De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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segunda-feira, 28 de junho de 2021

Sobre Luciano e Caio e o Dia Internacional do Orgulho LGBT

 Ja contei que tenho um Canal no Youtube chamado Onde Esta Minha Mente e que eu escrevo os roteiros para nossos videos.


Ja contei que nossos videos são interativos, no estilo Voce Decide, e você pode ir escolhendo como quer que a historia continua clicando nas escolhas ao fim de cada video,


Eis que hoje nós lançamos o Primeiro Video com um Roteiro Meu.

E eu tenho muito orgulho dessa historia. Hoje foi o Lançamento da história Lucianoe Caio na minisserie em 5 episodios O restaurante.



Luciano e Caio conta ahistória de Luciano, um homem gay que decide assumir sua sexualidade ao mesmo tempo que se declara para Caio, seu melhor amigo.

E cabe a você decidir como Caio irá reagir.

Como você reagiria?


Nós decidimos lançar esse video hoje em especial por ser o Dia Internacional do Orgulho LGBT. Por que uma das coisas que eu espero é poder ver mais e mais histórias sobre casais LGBT. Sobre amor. Sobre sentir orgulho de si mesmo. Sobre ser livre. E sobre como lidar com o outro quando não somos aceitos também.

Luciano e Caio faz parte de uma minissérie em 5 episodios, onde cada uma das historia sé feita pra você pensar, sentir, se emocionar, e tomar suas decisão de como seguir.

Venha você também prestigiar minha estreia, assistindo e compartilhando e comentando em Nosso Canal.

Você pode assistir LUCIANO E CAIO CLICANDO AQUI

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Sobre sentir medo...

Ontem eu senti medo. Medo de mim mesma e de como estou me sentindo. Medo por estar me sentindo bem, muito bem. Medo porque posso estar me sentindo bem DEMAIS.

Hoje eu acordei melhor. Não por deixar de ter medo, não por algo fora ter mudado, mas por mim. Sinto que a nuvem que me atingiu está mais fraca e se não posso dizer que estou bem, posso dizer que estou disposta a me sentir melhor.

E acho que é com essa mensagem que eu venho hoje. Talvez mais pra mim que pra você, mas ela é valida e pode ser útil em algum momento.

Muitas vezes eu vi o mundo de um lugar muito escuro. Todos os dias eu preciso olhar pra esse quarto e tranca-lo de novo. Os monstros podem continuar no armário até que eu possa lidar com eles.

Meu humor muda muito rápido, mas os motivos que me afetam são bem mais constantes.

O que eu aprendi ao longo de tantos anos é a entender que precisamos escolher as batalhas que podemos lutar. Quais podemos vencer. E quando devemos nos retirar, ou retira-las para o canto até que possamos ver com mais clareza.
Saber identificar o momento, e a si mesmo, e usar as ferramentas ao nosso alcance para tirar o melhor de cada dia.

Parece simples, mas nem sempre conseguimos ser práticos assim todos os dias.

Mas quando as dúvidas vem, e quando o medo aumenta, saber dizer "hoje não".

Porque sempre existe um dia seguinte. Sempre existe alguém que se importa. Sempre podemos contar que por mais que algo doa, isso também passa.

Descreveram uma vez meus textos como um rio, onde você pode sentir ele mudar de intensidade e profundidade como a correnteza. Pouco sabia essa pessoa que descrevia à mim.

A força não vem do nada.
Ela vem de dentro, da crença de dias melhores, e encontra coro no exterior, onde aqueles que nos amam insistem em nos ter o mais perto possível.

E por isso eu agradeço.

Hoje eu só quero viver o momento.
Deixar aquele medo de lado. Ele pode ficar no dia de ontem.

Ser feliz, sabe? É o que eu quero pra esse dia.

domingo, 27 de outubro de 2019

Sobre uma pequena historia do cotidiano...


Eis que um dia desses, eu, Taz e Rebeca passamos a tarde toda ajudando um amigo com um projeto de fotografia, um ensaio.

Rebeca e Taz e inclusive foram modelos

Ambiente descontraído, muita gente bonita e diferente. Aí estou eu e Rebeca sentada perto do maquiador a quem Rebeca presta atenção atentamente pois estava aprendendo sobre maquiagem, e conversando eu, o maquiador e meu amigo.

Em determinado momento o maquiador fala que uma das meninas que tinha ido embora era namorada desse amigo, ao que ele diz que não.

"Ué, mas eu vi você dando um beijo na fulana!"

Aí meu amigo explica que "não, que não foi um beijo, Beijo, foi um selinho, tipo assim" e se aproxima, olha pra mim esperando concordância e entendendo que sim me dá um selinho.

E foi a primeira vez que a Rebeca me viu fazer isso com alguém que não o Taz e abriu os olhos com cara "uou" impressionada, mas não crítica, eu diria que divertida.

Vi que ela ficou em dúvida mas não achei que o ambiente era o melhor pra conversar, então dei de ombros e passou o dia.

Aí...

Uns dias depois, na hora de dormir, que é a nossa hora de conversas difíceis, parei e perguntei:

 - Rebeca, ontem você me viu dando um selinho no meu amigo e eu vi que você ficou surpresa. Foi isso mesmo né? O que você pensou?

Ela deu aquela risada de quando a gente fica sem graça e respondeu:

- Foi, fiquei mesmo. Mas eu sei que você e meu pai tem um relacionamento aberto né? Então eu só pensei: eu sabia!

Eu ri.

- Sabia? Sabia o que? Rsrs… Você ficou chocada? Eu senti que a sua surpresa não foi crítica, como você se sentiu?

- Ah, sei lá, sabia... Ele vem tanto aqui, vocês conversam tanto....

- Mas filha, foi só um selinho. Não quer dizer nada. É carinho. A gente é só amigo. Poderia não ser o caso, mas agora é. Se não fosse, você acha que você está pronta pra ver a mim ou seu pai com outra pessoa, ou apresentando alguém falando que é alguém com quem estamos saindo?

- Entendi... Acho que sim. – Parou, pensou um pouco e perguntou - Mãe, como você descobriu que preferia um relacionamento aberto? Você conhecia pessoas com relacionamento aberto quando você era criança?

Aí fui contar pra ela como a ideia surgiu pra mim, como a monogamia nunca fez sentido, como eu assistia as comédias românticas quando criança e tinha o clássico triângulo amoroso de dois caras disputando uma mina e ela escolhendo um e eu me perguntando por que ela não ficava com os dois,culminando em assistir o filme "Três formas de amar" aos 12 anos e entender aquela relação a 3 como algo que fazia todo sentido pra mim. E contei a história do filme, o que fez seguirmos pro rumo seguinte da conversa:

- Mãe, eu tenho uma dúvida... Tanta gente que eu conheço é bissexual e eu não sabia... Meu pai, o fulano, a fulana... E você? Você também é bissexual?

- Não, infelizmente não. Pelo menos não que eu saiba. Nunca senti vontade de sair com outra mulher. Mas vai saber, ninguém sabe o dia de amanhã.

- Por que as pessoas acham que ser bissexual é errado?

Segui-se uma explicação sobre moral e conceitos conservadores cristãos vigentes no país.

- Mãe, por que as pessoas acham que Deus é homem? Deus podia ser uma mulher! Faria muito mais sentido!

Passei a explicar que existem religiões no mundo e que em muitas delas Deus é uma mulher, mas que no Brasil vigora o catolicismo.... Etc etc, ao que ela eventualmente dormiu.

E eu fiquei babando de amor... E precisava dividir esse momento!


sábado, 21 de setembro de 2019

Sobre o dia da árvore, ou sobre a minha amoreira...

Eu nasci no começo dos anos 80. Estou no começo da geração Milenial e no final da geração X.
O Brasil lutava por sua democracia, sobrevivia entre a hiperinflação e as novidades apresentadas na TV. O mundo mudava e tentávamos alcançá-lo. Perdoamos o passado para tentar ter chance de fazer um futuro melhor.

Nesse contexto meus pais se casaram no fim dos anos 70 e tiveram a minha irmã e eu no começo dos anos 80.

Quando nasci morávamos em uma casa na zona Oeste de SP, numa rua calma, residencial, em uma parte do bairro que entre suas grandes casas, nos abrigava no início de nossa jornada.

Meu pai sonhava alto e iniciava seu próprio negócio ao comprar uma escola em uma cidade vizinha com o ideal de unir o seu desejo de educar e mudar o mundo e crescer profissionalmente num momento instável da economia do país.

Minha mãe se estabelecia como uma das principais responsáveis no laboratório de uma grande multinacional do setor de combustíveis.

E eu e minha irmã chegamos para completar o quadro.

Na casa grande da rua tranquila, pensada e escolhida, um enorme quintal gramado nos fundos da casa. Nele, 3 árvores frutíferas. No centro do jardim um pequeno limoeiro, meio pelado, minguado, fazia lugar de pouso para os passarinhos. No canto inferior direito, uma árvore alta de frutinhas vermelhas semelhantes a morangos sem sementes que nunca mais vi e até hoje não sei o nome. Minha vó era a única que quando essa árvore ficava carregada de frutos, andava embaixo da copa catando e comendo essas misteriosas doçuras que ela levou o nome consigo na minha memória...

E do lado esquerdo, no centro esquerdo, não exatamente num canto, uma enorme amoreira de tronco forte e galhos grossos o suficiente para nos sustentar a subida.

Não lembro quantos anos tinha quando aprendi a segurar no galho mais baixo, e dando um impulso jogar as pernas por cima do tronco que, a uma pequena distância do chão, se repartia em um V e continuava a subir e abrir seus galhos para o sol. Espalhando sua sombra, e tendo no V do tronco um local perfeito para iniciar a subida, quase uma cela na madeira, era para lá que jogávamos as pernas no impulso. Dependuradas no galho, pernas no tronco, abraçávamos a árvore e nos ajeitávamos para continuar a subida.

A amoreira ficava bem perto do muro da casa e ao subir podíamos ver a casa do vizinho. Nossos gatos fizeram esse caminho muito mais do que nós, usando essa proximidade entre planta e pedra para escapar e explorar outras residencias e voltar com segurança.

Uma vez por ano a amoreira ficava carregada de amoras, primeiro verdes e instigando nossa ansiedade, depois vermelhas com seu azedinho e por fim pretas e maduras, doces, ideais para serem colhidas. Tingiam o chão de terra embaixo da árvore de roxo da mesma forma que tingiam nossos dedos e bochechas lambuzadas.

Dessas amoras fizemos sucos, sorvetes, geleias e bolos. Dividimos nosso tesouro com periquitos, bem-te-vi, e todo tipo de pássaros.

Dividimos nosso quintal e nossas árvores com amigos e familiares por cerca de uma década, quando no começo dos anos 90 meus pais decidiram se mudar. Vendemos a casa para poder seguir adiante e continuar construindo nossa história.

Mas deixamos para trás nossa amoreira. Deixei com ela a primeira parte da minha vida. Trouxe comigo o gosto doce das boas lembranças.

Trouxe comigo um amor a uma amoreira...


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Sobre 2018

Estamos na última semana do ano e eu me sinto bem. Estou cansada, exaurida, e com a sensação física de um resfriado. E estou bem. Contente. Feliz. Ao mesmo tempo insegura, com medo, e sem ter ideia do que 2019 me reserva. E tudo bem.

2018 foi um ano tão difícil, tão longo, que deu a sensação de ter tido vários anos dentro dele.

Começamos o ano, logo no dia 03 de Janeiro, com a notícia de falecimento de um primo meu. Relativamente jovem, teve um infarto fulminante.

Com isso trocamos uma viagem de ferias por um velório, sorrisos por lágrimas, certezas por imcompreensão.

Depois o falecimento de meu tio, em Março, e logo em seguida o adoecimento de minha mãe.

Minha mãe ficou doente por meses, passou semanas internada e ainda hoje continua em tratamento.

Esse ano eu vi minha mãe envelhecer muitos anos em poucos meses. Vi seu corpo ficando fragil, seus movimentos ficando mais lentos, seus passos inseguros e sua capacidade de comunicação diminuir. Vi, convivi e Vivi seu medo por sua própria mortalidade. Vi uma pessoa forte, enfrentando e lutando por sua vida e por sua sanidade mental ao ser confrontada com seu maior medo. E vi ela chegar até aqui, se recuperando do choque e fazendo planos.

Minha mãe é uma mulher muito forte!

Vi meu pai se dedicando a ela por todo o ano. Vi ele também envelhecer nesse período, anos e anos, mas ainda sim se manter atento e disposto e pronto para tudo que minha mãe pudesse precisar.

Meu pai é um companheiro dedicado.

Os dois adotaram os cabelos brancos por fim, deixando de tingi-los. Ficaram bem. Mas sinto que isso tem a ver com a aceitação do processo de envelhecer, do se permitir não ter mais o corpo tão jovem e forte mas encontrar nesse gesto tão simples a nova fase de sua vida.

Tenho muito orgulho e muita sorte de ter meus pais.

Enquanto minha mãe estava envolta em seus tratamentos médicos nós tomamos decisões de mudar. Mudar de vida, mudar de casa.

Esse e um projeto ainda em andamento. Começou em Junho com minha mudança para o andar de cima da casa, onde meus pais ficavam, para que reformassemos e alugassemos o andar térreo da casa.

Depois em setembro alugamos parte da casa.

E de lá para cá pagamos dívidas e tomamos decisões que nos permitam finalmente nos mudar daqui.

2019 tem em si a promessa de mudança.

No fim do ano tivemos um outro falecimento de uma pessoa próxima. O ex-esposo de minha tia, com quem mantínhamos contato em eventos familiares. Mais uma vez um velório, um sepultamento, onde comparecemos para dar força e apoio a minha tia, primos e sobrinhos.

O Ano chega ao fim com seu último, espero, desdobrar, com grandes decisões de minha mãe e meu pai sobre o que eles desejam do futuro, sobre qual seu legado, sobre qual é a prioridade deles daqui em diante.

2018 foi um ano difícil.

Tivemos também a escalada da intolerância e do ódio em nossa sociedade com seu ápice em um processo eleitoral de mentiras e acusações, onde as propostas não tinham chance de serem ouvidas ou questionadas no meio do medo. Tivemos uma eleição baseada no medo. Construímos e desconstruindo instituições públicas e privadas, relações pessoais e profissionais, por causa de medo. E com isso todos perdemos.


Mas o fim do ano as vezes tem a chance de remendar o que foi rasgado. E de dar esperança para o futuro que vira.

Essa semana foi Natal. E quero fazer um posto so pra ele, porque esse Natal merece.
Mas hoje quero dizer que foi bom.
Quero dizer que, pelo menos na minha família, ao nos reunirmos esse ano, nos escolher ceder. Fazer concessões. Aceitar o outro e não nos deixar separar por nossas diferenças mas sim nós aproximarmos por aquilo que temos em comum.

Então estou passando por esses últimos dias do ano com um pouco mais de esperança.

E deixo aqui meu desejo de que você também encontre essa esperança pelo Ano Novo que virá.

Que 2019 nos de a chance de nos conectar mais do que nós dividir. Que as mudanças sejam mais positivas que negativas. Que se por um lado algo nos faltar, nos encontremos forças para seguir e pessoas para nós acompanhar no caminho.

Que façamos uns pelos outros o melhor. E que juntos façamos nossas vidas mais leves.

Um 2019 de união e amor.

Feliz Natal e um prospero Ano Novo!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Resiliência

Resisto. Decidi que hoje não me renderei  ao medo ou a melancolia. Serei feliz, continuarei, manterei quem amo o mais próximo que puder.
Continuidade e resiliência.
Hoje eu decidi continuar aqui.
Trazer um pouco de paz e normalidade a uma cabeça confusa.
Quis compartilhar isso com você. A vida continua e é nas pequenas coisas e nos pequenos gestos que nos lembramos de respirar fundo e admirar o belo.
Temos arte. Temos amor. Temos uns aos outros.
Hoje eu decidi resistir ao medo e ser feliz.
Hoje.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Valentine´s Day

Aqui no Brasil nós comemoramos essa data mais pra frente, em junho. Mas ficou ai, a midia toda falandoe falando, esse negocio de globalização de datas comemorativas, né?

então, vou contar pra voces um pouco do que foi esse dia, pra voces entenderem por que amo tanto, tanto, esse meu homenzão:

Eu fui dormir por volta da meia noite depois de mais um crise de irritabilidade por conta do calor. dormi unica e exclusivamente por que o coitado do Taz, que tambem estava sofrendo com irritação e calor decidiu levantar e ficar um tempo no computador pra ver se relaxava. Nessa meia hora que ele ficou no computador, o quarto e a cama esfriaram um pouco e eu consegui me acalmar e adormecer.

Antes disso eu ja tinha ganhado massagem nos pés, coceirinhas nas costas e tagarelado sem parar por um bom tempo na orelha dele.

Um pouco depois da meia noite e meia ele volta pra cama, cansado e com sono pois na noite anterior não tinha conseguido dormir pelos mesmo motivos. Calor, irritação, insonia.

Acredito que eram cerca de 2h da manhã quando Rebeca acordou de um pesadelo, chorando e chamando por um de nós dois. Eu cheguei a acordar, mas não conseguia levantar. dei umas cutucadas e chamei o homem ao lado, que mal havia começado a dormir. Ele levantou sem reclamar e foi atender a pequena.

Com carinho, ele a acalmou, mas ela não queria voltar a dormir. Ele a ninou um tempo, ate ela adormecer e a colocou no berço - momento esse em que ela instantaneamente acordou de novo! Berços as vezes tem espinhos, sabem?

Na segunda tentativa ele a levou para a sala, mais fresco, ate para engana-la um pouco. Novamente ela dormiu, novamente ele foi coloca-la no berço, novamente ela acordou. Não queria ficar sozinha?

Ele resolveu leva-la de volta pra sala, deixa-la adormecer e ficar um bom tempo com ela por ali, ate que o sono ficasse mais profundo. Ai, so depois disso, foi coloca-la no berço. Sim, ela acordou de novo, bem pouco tempo depois, nem tinha dado tempo dele deitar na cama.

QUestionou se não poderia ser fome, fez uma mamadeira e ela tomou, inteira. Mas, claro, não dormiu. depois de toda essa agitação ela queria mais era ficar acordada de vez. Imagino que ja deviam ser mais de 4h da manhã nesse momento.

Eu despertava male male quando ela acordava e chorava no berço chamando por ele novamente. Lembro de numa dessas pensar: "poxa, coitado, por que sera que ele não pede minha ajuda? Vou deixar que ele tente mais um vez e se ela acordar de novo vou levantar pra deixar ele dormir" Não, eu não levantei, não consegui...

Sei que eram sete horas da manhã quando ele conseguiu vir pra cama, depois de te-la trocado a fralda e finalmente feito adormecer no berço.

Me contou, depois, que ficou com ela na sala ate aquele horario. Tirou todas as almofadas do sofa, colocou no chão e se deitou. Deixou ela no cantinho, deitada com ele, e sem brincar, sem cantar, apenas deixando ela entender que era hora de dormir e não de brincar. E mesmo assim, ele so conseguiu voltar pra cama as 7h da manhã...

Rebeca acordou as 8h40, pouco mais tarde que o de costume. Ai sim, eu levantei, com um peso enorme no coração por não ter conseguido fazer isso antes.

Fiquei com a pequena ate que tive uma discussão besta com minha mãe. Infelizmente discussões, bestas ou não, com minha mãe tem sempre um efeito devastador no meu humor que ja não esta la muito pra cima. fiquei mal, triste e precisava chorar, desabafar. Pedi a ela, sim assim mesmo pedi a ela, que ficasse com a Rebeca e fui em busca do meu porto seguro.

Assim que entrei no quarto ele acordou, meio assustado, perguntando o que tinha acontecido. Ele rapidamente entendeu meu estado, deu um espaço na cama e me deixou aninhar em seus braços e choramingando, contar o que tinha acontecido.

Ele me acalmou, me cuidou, e me ajudou a sentir melhor. Me disse que me amava e que é feliz comigo, e que ele entende que seja dificil pra mim lidar com essas situações que eu mesma sei não fazerem sentido, que só existem por que vivemos em constante tensão. Que eu preciso lembrar que minha mãe, como eu, tem seus problemas e ainda mais dificuldade de lidar com as coisas do que eu. Que ela não tem a intenção, apesar de acabar sempre me magoando.

Ficou comigo, e me fez rir. ele sempre me faz rir. sabe bem que é uma das melhores e mais eficazes maneiras de me fazer sentir melhor. Levantou, isso eram 11h da manhã, depois de mais de 30 minutos me acalmando e concordou comigo que a Rebeca precisava dormir mais tambem e que seria bom que ela tomasse um banho com ele antes de adormecer.

Levantou, tomou um banho com a bebe, cuidou, sem reclamar uma unica vez. Deixou ela comigo pra que tomasse seu leite e dormisse no meu colo. Ela sempre dorme no meu colo durante o dia. Ele continuou acordado, tentando relaxar e colocar os e-mails em dia. esperou ate que a bebe acordasse para que almoçassems juntos. ficou com ela pra que eu me recuperasse da lerdeza do almoço.

Iria ficar com ela pra que eu pudesse descansar, dormir, me recuperar da adrenalina da discussão ainda, quando toca o interfone e ele tem que atender o rapaz que veio comprar algumas das coisas da lanchonete que ele tinha.

E depois disso, ja 14h30 da tarde, ele foi descansar, apenas uma hora, pois precisava sair cedo pois tinha coisas a fazer, contas a pagar antes de ir pro trabalho.

Trabalho esse em que el tem entrado as 17h e so saira as 22h. Quando só entao ele vira pra casa, e ainda ira jantar e tera que esperar pelo menso 1h30 depois disso pra deitar e dormir por causa do problema de refluxo que tem.

Então, não é pra se apaixonar por um homem desses?

Happy Valentine´s day!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Agradecimento

Recebi um e-mail da minha tia, muito significativo. ele me parabenizava, mas ainda sim me lembrava que meu caminho como mãe ainda esta no inicio, e que é uma caminhada dificil e conturbada, onde quando finalmente achamos que "pegamos o jeito" tudo muda e começamos uma nova etapa da vida deles, e da nossa, novamente.

Fiquei pensando no e-mail, e preciso dizer uma coisa muito muito importante: obrigada!

Me fez lembrar que tambem sou filha, e de N coisas que fiz, e as vezes ainda faço acredito, que deixam meus pais de cabelos em pé, preocupados. Mesmo que muitas vezes eles não admitam isso, ou ate tentem negar.

É interessante pois ter me tornado mãe, de fato, me fez entender um pouco mais esses sentimento. Aquela frase "quando você for mãe você vai entender..." faz muito sentido pra mim, e acredito que fara ainda mais conforme a Rebeca for crescendo.

E pensando em tudo isso, percebi o quanto, depois de certa idade, nós deixamos de falar as coisas boas, de enaltecer as vitorias, as conquistas, e o quanto apesar de não concordar em (quase) nada, somos tão iguais, e nos amamos muito. Nós, filhos, aos nossos pais.

Fiquei pensando em qual foi a ultima vez que agradeci meus pais por eles serem assim, simplesmente meus pais. Que mesmo que não concorde com eles, eu fico muito feliz e muito agradecida por eles todos os dias.

Então, venci a vergonha, aquela que a gente um dia passa a ter mas não faz o menor sentido, e fui ate o quarto da Rebeca, onde eles estavam apos minha mãe dar um banho nela antes dela dormir. Criei coragem, e agradeci. Brinquei, tentei ate fazer uma piadinha, mas agradeci. De coração.

Agradeço por terem me dado essa chance. de, depois de me tornar mãe, criar a coragem e agradecer por ser a filha de quem sou, de ter os pais que tenho, de viver nessa familia, imperfeita, mas linda.

Obrigada ^^
Amo muito vocês

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Em 2020...

Eu moro em uma casa grande. Terrea. A casa tem 4 dormitorios, todos suites, e a rpincipal, a minha, tem uma hidromassagem redonda como a que tinha na casa dos meus tios quando eu era pequena.

A sala de entrada é espaçosa e tem bem poucas coisas, ela de fato e mais um hall... Temos uma sala de Tv/estar, uma cozinha bem grande, que eu mesma desenhei e fui, ao longo dos anos, comprando todos os meus objetos de desejo culinario.

Temos 4 quartos, suites, pois cada um dos nossos filhos, a Rebeca, com 11 anos, o Miguel e a Beatriz, com 6. E não penssem que a Lu esta de fora, não... Ela tem seu proprio canto, numa edicula nos fundos do quintal, onde ela tem livre acesso de ir e vir quando quiser. Alem do quarto dela na edicula, temos um quarto de hospedes.

O quintal, nos fundos é grande e tem inclusive algumas arvores, como que tinha na casa onde morei minha primeira infancia. E em uma dessas arvores, uma grande, velha, com tronco largo, uma casa na arvore.

Quem mora na casa da arvore são os gatos. Os gatos que a Bia cisma em bricnar e vestir como se fossem suas bonecas. Brincar de vestir, assim como vive pegando nossas roupas para vestir e brincar de gente grande...

Miguel nem da muita bola pra casa da arvore. O negocio dele é bem mais a piscina... Nos dias de churrasco ele adora mostrar os truques que faz com Chronos, meu boxer branco com uma mancha preto no olho, ao qual é inseparavel.

Chronos inclusive acompanha ele e o Taz em suas pedaladas de fim de tarde, os dois na bicicleta e o cachorro atras, desengonçado, correndo, sem coleira.

Rebeca, ja mais velha, quase moça, a, essa manteve toda sua personalidade! Sempre querendo fazer as coisas sozinha, ao seu modo. Orgulhosa, capaz, e muito curiosa. Pede ajuda na primeira vez, depois quer mais é que a deixemos tentando sozinha, ate que ela descubra a sua forma, o seu modo. Na escola foi quase um problema, senão tivesse feito questão de ter colocado todos eles em uma esco,a que respeitasse essa individualidade.

No jantar, todos sentamos a mesa, e contamos sobre nosso dia. As crianças adoram contar as coisas da escola pro Taz, pois ele sempre tem um jeitinho difernete, com detalhes, curiosidades, particularidades, muito mais interessantes para explicar as coisas, e torna-las proximas a nos. E de repente parece que tudo o que eles viram na escola toma forma, nesse momento. Rebeca sem duvida é a que se diverte mais com isso, pois pode contar tudo o que viu no dia, o que pensou, como pensou, as conclusões que chegou...

Na hora de dormir, depois do banho, todos deitamos nas almofadas na sala de estar, onde eu leio um livro, ou invento uma historia. Muitas vezes, historias essas que virarão mais um dos meus livros...

Nos fins de semana, muitas vezes as crianças dormem na casa dos avós, onde podem farrear, comer pipoca, dormir tarde, encher a cara de coca-cola e assistir desenhos e filmes com os bons velhinhos, suas tias e tios. E nos, eu e o Taz, aproveitamos e damos nossa fugidinha. Não contamos a eles, mas nós dois tambem não dormimos em casa...

Aproveitamos a noite de folga, e vamos passear, jantar fora, ir ao cinema, dormir num motel, namorar muito. E um segredo.... Levamos os celulares, ligamos a linha de casa a eles, e não contamos a ninguem! E uma fuga, uma espacada, um segredinho, uma farra nossa.

Nos verões, vamos a praia, onde andamos de bicicleta na areia, brincamos no mar, tomamos sorvete. Miguel sempre leva o Taz pra fazer coisas que ele, pai, nem esta tão interessado, mas sabe que é a fase de algo novo, diferente, que ele viu na TV e quer experimentar. Numa dessas, quis jogar futebol, em outra volei... Uma conseguimos faze-lo se contentar com queimada.

Miguel é bem ativo, gosta muito de se mexer, o que é otimo, pois retoma ao Taz a infancia e adolescencia dele. esse ano ele vai ensina-lo a empinar pipa...

Ja em casa, meu canto é o sotão. Montei meu escritorio onde eu pudesse ter meu canto pra escrever. Mas não é meu sendo meu. Por todo lugar você ve os brinquedos espalhados, o copo do Taz da coleção... Meu computador, uma pilha de papel onde, no topo, tem-se embrilhado um manuscrito original com a carta da editora avisando a data de lançamento. E na parede atras da mesa, todas as cartas anteriores com a mesma infrmação, de cada um dos livros publicados. E uma parede de incentivo, de recordação: temos que ser lembrados de nossas conquistas, e não nossas falhas. Temos que nos lembrar sempre, para poder continuar repetindo e conquistaqndo mais e mais, e voando cada vez mais alto.

Temos tambem outro cachorro, esse do Taz. É um pug.Os amigos perguntava: "Taz, você gosta mesmo desse cachorro?" e ele responde brincando: "Olha, ele é baixinho atarracado, e muito enfezado, mas eu gosto muito dele!" E quando perugntam qual o nome dele, ele responde: "Di-co"

Normalmente quem cozinha sou eu, e ai de quem mexer na minha cozinha. Mas as vezes o Taz nos brinda com um dos seus pratos inventados sem igual...

De manhã a coisa e meio corrida, eu fico meio nervosa arrumando as crianças pra irem pra escola, pois sempre quero ser prevenida e pensar em tudo. Mas da pra levar numa boa, e logo estão todos no carro, e o Taz os leva pra escola e a mim ao consultorio antes de ir pro trabalho.

Alem de escrever, sou psicologa, e dou atendimento terapeutico a pessoas carentes 2 vezes por semana. Mas nunca trabalho mais que 4 horas por dia. Faço questão de estar em casa quando meus filhos chegam, fazer o almoço e almoçar com eles, conversar, ajudar na lição de casa, cobrar que a mesma seja feita, cuidar dos bichos.

O TAz chega em casa as 17h, pois apesar do trabalho ate as vezes pedir que ele fique mais que isso, ele prefere voltar pra casa e passar tempo com as crianças antes do jantar, para brincar, me ajudar, e assistirmos um filme, uma serie, alguma coisa legal na TV para irmos desligando e relaxando...

Hoje acordei e me lembrei que hoje era mais um desses dias, em que olha a minha vida, e agredeço por ela. Por ter tido paciencia, persistencia, amor, muito amor, para superar as adversidades, os momentos ruins e dificeis, e ter conseguido chegar ate aqui...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Melhoras

Levamos a pequena no pediatra hoje.
Apesar de melhor, substancialmente melhor ja que não teve febre desde ontem, pelo menos nada que fosse necessario dar remedio. Não vomitou mais, só ontem no jantar mesmo.

Consegui um encaixe com o Dr. Daniel no começo da tarde, e ele foi muito bacana.
A Rebeca hoje em dia ja chora só de olhar pra ele. Alias, só de ver onde estamos, ja fica angustiada e não quer sair do colo. Mas mesmo isso, dessa vez, foi melhor.

Chorou sim, com medo. Esse medo que criou de médico. Mas foi boazinha, colaborou, não se debateu nem nada. Aceitou o cuidado.

Eu conversava com ela, tentava explicar que não tinha que ter medo, que não estavamos machucando ela. Contei o que ia acontecer e fui fazendo isso cada vez que faziamos algo mais.
Ele examinou ouvidos, garaganta, escutou o peito, olhou o nariz. Pesou, mediu. Olhou os exames, escutou todo o relato. Tratou ela com um carinho sem igual pra um médico.

No fim, disse que de fato, ela esta melhorando. Os exames deram alterações baixas que não parecem ter ido pra frente, ja que ela deixou de ter febre. O que ele notou foi uma pequena inflamação, sim. E dentes. Com S.

Não sairam, ainda. Mas a coitada, desesperada mordendo ate o proprio dedo, esta com varias, varias erupções dentarias na boca inteira. E esse é o mais provavel causador de todo esse fim de semana.

Vai tomar antinflamatorio por 2 a 3 dias, e isso deve ajudar a passar a dor que sente or causa dos dentes. O nariz, entupido, fica a base de sotine mesmo, exatamente como eu ja vinha fazendo.

Passou passiflora pros dias em que ela tiver muitos pesadelos, para ajuda-la a dormir melhor. Contou de um congresso, inclusive, sobre disturbios do sono ao qual esteve presente em que, no final, na hora de perguntar, ao invez de falar sobre insonia e derivados, as perguntas giravam em torno dos pesadelos. Que é muito comum, e muito muito dificil de lidar, pois debilita a criança e os pais.

E ficou, mais uma vez, impressionado. Impressionado com o crescimento da pequena.
Rebeca esta com 74 cm e 9kg 255 gramas. Cresceu 3 cm no ultimo mes. Incomum pra um bebe de 9 para 10 meses. Perguntou se ela ainda estava tomando as vitaminas. E foi ai que ele ficou mpressionado. Ela não esta,

Não tenho dado fitamina nenhuma pra Rebeca desde a cirurgia do Taz. Ela vinha vomitando com frequencia apos tomar a vitamnia, acho que por causa do gosto, não sei. Mas comecei a evitar, e com a cirurgia, não consegui me organizar pra voltar a dar. E ainda sim, sem complemnto nenhum, nem ad-til nem nada, ela teve esse crescimento todo.

Ficou feliz, sorriu, e disse que eu não precisava voltar dar nada a ela não, nem um nem outro. Era so continuar com o que estava fazendo, pois ela esta se desenvolvendo muito bem.

Ai a mãe aqui fica boba, né? Por que depois de um fim de semana difico desses, ouvir, saber, em numeros, que o que você esta fazendo esta certo, que seu folho não precisa de nenhum tipo de complemento de nada, nem de calcio, nem nada, por que você esta dando a ele tudo o que precisa apenas controlando o que come, quando e quanto, olha...

Pra mim, que passei a vida sem saber o que é ser magro. Que não consegui imaginar o que era viver comendo de forma mais saudavel, muito menos a cada 3h. Que morria de medo de fazer dieta por que tinha medo de passar fome! O.o Que viveu essa contradição de peso sem saber o que era comer de forma saudavel, de verdade, ate hoje! Saber que estou aprendendo, muito! e bem!

Por que se minha filha hoje tem força pra vencer esses momentos ruins, é por que eu me responsabilizei por isso. Por que estive disposta a aprender, a fazer diferente, e a não simplemente concordar com opiniões dos outros sem questionar.

Agradeço por ter aprendido a ser assim. Muito. Posso não saber o que é ser magro, e nem saber me alimentar direito. Mas aprendi a questionar o suficiente pra, escolher aprender e ensinar diferente do que aprendi.

E tenho uma menina linda, saudavel, e muito muito esperta, pra me provar isso. Que as vezes faltam algumas coisas na nossa vida. E que elas também chegam, pra nos completar, uma hora.

Me sinto melhor hoje, mais renovada. Cansada, afinal a Beca treve pesadelos a ultima noite inteira. Mas não importa. O que importa é que sei que estou fazendo a coisa certa. Com muito muito amor!
:)
Boa noite pra vocês!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Blogagem coletiva - intimidade






Gente, dicidi fazer parte de mais uma blogagem coletiva, pois essa fala sobre amor, e eu acho que amor e o que faz com que as coisas tenham sentido e objetivo. Serão 3 posts, um sobre intimidade, o amor entre um casal, outro sobre amor fraterno, e uma ultima sobre amor a natureza.

Hoje falo sobre o amor entre 2 pessoas. Farei isso em imagens. E serão poucas, perto das que de fato existem, mas reveladas e eu estou fazendo o post em cima da hora, e sem duvida nada comparado ao amor que de fato existe.

Eu ia colocar um poema, mas alem de não encontrar o que eu de fato estva procurando, ele, quando parei pra pensar, não era muito adequado. Mas as imagens falam muito mais. Elas remontam anos e anos. E por mais que hoje as coisas estejam dificeis, na minha busca eu vi cartas, sim, pois eu sempre escrevi cartas, mesmo que ao longo do tempo elas tenham se tornado raras, que me mostraram que não e a primeira vez que passamos por dificuldades. E garanto que não sera a ultima! E fico feliz por isso, por saber que quando mais coisas dificeis vierem na minha vida, ele vai estar comigo.

Por que e isso que e, de fato, amor. E quando tudo esta tão dificil que você sente vontade de jogar tudo pro alto, mandar praquele lugar, virar as costas e sair andando, gritar muito, chorar, tudo tudo, parece que não tem solução, você ainda sim, respira fundo, desabafa, conversa com alguem, dorme. Mas dorme do lado, e acorda junto. Por que e quando passamos por dificuldades e, ao transpor esses desafios, que vemos que amamos mesmo alguem, pois ainda estamos lá. Pode ser que a gente predcise de ajuda, precise ser lembrado. Mas mesmo assim, estamos la.

Um amigo meu nos convidou para sermos padrinhos no seu casamento. Ele nos disse assim: "eu escolhi, para meus padrinhos, aqueles que tem relacionamentos parecidos com o que eu quero pra mim. E vocês tem isso. Vocês não são perfeitos. Vocês fazem besteira, e brigam, e não concordam. Mas são o casal que esta junto a mais tempo que eu conheço, fora da minha familia. Mesmo quando passaram pelas dificuldades, vocês ficaram juntos. E e isso que eu quero pra mim."

Foi o maior elogio que recebi, e me senti honrada demais.

Teria muito mais coisa pra falar aqui. Mas vou terminar com uma musiquinha que minha irmã cantou pra mim uma vez, e eu as vezes canto pra Rebeca:

É
Como uma flor
De agua
e ar
Luz
e calor
O amor precisa
para viver
de emoção
e de alegria
e tem que regar todo dia!