Quando a Beca completou 2 anos em Outubro do ano passado eu olhava pra ela e pensava "ela ainda é tão pequenininha, e esta tão confortável com as fraldas!" e com esse pensamento resolvi não me preocupar com isso até que voltassem as aulas. Iria apostar na ajuda da escola com algo que eu mesma não me sentia muito a vontade.
No meio tempo, fui introduzindo a ideia. compramos um peniquinho simples, bem pequeno, que ela com seu tamanho todo tinha que ficar agachada e desconfortável pra usar. Tanto é que nunca se interessou por ele como mais que um brinquedo. Perto do Natal eu providenciei um penico maior, em que ela ficaria sentada e não agachada e que, com o tempo, poderia virar um adaptador de assento com banquinho.
Esse modelo aqui ó (só que de outra cor):
Ela curtiu inicialmente ficar fazendo tocar as musiquinhas. Mas não se animou muito não.
Quando começaram as aulas ela começou a ficar sem fralda na escola, junto com as outras crianças. E eu admito que ai quem não estava preparada ainda era eu, juro! Rebeca ainda ficava confortável com as fraldas, não se incomodava quando ficava suja enrolando inclusive pra ser trocada pra não ter que parar de brincar.
Então que ela pegou uma virose bem brava logo no final do primeiro mês de aula e eu pedi na escola que eles dessem um tempo no desfralde dela até que estivesse completamente bem de novo. E enrolei um bom tempo até dar o OK pra eles retomarem o treinamento dela lá.
Mesmo depois que a escola retomou a parte deles no desfralde eu tive muita dificuldade em casa com isso. Mas eu estava com dificuldade, não a Rebeca. Ela, como qualquer criança, acatava minhas vontades, ainda mais se isso significasse mais tempo brincando.
Eu estava ficando deprimida, muito irritada e com dificuldade de interagir inclusive com ela. Sem paciência mesmo. E não conseguia lidar com ter que lembra-la o tempo todo de ir ao banheiro, de dar o incentivo, de vibrar essa conquista com ela. E pedia mesmo pra ela usar a fralda pois eu não tinha condições de lidar com isso naquele momento.
E fomos levando. Levamos até o mês passado quando ela começou a voltar sem fralda da escola. Até que ela percebeu que as amiguinhas dela, dentro e fora da escola, não usavam mais fralda, pois eram crianças grandes. E então surgiu bem claramente a vontade dela de ser também uma criança grande. E começou a pedir todo dia pra usar calcinha e não a fralda.
Eu estava me sentindo melhor, mais disposta, menos deprimida, com mais paciência, e francamente já cansada de passar pra ela meus problemas e atrasar um desenvolvimento que ela possivelmente já estava pronta ha um tempo. E resolvi usar uma técnica de incentivo digna de Super Nanny que vi por ai: dar 1 adesivo pra cada xixi que ela fizesse no peniquinho e 2 adesivos pra cada cocô. Completos 20 adesivos ganhava um prêmio.
E pronto. Ela se empolgou e passou a acordar e a pedir pra ir no peniquinho assim que levantava e pedindo o adesivo. Se fazia onda pra ir no banheiro ao longo do dia bastava lembra-la do prêmio e ela ia pro banheiro. Combinamos que ela colocaria eles na agenda da escola e assim as professoras dela puderam participar e acompanhar a trajetória, ajudando a incentivá-la.
Os tais cocôs no peniquinho demoraram pra sair. Quer dizer, perto da facilidade que ela teve em controlar o xixi, demoraram. Mas a verdade é que o processo todo não durou nem 2 semanas. E agora faz numa boa.
O Prêmio foi um CD+DVD da Palavra Cantada que ela agora assiste e ouve incessantemente. Uma lembrança do que alcançou.
O desfralde noturno nós nem sonhamos. A fralda chega a vazar algumas noites ainda de tanto xixi que ela faz enquanto dorme, possivelmente por causa da mamadeira antes de dormir. Não importa. Não estamos com pressa mesmo.
Assim que acorda me chama, toma a mamadeira e pede pra usar o banheiro. E passa o tempo todo que esta acordada sem fraldas. Inclusive pra sair na rua. E se saímos e ela esta de fradas pede pra tirar pra poder usar o banheiro.
Ainda esquece de vez em quando, quer dizer, se distrai, fica segurando e acaba escapando um xixi aqui outro lá, mas esta cada vez mais raro. E isso não inibe a moça que não que mais saber das fraldas mesmo.
Oficialmente, Rebeca é uma criança desfraldada! Comemoro, né?