De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

De passeios, de cultura, de diferenças, de voltar pra casa

Nos dias que se seguiram tentamos aproveitar o máximo possível.

Reservamos um tempo para fazer compras de roupas pois era algo que eu queria fazer muito, comprar roupas pra Rebeca. 

Também era importante fazer programas que incluísse as filhas dos amigos de minha irmã. E tempo para passar com eles. E para descansar.

A única coisa com data certa era nossa ida a Orlando para a Disney. Nos outros dias sabíamos o que gostaríamos de fazer mas estávamos abertos a mudar de planos de fosse necessário.

Nós jantamos com os amigos de minha irmã duas vezes na semana. Um dia na casa deles, onde experimentamos uma sopa de abóbora que Rebeca não foi muito fã, mas educadamente tentou comer, e eu levei brigadeiros para enrolar com as crianças. O outro dia em uma pizzaria local. Até às pizzas lá são grandes, hehe Mas muito boas. Na pizzaria foi onde Rebeca e as meninas se entenderam melhor, fazendo bagunça, se melecando comendo a pizza com as mãos, pães de massa de pizza e muito queijo, dando risada. Um pouco de bagunça demais pro meu gosto, mas ei, a viagem não era pro meu gosto, certo?

Dos passeios nós fomos ao chamado Museu da criança, que se assemelha ao Museu da Imaginação em São Paulo, onde na primeira tentativa chegamos muito perto da hora de fechar (lembra que eu falei que as coisas fecham cedo por lá?) e acabamos brincando no parque e nas fontes em frente ao mesmo, mas que conseguimos visitar no dia seguinte com sucesso.
Passamos tempo na piscina do condomínio, tambem.

Num outro dia fomos ao Aquário de Tampa, muito bacana, com espécies e apresentação diferentes daqui. Lá participamos de uma atividade estilo show de perguntas parecido com o que vemos em filmes. Foi bem divertido.



Quando fomos pra Orlando tivemos que sair cedo de manhã. Entregamos o apto onde estávamos ficando ja que passaríamos a noite em Orlando e na volta os amigos de minha irmã fizeram a gentileza de nos receber por uma noite em sua casa. 
Orlando fica a cerca de 1h30 de Tampa e no primeiro dia fomos ao Magic Kingdom da Disney.

Foi mágico. O parque é gigantesco e nós decidimos não seguir a dica de minha prima, que havia dito para nós alugarmos uma Scooter elétrica que eles oferecem no parque para minha tia. Foi uma decisão ruim, mas só descobririamos isso no fim do dia.

Nós levamos lanchinhos na mochila para tentar economizar um pouco já que a prioridade era ficar nos brinquedos. Apesar de ser muito divertido e muito emocionante estar lá, o Magic Kingdom ė um parque para crianças pequenas. Rebeca com 8 anos já tinha altura para ir em todos os brinquedos e eles não eram de muita intensidade. Pra ela que gosta de emoçõed fortes, foi bom, mas nada espetacular. O fato de estar no parque e vivenciar tudo aquilo acho que pesava mais. No entanto para crianças mais velhas acho que os brinquedos seriam meio sem graça. Esse sentimento veio também porque a primeira atração que fomos foi a Space Mountain que era a montanha russa mais intensa do parque, então tudo que veio depois ficou com gosto de "é, foi bom, mas não foi a Space Mountain".

No final da tarde o parque seria fechado e aberto apenas para o especial de Halloween. Apenas quem tinha ingresso para o especial poderia permanecer ou entrar no parque, os outros precisariam ir embora.

As filas para os brinquedos eram gigantescas na mesma proporção do parque. Estamos falando da menor espera ser de 40min e a maior de 2h! Isso porque não era a época mais cheia, estava até meio vazio. Quem nos deu esse parâmetro foi um primo meu que encontramos por lá e já foi outras vezes. No meio do dia eu já não aguentava ficar em pé de tanta dor nos pés. Rebeca também reclamava bastante, minha tia sofria mas tentava ser mais discreta.

A dor veio forte na hora de ir embora. Fomos embora na hora de fechar para o evento de Halloween. Nós e todas as outras pessoas do parque. E aí descobrimos que a fila de 2h também existia para pegar o transporte para ir embora.

De lá nos fomos jantar. Por pedido meu nós fomos a um restaurante indiano. A comida era deliciosa! Muito apimentada, mesmo nos termos pedido com o mínimo de pimenta possível, e com isso Rebeca não conseguiu comer nada.

Aliás essa foi uma situação que se repetiu algumas vezes. Rebeca comeu muito menos que seu normal em diversas ocasiões por diversos motivos. Além dessa vez no restaurante indiano, dias antes nós fomos em um resarestaur coreano na expectativa de comer sushi que Rebeca adora. Mas fomos pegas por diferenças culturais que desconhecíamos: no sushi coreano o wasabi, aquela pasta verde extra apimentada, não vem a parte para você colocar como quiser como nos restaurantes japoneses no Brasil, mas entre o peixe e o arroz. Rebeca descobriu isso dá pior forma, colocando o sushi todo na boca. A garçonete, muito atenciosa e prestativa, tomou a culpa para si dizendo que devia ter avisado e ofereceu uma porção extra de hot rolo sem wasabi por conta da casa para compensar.

No restaurante indiano pela primeira vez nos perguntaram se Rebeca tinha alguma alergia alimentar antes de escolhermos os pratos. Quando informamos que ela tem alergia a nozes eles nos indicaram quais pratos e molhos ela não deveria comer. E vendo a dificuldade dela com o alimento muito temperado, foram atenciosos e buscaram nos oferecer opçõee que ela poderia se dar melhor.

Depois do jantar fomos para o Hotel onde passaríamos a noite e nós encontramos com o amigo de minha irmã. Duas das meninas iriam passar o dia seguinte conosco no parque da Universal.

Mas essa parte eu continuo depois... :)

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Sobre a viagem que transforma...

2017 pra mim foi um ano que teve 3 anos dentro do mesmo ano. Isso aconteceu por causa do efeito que uma viagem que fiz com a Rebeca em Outubro, mas que começou a ser preparada em abril daquele ano.

Em Abril do ano passado eu e Rebeca ganhamos de presente de vários membros da família uma viagem para visitar minha irmã que mora nos EUA.

Foi uma iniciativa da minha irmã, que queria muito que nós fossemos para lá vê-la ao invés de só ela vir para o Brasil.
Eu relutei bastante em aceitar o presente, por medo principalmente, por insegurança, por não me sentir a vontade ganhando um presente tão caro, e tudo o mais. Minha irmã precisou desconstruir cada um dos meus motivos para me convencer.

O que mais pesou para aceitar a proposta de viajar para outro país foi como isso poderia ser importante na vida da Rebeca. Como essa experiência poderia ser rica, dando a ela a vivência em outro país, falar outra língua, conhecer pessoas com uma cultura diferente. E como eu não sabia se teria a oportunidade de oferecer essa vivência a ela tão cedo.

Quando minha irmã tentava me convencer esbarramos logo de cara num medo que eu mesma não sabia que existia. Eu estava com medo de voar de avião. Tinha medo de um desastre, medo que o avião caísse, medo que eu e a  Rebeca pudessemos morrer.
E era um medo enorme, paralisante, irracional.
Estava com medo de viajar sozinha com ela para um país estrangeiro, medo que se nós nos separassemos por alguns segundos eu poderia perde-la pra sempre.
Medo com as novas políticas migratorias, que nos barrassem de entrar no país, que me separassem da minha filha.

Foi aí que mais pessoas da família entraram na história e vieram ao meu socorro.

Começou por minha tia. Conversamos com ela e contamos o caso da viagem e como eu não queria ir pois estava com esses medos, tudo isso numa festa da familia. Minha tia, uma senhora de 75 anos mas com um espírito aventureiro de dar inveja, se ofereceu para ir comigo. Ela planejava fazer uma viagem aquele ano e ainda não tinha decidido para onde e ela nunca havia ido para os EUA. Ofereceu então para unir a vontade dela de conhecer outro lugar e me ajudar, e a minha irmã, a fazer a viagem.

Isso mudou tudo. E eu não poderia ser mais grata.

Eu continuei com medo. Acreditem, esse medo todo só passou na hora que já estávamos em solo americano, mas ter esse apoio, e ganhar força para oferecer essa chance a Rebeca foi essencial.

A primeira coisa que precisamos fazer foi tirar passaporte e vistos. O passaporte foi fácil. O visto no fim também, mas teve todo o estresse do medo do visto ser negado.

Decidimos tirar o visto todos juntos, minha tia, meus pais, eu e Rebeca.

O processo para tirar o visto começa com um formulário online que você responde com seus dados, os dados dos seus contatos no país, e um questionário para avaliar sua candidatura. Você responde o questionário, envia, e paga a taxa de avaliação do mesmo. Após o pagamento da taxa você agenda a entrevista no consulado, momento onde você poderá ter o seu pedido aceito ou não.
Antes da entrevista você tem que se apresentar num posto do consulado americano para checagem dos documentos, fotos e digitais.

Somos o tempo todo inundados com notícias ruins. Como se apenas as coisas negativas merecessem chegar ao noticiario. Então eu estava apavorada já pra passar por esse processo. Um misto de muito medo da solicitação não ser aceita, e uma esperança de que isso realmente acontecesse e eu não precisasse fazer a viagem (aí não ia ser culpa minha!).

Mas correu tudo bem, recebemos nosso direito de visitar os EUA.

Nessa parte, desde que estávamos completando o formulário, recebemos ajuda dos meus primos, filhos da minha tia, que se engajaram para que a viagem fosse um sucesso. Meu primo, que tem uma agência de viagens, nos auxiliou no processo para tirar os vistos e passagens e seguro viagem e minha prima nos ajudou com estadia, compras, dicas, etc

Minha irmã ficou responsável por organizar a viagem, minha passagem e da Rebeca, estadia, programação...

Decidimos que, apesar de minha irmã morar em Washington, essa primeira viagem seria mais interessante para a Rebeca se nós fossemos para a Flórida, onde moram amigos dela com filhas da idade da Rebeca. Faríamos a viagem toda voltada para ela. Seria seu presente de aniversário. Iríamos em Outubro.

Nossa programação então incluía conhecer a Disney e a Universal em Orlando, e conhecer outros pontos turísticos na cidade de Tampa, onde os amigos dela moram. Acreditávamos que a vivência da Rebeca com outras crianças seria mais proveitosa para ela explorar outra lingua. Crianças tem um jeito próprio de se comunicar e se sentem mais a vontade umas com as outras, e apostavamos nisso.

Deu muito certo.

Rebeca já faz inglês na escola, tendo uma fluência muito boa, mas ate a viagem ela tinha muita vergonha de falar em inglês, mesmo entendendo bastante quando falamos com ela. E a viagem serviu para se soltar e se sentir mais segura. Foi realmente uma oportunidade incrível.

Eu também pude me sentir mais confortável com minha fluencia. Apesar de ter sido professora de inglês e já ter convivido com pessoas nativas dessa língua antes eu não tinha tido a chance de viajar para um país de língua inglesa. Estar la e ser capaz de me comunicar confortavelmente foi ótimo.

Mas entre a compra das passagens e tirar o visto em junho e a viagem em outubro eu tive a pior crise de ansiedade da minha vida.

Eu não conseguia pensar em outra coisa. O medo me consumia. Não conseguia me alimentar direito, vivia a base de miojo com muito queijo ralado. Minha imunidade foi pro beleléu e eu fiquei doente o tempo todo.
Um mês antes de viajar eu peguei uma infecção de garganta fortissima, fiquei sem voz, febre, dor, e isso só passou uma semana antes da viagem.

Rebeca não passou despercebida por tudo isso. Por mais que eu tenha tentado protegê-la, no último mês ela acabou ficando doente também.

Quando chegou o grande dia, uma semana depois do aniversário dela, já estávamos bem, ansiosas e animadas. Quando o avião decolou fui sentindo o medo deixar e ficar a animação.
Quando finalmente chegamos em Miami, passamos pela imigração e encontramos minha irmã, toda a preocupação ficou pra trás e estávamos prontas, eu, Rebeca e minha tia, para aproveitar aqueles dias de descobertas...

Continua... ;)

terça-feira, 31 de maio de 2011

1 ano e 8 meses de Keca!

Amanhã, dia 1, Rebeca faz 1 ano e 8 meses! Uau!

Tem sido dificil vir aqui postar pois, como ja disse uma vez e voces devem ter percebido, faço meus post bem tarde da noite, depois que Rebeca esta dormindo devidamente em seu berço. Mas, como nossa luta com o sono dela continua, mudanças na rotina, ela querer dormir na sala, etc etc tem sido ainda muito dificil de vir aqui. No fim, acabo so lendo e acompanhando os blogs, deixando ate de comentar pra conseguir ler todos.

Mas não e disso que quero falar hoje. Estou ensaiando um post a mais de uma semana e quero falar da festa de 2 anos da Rebeca.

Aprendi lendo os bloguinhos e com a minha experienica com a festinha dela de um ano que aniversario de filho é sagrado. E, que se voce quer que as coisas saiam do jeito que voce espera e melhor pensar com muita antecedencia. E eu estar aqui, pensando no aniversário da Beca com 4 meses de antecedencia não é nem perto de ser o suficiente. Estou é atrasada!

Não que tenha muito o que pensar, na verdade. Não pretendi em momento algum alugar salão pra fazer a festa. Farei em casa mesmo que tem muito espaço. Ia fazer algo simples, como no ano passado. Mas ai os meses foram passando, passando, a Rebeca foi se desenvolvendo, crescendo e criando gostos.

Dai que Rebeca gosta - e muito - do Mickey. Sim, aquele rato preto marca registrada da Disney. Começou com duas camisetas que ela ganhou. Na mesma epoca que uma calça e um casaco da Minnie. Ela adorou as camisetas, azuis, bem coisa de menino mesmo, com o desenho do Mickey. Estando na fase de querer sua independencia (meu deus, quase uma adolescente!) resolveu que queria escolher sua roupa. E queria, sempre, uma das camisetas do Mickey. Tanto foi que aprendeu a falar "Kickey". E sempre que via algo do Mickey, ou da Minnie (pra ela não fazia muita diferença) ela logo se agitava ficava toda feliz e dizia "Kickey kickey!" e ai se eu não desse o que fosse que ela queria. Brigava, chorava. Eu, se não fosse levar de antemão, não sedo.

Depois das camisetas veio um chinelo de dedo da Minnie.

E eu fui ficando com isso na cabeça, poxa, ela gosta tanto do Mickey, sera que seria legal fazer um aniversário tematico esse ano?

Enfim que duas semanas atras trocamos de serviço de Tv a cabo e ganhamos um novo canal - Disney Junior. Pronto, um canal onde passa o mickey! E agora Rebeca mal quer saber de outra coisa, so desse canal. Mais que isso, do programa Casa do Mickey, que so passa duas vezes no dia. E ela espera o dia todo pra ver esse programa. E se diverte, assiste, dança, fala com a televisão. Um show a parte.

E ai tive certeza - quero fazer o aniversario da Beca com tematica do mickey! Em casa, sim, como disse temos espaço, mas menos simples que a ideia original. Quero coisas e coisas do Mickey espalhadas. Pronto, ai veem a tona N ideias diferentes. Vou enfeitar como? Vou mudar os moveis de lugar? E os docinhos? E o bolo? ai meu deus, e o dinheiro????

Pronto, agora to encucada e querendo ideias bacanas, baratas, bonitas, enfim, ideias pra um aniversario de Mickey sem contratar Buffet!

so faltam 4 meses!!!! AAAAAAhhh