Segunda feira passada o ator Robin Williams foi encontrado em sua casa. Tirou sua própria vida, no que se mostra como resultado de uma depressão profunda.
Depressão profunda.
Suicídio.
Vou parar aqui e dizer primeiro que se você se identificou, já de pronto, com esse pensamento, respira fundo e ouça: tirar sua vida não é, nem nunca será, uma saída. Procure ajuda.
Se hoje você não esta se sentindo bem nem para levantar da cama, quanto mais vencer o temível esforço de falar com outra pessoa pra pedir ajuda, respire fundo. Se de tempo. E tente de novo se levantar e falar com alguém. Pode ser daqui 1h. Pode ser hoje a noite, amanhã de manhã. Não importa. O importante é: não desista! Você pode sair dessa. Você vai! Continue tentando.
Agora voltando a história. Não do Robin Williams, a minha. Ou como a notícia se relaciona com a minha vida, ou ao que a minha vida foi.
Eu sei o que é uma depressão profunda. Eu já estive no fundo do poço sem ver saída. Primeiro aos 13 anos. Depois aos 20. Aos 20 foi bem duro e foi o que me levou ao meu tratamento - e incluiu uma internação, a volta para a casa dos meus pais, e anos tentando re-apreender como viver num mundo que eu não me reconhecia.
De 2003 para cá eu apenas fiquei sem medicação diária durante a gravidez da Beca. No entanto, para controlar possíveis crises, com doses quase homeopáticas de medicação, eu ia semanalmente a psiquiatra, ao psicologo, fazia acompanhamento nutricional e abri mão do trabalho e da maior parte da minha vida social. Não me arrependo de nada disso e faria de novo se fosse o caso.
Mas alguns meses antes de engravidar da Beca eu tive uma crise repentina de depressão. Foi forte. Eu havia acabado de voltar de viagem, de 2 semanas de mania extrema. E ao acordar no dia seguinte da viagem, a queda foi tão grande, que eu acordei pensando que não merecia viver.
Eu não queria morrer. Eu não tinha intenção nenhuma de fazer nada comigo mesma. Mas eu sentia uma dor tão grande, um desamparo, uma angustia tal, que me questionava o motivo de permanecer viva. Não fazia sentido.
Mas duas coisas foram essenciais nesse momento: 1ª e mais importante, eu acordei ao lado de meu marido, que estava pronto para me ajudar. Que esteve comigo antes e depois de eu começar a me tratar, que conhecia os sintomas e estava preparado para que isso pudesse acontecer. 2ª - eu estava medicada, estava em tratamento, e compreendia o que eu estava passando. Então quando eu consegui colocar em palavras a primeira coisa que eu fiz foi pedir ajuda, ao meu marido, para entrar em contato com minha médica para nos dar instruções do que fazer para lidar com isso.
Quando eu tive a minha crise em 2002, que me levou ao tratamento, eu consegui pedir ajuda pois eu estava bem informada sobre um possível diagnostico, que eu lembrava de quando tinha 13 anos. E num dia, não diferente de outro, eu acordei um pouco melhor. E consegui ter iniciativa de ligar para os meus pais e pedir ajuda. Eu pedi o telefone de psiquiatras do meu convenio, e disse que não estava bem.
Entre esse telefonema, que talvez tenha salvado a minha vida, e eu ficar bem de novo, foram mais de 3 anos.
Eu mal me lembro desses 3 anos.
Mas eu me lembro com clareza dos meus últimos 5 anos.
Eu sempre quis ser mãe. Ter a Rebeca foi a realização não só de um sonho, mas de anos de esforço consciente para isso. Eu sabia que para ter sucesso eu precisava ficar bem, estável. Eu sabia que mais importante quando ela nascesse era ter condições de cuidar dela.
Eu ouço as vezes quando me falam que eu deveria fazer mais, que eu não deveria aceitar minhas limitações.
Eu sei onde eu estive.
Eu sei onde você talvez esteja.
Aceitar meus limites não significa necessariamente deixar de fazer e de conseguir as coisas que eu quero ou preciso. Mas significa que eu vou fazer isso no meu tempo, do meu jeito.
As vezes a gente tem que abrir mão de algumas coisas para ter outras.
Abrir mão de nós mesmos não é uma saída. Nunca foi uma saída pra mim. Eu entendo isso. Em todas as suas formas.
Eu sou importante.
Eu mereço viver e ser feliz.
Eu mereço fazer outra pessoa feliz.
Eu mereço uma segunda chance.
E cada dia que eu acordo eu tenho uma nova chance de ficar bem.
Eu venci.
Eu venço essa batalha todos os dias.
Você também pode.
Mostrando que não deve ser tão diferente ser mãe quando se é ou não bipolar, por que toda mãe tem o seu ladinho insano quando se trata de cuidar do filho. Esse blog tem o objetivo de narrar a experiencia de uma mãe que tem de enfrentar essa fase da vida com a duvida constante, o medo, de como, quando e quanto, sua bipolaridade pode afetar a vida de sua filha. Lidando com a linha tênue entre "normal" e "anormal"...
De mãe e louco todas temos um pouco
Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
domingo, 20 de julho de 2014
O Livro
Eis que venho aqui contar uma novidade:
estou excrevendo um livro!
Sim, isso mesmo, um livro!
Não, não é sobre bipolaridade ou sobre maternidade. Esses topicos ficam para uma próxima.
Estou escrevendo um romance.
Desde que aprendi a escrever aos meus 7 anos eu soube. Eu sempre soube. Não existe nada que me move mais, que me faz me sentir tão completa, do que escrever.
Eu me transporto, eu sonho, eu vivo em letras. É algo único pra mim. E é até bobo pensar que demorei tanto tempo para parar de inventar desculpas e, de fato, fazer isso como profissão.
Para me ajudar nessa empreitada eu estou escrevendo o livro, e conforme escrevo, compartilhando na plataforma ItsArt.
A ideia é simples, você entra na plataforma, se cadastra, acessa o link para o livro, e participa da minha rede. A Cada 10 dias eu posto uma nova parte da história.
E como ajudar?
Bom, a plataforma permite que você ai, leitor, amigo, colabore financeiramente com micro doações - que vão de R$1,00 a R$50,00. Você pode doar quanto quiser, quantas vezes quiser. E com isso ajuda a mim, escritora, a ter paz de espirito (ou seja pagar as contas) e bancar essa empreitada.
Você pode doar uma vez, poder doar em uma parte, ou uma vez em cada parte que for compartilhada, ou várias vezes. O céu é o limite.
E você pode ajudar, claro, compartilhando o livro através desse post - ou através dos links disponíveis no proprio site.
Então o que esta esperando?
Clica ai, e vai para a primeira parte do livro! Ja temos 3 partes disponíveis para leitura e colaboração!
Livro - Trindade - Introdução (ItsArt)
Livro - Trindade - Capitulos 1 a 4 (ItsArt)
estou excrevendo um livro!
Sim, isso mesmo, um livro!
Não, não é sobre bipolaridade ou sobre maternidade. Esses topicos ficam para uma próxima.
Estou escrevendo um romance.
Desde que aprendi a escrever aos meus 7 anos eu soube. Eu sempre soube. Não existe nada que me move mais, que me faz me sentir tão completa, do que escrever.
Eu me transporto, eu sonho, eu vivo em letras. É algo único pra mim. E é até bobo pensar que demorei tanto tempo para parar de inventar desculpas e, de fato, fazer isso como profissão.
Para me ajudar nessa empreitada eu estou escrevendo o livro, e conforme escrevo, compartilhando na plataforma ItsArt.
A ideia é simples, você entra na plataforma, se cadastra, acessa o link para o livro, e participa da minha rede. A Cada 10 dias eu posto uma nova parte da história.
E como ajudar?
Bom, a plataforma permite que você ai, leitor, amigo, colabore financeiramente com micro doações - que vão de R$1,00 a R$50,00. Você pode doar quanto quiser, quantas vezes quiser. E com isso ajuda a mim, escritora, a ter paz de espirito (ou seja pagar as contas) e bancar essa empreitada.
Você pode doar uma vez, poder doar em uma parte, ou uma vez em cada parte que for compartilhada, ou várias vezes. O céu é o limite.
E você pode ajudar, claro, compartilhando o livro através desse post - ou através dos links disponíveis no proprio site.
Então o que esta esperando?
Clica ai, e vai para a primeira parte do livro! Ja temos 3 partes disponíveis para leitura e colaboração!
Livro - Trindade - Introdução (ItsArt)
Livro - Trindade - Capitulos 1 a 4 (ItsArt)
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Metade de uma vida: da minha!
Esses dias ouvi a pergunta: "O que faz as pessoas se casarem? Por que as pessoas se casam? Por que continuam casadas?" numa conversa sobre como abrimos mão de várias coisas em prol de um relacionamento que pode, no fim, se mostrar não tão bom e até mesmo acabar.
Eu não posso falar sobre todas as pessoas. eu não sou todas as pessoas. Mas eu sou uma. Não, eu sou várias, e parte delas surgiram nesse tempo que você esta comigo.
O que nos faz estar aqui, dividindo o mesmo teto, a mesma cama, o mesmo mau humor matinal, o mesmo banheiro, o mesmo dia a dia, hoje? O que nos trouxe até aqui?
A gente lê muito por ai uma frase muito bacana, sei la de quem é "o amor se constroi dia a dia, nas pequenas coisas". E eu acho que é por ai.
Nós começamos contra todas as probabilidades. Saimos uma vez, ao som dessa musica aqui:
http://youtu.be/DGS3TaHHNBw
Depois, outra,e olha que coisa, fomos assistir uma final de Copa do Mundo na casa da minha tia em 1998,no dia 12 de julho. O Brasil perdeu, nós ganhamos. Saímos de lá namorados. E mesmo ficando doentes,1 vez, depois outra, depois outra vez, 16 anos se passaram.É outra Copa do Mundo, Brasil vai jogar de novo, é outro dia 12, e ainda estamos aqui.
Nós brigamos, no começo bem pouco, nos ultimos anos quase que o tempo todo. Mas na hora do aperto, seja no peito, seja no bolso, seja na confusão das nossas mentes, é pra você que eu corro, é você que eu procuro, é em você que eu confio. Não tem nenhum outro lugar que eu queira estar.
Por que nós somos muito parecidos, eu e você. Ou talvez tenhamos nos tornado. Mas são as diferenças que me deixam tranquila quando penso na Rebeca e como eu quero que ela cresça. Por que é preciso uma vila inteira para criar uma criança, e nós somos apenas dois. Mas deve bastar.
Quando eu ouço a tal priemira pergunta desse texxto, o que me vem a cabeça é "onde eu quero estar daqui 10 anos? 15 anos? 30 anos? Como eu quero que seja a minha vida?"
Quando eu tinha 16 anos eu quis ser muitas coisas. E tudo bem, eu tinha 16 anos, isso era mais que esperado. Era tão esperado que mesmo que eu soubesse onde eu queria estar aos 30, 40, eu não tinha permissão de ter tanta certeza, sabe? Por que eu tinha que duvidar, tinha que explorar as possibilidades, tinha que viver.
Quando nós começamos a namorar você me disse que nunca iria me impedir de viver a minha vida. Que pelo contrario, você iria estar lá para me ajudar no que fosse necessário para que eu não deixasse de ter as experiêcnias que eu queria, e teria, se não estivessemos juntos.
Nossa, foi uma baita proposta! E eu nem levei ela muito a sério. O que eu levei a sério, o que me pegou não foi a parte do "você vai viver suas experiências", foi o "eu vou estar lá com você".
Por que eu não sei o que as pessoas querem aos 16 anos. Ou aos 30. Eu sei o que eu sempre quis: eu quis alguém para estar comigo, nos bons e nos maus momentos. Quando eu ficasse bebada dando risada achando o mundo girando a coisa mais engraçada do mundo. E quando eu perdesse alguém que eu amasse. Eu queria alguém que me amasse por quem eu sou, fisica e mentalmente. Que amasse as coisas que eu amava, e as pessoas que eu amava, e que estivesse no minimo disposto a tentar fazer as coisas que eu gostava.
E ai, veio você e você me mostrou tanta coisa. Você me mostrou o outro lado desse monte de EU que existia na minha cabeça. E me fez querer estar com você. E amar as pessoas que você amava. E gostar das coisas que você gostava. E tentar experimentar coisas novas.
Você me deu de presente todo um mundo, inteirinho, que era seu. E nós o tornamos nosso.
Nossa família. Nossa vida. Nós dois. E mais 2. E mais muitos.
Se eu abri mão de alguma coisa? Claro. Todo dia eu abro mão de estar só e tomar decisões que dizem respeito apenas a minha vida. Mas 16 anos atrás eu fiz uma escolha, e eu refaço essa mesma escolha todos os dias, várias vezes. Eu não quero uma vida onde eu seja a unica coisa que importa. Eu quero mais. Eu quero somar. Eu quero alguém com quem me importar,a quem cuidar. Eu quero dividir a minha vida com outra pessoa. Eu quero uma familia, feliz sempre que possivel, mas unida sempre que preciso.
E eu quero isso todos os dias.
E ai, eu acordo, e você esta ali. Todos os dias. As vezes mau humorado. Deprimido. Perdido.Com duvida se é isso mesmo, se estamos fazendo a coisa certa. Pensando as mesmas coisas que eu penso.
E você esta ali. Todos os dias.
E é ai que eu sei, que quando eu tomo novamente a decisão de passar a minha vida com você, de fazer de você parte da minha família, parte da minha vida, nos dias bons e nos dias ruins, você está ali tomando a mesma decisão.
Por que as vezes a gente desliza. Mas quando se pergunta onde a gente quer estar daqui 10 anos, 15, 30 anos, a resposta permanece a mesma: um com o outro.
Te amo,
Pois que não serás eterno posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.
Mas a chama de uma vela não se apaga ao se acender outra vela. Ela se divide e continua queimando.
E todos os dias a gente acende uma nova vela. Um novo dia. Todo dia.
Por mais 16 anos. Ou 32. Ou 64...
Eu não posso falar sobre todas as pessoas. eu não sou todas as pessoas. Mas eu sou uma. Não, eu sou várias, e parte delas surgiram nesse tempo que você esta comigo.
O que nos faz estar aqui, dividindo o mesmo teto, a mesma cama, o mesmo mau humor matinal, o mesmo banheiro, o mesmo dia a dia, hoje? O que nos trouxe até aqui?
A gente lê muito por ai uma frase muito bacana, sei la de quem é "o amor se constroi dia a dia, nas pequenas coisas". E eu acho que é por ai.
Nós começamos contra todas as probabilidades. Saimos uma vez, ao som dessa musica aqui:
http://youtu.be/DGS3TaHHNBw
Depois, outra,e olha que coisa, fomos assistir uma final de Copa do Mundo na casa da minha tia em 1998,no dia 12 de julho. O Brasil perdeu, nós ganhamos. Saímos de lá namorados. E mesmo ficando doentes,1 vez, depois outra, depois outra vez, 16 anos se passaram.É outra Copa do Mundo, Brasil vai jogar de novo, é outro dia 12, e ainda estamos aqui.
Nós brigamos, no começo bem pouco, nos ultimos anos quase que o tempo todo. Mas na hora do aperto, seja no peito, seja no bolso, seja na confusão das nossas mentes, é pra você que eu corro, é você que eu procuro, é em você que eu confio. Não tem nenhum outro lugar que eu queira estar.
Por que nós somos muito parecidos, eu e você. Ou talvez tenhamos nos tornado. Mas são as diferenças que me deixam tranquila quando penso na Rebeca e como eu quero que ela cresça. Por que é preciso uma vila inteira para criar uma criança, e nós somos apenas dois. Mas deve bastar.
Quando eu ouço a tal priemira pergunta desse texxto, o que me vem a cabeça é "onde eu quero estar daqui 10 anos? 15 anos? 30 anos? Como eu quero que seja a minha vida?"
Quando eu tinha 16 anos eu quis ser muitas coisas. E tudo bem, eu tinha 16 anos, isso era mais que esperado. Era tão esperado que mesmo que eu soubesse onde eu queria estar aos 30, 40, eu não tinha permissão de ter tanta certeza, sabe? Por que eu tinha que duvidar, tinha que explorar as possibilidades, tinha que viver.
Quando nós começamos a namorar você me disse que nunca iria me impedir de viver a minha vida. Que pelo contrario, você iria estar lá para me ajudar no que fosse necessário para que eu não deixasse de ter as experiêcnias que eu queria, e teria, se não estivessemos juntos.
Nossa, foi uma baita proposta! E eu nem levei ela muito a sério. O que eu levei a sério, o que me pegou não foi a parte do "você vai viver suas experiências", foi o "eu vou estar lá com você".
Por que eu não sei o que as pessoas querem aos 16 anos. Ou aos 30. Eu sei o que eu sempre quis: eu quis alguém para estar comigo, nos bons e nos maus momentos. Quando eu ficasse bebada dando risada achando o mundo girando a coisa mais engraçada do mundo. E quando eu perdesse alguém que eu amasse. Eu queria alguém que me amasse por quem eu sou, fisica e mentalmente. Que amasse as coisas que eu amava, e as pessoas que eu amava, e que estivesse no minimo disposto a tentar fazer as coisas que eu gostava.
E ai, veio você e você me mostrou tanta coisa. Você me mostrou o outro lado desse monte de EU que existia na minha cabeça. E me fez querer estar com você. E amar as pessoas que você amava. E gostar das coisas que você gostava. E tentar experimentar coisas novas.
Você me deu de presente todo um mundo, inteirinho, que era seu. E nós o tornamos nosso.
Nossa família. Nossa vida. Nós dois. E mais 2. E mais muitos.
Se eu abri mão de alguma coisa? Claro. Todo dia eu abro mão de estar só e tomar decisões que dizem respeito apenas a minha vida. Mas 16 anos atrás eu fiz uma escolha, e eu refaço essa mesma escolha todos os dias, várias vezes. Eu não quero uma vida onde eu seja a unica coisa que importa. Eu quero mais. Eu quero somar. Eu quero alguém com quem me importar,a quem cuidar. Eu quero dividir a minha vida com outra pessoa. Eu quero uma familia, feliz sempre que possivel, mas unida sempre que preciso.
E eu quero isso todos os dias.
E ai, eu acordo, e você esta ali. Todos os dias. As vezes mau humorado. Deprimido. Perdido.Com duvida se é isso mesmo, se estamos fazendo a coisa certa. Pensando as mesmas coisas que eu penso.
E você esta ali. Todos os dias.
E é ai que eu sei, que quando eu tomo novamente a decisão de passar a minha vida com você, de fazer de você parte da minha família, parte da minha vida, nos dias bons e nos dias ruins, você está ali tomando a mesma decisão.
Por que as vezes a gente desliza. Mas quando se pergunta onde a gente quer estar daqui 10 anos, 15, 30 anos, a resposta permanece a mesma: um com o outro.
Te amo,
Pois que não serás eterno posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.
Mas a chama de uma vela não se apaga ao se acender outra vela. Ela se divide e continua queimando.
E todos os dias a gente acende uma nova vela. Um novo dia. Todo dia.
Por mais 16 anos. Ou 32. Ou 64...
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