Estamos passando o feriado em casa. Rebeca com gripe desde a semana passada acabou passando gripe para a casa toda. Só minha mãe não pegou.
Verdade que hoje, segunda feira, já estamos consideravelmente melhores. Ta bom, vou ser especifica: eu e a Beca estamos bem melhores. Meu pai ainda esta bem ruim e o Taz nem pode se dar ao luxo de sentir-se mal já que tem trabalhado todos os dias até mais tarde. Mas eu e a Beca estamos melhores.
Eu com certeza sou quem esta no melhor estagio de recuperação. Quase não tenho mais sintomas e hoje, tendo conseguido dormir mais e melhor, já acordei muito mais bem disposta.
A Beca esta com uma tosse chata, com catarro ainda. Ela chega a dar umas engasgadas e percebo que fazer atividades como correr muito e pular desencadeiam crises de tosse mais sérias. Mas comparada com a semana passada, quinta, no começo do feriado, ela esta muito melhor. O nariz já não esta muito entupido e ela ja consegue dormir melhor e a noite toda. Ainda fui agraciada com 2 dias com ela acordando as 10h da manhã conforme isso aconteceu, um sucesso!
Eu dou credito da nossa melhora a essas noites de sono mais dormidas.Sei que dormir bem e descansar o corpo faz toda a diferença quando precisamos nos recuperar de uma enfermidade. Pra mim isso funciona em dobro pois além de ajudar a melhorar da gripe mantem meu humor mais estável.
Mas não é facil ficar com a Beca todos esses dias em casa. O fato de ter feito um pouco de frio não ajudou também, pois isso fez com que a grande maioria das atividades fosse feita dentro de casa. E com toda a familia doente, ninguém tinha muito pique ou cabeça pra inventar atividades. Acabamos por assistir muitos desenhos, comer pipoca e bolo, ler livros, brincar de massinha.
Quero muito que ela melhore logo e possa aproveitar as próximas 2 semanas de aula com gosto. Logo ela vai entrar de férias e aí... Bom, aí eu torço por fazer muito calor pra ela passar as férias inteiras dentro da piscina.
E vocês, como esta sendo esse feriado? Mais alguém gripado?
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Mostrando que não deve ser tão diferente ser mãe quando se é ou não bipolar, por que toda mãe tem o seu ladinho insano quando se trata de cuidar do filho. Esse blog tem o objetivo de narrar a experiencia de uma mãe que tem de enfrentar essa fase da vida com a duvida constante, o medo, de como, quando e quanto, sua bipolaridade pode afetar a vida de sua filha. Lidando com a linha tênue entre "normal" e "anormal"...
De mãe e louco todas temos um pouco
Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Pneumonia? Só quase!
Eu tinha esperança, de verdade, que a Rebeca passasse o inverno inteiro ilesa. Entenda por isso sem tomar antibiótico. Cheguei a pensar em contar nos posts dos anos passados quanto antibiótico ela tomou nos seus 2 primeiros invernos mas fiquei com medo do número e desisti. Achei que estaria chamando o azar, algo assim. Já comemorava, até que...
Rebeca tem rinite. Nem é uma rinite lá muito ruim, mas é rinite. Com isso passou muito tempo com nariz tampado, escorrendo, mas eu conseguia tratar rapidamente e viemos levando assim até semana passada.
Semana passada começou com o nariz escorrendo de novo. O tempo estava muito seco e isso piorou o quadro. Tentei medicar por uns 2 dias, pareceu melhorar, mas foi uma melhora falsa e na noite seguinte ela já estava com o nariz escorrendo mais uma vez.
E ai começou a tosse. Nem foi muito devagar não. Uma tosse feia, crises que a deixavam com falta de ar. Mal dormia, ficar deitada era um problema sério. Ainda sim insisti, até que domingo a levei para passear no shopping e depois de jantarmos eu a levei para um brinquedo daqueles de correr, escorregar, piscina de bolinhas. Ela correu pelo brinquedo duas vezes e teve uma crise de tosse. Mas uma crise tão brava que uma coisa que não acontecia ha muito tempo aconteceu: ela vomitou o jantar, claro!
E Rebeca tem horror a vomitar. Fica nervosa, tem medo, tem nojo, sente dor, e mais que tudo isso, se sente culpada.
Na segunda feira eu já estava decidida a leva-la no médico. Meus pais acharam que era mais que hora de dar um xarope pra pelo menos aliviar a tosse. Eu sugeri mel e o que conseguimos foi um Melagrião (que de mel não tem nada alias). Demos na segunda - e isso até gerou uma briga com minha mãe por ela decidir dar o remédio sem me perguntar se eu ja havia dado culminando numa dose dobrada de medicamento - e na terça.
Na madrugada de segunda pra terça ela teve febre e aquela crise alérgica na pele se apresentou novamente, confirmando a relação entre as placas e a coceira com a temperatura corporal alta. Mediquei com Tylenol e com antialérgico. Teve febre novamente pouco depois do almoço na terça mas mediquei antes que chegasse a 37,5° evitando a crise alérgica. Depois disso não teve mais febre, só uma suadeira na madrugada de terça pra quarta.
Eu tentava marcar uma consulta no pediatra sem sucesso. Pedi que ele me ligasse, assim se ele achasse necessário iria ele mesmo marcar um encaixe pro dia seguinte. Dito e feito, depois de um pouco de insistência da minha parte foi marcado.
Ontem fomos ao pediatra na hora do almoço. Ele examinou, Rebeca foi super boazinha, brincou, deixou examinar, contou pro médico o que estava sentindo (sucesso!!). Ele escutou o peito e lá ele parou um bom tempo. Pediu uma chapa pra confirmar o que ouviu: pulmão carregado.
"Não chega a ser uma pneumonia, mas é quase!"
Entramos no antibiótico. Inverno1X0
Ela esta tomando os remédios numa boa. Pedi por opções com gostinho agradável, admito, pra facilitar minha vida. Com gostinho agradável e de 12h em 12h -sou exigente! Mas tem dado certo, ela toma o remédio sem reclamar e já está apresentando melhoras. Dorme inclinada com uma almofada mas já dorme a noite toda sem tossir - acorda no meio da madrugada pra mamar e fazer xixi mesmo estando de fralda, mas não pela tosse. Com isso eu agradeço pois durmo mais e tenho mais paciência pra poder ajudá-la.
E pra não passar batido, Rebeca mediu 99cm e 16,800kg. Cresceu 2 cm e ganhou 1,8kg. Ganhou peso demais o que pede que eu reveja os maus hábitos alimentares que ela pode estar começando a ter. Apenas temos que ficar de olho e deixar ela gastar energia brincando, nada mais sério que isso.
E vamos lá que o inverno logo logo acaba e eu espero que esse seja nosso único encontro com esse tal de antibiótico esse ano!
Rebeca tem rinite. Nem é uma rinite lá muito ruim, mas é rinite. Com isso passou muito tempo com nariz tampado, escorrendo, mas eu conseguia tratar rapidamente e viemos levando assim até semana passada.
Semana passada começou com o nariz escorrendo de novo. O tempo estava muito seco e isso piorou o quadro. Tentei medicar por uns 2 dias, pareceu melhorar, mas foi uma melhora falsa e na noite seguinte ela já estava com o nariz escorrendo mais uma vez.
E ai começou a tosse. Nem foi muito devagar não. Uma tosse feia, crises que a deixavam com falta de ar. Mal dormia, ficar deitada era um problema sério. Ainda sim insisti, até que domingo a levei para passear no shopping e depois de jantarmos eu a levei para um brinquedo daqueles de correr, escorregar, piscina de bolinhas. Ela correu pelo brinquedo duas vezes e teve uma crise de tosse. Mas uma crise tão brava que uma coisa que não acontecia ha muito tempo aconteceu: ela vomitou o jantar, claro!
E Rebeca tem horror a vomitar. Fica nervosa, tem medo, tem nojo, sente dor, e mais que tudo isso, se sente culpada.
Na segunda feira eu já estava decidida a leva-la no médico. Meus pais acharam que era mais que hora de dar um xarope pra pelo menos aliviar a tosse. Eu sugeri mel e o que conseguimos foi um Melagrião (que de mel não tem nada alias). Demos na segunda - e isso até gerou uma briga com minha mãe por ela decidir dar o remédio sem me perguntar se eu ja havia dado culminando numa dose dobrada de medicamento - e na terça.
Na madrugada de segunda pra terça ela teve febre e aquela crise alérgica na pele se apresentou novamente, confirmando a relação entre as placas e a coceira com a temperatura corporal alta. Mediquei com Tylenol e com antialérgico. Teve febre novamente pouco depois do almoço na terça mas mediquei antes que chegasse a 37,5° evitando a crise alérgica. Depois disso não teve mais febre, só uma suadeira na madrugada de terça pra quarta.
Eu tentava marcar uma consulta no pediatra sem sucesso. Pedi que ele me ligasse, assim se ele achasse necessário iria ele mesmo marcar um encaixe pro dia seguinte. Dito e feito, depois de um pouco de insistência da minha parte foi marcado.
Ontem fomos ao pediatra na hora do almoço. Ele examinou, Rebeca foi super boazinha, brincou, deixou examinar, contou pro médico o que estava sentindo (sucesso!!). Ele escutou o peito e lá ele parou um bom tempo. Pediu uma chapa pra confirmar o que ouviu: pulmão carregado.
"Não chega a ser uma pneumonia, mas é quase!"
Entramos no antibiótico. Inverno1X0
Ela esta tomando os remédios numa boa. Pedi por opções com gostinho agradável, admito, pra facilitar minha vida. Com gostinho agradável e de 12h em 12h -sou exigente! Mas tem dado certo, ela toma o remédio sem reclamar e já está apresentando melhoras. Dorme inclinada com uma almofada mas já dorme a noite toda sem tossir - acorda no meio da madrugada pra mamar e fazer xixi mesmo estando de fralda, mas não pela tosse. Com isso eu agradeço pois durmo mais e tenho mais paciência pra poder ajudá-la.
E pra não passar batido, Rebeca mediu 99cm e 16,800kg. Cresceu 2 cm e ganhou 1,8kg. Ganhou peso demais o que pede que eu reveja os maus hábitos alimentares que ela pode estar começando a ter. Apenas temos que ficar de olho e deixar ela gastar energia brincando, nada mais sério que isso.
E vamos lá que o inverno logo logo acaba e eu espero que esse seja nosso único encontro com esse tal de antibiótico esse ano!
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Errar é humano, mas dói muito...
Não consigo tirar o caso da cabeça tal qual é a minha culpa e vergonha pela forma que agi. Talvez eu me cobre demais e errar seja humano, mas acredito de verdade que é importante me sentir mal para não cometer o mesmo erro.
Esse sábado Taz saiu com os amigos depois do trabalho. Eu e a Beca ficamos em casa pois eu estava indisposta. Ele só esqueceu de me avisar que tinha decidido ir, coisa que só fui descobrir no fim da tarde quando eu mesma decidi ligar pra ele, mas ok, not a big deal, não fiquei brava nem nada, não teve briga, nada disso.
A Beca nessa hora ja estava mostrando sinais claros de cansaço e quando fui coloca-la pra dormir, perto das 20h, senti ela meio quente. Me convenci que era só sono, até por que eu estava exausta, e ficou por isso mesmo. Ela dormiu sem dificuldade e eu assisti um filme no computador e fui pra cama também.
Durante o filme percebi que estava com dor de cabeça e muito mal estar, mas achei que era a tensão por causa do dia longo. Deitei com aquela sensação de mal estar mas aí já estava meio ressabiada - Rebeca não estava bem e provavelmente acordarias de madrugada. Eu precisava dormir um pouco pois a noite não ia ser fácil. E não foi...
Ela acordou perto da 1h da manhã, com febre. Demorou pra se acalmar, fez onda pra tomar o remédio. O problema é que eu já tinha tomado os meus remédios e - acho que já contei aqui - eu não acordo bem sem pelo menos 6h de sono ininterruptas. Levanto, mas não tenho paciência nenhuma e fico muito nervosa, estourada, fora de controle mesmo.
Acabei forçando a barra e tentei fazê-la tomar o remédio meio a força, segurando os braços dela. Claro que não funcionou e só deixou ela ainda mais nervosa e insegura - e eu tentando me acalmar também pra conseguir ajudá-la.
Meu pai, nessa altura, acordou assustado e veio ver o que estava acontecendo. Eu expliquei e ele me ajudou a acalmá-la. Liguei pro Taz e pedi pra ele voltar pra casa pois temia que tivesse que levá-la ao médico para tomar medicação. A febre medida em 38,7°
Meu pai me ajudou bastante, conversou com a Beca e no fim conseguimos fazer ela tomar a medicação. Esperei a febre baixar um pouco e tentei colocá-la pra dormir. Ai eu ja estava desesperada pra que ela dormisse pra poder voltar pra cama também. Depois de mais de meia hora tentando fazer ela voltar a dormir, quando ela estava adormecendo, o Taz chega e ela acorda de novo.
Nesse ponto eu já estava bem mal, mais dormindo que acordada mas sabia que ela não aceitaria ficar com ninguém diferente de mim e continuei tentando fazer ela dormir.
Dessa vez ela decidiu que queria dormir com um ursinho de pelucioa que tem, mais pra poder ficar brincando e continuar acordada que outra coisa, mas ok, não valia a pena discutir. Mas conforme ela ia brigando contra o sono e contra as minhas insistentes tentativas de fazê-la dormir eu fui perdendo a calma, o controle, e comecei a brigar come ela.
Não gritei, mas falei brava e sério, como se não dormir fosse de fato uma escolha pra ela.Disse que iria tirar o ursinho se ela insistisse em brincar e não dormir.
E claro que ela continuou brincando.
E eu peguei o ursinho das mãos dela, num rompante de fúria, e simplesmente joguei longe. Da forma mais infantil possível, como se a criança ali fosse eu.
Ela não entendeu, e chorou. Chorou sentido, por ter seu brinquedo arrancado de suas mãos.
A culpa veio instantânea. Peguei o bichinho no chão e devolvi e pedi todas as desculpas do mundo e mais um pouco. Abracei, beijei e prometi que nunca mais agiria assim.
Não sei o quanto ela entendeu disso tudo, demorou um pouco mas se acalmou. E eu, vendo que quem não tinha se acalmado era eu e que corria o risco de brigar com ela de novo acordei o Taz - que a essa hora até já dormia - e pedi pra ele ficar com ela pois eu já tinha ultrapassado meu limite a muito tempo.
E quando ele foi pra sala com ela e eu me vi sozinha no quarto eu desabei e chorei. Chorei muito, de nervoso, de tristeza, mas principalmente de vergonha e de culpa.
E conseguindo chorar eu me acalmei. E me acalmando eu sabia que ela também não estava bem e voltei pra sala. Rebeca chorava baixinho e eu sei, dessas coisas que mãe sabe, que ela estava se sentindo culpada também. Como se ela, coitada, tivesse feito algo errado pra eu estar daquele jeito e ter agido com tanta violência com ela.
Sentei no chão, conversei com ela, pedi desculpas. Tudo que ela fez foi pedir meu colo, meu abraço. Eu era tudo o que ela queria.
Peguei ela no colo e o Taz voltou pra cama após protestar um pouco e me ouvir falar que estava melhor.
E eu a coloquei pra dormir.
E por mais que eu tente eu não consigo tirar aquela sensação que tive quando a vi chorando: quem fez errado e agiu de forma estúpida fui eu mas ela estava ali acreditando que tinha feito algo errado.
Eu espero nunca mais fazer minha filha sentir isso de novo. Nunca!
Esse sábado Taz saiu com os amigos depois do trabalho. Eu e a Beca ficamos em casa pois eu estava indisposta. Ele só esqueceu de me avisar que tinha decidido ir, coisa que só fui descobrir no fim da tarde quando eu mesma decidi ligar pra ele, mas ok, not a big deal, não fiquei brava nem nada, não teve briga, nada disso.
A Beca nessa hora ja estava mostrando sinais claros de cansaço e quando fui coloca-la pra dormir, perto das 20h, senti ela meio quente. Me convenci que era só sono, até por que eu estava exausta, e ficou por isso mesmo. Ela dormiu sem dificuldade e eu assisti um filme no computador e fui pra cama também.
Durante o filme percebi que estava com dor de cabeça e muito mal estar, mas achei que era a tensão por causa do dia longo. Deitei com aquela sensação de mal estar mas aí já estava meio ressabiada - Rebeca não estava bem e provavelmente acordarias de madrugada. Eu precisava dormir um pouco pois a noite não ia ser fácil. E não foi...
Ela acordou perto da 1h da manhã, com febre. Demorou pra se acalmar, fez onda pra tomar o remédio. O problema é que eu já tinha tomado os meus remédios e - acho que já contei aqui - eu não acordo bem sem pelo menos 6h de sono ininterruptas. Levanto, mas não tenho paciência nenhuma e fico muito nervosa, estourada, fora de controle mesmo.
Acabei forçando a barra e tentei fazê-la tomar o remédio meio a força, segurando os braços dela. Claro que não funcionou e só deixou ela ainda mais nervosa e insegura - e eu tentando me acalmar também pra conseguir ajudá-la.
Meu pai, nessa altura, acordou assustado e veio ver o que estava acontecendo. Eu expliquei e ele me ajudou a acalmá-la. Liguei pro Taz e pedi pra ele voltar pra casa pois temia que tivesse que levá-la ao médico para tomar medicação. A febre medida em 38,7°
Meu pai me ajudou bastante, conversou com a Beca e no fim conseguimos fazer ela tomar a medicação. Esperei a febre baixar um pouco e tentei colocá-la pra dormir. Ai eu ja estava desesperada pra que ela dormisse pra poder voltar pra cama também. Depois de mais de meia hora tentando fazer ela voltar a dormir, quando ela estava adormecendo, o Taz chega e ela acorda de novo.
Nesse ponto eu já estava bem mal, mais dormindo que acordada mas sabia que ela não aceitaria ficar com ninguém diferente de mim e continuei tentando fazer ela dormir.
Dessa vez ela decidiu que queria dormir com um ursinho de pelucioa que tem, mais pra poder ficar brincando e continuar acordada que outra coisa, mas ok, não valia a pena discutir. Mas conforme ela ia brigando contra o sono e contra as minhas insistentes tentativas de fazê-la dormir eu fui perdendo a calma, o controle, e comecei a brigar come ela.
Não gritei, mas falei brava e sério, como se não dormir fosse de fato uma escolha pra ela.Disse que iria tirar o ursinho se ela insistisse em brincar e não dormir.
E claro que ela continuou brincando.
E eu peguei o ursinho das mãos dela, num rompante de fúria, e simplesmente joguei longe. Da forma mais infantil possível, como se a criança ali fosse eu.
Ela não entendeu, e chorou. Chorou sentido, por ter seu brinquedo arrancado de suas mãos.
A culpa veio instantânea. Peguei o bichinho no chão e devolvi e pedi todas as desculpas do mundo e mais um pouco. Abracei, beijei e prometi que nunca mais agiria assim.
Não sei o quanto ela entendeu disso tudo, demorou um pouco mas se acalmou. E eu, vendo que quem não tinha se acalmado era eu e que corria o risco de brigar com ela de novo acordei o Taz - que a essa hora até já dormia - e pedi pra ele ficar com ela pois eu já tinha ultrapassado meu limite a muito tempo.
E quando ele foi pra sala com ela e eu me vi sozinha no quarto eu desabei e chorei. Chorei muito, de nervoso, de tristeza, mas principalmente de vergonha e de culpa.
E conseguindo chorar eu me acalmei. E me acalmando eu sabia que ela também não estava bem e voltei pra sala. Rebeca chorava baixinho e eu sei, dessas coisas que mãe sabe, que ela estava se sentindo culpada também. Como se ela, coitada, tivesse feito algo errado pra eu estar daquele jeito e ter agido com tanta violência com ela.
Sentei no chão, conversei com ela, pedi desculpas. Tudo que ela fez foi pedir meu colo, meu abraço. Eu era tudo o que ela queria.
Peguei ela no colo e o Taz voltou pra cama após protestar um pouco e me ouvir falar que estava melhor.
E eu a coloquei pra dormir.
E por mais que eu tente eu não consigo tirar aquela sensação que tive quando a vi chorando: quem fez errado e agiu de forma estúpida fui eu mas ela estava ali acreditando que tinha feito algo errado.
Eu espero nunca mais fazer minha filha sentir isso de novo. Nunca!
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