Taz, meu esposo, oficialmente esta trocando de emprego. Pra qual ainda é um mistério. A unica certeza é que onde está não ira mais continuar. Deve ficar mais o próximo mês e para por ai. Nem isso esta muito certo.
Isso faz com que ele precise ir atrás de outra fonte de renda. Outro emprego. Mas qual? Já tem tantos anos que trabalha pro conta, com o próprio negócio, que não sabe pra que tipo de vagas está apto.
A possibilidade de continuar trabalhando por conta ainda existe. E é mais de uma possibilidade. A tendência é que ele continue por ai. Mas ai vem a duvida: essa é a melhor opção hoje em dia?
Precisaria de um capital inicial pra fazer isso. E a verdade é que não temos esse capital inicial. Mais que isso, precisamos economizar pra o pouco que ainda vamos ter dure até que ele esteja sendo remunerado novamente. E agora?
Eu me atenho a meus planos, mas isso meio que é uma farsa. Não tenho conseguido estudar pois não consigo me concentrar nas aulas e nem ler as apostilas. Talvez por causa da sensação de cansaço e stress que me encontro, em menos de 5 minutos percebo que não estou mais prestando atenção nem lendo nada, apenas divagando nas possibilidades e nos problemas dentro da minha cabeça.
Além disso, sempre tem a duvida de que eu passaria nas avaliações médicas feitas quando se passa num concurso publico. Mentir seria uma possibilidade óbvia não fosse por eu ser quem sou - e eu, acreditem, não minto em quase nenhuma hipótese.
Vou insistir com os concursos pois sei que, a não ser que me barrem por causa da bipolaridade, aí esta uma ótima solução para os meus problemas financeiros, de independência e de auto estima. Mas não é minha unica alternativa, nem nunca foi. Tenho outras opções na manga e venho aos poucos investindo meu tempo nisso.
Outra coisa é que pra isso ainda tenho toda uma briga interna pois não é, nem nunca foi, o que eu queria fazer. Meus projetos paralelos tem tido muito mais a minha cara do que meu objetivo principal.
Na duvida, me sinto como a Chapeuzinho Amarelo, do livro de Chico Buarque, que a Beca tanto adora. Com medo de tudo e de todos, até de me mexer. Mas é um medo tão medonho de algo que já aconteceu e é o próprio medo que me impede de me mover.
Mas eu sei que dias ruins existem, e pra todos eles dias melhores virão. Que a tormenta vem e passa. E que a melhor coisa para sair de uma tempestade é seguir o curso que se havia traçado antes dela. Então, respiro fundo e sigo o caminho. E a melhor coisa disso tudo, é saber que não estou passando por tudo isso sozinha.
E vocês, como fazem pra passar pelos momentos difíceis?