Ontem eu senti medo. Medo de mim mesma e de como estou me sentindo. Medo por estar me sentindo bem, muito bem. Medo porque posso estar me sentindo bem DEMAIS.
Hoje eu acordei melhor. Não por deixar de ter medo, não por algo fora ter mudado, mas por mim. Sinto que a nuvem que me atingiu está mais fraca e se não posso dizer que estou bem, posso dizer que estou disposta a me sentir melhor.
E acho que é com essa mensagem que eu venho hoje. Talvez mais pra mim que pra você, mas ela é valida e pode ser útil em algum momento.
Muitas vezes eu vi o mundo de um lugar muito escuro. Todos os dias eu preciso olhar pra esse quarto e tranca-lo de novo. Os monstros podem continuar no armário até que eu possa lidar com eles.
Meu humor muda muito rápido, mas os motivos que me afetam são bem mais constantes.
O que eu aprendi ao longo de tantos anos é a entender que precisamos escolher as batalhas que podemos lutar. Quais podemos vencer. E quando devemos nos retirar, ou retira-las para o canto até que possamos ver com mais clareza.
Saber identificar o momento, e a si mesmo, e usar as ferramentas ao nosso alcance para tirar o melhor de cada dia.
Parece simples, mas nem sempre conseguimos ser práticos assim todos os dias.
Mas quando as dúvidas vem, e quando o medo aumenta, saber dizer "hoje não".
Porque sempre existe um dia seguinte. Sempre existe alguém que se importa. Sempre podemos contar que por mais que algo doa, isso também passa.
Descreveram uma vez meus textos como um rio, onde você pode sentir ele mudar de intensidade e profundidade como a correnteza. Pouco sabia essa pessoa que descrevia à mim.
A força não vem do nada.
Ela vem de dentro, da crença de dias melhores, e encontra coro no exterior, onde aqueles que nos amam insistem em nos ter o mais perto possível.
E por isso eu agradeço.
Hoje eu só quero viver o momento.
Deixar aquele medo de lado. Ele pode ficar no dia de ontem.
Ser feliz, sabe? É o que eu quero pra esse dia.
Mostrando que não deve ser tão diferente ser mãe quando se é ou não bipolar, por que toda mãe tem o seu ladinho insano quando se trata de cuidar do filho. Esse blog tem o objetivo de narrar a experiencia de uma mãe que tem de enfrentar essa fase da vida com a duvida constante, o medo, de como, quando e quanto, sua bipolaridade pode afetar a vida de sua filha. Lidando com a linha tênue entre "normal" e "anormal"...
De mãe e louco todas temos um pouco
Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
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sexta-feira, 1 de novembro de 2019
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Sobre falar sempre da mesma coisa sem querer...
Hoje eu acordei de melhor humor.
O dia está quente, o sol brilha e queima ardido mesmo cedo de manhã. A noite fez muito calor e tivemos que dormir com o ventilador ligado no quarto pela primeira vez desde maio quando o frio do outono começou a amenizar as temperaturas...
O ventilador não era a melhor ideia considerando que estou resfriada, mas apesar dele acordei me sentindo menos doente, e talvez graças a ele, de melhor humor.
Ontem conversei muito com o Taz, sobre as dificuldades que estamos passando tanto emocionais como financeiras mesmo. Estamos naquele momento que vemos a mudança ser necessária mas não temos certeza de o que devemos fazer ou como.
Será que existe uma forma de mudar sem abrir mão das poucas coisas que mantemos?
E apesar de não termos chegado a nenhuma solução o simples fato de conversar foi bom. Colocar em voz alta, mostrar que estamos ali pra ouvir as angustias um do outro, lembrar que temos problemas práticos em conjunto. Lembrar que somos uma família e que devemos passar por tudo isso unidos.
Não acho que consigo ter conversas muito sérias sem ter uma crise de choro, ou de raiva.
Antes mesmo de conversar com o Taz, e o motivador para a conversa com ele ter existido, foi uma discussão, mais um desabafo mesmo, com meus pais sobre como viver numa situação desenhada para ser temporária por muito tempo tem me feito mal.
E por mais que nada do que eu sinto ou tenha dito ontem tenha mudado, ainda que nenhum dos fatores que geram minhas aflições e medos tenham sido resolvidos, ainda que eu ainda sinta que se ficar em silêncio por tempo demais vou ser engolida pela escuridão que me cega, ainda sim, hoje eu acordei de melhor humor.
Está calor. O sol brilha e queima ardido mesmo cedo de manhã. Levanto cedo mais uma vez, o corpo melado do suor por causa da noite quente, levo a Rebeca para as aulas de dança. Ela vai se apresentar no fim do ano e é importante não faltar nos ensaios até lá.
A noite deve ser quente, e noites quentes tornam o quintal convidativo para receber amigos ou apenas bater papo sem estar entre quatro paredes. Não temos isso a meses. Na verdade ainda não tinha acontecido de fazer calor a noite e não chover desde que mudamos para o andar de cima da casa onde fica o quintal.
É que até agora o quintal estava sendo aquele espaço descoberto entre os quartos e a cozinha que temos que passar meio correndo porque está chovendo, ou estava frio demais pra ficar por ali. Mas agora o calor parece ter chegado e o quintal é convidativo.
Terminei de ler mais um livro essa semana.
Consegui escrever o começo de uma história, assim, despretensiosamente mesmo, e fiquei feliz com o resultado.
Fiz um curso online rápido para dicas para escrever personagens e tramas de forma mais objetiva.
Estou de bom humor.
Amanhã é feriado.
O dia está quente, o sol brilha e queima ardido mesmo cedo de manhã. A noite fez muito calor e tivemos que dormir com o ventilador ligado no quarto pela primeira vez desde maio quando o frio do outono começou a amenizar as temperaturas...
O ventilador não era a melhor ideia considerando que estou resfriada, mas apesar dele acordei me sentindo menos doente, e talvez graças a ele, de melhor humor.
Ontem conversei muito com o Taz, sobre as dificuldades que estamos passando tanto emocionais como financeiras mesmo. Estamos naquele momento que vemos a mudança ser necessária mas não temos certeza de o que devemos fazer ou como.
Será que existe uma forma de mudar sem abrir mão das poucas coisas que mantemos?
E apesar de não termos chegado a nenhuma solução o simples fato de conversar foi bom. Colocar em voz alta, mostrar que estamos ali pra ouvir as angustias um do outro, lembrar que temos problemas práticos em conjunto. Lembrar que somos uma família e que devemos passar por tudo isso unidos.
Não acho que consigo ter conversas muito sérias sem ter uma crise de choro, ou de raiva.
Antes mesmo de conversar com o Taz, e o motivador para a conversa com ele ter existido, foi uma discussão, mais um desabafo mesmo, com meus pais sobre como viver numa situação desenhada para ser temporária por muito tempo tem me feito mal.
E por mais que nada do que eu sinto ou tenha dito ontem tenha mudado, ainda que nenhum dos fatores que geram minhas aflições e medos tenham sido resolvidos, ainda que eu ainda sinta que se ficar em silêncio por tempo demais vou ser engolida pela escuridão que me cega, ainda sim, hoje eu acordei de melhor humor.
Está calor. O sol brilha e queima ardido mesmo cedo de manhã. Levanto cedo mais uma vez, o corpo melado do suor por causa da noite quente, levo a Rebeca para as aulas de dança. Ela vai se apresentar no fim do ano e é importante não faltar nos ensaios até lá.
A noite deve ser quente, e noites quentes tornam o quintal convidativo para receber amigos ou apenas bater papo sem estar entre quatro paredes. Não temos isso a meses. Na verdade ainda não tinha acontecido de fazer calor a noite e não chover desde que mudamos para o andar de cima da casa onde fica o quintal.
É que até agora o quintal estava sendo aquele espaço descoberto entre os quartos e a cozinha que temos que passar meio correndo porque está chovendo, ou estava frio demais pra ficar por ali. Mas agora o calor parece ter chegado e o quintal é convidativo.
Terminei de ler mais um livro essa semana.
Consegui escrever o começo de uma história, assim, despretensiosamente mesmo, e fiquei feliz com o resultado.
Fiz um curso online rápido para dicas para escrever personagens e tramas de forma mais objetiva.
Estou de bom humor.
Amanhã é feriado.
sábado, 2 de outubro de 2010
Aniversario - 1
Depois de ontem ficar acordada bagunçando ate as 21h30, o que ate ai foi super legal, mas por isso ficar brigando com o sono ate as 23h30 quando arrreguei e pedi a ela por favor para dormir pois eu ja estava cansada e ficando tão mal que tinha vontade de chorar...
Foi acordar as 8h30, ficar sonada mas brincando ate as 10h30, espernear pra ficar acordada ate as 11h quando tentei fazer cochilar, brincar ate agora, comer bolo de danoninho quase esmagando-o contra a boca, agora a bebe dorme, feliz e exausta, com a mamadeira na boca. ufa, pelo menos ela curtiu! ^^
depois eu volto com calma e as fotos. ^^
AAAAA
ainda da pra participar hein, tem hoje e amanhã pra entrar na PROMOÇÃO de aniversario. Divulguem em seus blogs, copie e cole : http://maebipolar.blogspot.com/2010/09/promocao-faltam-apenas-4-dias.html
domingo, 16 de maio de 2010
Quando eu decidi que ia ser mãe...
Acho que ja falei aqui que demorei bastante tempo pra engravidar da Rebeca (cerca de 2 anos), sendo que tive um aborto anos antes e outro durante esses dois anos de tentativa. A minha odisseia até alcançar a maternidade começou com a primeira gravidez, o primeiro aborto. E isso não sei se ja contei aqui antes.
Em 2003, novembro, eu descobri que estava gravida. Foi a melhor coisa que eu senti na minha vida (até aquele momento). Fui tomada de uma felicidade sem igual, e apaguei o cigarro que estava na minha mão na mesma hora que li o positivo. Eles ficaram longe de mim por dias ate que essa felicidade acabou. Foi em 2003 que eu iniciei meu tratamento para bipolaridade também, poucos meses antes, e estava tomando remédios que na época ainda eram experimentais e tudo o mais, além de estar num peso excepcionalmente alto. Devido a união desses fatores, a gravidez foi interrompida.
No entanto, se a gravidez não foi até o final naquela época, fez surgir em mim um sentimento que já tinha um tempo brincava comigo. Um desejo, uma vontade de cuidar. E surgiu ali um amor que precisava então ter um foco. E começou ali, meio tímida, minha jornada.
A primeira providência que tomei foi refazer a gastroplastia que tinha de modo a perder peso suficiente pra ter menos chances de ter uma pré-eclampsia. Emagreci com isso 38 kg, e foi nessa época que decidi começar a tentar.
Com o primeiro aborto eu larguei o tratamento da bipolaridade, mas logo retornei e o mantive e mantenho sem questionar desde então. Eu sabia que essa era uma das medidas que eu precisava ter: eu precisava ficar estável tempo suficiente para que, ao suspender a medicação durante a gestação, eu fosse capaz de ficar bem.
Estava estudando e tentando voltar a trabalhar. Morando sozinha, só eu e o Taz, e ele trabalhando e querendo voltar a estudar também. Parecia uma boa hora pra começar a tentar, já que eu não acreditava que seria algo fácil. Sempre tive ovários policísticos, mal de família, e sabia que a tendência era demorar um pouco.
Na época eu tomava anticoncepcional injetável, e me dei muito mal com ele, pois eu parei de menstruar. E mesmo depois de parar de usa-lo, quando decidi começar minhas tentativas, demorei 10 meses, sendo desses 3 de tratamento, para voltar a ver o tal do sangue. E, assim como da primeira vez em que isso aconteceu na minha vida, quando finalmente o tratamento funcionou, eu dei literalmente pulinhos de alegria.
Ainda sim, foram mais uns meses de tratamento, e depois mais 6 meses de tentativas livres, e depois mais 3 meses de indutor ovulatório, pra ai, engravidar a primeira vez. E mais uma vez uma alegria incrível! Contei pra todos assim que soube. E uma semana depois tive que contar que perdi...
Retoma tratamento, retoma pilula, retoma tudo, e mantem a paciência. Nessa fiquei deprimida e acabei engordando 10 kg. Fui viajar, tive uma das minhas piores crises de mania enquanto estive fora e a pior depressiva quando voltei.
Sabia que teria que levar o tratamento mais a serio, pra bipolaridade, mas ainda queria continuar tentando. Voltei com os remédios, mas não muito intensamente, e pouco depois já os abaixei. Mas comecei um negocio, e vi que não estava conseguindo leva-lo sem a medicação adequada pra isso. E, como nada de engravidar de novo, tinha voltado a morar com meus pais, o que deveria ser temporário mas ainda sim... Pensei em deixar pra la, esperar mais 2 anos, dar o gas no trabalho primeiro já que essa ideia tinha sido concretizada antes.
Ai, assim, como quem não quer nada, veio a Rebeca. Bem ai, nesse contexto. E eu senti de novo a maior felicidade de todas. Por que eu sabia que eu queria, sabia que amava, sabia que faria qualquer coisa por ela. E fiz.
Abri mão do negocio, e hoje nem o quero mais devido a imensa carga emocional que se depositou ali, negativa, estressante, triste. Não quero.
Abri mão de baladas, de noites de sono, de não ter que me preoucpar se tem hora pra acordar, pra dormir, pra comer, se tem hora e pronto. Abri mão de muita gente que eu chamava de amigo, que me criticou, muitas vezes pelas costas. Que sumiu, que deixou de me procurar, de ligar, de se preocupar. Que ficou com ciume.
Abri mão de muita coisa.
Mas não abri mão de ser feliz. Não abri mão do meu coração. Não abri mão de mim mesma, de quem eu sou e do que eu quero.
Daquela vez, anos atras, quando eu vi a possibilidade, eu me perguntei "e se for, como eu quero que seja?" Não sobre como eu quero que a Rebeca seja, ou o que ela vai fazer da vida e essas coisas. Não. Como eu quero que seja a rotina, o que eu quero que ela possa esperar de mim. O que eu considero uma boa mãe, pra que eu seja assim, por que eu quero ser uma boa mãe. Quais serão as prioridades? O que é supérfulo? Como eu acredito que devo e o que devo ensinar a ela? Que exemplos eu quero dar?
Esse post se originou muito por que eu fiquei pensando depois de ler o post no blog da Mari. E me senti meio culpada, por que acho que devo ter sido uma das pessoas que disse uma ou outra dessas coisas de que você não vai mais ter vida social, etc etc etc.
E fiquei pensando por que eu me senti assim, se falei ou não, mas por que eu me senti mal.
Quando eu decidi ser mãe eu revi todos os meus conceitos, e ouvi muito de que "quando você tiver um filho, é você que vai cuidar! Não conta comigo!!". E isso ficou na minha cabeça, e ainda fica. E durante a gravidez eu senti muito isso também. Mas eu ja tinha aceitado que essas coisas poderiam acontecer, e tinha decidido que tudo isso valia a pena se a recompensa fosse o sorriso da minha filha quando me ve.
E é uma recompensa enorme, revigorante, que me faz engolir muita coisa, muito choro, muito nervoso, por que no fundo essas coisas todas passam, não são tão importantes assim. E se forem, vão continuar sendo amanhã e ate que eu possa lidar com elas. Mas o sorriso da Beca? Nossa... Não tem igual, por que parece que muda todo dia, só não muda o fato de ela sorrir.
Não existe uma sensação igual a de amar alguem tão profundamente que você esta disposto a mudar tudo o que você conhece . Não que precise e vá fazer isso, mas estar disposto a fazer isso se for necessário. E nada igual a ter alguém sorrindo pra você, ao te ver, fazendo festa, por que esta feliz só por que você existe! Te ama por quem você é, te conhece por dentro, te reconhece pelo cheiro, e sorri, por que a sua existência faz a felicidade dela. Não tem igual, não tem preço, e vale cada noite mal dormida, cada briga, cada conta não paga, cada momento que as vezes não só não é o melhor, mas é ruim, bem ruim.
Sabem, quando eu decidi ser mãe eu tive que aceitar que minha vida iria mudar muito e que a escolha de como lidar com isso seria minha, de uma forma ou outra.
Quando eu decidi ser mãe eu aceitei ser responsável por outra pessoa que seria por anos a fio incapaz de fazer as coisas sozinha e se responsabilizar por elas quando as fizesse.
Quando eu decidi ser mãe eu aceitei que a vida não era um mar de rosas e que muitas dificuldades que eu ignorei por muito tempo teriam que ser encaradas e quase que certamente vencidas.
Quando eu decidi ser mãe eu tomei a decisão mais importante da minha vida, a única da qual eu nunca poderia voltar atrás.
Eu decidi ser feliz. ^^
Em 2003, novembro, eu descobri que estava gravida. Foi a melhor coisa que eu senti na minha vida (até aquele momento). Fui tomada de uma felicidade sem igual, e apaguei o cigarro que estava na minha mão na mesma hora que li o positivo. Eles ficaram longe de mim por dias ate que essa felicidade acabou. Foi em 2003 que eu iniciei meu tratamento para bipolaridade também, poucos meses antes, e estava tomando remédios que na época ainda eram experimentais e tudo o mais, além de estar num peso excepcionalmente alto. Devido a união desses fatores, a gravidez foi interrompida.
No entanto, se a gravidez não foi até o final naquela época, fez surgir em mim um sentimento que já tinha um tempo brincava comigo. Um desejo, uma vontade de cuidar. E surgiu ali um amor que precisava então ter um foco. E começou ali, meio tímida, minha jornada.
A primeira providência que tomei foi refazer a gastroplastia que tinha de modo a perder peso suficiente pra ter menos chances de ter uma pré-eclampsia. Emagreci com isso 38 kg, e foi nessa época que decidi começar a tentar.
Com o primeiro aborto eu larguei o tratamento da bipolaridade, mas logo retornei e o mantive e mantenho sem questionar desde então. Eu sabia que essa era uma das medidas que eu precisava ter: eu precisava ficar estável tempo suficiente para que, ao suspender a medicação durante a gestação, eu fosse capaz de ficar bem.
Estava estudando e tentando voltar a trabalhar. Morando sozinha, só eu e o Taz, e ele trabalhando e querendo voltar a estudar também. Parecia uma boa hora pra começar a tentar, já que eu não acreditava que seria algo fácil. Sempre tive ovários policísticos, mal de família, e sabia que a tendência era demorar um pouco.
Na época eu tomava anticoncepcional injetável, e me dei muito mal com ele, pois eu parei de menstruar. E mesmo depois de parar de usa-lo, quando decidi começar minhas tentativas, demorei 10 meses, sendo desses 3 de tratamento, para voltar a ver o tal do sangue. E, assim como da primeira vez em que isso aconteceu na minha vida, quando finalmente o tratamento funcionou, eu dei literalmente pulinhos de alegria.
Ainda sim, foram mais uns meses de tratamento, e depois mais 6 meses de tentativas livres, e depois mais 3 meses de indutor ovulatório, pra ai, engravidar a primeira vez. E mais uma vez uma alegria incrível! Contei pra todos assim que soube. E uma semana depois tive que contar que perdi...
Retoma tratamento, retoma pilula, retoma tudo, e mantem a paciência. Nessa fiquei deprimida e acabei engordando 10 kg. Fui viajar, tive uma das minhas piores crises de mania enquanto estive fora e a pior depressiva quando voltei.
Sabia que teria que levar o tratamento mais a serio, pra bipolaridade, mas ainda queria continuar tentando. Voltei com os remédios, mas não muito intensamente, e pouco depois já os abaixei. Mas comecei um negocio, e vi que não estava conseguindo leva-lo sem a medicação adequada pra isso. E, como nada de engravidar de novo, tinha voltado a morar com meus pais, o que deveria ser temporário mas ainda sim... Pensei em deixar pra la, esperar mais 2 anos, dar o gas no trabalho primeiro já que essa ideia tinha sido concretizada antes.
Ai, assim, como quem não quer nada, veio a Rebeca. Bem ai, nesse contexto. E eu senti de novo a maior felicidade de todas. Por que eu sabia que eu queria, sabia que amava, sabia que faria qualquer coisa por ela. E fiz.
Abri mão do negocio, e hoje nem o quero mais devido a imensa carga emocional que se depositou ali, negativa, estressante, triste. Não quero.
Abri mão de baladas, de noites de sono, de não ter que me preoucpar se tem hora pra acordar, pra dormir, pra comer, se tem hora e pronto. Abri mão de muita gente que eu chamava de amigo, que me criticou, muitas vezes pelas costas. Que sumiu, que deixou de me procurar, de ligar, de se preocupar. Que ficou com ciume.
Abri mão de muita coisa.
Mas não abri mão de ser feliz. Não abri mão do meu coração. Não abri mão de mim mesma, de quem eu sou e do que eu quero.
Daquela vez, anos atras, quando eu vi a possibilidade, eu me perguntei "e se for, como eu quero que seja?" Não sobre como eu quero que a Rebeca seja, ou o que ela vai fazer da vida e essas coisas. Não. Como eu quero que seja a rotina, o que eu quero que ela possa esperar de mim. O que eu considero uma boa mãe, pra que eu seja assim, por que eu quero ser uma boa mãe. Quais serão as prioridades? O que é supérfulo? Como eu acredito que devo e o que devo ensinar a ela? Que exemplos eu quero dar?
Esse post se originou muito por que eu fiquei pensando depois de ler o post no blog da Mari. E me senti meio culpada, por que acho que devo ter sido uma das pessoas que disse uma ou outra dessas coisas de que você não vai mais ter vida social, etc etc etc.
E fiquei pensando por que eu me senti assim, se falei ou não, mas por que eu me senti mal.
Quando eu decidi ser mãe eu revi todos os meus conceitos, e ouvi muito de que "quando você tiver um filho, é você que vai cuidar! Não conta comigo!!". E isso ficou na minha cabeça, e ainda fica. E durante a gravidez eu senti muito isso também. Mas eu ja tinha aceitado que essas coisas poderiam acontecer, e tinha decidido que tudo isso valia a pena se a recompensa fosse o sorriso da minha filha quando me ve.
E é uma recompensa enorme, revigorante, que me faz engolir muita coisa, muito choro, muito nervoso, por que no fundo essas coisas todas passam, não são tão importantes assim. E se forem, vão continuar sendo amanhã e ate que eu possa lidar com elas. Mas o sorriso da Beca? Nossa... Não tem igual, por que parece que muda todo dia, só não muda o fato de ela sorrir.
Não existe uma sensação igual a de amar alguem tão profundamente que você esta disposto a mudar tudo o que você conhece . Não que precise e vá fazer isso, mas estar disposto a fazer isso se for necessário. E nada igual a ter alguém sorrindo pra você, ao te ver, fazendo festa, por que esta feliz só por que você existe! Te ama por quem você é, te conhece por dentro, te reconhece pelo cheiro, e sorri, por que a sua existência faz a felicidade dela. Não tem igual, não tem preço, e vale cada noite mal dormida, cada briga, cada conta não paga, cada momento que as vezes não só não é o melhor, mas é ruim, bem ruim.
Sabem, quando eu decidi ser mãe eu tive que aceitar que minha vida iria mudar muito e que a escolha de como lidar com isso seria minha, de uma forma ou outra.
Quando eu decidi ser mãe eu aceitei ser responsável por outra pessoa que seria por anos a fio incapaz de fazer as coisas sozinha e se responsabilizar por elas quando as fizesse.
Quando eu decidi ser mãe eu aceitei que a vida não era um mar de rosas e que muitas dificuldades que eu ignorei por muito tempo teriam que ser encaradas e quase que certamente vencidas.
Quando eu decidi ser mãe eu tomei a decisão mais importante da minha vida, a única da qual eu nunca poderia voltar atrás.
Eu decidi ser feliz. ^^
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Feriado e fotos!
Olá pessoas!
Não vou escrever muito ainda não, to extremamente cansada, acredito que com uma TPM dificil de lidar, colica, frio de gelar os dedos, bla bla bla...
Nosso fim de semana foi como meu humor, cheio de altos e baixos, momentos bons, momentos muito bons, e ruins e muito ruins. Mas, terminou bem, comigo me sentindo melhor, me sentindo feliz, e decidida a não me deixar abater por tudo isso, não de verdade.
Eu estou deprimida sim, ou melhor, ciclando. Mas não precisa ser na intensidade que tem sido, eu posso e preciso lidar com isso. Outro dia li no profile de um amigo meu no orkut uma frase legal: "olha, eu acordo todos os dias e pergunto a mim mesmo, hoje eu quero ficar de bom humor ou de mal humor? E eu escolho ficar de bom humor." Achei otima, e acredito que pode ser usada pra quase tudo na vida. Afinal, nem sempre podemos escolher as coisas que nos acontecem, mas sempre podemos escolher como vamos lidar com elas. E estou tentando fazer uma escolha melhor...
Nossa paswcoa, em especial, foi muito boa, passamos na casa dos meus sogros, que não estavam lá, rs, com as minhas cunhadas, sobrinhas e sobrinhos netos. Eu havia feito chocolates durante a semana para poder levar e distribuir ente eles, e fizemos uma caça aos bombons pelo prédio onde eles moram. Foi super bacana, muito legal ver a criançada correndo e brincando e ficando feliz da vida de achar meia duzia de bombons como adultos que acham barras de ouro.
Vou colocar abaixo as fotos mais recentes da pequena, que cresce mais e mais e começo a acreditar quando minha prima diz que logo logo somos nós que vamos passar as roupas da Rebeca para a priminha dela e não o contrario.




Não vou escrever muito ainda não, to extremamente cansada, acredito que com uma TPM dificil de lidar, colica, frio de gelar os dedos, bla bla bla...
Nosso fim de semana foi como meu humor, cheio de altos e baixos, momentos bons, momentos muito bons, e ruins e muito ruins. Mas, terminou bem, comigo me sentindo melhor, me sentindo feliz, e decidida a não me deixar abater por tudo isso, não de verdade.
Eu estou deprimida sim, ou melhor, ciclando. Mas não precisa ser na intensidade que tem sido, eu posso e preciso lidar com isso. Outro dia li no profile de um amigo meu no orkut uma frase legal: "olha, eu acordo todos os dias e pergunto a mim mesmo, hoje eu quero ficar de bom humor ou de mal humor? E eu escolho ficar de bom humor." Achei otima, e acredito que pode ser usada pra quase tudo na vida. Afinal, nem sempre podemos escolher as coisas que nos acontecem, mas sempre podemos escolher como vamos lidar com elas. E estou tentando fazer uma escolha melhor...
Nossa paswcoa, em especial, foi muito boa, passamos na casa dos meus sogros, que não estavam lá, rs, com as minhas cunhadas, sobrinhas e sobrinhos netos. Eu havia feito chocolates durante a semana para poder levar e distribuir ente eles, e fizemos uma caça aos bombons pelo prédio onde eles moram. Foi super bacana, muito legal ver a criançada correndo e brincando e ficando feliz da vida de achar meia duzia de bombons como adultos que acham barras de ouro.
Vou colocar abaixo as fotos mais recentes da pequena, que cresce mais e mais e começo a acreditar quando minha prima diz que logo logo somos nós que vamos passar as roupas da Rebeca para a priminha dela e não o contrario.
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