De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Encontro de mães Bebe.Abril

Este post esta meio atrasado devido a dias de muito cansaço e uma leve depressão que esta tentando me dominar - por enquanto sem sucesso! ufa!

Terça feira dessa semana tive uma experiência maravilhosa! O Portal da Abril Bebe.com.br  fez um convite aberto no site para um bate papo de mães. Eu que tento não ser boba nem nada aproveitei a chance e me inscrevi. E foi ótimo!

Eu estava super ansiosa, sem saber bem o que esperar. O encontro era de noite então o Taz ficou incumbido de colocar a Beca pra dormir na hora e de todas as necessidades noturnas até meu retorno.

O encontro foi na Abril aqui em SP e começou as 19h30 da noite. Eu, claro, cheguei 10 minutos atrasada por causa do trânsito paulista de todo dia. Já tinham começado e eu perdi a apresentação e história da primeira mãe.

Acho que eles mesmos não estavam esperando o sucesso (eu achei um sucesso) de se juntar um grupo de mães tão diferentes. E digo que foi um sucesso por que uma das coisas que se pode ter certeza no fim do encontro - pra lá das 23h! - foi que cada uma tinha uma história mais emocionante que a outra mas todas com algo em comum. E nem era só o acesso ao site não! rs

Tínhamos em comum a maternidade real, que é linda sim mas muito difícil, muito mais difícil que no comercial de margarina. Que vale cada noite mal dormida - e que esperamos dormir bem quando nossos filhos tiverem lá seus 18 anos, ou algo assim.

Cada história mais linda que a outra! Tinha mãe que teve filho depois dos 40, mãe que aos 30 descobriu que tinha menopausa precoce e disseram que não ia poder ter filhos e conseguiu, mãe solteira e com orgulho de estar dando conta do recado muito bem, mãe de filho bebezinho e de filho grandão, mãe que é astróloga do portal e outra esportista que trabalha com planejamento, mãe que sofreu aborto e que se fortaleceu nisso na busca pela maternidade e agora já estava no segundo, tinha grávida recente que estava ali, depois de uma gravidez anembrionária, tendo a chance de ter seu primeiro bebê e ouvindo muito! E mais...

E tinha eu, lá, tendo um espaço pra contar um tiquinho da minha história. Mas mais que isso, espaço pra ouvir, pra conhecer. E todas com o espaço de palpitar, muito, no trabalho do pessoal que estava ali, ligado na gente e no que podíamos oferecer - um insight real do impacto do trabalho de toda a equipe nas nossas vidas.

Pras mães que estavam lá, um abraço grande! Pras que não estiveram, podem ter certeza que existirão outras oportunidades. E pro pessoal do Bebe.com.br um obrigado imenso!

(E se vocês estiverem precisando de mais gente pra escrever pro portal, mais uma colunazinha, olha eu aqui! rsrsrs)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

As crises que fazem parte vida

Não vou falar que não estou em crise por causa da bipolaridade por que, honestamente, eu acho que estaria mentindo. Nem muito claro isso está pra mim ainda pra falar a respeito. de qualquer forma, hoje eu venho aqui falar com as amigas/os. Por que tem outra crise rolando forte em casa -  uma crise conjugal.

Não acho que o blog seja lugar pra eu ficar lavando roupa suja - sou daquelas que acredita sim que roupa suja se lava em casa mesmo - mas a situação está tão séria e tem sido parte tão importante da minha vida nesse momento que nem ao menos citá-la seria fugir para um mundo cor de rosa que não condiz com a minha proposta pra esse espaço.

Então, vamos lá.

Já contei que as coisas aqui mudaram muito e que o Taz, meu marido, ficou desempregado recentemente. Essas mudanças não foram bruscas, não foi nada que aconteceu de repente. Foram consequência de uma série de ações tomadas ao longo dos últimos 2 anos que culminaram numa perda enorme, muitas dívidas que não se tem ideia de como serão pagas e, claro, desemprego.

Mesmo sendo um final anunciado não conseguimos agir ao longo dos meses de forma efetiva sobre "o que faremos depois". Inclusive isso é uma das grandes incógnitas agora com o fator urgência estampado na frente. As vezes a gente acha que sabermos de antemão que algo vai acontecer é melhor, mas no caso, aqui não ajudou muito não.

No meio dessa confusão estamos eu, a Beca e o Taz. E nossas relações como família, minha com a Beca, dele com a Beca e minha com meu marido. E essa ultima foi deixada assim mesmo, em ultimo plano.

Fomos ao longo dos anos perdendo nossa capacidade de dialogar, acho que essa foi a pior parte. Desde o nascimneto da Beca ele entra e sai de crises de depressão, que são causadas por problemas e que causam mais problemas que pioram a depressão, e por ai vai. E com certeza por eu ser a pessoa mais próxima, acabo sendo alvo constante nessa briga interna que ele tem vivido.

No começou eu brigava, nós brigávamos. Mas a verdade é que ao longo do tempo eu fui perdendo a vontade de brigar. Nós nos acertávamos, fazíamos as pazes, as coisas melhoravam um pouco e eu acreditava que estávamos caminhando pra uma fase mais alegre, boa, melhor mesmo. E ai, tudo começa de novo.

Sem diálogo, sem intimidade, fomos nos tornando muito mais os pais da Rebeca que qualquer outra coisa. Não temos muitas chances de sair apenas nós dois e mesmo em casa, quando temos aquelas horas entre a Rebeca dormir e nós mesmos irmos pra cama, acabamos não ficando juntos. E isso vem se arrastando.

Tentamos muitas vezes retomar o que sabemos que estamos perdendo. Não nos encontramos mais. Não falamos a mesma língua e descobrimos em uma briga feia nesse fim de semana que não pensamos mais as mesmas coisa,s não concordamos em quase nada.

Eu estou contanto tudo isso aqui pra vocês por que eu queria que minha conclusão fizesse sentido.

Depois de uma palhaçada que aconteceu por causa de uma batida no carro, nós brigamos feito esse fim de semana e quase, quase, chegamos a conclusão que seria melhor seguirmos caminhos separados. Mas não é tão simples assim.

Além de todo o sentimento envolvido, o carinho apesar da mágoa, o amor acima de todo o resto, são 14 anos de união. construímos uma vida juntos. Temos uma filha linda que ambos amamos demais e queremos vê-la crescer juntos. Não somos um casal de namorados que depois de 6 meses de namoro teve sua primeira DR. Não. Somos adultos, casados. Um relacionamento de verdade não é feito só das partes boas. É vivendo as horas difíceis juntos, brigando, se esforçando pra fazer dar certo, que o caminho segue. Existem tempestades em qualquer lugar. E depois de toda tempestade o sol reaparece no céu, se você aguentar firme para estar lá para ver.

Nós continuamos juntos. É uma escolha. Não estamos bem. Não resolvemos os problemas. A situação não mudou. O que conseguimos foi ver, mais uma vez, que o que queremos apesar disso tudo é estar juntos. Que esperamos sim, daqui 10, 20 anos, estarmos lembrando disso como mais uma das batalhas que travamos para nos manter unidos e vencemos.

Nos amamos e queremos ficar juntos. Somos uma família. Família fica unida.

Desculpem o desabafo. Voltaremos agora com nossa programação normal. rs

terça-feira, 1 de maio de 2012

Da soneca perdida e suas histórias

Rebeca tem cada vez mais deixado de fazer sua soneca diurna.

Ela sempre foi uma criança com tendência a acordar tarde, entre 8h e 9h da manhã. Esse foi o motivo de eu colocá-la na escola a tarde, pra que ela não tivesse a obrigação de acordar mais cedo - acho que criança pequena tem que gostar de ir na escola senão perde mais da metade do objetivo e pode ter consequências ruins pro resto da vida escolar.

No ano passado ela tirava facilmente uma soneca antes do almoço, das 11h as 12h30. Com isso ela não comia muito no almoço pois já tinha tomado o leite antes de dormir e não sentia fome ao acordar, mas comia um pouco e ia pra escola descansada.

No ultimo mês de aula ela já vinha tendo alguns dias que pulava a soneca e durante as férias de verão essa soneca acabou sendo passada para depois do almoço de uma forma muito natural.

Desde que voltou pra escola esse ano a coisa mudou de novo já que no horário da soneca ela estava em aula e ela se recusava a dormir de manhã como antigamente. A verdade é que antes do almoço ela não esta cansada o suficiente pra dormir mesmo.

O que acabou acontecendo é que a soneca ficou condicionada a como ela dormiu a noite e que horas acorda de manhã. Se dorme mal e acorda antes das 8h, ok, tira uma soneca de 1h30 antes do almoço. Se acorda no horário normal, que é a maioria dos casos, depois das 8h, nada de soneca.

Isso faz com que muitas vezes ela tire um cochilo de 5 minutos no carro no caminho pra escola em alguns dias, ou durma na volta pra casa, dormindo até umas 19h, quando acorda espontaneamente mas assustada, pra jantar. Nesse casos ela vai dormir novamente por volta das 22h, não sem reclamar.

Na maioria dos dias ela volta acordada e eu a tenho colocado pra dormir mais cedo, dando jantar as 18h e ninando pra dormir e mamadeira as 19h30.

Tenho que dizer que pra mim esse  é um bom horário e que ela segue bem com ele desde que esteja bem de saúde.Muitas vezes ela acorda de madrugada e me chama pra tomar outra mamadeira e voltar a dormir, repetindo nosso ritual do sono, e mantendo suas 3 mamadeiras diárias recomendadas pra idade dela.

O problema é que nem sempre eu consigo levantar por causa dos remédios que tomo. Ai é o Taz que levanta e fica com ela - quem ela leva na flauta e consegue ficar acordada mais uma ou duas horinhas.

Ai ela vem no dia seguinte, sorrindo faceira e me fala como se tivesse feito algo super legal "acordei de madugada!"

Essa menina vai ou não me dar trabalho quando for adolescente?