ela se comportou e agiu com os amiguinhos mais novos e como foi compreensiva com suas diferenças dentro do que uma menina de 4 anos pode ser. E mesmo ela apresentando essa leve regressão ela também amadureceu muito em outros aspectos. Ela percebe melhor o outro, e questiona as diferenças, tenta entender mais o mundo a sua volta.

Como é rica essa troca. Como me sinto afortunada por poder ter essa experiência.

Agora a vida segue.Seguiu,seguirá. Minha cabeça meio zonza ainda tentando voltar pro lugar. Mexeu demais comigo e com a minha estabilidade? Mexeu sim, mas não de uma forma ruim.

Agora é aproveitar esse sopro de boas energias e colocar os planos pra frente. E continuar vivendo, feliz. Agora um pouco mais.

Debora e Will, mais uma vez, obrigada por serem esses amigos tão queridos. Amamos vocês. Esperamos vê-los logo!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Video Patrocinado - Arvore da Vida (Tree of Life)

Nova campanha da Lifebuoy. Assista!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Redes Sociais e a parte que decidimos mostrar de nós mesmos.

Eu não sei de vocês, mas eu gosto muito de redes sociais. Facebook, Instagram, etc. Sou usuaria ferrenha de FB, passo horas por dia nele, compartilho bastante coisa. Uso, especialmente, para manter contato com família e amigos com os quais não teria de ser de outra forma.

E mesmo assim, eu acho que o que eu realmente compartilho sobre mim mesma não diz nem 20% da minha vida real. Ok, talvez eu devesse maneirar um pouco nas fotos. Mas mesmo que uma imagem valha por mil palavras, não passa disso.

Eu sei que eu sou muito mais do que eu me mostro. Eu sei o que esta, pra mim, por trás daquele bom dia com uma carinha feliz, ou o que cada ponto de exclamação após um feliz aniversário quer dizer.

E eu sou boa de interpretação de texto, sei ler muito bem a pontuação e sei usar a mesma. Infelizmente, isso é pouco valorizado, e quanto mais novo a pessoa é menos pontuação e gramática ela se esforça em usar corretamente.

Ai a gente começa a entrar nas minhas revoltas pessoais.

Tipo, eu escrevo como eu falo, na maioria das vezes. E mesmo tendo um bom conhecimento da lingua portuguesa, eu cometo erros, muitos por tentar digitar tão rapido quanto eu penso. Outros por culpa do teclado falhando. e também dou uma boa abreviada. E sou heavy user de carinhas felizes e similares.

Ai eu vejo uma pessoa compartilhando uma imagem que diz "Erros de português mais comuns nas redes sociais", seguido de comentários varios de pssoas que eu conheço sobre como a educação do país é uma droga e que as pessoas nem sabem mais escrever direito.

Ai eu paro, clico na fotinha da pessoa. Meu conhecido, provavelemnte alguém que eu gosto. Conto nos dedos as vezes em que fulano cabulou aula comigo pra sair com os amigos. Ou em quantas aulas a pessoa dormiu mais do que estudou. E de todas aquelas cervejas na faculdade quando meia duzia de gatos pingados insistiam em assistir aula do tal professora chato, mas que dava a matéria mais importante do curso.

OK.

Ai cai na minha timeline foto de bebe morto com frases pregando que aquilo é a foto de um feto abortado e que mulheres que abortam são assasinas e daí pra baixo. Clico na fotinha, foi, juro, em 100% das vezes, compartilhado por um homem. Homem esse, sem filhos em sua maioria, que não tem ideia de que um feto de 12 semanas tem la seus 5 cm e que aquela foto de muito mal gosto não tem nada a ver com aborto.
Muito menos que a chance de que sua mãe, avó, irmã e prima tenham feito pelo menos 1 aborto.

OK.

Pessoa compartilha aquela imagem bacana com mensagem realmente importante de que "Escola ensina, família educa".
Clico na fotinho e lembro da ultima visita que fiz a tal família e que os pais ficavam sentados tomando cerveja enquanto os filhos  de lá seus 6 e 9 anos ficavam brincando de lutinha ou jogando GTA V no videogame. Onde a conversa rolava sobre como eles não deixavam os filhos verem um desenho do pernalonga por ser inadequado, enquanto no tal jogo de videogame o jogador simula ser um bandido que mata pessoas a pancadas no meio da rua sem motivo nenhum a não ser ganhar pontos.
Lembro que não existem livros na casa daquela pessoa. Pergunto se alguma vez a pessoa leu um livro para o filho pequeno, e recebi como resposta que não tinha tempo e tinha mais coisa pra fazer. E coisa de horas depois brigava com o filho que não queria ir a escola por não saber ler. E lhe castiga com palmadas ou pior.

OK.

Ai com a proximidade da Copa do Mundo e das eleições o que mais pipoca na minha timeline são imagens e fotos criticando o governo federal, deixando claro que esta ruim por que é um governo do PT, que o PT é comunista, que comunistas comem criancinhas no café da manhã e que o objetivo desses vilões é transformar o Brasil numa nova Cuba. E que na ditadura era melhor, que os Policiais militares são heróis, que bandido bom é bandido morto, e dão a entender que corrupção é uma coisa nova. E que é por isso que o país esta perdido.

Ai clico na fotinho, vejo que em 99% dos casos a pessoa que compartilhou tem menos de 40 anos. É de classe média ou média alta. Nunca foi preso, ou enuquadrado. é branco, no máximo um tom de pele meio bronzeado. Não tem histórico familiar de presos na ditadura. E por ai vai...


Ai eu paro e penso que uma das características que eu gosto em mim é a capacidade de conhecer e me dar bem com pessoas de todos os tipos. E que assim como eu elas não devem postar nem 1/5 de suas vidas reais online.

Mas não consigo deixar de me questionar por que elas insistem então em mostrar ao mundo seu lado mais agressivo, e ao mesmo tempo, tão incoerente.

Fico me questionando se isso não faz parte de uma adolescência da internet em que passamos pela fase de que achamaos que temos que nos revoltar, e ao mostrar nosso pior lado, descobrir que realmente gosta de nós.

E fico torcendo pra maturidade então chegar logo.