Cena:
Taz e Rebeca passeando pela rua perto de casa, voltam e ela entra em casa e vem me chamar no quarto.
- Mamãe, me dá um dinheilinho pa eu compa um vilolãozinhoi?
- Um o que, filha?
- Um dinheilinho! Papai falou pa eu pedi um dinheilinho pa compa o meu vilolãozinho!
Entrego uma caixinha de metal com umas moedinhas e ela sai feliz de encontro ao pai na porta de casa. Eu vou atras pra garantir que ia ficar tudo bem e pra entender o que estava acontecendo.
- Papai! Mamãe me deu o dinheilinho!
Ele pega a latinha e abre dizendo:
- Deu filha? Agora você vai comprar seu violãozinho?
Ela olha a latinha, pega UMA moedinha e diz:
- Vou! Com essa aqui! - apontando pra moedinha - Já volto!
Segurando a risada digo:
- Espera que papai vai com você e não esquece de ir de m~]ao dada!
Ela coloca a moedinha no bolso e sai, de mão dada e confiante!
E voltou pra casa com uma guitarrinha de brinquedo muito fofa escolhida - e paga! rs - por ela!
Nem merecia a crise de alergia que teve agora no comecinho da noite né?
Mostrando que não deve ser tão diferente ser mãe quando se é ou não bipolar, por que toda mãe tem o seu ladinho insano quando se trata de cuidar do filho. Esse blog tem o objetivo de narrar a experiencia de uma mãe que tem de enfrentar essa fase da vida com a duvida constante, o medo, de como, quando e quanto, sua bipolaridade pode afetar a vida de sua filha. Lidando com a linha tênue entre "normal" e "anormal"...
De mãe e louco todas temos um pouco
Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
terça-feira, 10 de julho de 2012
O valor do dinheiro
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Rebeca jacaré
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Um desfralde de sucesso!
Eu sei que não estou falando de outra coisa. Eu sei! mas é que eu estou tão satisfeita com essa conquista que esta difícil sair desse tema.
Quando a Beca completou 2 anos em Outubro do ano passado eu olhava pra ela e pensava "ela ainda é tão pequenininha, e esta tão confortável com as fraldas!" e com esse pensamento resolvi não me preocupar com isso até que voltassem as aulas. Iria apostar na ajuda da escola com algo que eu mesma não me sentia muito a vontade.
No meio tempo, fui introduzindo a ideia. compramos um peniquinho simples, bem pequeno, que ela com seu tamanho todo tinha que ficar agachada e desconfortável pra usar. Tanto é que nunca se interessou por ele como mais que um brinquedo. Perto do Natal eu providenciei um penico maior, em que ela ficaria sentada e não agachada e que, com o tempo, poderia virar um adaptador de assento com banquinho.
Esse modelo aqui ó (só que de outra cor):
Ela curtiu inicialmente ficar fazendo tocar as musiquinhas. Mas não se animou muito não.
Quando começaram as aulas ela começou a ficar sem fralda na escola, junto com as outras crianças. E eu admito que ai quem não estava preparada ainda era eu, juro! Rebeca ainda ficava confortável com as fraldas, não se incomodava quando ficava suja enrolando inclusive pra ser trocada pra não ter que parar de brincar.
Então que ela pegou uma virose bem brava logo no final do primeiro mês de aula e eu pedi na escola que eles dessem um tempo no desfralde dela até que estivesse completamente bem de novo. E enrolei um bom tempo até dar o OK pra eles retomarem o treinamento dela lá.
Mesmo depois que a escola retomou a parte deles no desfralde eu tive muita dificuldade em casa com isso. Mas eu estava com dificuldade, não a Rebeca. Ela, como qualquer criança, acatava minhas vontades, ainda mais se isso significasse mais tempo brincando.
Eu estava ficando deprimida, muito irritada e com dificuldade de interagir inclusive com ela. Sem paciência mesmo. E não conseguia lidar com ter que lembra-la o tempo todo de ir ao banheiro, de dar o incentivo, de vibrar essa conquista com ela. E pedia mesmo pra ela usar a fralda pois eu não tinha condições de lidar com isso naquele momento.
E fomos levando. Levamos até o mês passado quando ela começou a voltar sem fralda da escola. Até que ela percebeu que as amiguinhas dela, dentro e fora da escola, não usavam mais fralda, pois eram crianças grandes. E então surgiu bem claramente a vontade dela de ser também uma criança grande. E começou a pedir todo dia pra usar calcinha e não a fralda.
Eu estava me sentindo melhor, mais disposta, menos deprimida, com mais paciência, e francamente já cansada de passar pra ela meus problemas e atrasar um desenvolvimento que ela possivelmente já estava pronta ha um tempo. E resolvi usar uma técnica de incentivo digna de Super Nanny que vi por ai: dar 1 adesivo pra cada xixi que ela fizesse no peniquinho e 2 adesivos pra cada cocô. Completos 20 adesivos ganhava um prêmio.
E pronto. Ela se empolgou e passou a acordar e a pedir pra ir no peniquinho assim que levantava e pedindo o adesivo. Se fazia onda pra ir no banheiro ao longo do dia bastava lembra-la do prêmio e ela ia pro banheiro. Combinamos que ela colocaria eles na agenda da escola e assim as professoras dela puderam participar e acompanhar a trajetória, ajudando a incentivá-la.
Os tais cocôs no peniquinho demoraram pra sair. Quer dizer, perto da facilidade que ela teve em controlar o xixi, demoraram. Mas a verdade é que o processo todo não durou nem 2 semanas. E agora faz numa boa.
O Prêmio foi um CD+DVD da Palavra Cantada que ela agora assiste e ouve incessantemente. Uma lembrança do que alcançou.
O desfralde noturno nós nem sonhamos. A fralda chega a vazar algumas noites ainda de tanto xixi que ela faz enquanto dorme, possivelmente por causa da mamadeira antes de dormir. Não importa. Não estamos com pressa mesmo.
Assim que acorda me chama, toma a mamadeira e pede pra usar o banheiro. E passa o tempo todo que esta acordada sem fraldas. Inclusive pra sair na rua. E se saímos e ela esta de fradas pede pra tirar pra poder usar o banheiro.
Ainda esquece de vez em quando, quer dizer, se distrai, fica segurando e acaba escapando um xixi aqui outro lá, mas esta cada vez mais raro. E isso não inibe a moça que não que mais saber das fraldas mesmo.
Oficialmente, Rebeca é uma criança desfraldada! Comemoro, né?
Quando a Beca completou 2 anos em Outubro do ano passado eu olhava pra ela e pensava "ela ainda é tão pequenininha, e esta tão confortável com as fraldas!" e com esse pensamento resolvi não me preocupar com isso até que voltassem as aulas. Iria apostar na ajuda da escola com algo que eu mesma não me sentia muito a vontade.
No meio tempo, fui introduzindo a ideia. compramos um peniquinho simples, bem pequeno, que ela com seu tamanho todo tinha que ficar agachada e desconfortável pra usar. Tanto é que nunca se interessou por ele como mais que um brinquedo. Perto do Natal eu providenciei um penico maior, em que ela ficaria sentada e não agachada e que, com o tempo, poderia virar um adaptador de assento com banquinho.
Esse modelo aqui ó (só que de outra cor):
Ela curtiu inicialmente ficar fazendo tocar as musiquinhas. Mas não se animou muito não.
Quando começaram as aulas ela começou a ficar sem fralda na escola, junto com as outras crianças. E eu admito que ai quem não estava preparada ainda era eu, juro! Rebeca ainda ficava confortável com as fraldas, não se incomodava quando ficava suja enrolando inclusive pra ser trocada pra não ter que parar de brincar.
Então que ela pegou uma virose bem brava logo no final do primeiro mês de aula e eu pedi na escola que eles dessem um tempo no desfralde dela até que estivesse completamente bem de novo. E enrolei um bom tempo até dar o OK pra eles retomarem o treinamento dela lá.
Mesmo depois que a escola retomou a parte deles no desfralde eu tive muita dificuldade em casa com isso. Mas eu estava com dificuldade, não a Rebeca. Ela, como qualquer criança, acatava minhas vontades, ainda mais se isso significasse mais tempo brincando.
Eu estava ficando deprimida, muito irritada e com dificuldade de interagir inclusive com ela. Sem paciência mesmo. E não conseguia lidar com ter que lembra-la o tempo todo de ir ao banheiro, de dar o incentivo, de vibrar essa conquista com ela. E pedia mesmo pra ela usar a fralda pois eu não tinha condições de lidar com isso naquele momento.
E fomos levando. Levamos até o mês passado quando ela começou a voltar sem fralda da escola. Até que ela percebeu que as amiguinhas dela, dentro e fora da escola, não usavam mais fralda, pois eram crianças grandes. E então surgiu bem claramente a vontade dela de ser também uma criança grande. E começou a pedir todo dia pra usar calcinha e não a fralda.
Eu estava me sentindo melhor, mais disposta, menos deprimida, com mais paciência, e francamente já cansada de passar pra ela meus problemas e atrasar um desenvolvimento que ela possivelmente já estava pronta ha um tempo. E resolvi usar uma técnica de incentivo digna de Super Nanny que vi por ai: dar 1 adesivo pra cada xixi que ela fizesse no peniquinho e 2 adesivos pra cada cocô. Completos 20 adesivos ganhava um prêmio.
E pronto. Ela se empolgou e passou a acordar e a pedir pra ir no peniquinho assim que levantava e pedindo o adesivo. Se fazia onda pra ir no banheiro ao longo do dia bastava lembra-la do prêmio e ela ia pro banheiro. Combinamos que ela colocaria eles na agenda da escola e assim as professoras dela puderam participar e acompanhar a trajetória, ajudando a incentivá-la.
Os tais cocôs no peniquinho demoraram pra sair. Quer dizer, perto da facilidade que ela teve em controlar o xixi, demoraram. Mas a verdade é que o processo todo não durou nem 2 semanas. E agora faz numa boa.
O Prêmio foi um CD+DVD da Palavra Cantada que ela agora assiste e ouve incessantemente. Uma lembrança do que alcançou.
O desfralde noturno nós nem sonhamos. A fralda chega a vazar algumas noites ainda de tanto xixi que ela faz enquanto dorme, possivelmente por causa da mamadeira antes de dormir. Não importa. Não estamos com pressa mesmo.
Assim que acorda me chama, toma a mamadeira e pede pra usar o banheiro. E passa o tempo todo que esta acordada sem fraldas. Inclusive pra sair na rua. E se saímos e ela esta de fradas pede pra tirar pra poder usar o banheiro.
Ainda esquece de vez em quando, quer dizer, se distrai, fica segurando e acaba escapando um xixi aqui outro lá, mas esta cada vez mais raro. E isso não inibe a moça que não que mais saber das fraldas mesmo.
Oficialmente, Rebeca é uma criança desfraldada! Comemoro, né?
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segunda-feira, 2 de julho de 2012
Férias!
Rebeca está de férias. Ela não achou muito legal a idéia inicialmente quando anunciei na sexta feira. Mas hoje já curtiu ficar em casa, brincando com os avós enquanto eu descansava de um fim de semana bem cheio. E bem gostoso também!
Apesar de gostar muito de receber os amigos, cozinhar para aqueles que gosto, estar perto da familia, tudo isso tem um certo peso no meu humor. E isso significa que geralmente minhas segundas feiras precisaam de descanso. E tudo bem, certo?
Hoje eu queria registrar na verdade não o meu cansaço mas as coisas que eu gostaria de fazer com a Rebeca durante esse mês de férias. Pra, quem sabe, chegar em agosto e olhar pra trás e poder dizer que nós, apesar de tudo, curtimos muito esse mês juntas!
Segue minha lista:
- Ir ao cinema
- Ir ao Teatro
- Ir ao circo
- Ver filmes em casa comendo pipoca
- Receber amigos, meus e dela, aqui em casa
- Ir na casa de amigos
- Fazer colagem
- brincar de massinha
- Pintar com canetinha e tinta guache
- Ler um livro novo, ou mais de um
- Fazer bolo juntas
- Tomar sorvete
- Passear no shopping
- Ir na pracinha
- Ir em um parque fazer piquenique
- Assistir TV
- dormir tarde e acordar tarde
- Sair pra comer fora
- Fazer um churrasco com os amigos
Será que consigo fazer tudo?
E vocês, vão fazer o que nas férias? Afinal, você pode determinar férias mesmo se seu filho não vai a escola, por que não?
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