De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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domingo, 15 de setembro de 2019

Sobre o que me faz feliz...

É noite e estamos os 3 em casa, sentados no sofá e assistindo um vídeo divertido do YouTube na TV. Rebeca escolheu o vídeo e tentamos acompanhar o que ela assiste junto com ela. O O vídeo é engraçado e despretensioso e damos risada.

Eu  tenho meu celular na mão mas não estou prestando atenção nele. Assisto o vídeo que aprendi a apreciar. Taz tem o celular na mão também e divide a atenção do vídeo na TV com jogadas em algum jogo de tantos que joga pelo aparelho em sua mão.

Estamos os três sentados, meio esparramados, no sofá com Rebeca entre nós dois. Nosso cachorrinho, Chewbacca, sobe no meu colo e dali para o sofá buscando seu lugar nesse momento em família.

A cena é quase perfeita. Falta uma pessoa pra completar esse quadro: minha menina mais velha. Com mais de 20 e terminando a faculdade e eu ainda insisto em vê-la como uma menina... Mas ela está em casa, com sua mãe. Mando uma mensagem para saber se está bem e quando vem nos visitar.

Por hoje somos nós 3, e o Chewie, e por hoje basta.


A cada noite essa cena se repete e me preenche. Como peças que finalmente se encaixam eu sinto que estamos finalmente nos sentindo em casa. Por cada minuto que nós mantemos assim, cada noite que essa cena se repete, sinto algo que procurei por muitos anos e as dores da vida não me permitiam encontrar: sinto ter ali, nesse lugar, nessa cena, o meu lar.

Respiro um suspiro, um quê de apaixonado outro de alívio. A qualquer momento alguém vai levantar e fazer outra coisa. Tem o jantar, o banheiro, a roupa, a lição, ou qualquer outra coisa assim. A qualquer momento o mundo vai chamar atenção para si e nos fazer nos mexer, nos buscar, desenroscar.

Eu respiro, suspiro e admiro aquele momento de lar que construí. Demorei meses para conseguir chegar aqui. O corpo estava desde a mudança, mas o coração ainda em pedaços não me permitia estar inteira. Ah nenhum de nós.

Conforme vamos colando os pedaços quebrados, chegamos ao ponto de com parte desse mosaico tomando forma, juntar nossos cacos no mesmo lugar na mesma hora e com, eu acho, a mesma emoção. Por esses minutos que as vezes viram até mais que uma hora, todos os dias, nos encontramos.

Esparramados no sofá, esparramamos em nós o calor e o amor do outro, pro outro, pelo outro, e por nós. Com os pés enroscados, enroscamos as conversas e rimos.

A felicidade mora ali, nos detalhes, na rotina. A felicidade, mora aqui, no sofá da minha casa.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Sobre dizer adeus...

Meu sogro faleceu no mês passado.

Eu ainda estou tentando lidar com essa informação.

Não sei se posso dizer que foi repentino. A saúde dele vinha se deteriorando nos últimos 2 anos. Antes disso, bem antes, ele já convivia com a Diabete e com a hipertensão.

Acho que por serem doenças controláveis hoje em dia nós já não as vemos com a gravidade que merecem.

Ele fazia o tratamento com medicamentos e desde o ano passado tomava injeções de insulina diariamente.


Quando ele completou 60 anos nós tivemos uma conversa onde ele me disse que sentia que já tinha feito sua parte na vida: fez sua família, trabalhou, criou seus filhos, comprou sua casa. Viveu, fez besteira e cometeu erros. A partir dali, dizia ele, cada ano vivido era lucro.

Esse ano ele faleceu aos 72 anos.
Fumava muito.
Reclamava de tudo e brigava com todos. Não tinha controle emocional e falava coisas que não queria e talvez se arrependesse depois. Era uma pessoa difícil de conviver. Chegou a apanhar na rua uns 2 anos atrás por xingar um motorista desconhecido.

Mas eu e ele tínhamos essa relação boa. Não nos víamos com tanta frequência mesmo morando perto, mas sempre que nos encontramos o que tive e retribui foi carinho, preocupação e cuidado.

Tive a oportunidade de dar a ele algumas alegrias e organizar suas festas de aniversário nos últimos anos. Seu aniversário era no dia 26 de Dezembro e depois que a família cresceu muito e juntar os filhos, netos e bisnetos no fim do ano se tornava cada vez mais difícil, tentei tornar o aniversário dele nossa reunião oficial. Acredito que tive sucesso e que ele ficava grato por isso.

O último Natal ele e minha sogra passaram conosco. Independente de divergências e diferenças focamos no que nos unia e tivemos uma noite alegre e agradável.
Combinamos de repetir no fim desse ano.

O levei para ver a Rebeca se apresentar. Ensinei a ela a respeitar e entender o avô tão diferente do que ela estava acostumada. Ele ensinou ela a fazer cuscuz e por várias vezes elogiou sua educação.

Nós mudamos de casa na semana passada e todo o trabalho de preparar e fazer a mudança me mantiveram ocupada pelas semanas que se seguiram ao seu falecimento e sinto que não me permiti sentir de verdade a perda.

Com os ânimos mais calmos e a mudança já quase finalizada, muitas noites de sono depois, me vejo sentindo saudade. Lembrando de pequenos momentos, cenas, as vezes nada que parecesse especial quando aconteceu é que agora me voltam a mente em momentos aleatórios.

Sinto saudade e parece que começo a entender que agora só poderei matar parte dessa falta olhando as fotos e conversando sobre o passado.

De repente virou passado.
Deixou de ser presente para virar lembrança.

E tudo que posso fazer é me esforçar para dizer adeus...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Depois da semana de luto...

Ainda não estou bem. Nem tenho como falar de outras coisas. Ta dificil mesmo.

Acho que por ter tido informações dos detalhes do crime que sairam no jornal, a coisa ficou muito na minha cabeça.

Fico com muito medo. Medo desse mundo que a gente vive. Medo de acontecer algocomigo, com a minha familia, com a Beca.

Mas isso so vem a minha mente de vez em quando e eu trato de expulsar sempre que posso. O resto do tempo fica so aquela tristeza, aquela sensibilidade constante com tudo. E um sono, ah um sono que se não fosse um velho conhecido das minhas depressões eu me assustava.

Meus pais tem sido otimos. Bastante compreensivos, tem ficado com a Beca e me deixado descansar, ter meu tempo. Faz diferença, e muita.

Quero falar dos meus planos de fazer concurso publico e de como isso tem ficado dia a dia mais forte na minha cabeça. Mas esta dificil.

Quero falar da Beca e de como, dia a dia, estamos caminhando a passos lentos para o desfralde. Como ela, vez ou outra, pede pra ficar de calcinha e não de fralda, mas ainda não entende e teme ir no banheiro fazer xixi no vaso ou no peniquinho. E em como e dificil ve-la tentando viver isso e eu mal, sem paciencia, honestamente pedindo pra ela esperar e ficar de fralda mais uns dias...

Esse fim de semana minha irmã vai ficar com ela, leva-la pra passear e me deixar sair, ver os  amigos, ir no cinema. E semana que vem voltam as aulas...

Com os acontecidos recentes, acabei não indo atras do uniforme da Beca ainda. Terei que pedir pela paciencia da escola em providenciar esses detalhes. Mas quando falamos da escola Rebeca ainda acha ruim, diz que esta de férias e faz muchocho.

Terrible two da as caras por aqui de vez em quando em crises de choro especialmente quando contrariada. Quem ja viu o desenho "Princesinha" sabe exatamente como são as coisas aqui. Mas so de vez em quando. Na maioria dos dias Rebeca e apenas uma menina ativa que esta aprendendo o que quer, o que pode e como falar para conseguir as coisas.

Fala e fala muito e bem. Mas so depois de vencida a timidez. Esta aprendendo a dar nome aos sentimentos - amor, saudade, tristeza, raiva, medo.

Presta mais atenção nos desenhos e se diverte mais com eles. Ama Musica, e estou fazendo algo muito certo, por que o negocio dela e Rock and Roll mesmo, chega a cantar algumas musicas que ouviu comigo e com o pai. Uma graça. faz ate que tem um microfone na mão pra cantar! (Preciso arranjar um de brinquedo pra ela)

Cada dia e um dia,  e fico um pouco melhor.

domingo passado fui ver a Ju do blog Gravida e Bipolar. Foi otimo ve-la e poder conhecer o Pedro. Pena que o Taz estava cansado e ficamos tão pouco tempo. Quero repetir mais vezes...

Fui na minha médica essa semana e ela aumentou a dosagem do meu remedio por algumas semanas, pra me ajudar  a passar por esse momento. Estou na esperança que ajude. So me resta fazer o que ela diz e esperar.

Não temos mais previsão pra sair da casa dos meus pais. Eu levando realmente a serio a questão de fazer concurso publico, e possivel que so aconteça depois que eu passar e for chamada pra algum deles e ai mudaremos pra perto do meu trabalho. então, não temos mais data e nem pressa pra sair. Quando acontecer vai ser com o pe no chão e em definitivo.

Outros filhos também irão esperar isso acontecer. E sim, ainda serão adotados. Quem sabe daqui uns 3 anos? Veremos...

Minha cabeça esta assim, como esse post - uma bagunça só.

Mas acompanha que aos poucos volta tudo ao normal. Por que a vida continua, certo?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"Eu liguei pra falar com você!"

Essa semana um amigo meu morreu. Teve a vida tomada de uma forma trágica, sem sentido, daquelas que nos causam revolta e muita dor. E eu estou tentando escrever esse post desde quarta feira, quando todos soubemos o que aconteceu depois dele passar 2 dias desaparecido.

A mãe de uma amiga achou estranho, hoje no velorio, que eu o chamasse pelo primeiro nome. André. Pra ela e o grupo de amigos em que ela o conheceu inserido, ele era o Penin. Mas eu tinha o luxo de te-lo conhecido em outra epoca, muito antes dele conhece-los. Pra mim ele era o André...

Nos conheciamos ha 17 anos. Cara, 17 anos... "Di, quando eu te conheci você tinha 12 anos! To ficando velho!" Era o que ele sempre dizia quando nos viamos e ele podia ver a pessoa que me tornei.

Eu conheci o Andre na epoca que minha irmã se enveredou pelas redes dos jogadores de RPG e frequentando a Forbiden Planet. E a mesma epoca da minha primeira crise depressiva e do meu primeiro diagnostico como Psicotica-maniaco-depressiva. O Andre apareceu ai, nessa bagunça.

Ele veio ao meu convivio como amigo de RPG da minha irmã. Melhor amigo do namorado dela. Cara sério, simpatico e de risada facil. Possuia um braço deficiente e uma perna que não faziam nem eco pra sua mente afiada.

Na epoca, conforme fui conhecendo os amigos da minha irmã e boa com nomes e vozes como sempre fui, atendia o telefone ja falando depois do alô: "oi, fulano/a, vou chamar a Dani." e passava o telefone pra minha irmã. Isso era efeito da depressão e da dedução de que amigos dela ligavam pra ela. Ai, claro, como ele se mostrou bom em fazer, um dia eu ouvi de volta: "Eu não liguei pra falar com a Dani. Liguei pra falar com você!"

Pronto, me pegou no pulo, desprevenida. Eu não lembro sobre o que falamos. Hoje nem consigo imaginar. Mas falamos por quase uma hora. E não, ele não pediu pra falar com a minha irmã depois.

Dai em diante as coisas correram seu curso. Eu comecei a andar com o grupo da minha irmã, me apaixonei pelo bonitão sedutor da epoca (claro, 12 anos, alô?) e cheguei a ouvir eles me defendendo em uma discussão com minha irmã de que eu tambem era amiga deles.

E tudocomeçou com o André.

Ao longo dos anos ele foi se mostrando não so um grande amigo, como um exemplo constante de superação. Quando o conheci ele prestava vestibular e vivia uma de suas grandes brigas - ele queria fazer historia, os pais queriam que ele fizesse direito e tivesse uma profissão que seguisse os passos deles. Pois ele fez os dois. Se formou em direito pelo PUC-SP, tirou a carteira da OAB e colocou tudo isso na gaveta e foi terminar o seu sonhado curso de historia - na USP, pois assim ninguem teria que pagar a faculdade dele. Depois continuou provando pra todo mundo que devemos seguir nossos sonhos e fez mestrado e doutorado pela USP em arqueologia e ha 2 anos tinha ido pro outro lado do pais ser professor universitário.

Eu não via o Andre tinha 2 anos. Ele não chegou a conhecer a Beca. Da ultima vez que nos vimos eu ainda estava gravida. Depois disso tentamos nos ver, fizemos promessas, mas elas não se cumpriram. Recentemente trocamos telefones por e-mail de forma generalizada. Ele me respondeu daquele jeito dele, sempre simpatico e me chamando de Dicolico. Pra mim ele era o Andre e pra ele eu sempre seria a Dicolico...

Agora esse buraco que ficou com a partida dele esta maior do que e possivel suportar. Deixa um vazio, uma saudade que eu nunca mais vou poder sanar.

Quando eu chorava, sem conseguir conter as lagrimas na frente da Beca, ela perguntou: "mamãe, po que ce ta choiando? Num choia..."

"A mamãe esta chorando, filha, por que um amigo muito querido dela foi embora. E ele nunca mais vai voltar... E eu estou muito triste..."

"Sorria, mamãe, sorria!"

Dé... Voce sempre me mostrou que podemos superar as adversidades.Te adoro amigo!Vou sentir demais a sua falta! Mas eu vou ficar bem. E vou lembrar sempre do bem que você me fez nesses 17 anos por pedir pra falar comigo e fazer parte da minha vida!

Adeus...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Uma despedida triste

Hoje pela manhã meu primo faleceu. Ele era muito mais velho que eu, na verdade tão mais velho que era apenas 9 anos mais novo que meu pai. Nos nos viamos pouco, algumas vezes por ano nas festas de familia. Seus filhos tem a minha idade e a da minha irmã e era com eles que brincavamos quando eramos crianças nessas mesmas festas.

Ele faleceu essa manhã, apos uma luta dura, desleal, contra um cancer de estomago. No fim, cansado, percebeu sem perceber que chegara a hora de parar de lutar. e com os filhos e a esposa ao seu lado no quarto do hospital, zelando por seu sono, por sua vida, com muito carinho, ele se foi. A respiração foi ficando fraca, fraca ate que parou.

Tem coisas na vida que não esperamos que aconteçam.

Minha tia é espirita e por mais que ela saiba em seu intimo que agora ele esta bem, esta melhor, esta no lugar que deve estar, recebendo auxilio nessa nova etapa de existencia, ela sofria. Sofria pois os filhos não deveriam morrer antes dos pais. Mas mesmo assim, o filho dela ja foi pra la, seja la onde la for, e ela ficou aqui. Talvez para dar ainda mais lições de força, como as que deu a ele em vida, aos netos. Meus primos.

Eu lembro de poucas coisas dele mesmo. Lembro da aparencia, e de brincar com as fotos dele mais jovem no casamento dos meus pais parecendo o Roberto Carlos, com seu cabelo longo e as calças boca de sino.

Lembro dele assim, brincando, dando risada. E acho legal isso, essa lembrança que tenho dele, de dar risada, de ser alegre.

Lembro de meu pai contando pra mim que foi ele quem disse, quando foi a vez da minha vó morrer anos atras, que era uma pena isso, que são as tragedias que nos fazem parar a loucura que vivemos todos os dias e não as alegrias. Para as alegrias postergamos sempre os momentos, pois sempre teremos tempo pra fazer as coisas boas depois. Para a tristeza não reservamos tempo algum, então ela nos arrebata da rotina e nos tras a verdade - que existem coisas de fato mais importantes que aquela conta não paga, aquela reunião inadiavel, aquela brica por causa... por causa de que mesmo?

Ele descobriu o cancer de um jeito bobo. Não sentia nada, mas vinha emagrecendo constantemente. No começo ele achou bom, bem que precisava mesmo perder um pouco de peso! Quer coisa melhor que fazer isso sem se esforçar? Mas ai, estranhou, estava perdendo peso demais e pensou "nossa, melhor ver isso, pode ser que esteja com uma ulcera ou algo assim." Não era uma ulcera, era bem bem mais grave que isso. E esse cancer que ja tinha lhe tomado todo o estomago e parte do esofago quando descoberto hoje lhe tomou bem mais que isso.

Tem coisas que me tiram do ar, que me toram o chão mai que qualquer outra. E a morte é uma delas. Sempre tive medo da morte. Sempre. De tal forma que nem nas minhas piores crises depressivas eu jamais cogitei a morte como possibilidade. Sempre quis viver, viver muito, viver bem. E luto todos os dias por isso, com mais ou menos afinco. E hoje, hoje, eu vi meu primo ser levado no fim de uma luta.

A duas semanas atras eu sonhei com o que aconteceu hoje - que alguem que eu conhecia havia morrido e eu era avisada disso por um e-mail. E que ele estava bem agora. Que tinha chegado de fato o momento dele ir, e agora ele estava bem, sem dor, sem sofrimento. Nesse dia meu primo foi internado com complicações e eu fiquei com isso na cabeça. Um recado, e eu nem sabia pra quem, de que agora tudo ficaria bem e que não deveria haver medo. eu dei esse recado a mulher dele hoje.

Não precisa mais haver o medo. Agora ja esta tudo bem. Agora ele pode ir em paz e eles vão ficar bem.
Eu tambem vou ficar bem. Mas hoje, hoje eu choro a ida de alguem muito muito alegre.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Era pra ser uma blogagem coletiva...

Mas em respeito a Aline Bretas, vou silenciar-me por 2 dias. Quem acompanha e se solidariza, eu convido a se juntar a mim nesse silencio.

Adriana "Di" Matielo