Queridos, chegaram as férias e tem sido bem difícil me organizar para vir dar noticias.
Nos primeiros dias de férias meu sobrinho veio passar uns dias aqui em casa e fazer companhia pra Rebeca. Os dois têm idade próxima, ele um pouco mais velho que ela, e no geral se dão muito bem. Claro que as vezes se estranham, mas é uma relação bem de família mesmo.
Alguns dias depois minha irmã chegou para passar as festas de final de ano conosco e providenciou uma viagem de fim de semana.
Fomos para uma chacara no interior de SP. Primeira vez das crianças numa região mais rural, sem TV a cabo ou Internet. Meu sobrinho quase teve uma síncope, Rebeca já lidou um pouco melhor com a situação. Os dois, um pouco mais ele do que ela mas ela também, ficaram apavorados com a quantidade de insetos, de mosquitos a besouros. Mas no fim os dois se divertiram e aproveitaram a piscina e o sol o máximo que puderam.
Eu ainda tive a chance de rever uma amiga muito querida, a Ju do blog Grávida e Bipolar. Foi um reencontro feliz, e ver nossos filhos brincando juntos depois desses anos que nos conhecemos foi meio sonho se realizando.
Essa semana foi a apresentação de dança do clube onde Rebeca faz aula. Foi um evento bastante prestigiado pela família, que compareceu para assistir a pequena em sua grande noite. Rebeca dançou duas músicas, todos acompanharam o esforço dela ao longo do ano, e essa apresentação coroou sua determinação, e nos pudemos apreciar uma linda apresentação de dança e teatro. Depois ainda fomos todos jantar juntos.
Agora o Natal está quase ai e sei que vai ser ainda mais difícil parar para escrever.
Minha cabeça está uma zona e eu estou tentando me manter ocupada como posso. O silesilê é terrível de lidar, e tenho tido pesadelos todas as noites. Tento não pensar nos problemas e nos meus medos. Por agora eu quero só estar aqui e ter um bom fim de ano.
Por hoje e só o que eu quero.
Mostrando que não deve ser tão diferente ser mãe quando se é ou não bipolar, por que toda mãe tem o seu ladinho insano quando se trata de cuidar do filho. Esse blog tem o objetivo de narrar a experiencia de uma mãe que tem de enfrentar essa fase da vida com a duvida constante, o medo, de como, quando e quanto, sua bipolaridade pode afetar a vida de sua filha. Lidando com a linha tênue entre "normal" e "anormal"...
De mãe e louco todas temos um pouco
Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Sobre férias, festas, viagens...
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018
Mais sobre o que aprendi com ela
A cada aula eu vejo ela se dedicar e vejo seus avanços.
As vezes e difícil acordar cedo, ainda mais no frio onde a cama quentinha e mais convidativa. Cabe a mim, muitas vezes, insistir no levantar e se arrumar. O cafe da manhã engolido no meio dos bocejos, o desenho da TV fazendo barulho enquanto não despertamos totalmente...
Então quando ela chega na aula tudo muda.
Ela se anima rápido, vê as amigas, fica aflita se chega atrasada ou se chega cedo e nenhuma das colegas ainda está lá.
No começo as dificuldades eram maiores. A vergonha de se enturmar, de chamar alguém para fazer dupla nos exercícios, os movimentos tão desejados e desconhecidos que exigem muito mais do que a imaginação mostrava... E vieram as quedas, os momentos de insegurança, as lagrimas. Mas veio também o acolhimento pelo grupo, as conversas, o ser aceito. Vieram as aulas uma atrás da outra e nelas a possibilidade de ver que o esforço era recompensado e que os movimentos ficavam mais fáceis e mais leves.
E juntas aprendemos a não desistir nas primeiras dificuldades. Aprendemos a ter persistencia, a valorizar cada passo, a nos levantar depois de cair, aprendemos que cair faz parte da jornada, e aprendemos a valorizar o caminho. Ela aprendeu que mesmo as coisas que gostamos exigem esforço e que isso não é algo ruim. Aprendeu a associar o esforço a algo bom, a conquista. Aprendeu a associar a mexer o corpo a algo que trás prazer e alegria. E que cansa sim, e isso também é bom.
E eu aprendo tudo isso com ela.
Todo dia.
As vezes e difícil acordar cedo, ainda mais no frio onde a cama quentinha e mais convidativa. Cabe a mim, muitas vezes, insistir no levantar e se arrumar. O cafe da manhã engolido no meio dos bocejos, o desenho da TV fazendo barulho enquanto não despertamos totalmente...
Então quando ela chega na aula tudo muda.
Ela se anima rápido, vê as amigas, fica aflita se chega atrasada ou se chega cedo e nenhuma das colegas ainda está lá.
No começo as dificuldades eram maiores. A vergonha de se enturmar, de chamar alguém para fazer dupla nos exercícios, os movimentos tão desejados e desconhecidos que exigem muito mais do que a imaginação mostrava... E vieram as quedas, os momentos de insegurança, as lagrimas. Mas veio também o acolhimento pelo grupo, as conversas, o ser aceito. Vieram as aulas uma atrás da outra e nelas a possibilidade de ver que o esforço era recompensado e que os movimentos ficavam mais fáceis e mais leves.
E juntas aprendemos a não desistir nas primeiras dificuldades. Aprendemos a ter persistencia, a valorizar cada passo, a nos levantar depois de cair, aprendemos que cair faz parte da jornada, e aprendemos a valorizar o caminho. Ela aprendeu que mesmo as coisas que gostamos exigem esforço e que isso não é algo ruim. Aprendeu a associar o esforço a algo bom, a conquista. Aprendeu a associar a mexer o corpo a algo que trás prazer e alegria. E que cansa sim, e isso também é bom.
E eu aprendo tudo isso com ela.
Todo dia.
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