Não to bem. Penso em N fatores que podem ter contribuido pra isso mas a verdade é que na maioria das vezes ser Bipolar é uma porcaria.
Não aconteceu nada de novo nem extraordinario para que eu ficasse mal. Deprimida. Mas exatamente essa falta de mudança, essa mesmice nos problemas, se mostra agora um problema maior.
Estar deprimida e uma sensação de desamparo quase que total. E quando voce ja conviveu muitas e muitas vezes com ela voce até, sabe, ok, eu ate sei, que essa sensação não é de toda real. mas na hora, no meio da crise, é. Vem a angustia, a sensação de vazio, de incapacidade, e de tristeza, mas uma tristeza que procura explicação em tudo mas que no fim ela e si ja é seu proprio motivo.
Continuamos com dificuldades financeiras e isso ta ficando complicado. Uma renda fixa que tinhamos ate o fim do ano passado, um aluguel de um salão comercial aqui de casa, deixou de entrar desde dezembro. Temos levado mas agora esgotamos nossas possibilidades. E, as pessoas que alugavam o salão tambem e se não conseguirem vender o negocio ate sexta da semana que vem irão entregar o ponto.
Isso não é ruim. Isso é bom. Afinal, melhor do que ficar com um salão ocupado e não receber e ter a possibilidade de alugar pra outra pessoa e passar a receber. Mas, entre eles desocuparem, reformarem de volta, nos anunciarmos e alugarmos de novo leva tempo. E por mais que o meu racional tenha toda essa explicação, meu emocional não acompanha e eu me sinto desamparada.
O salario do Taz foi todo pra pagar nosso convenio medico que estava atrasado. Vai demorar uns bons 5 meses ou mais ainda ate ele poder assumir a gerencia e, com o salario dele de caixa e sem o salão, ficamos dependentes dos meus pais pra tudo. E, Rebeca continua em casa comigo, nada de escolinha.
Se eu não estivesse me sentindo do jeito que estou isso não seria um problema agora. Tadinha, esta super grudada em mim, sente minha falta se eu saio pra ir ao banheiro atualmente, então esta numa fase que ficar sozinha na escolinha ia ser um pouquinho mais dificil do que o esperado. Ainda acho que ela vai curtir muito, mas ela nunca foi de confiar muito facil nos outros e com esse grude a adaptação no fim vai ser necessaria, quando for. Outra coisa é que vou ter que ver uma escolinha mais perto de casa pois hoje me deparei com o transito que teria que pegar pra busca-la na escolinha que tinha falado. Ia demorar muito tempo parada no transito e não sei se vale a pena, então vou aproveitar essa delonga por causa da grana pra ver as escolinhas mais perto de casa.
Mas o problema esta comigo. Não sinto vontade de fazer nada, mal sinto vontade de levantar da cama. A sensação de sono extra da mudança de horario se mostrou bem mais que isso e tem sido dificil lidar com estar acordada. Conto as horas pro Taz voltar pra casa pra poder cuidar direito da Rebeca, que acaba ficando presa na sala, ao inves de explorar a casa por que eu não tenho energia pra fazer as coisas com ela.
Ainda me esforço, me forço. E muitas vezes é esse forçar que muda meu humor. E me dar uma chacoalhada na cabeça, literalmente, fechar e abrir os olhos de novo e ver que ela esta ali, na minha frente, sorrindo e fazendo gracinhas pra mim, apenas pedindo a minha atenção. E isso me da animo, mesmo que um pouco, e me faz sentir melhor. Me da força. Me faz lembrar do plano...
Na maioria dos dias depois que o Taz chega eu deito um pouco, fico um pouco sozinha e tomo um banho quente (aproveitando a esfriada que deu aqui em SP) e isso tambem me faz me sentir melhor.
Uma coisa que atrapalha muito e que eu nunca consegui mudar é a linha de pensamento repetitiva. Não consigo parar de pensar nos problemas ou tentar imaginar formas de resolva-los. Ai, deixa de ser "como vou resolver isso" para "depois que tudo estiver resolvido" - essa linha e ate boa, me relaxa e me ajuda a dormir, me faz bem - mas ultimamente tem sido "dependo dos outros pra tudo e não sou capaz e nem sei fazer nada bem o suficiente pra isso dexar de ser assim e nem tenho saude pra isso". Essa ultima linha de pensamento, auto destrutiva, me acompanha tem alguns dias e acredito ser o que tem me colocado mais pra baixo.
O coitado do Taz tambem não anda muito bem, ficou gripado metade da semana e esta fisicamente meio leso ainda e isso deixa qualquer um de mal humor. Mas ele se esforça. E eu, sem ter pra onde mais correr, acabo desaguando no ombro dele tomas as minhas magoas, frustrações, inclusive sobre ele. E eu sei que ele tem que ficar se repetindo "ela esta em crise, e uma fase e como todas as outras ela vai passar" e faz o melhor que pode. As vezes desliza, briga, fala umas besteiras, mas depois se remoe em culpa. E duro conviver com um bipolar...
Apesar de tudo, não estou no fundo do poço e nem perto dele. É, sem duvida uma fase, e estou medicada, o que costuma significar que não devo ficar muito mal e que logo vou estar melhor. Insistir no tratamento nos momentos ruins e naqueles que não parecem ser nada ruins (a mania) faz parte de entender como as coisas funcionam nessa montanha russa.
Sei, por exemplo que se essa sensação se mantiver ou piorar por muitos mais tempo, digamos, mais uma semana, terei que rever a medicação. Com a Rebeca em casa eu não me arrisco a ficar em crise por muito tempo. Quanto mais tempo em crise mais dificil é de sair dela. Eu sei disso, e eu disse isso a uma amiga hoje mesmo. E serve pra mim.
Escrever aqui, mesmo que depis, quando eu for ler, tudo parecer meio confuso e desconexo, ajuda muito. colocar as palavras que ecoam na minha mente pra fora dela me da uma nova perspectiva das coisas e acalma a tempestade dentro da minha cabeça.
Uma coisa que fico me repetindo sempre é que eu preciso manter a calma e seguir meu plano. Preciso manter a caçlma e seguir o plano pro Taz, deixar as coisas acontecerem. Que minha melhor chance esta ai, nesse plano. Que ele pode demorar mais ou menos pra se concretizar, mas que não tem a ver com tempo, tem a ver com o objetivo final. Ser independente. Ter minha casa, poder ir e vir sozinha sem depender de outra pessoa, e ser capaz de cuidar da minha filha. Mas, ser capaz e ter recursos suficiente pra ter o outro filho que eu ainda pretendo ter daqui alguns anos. E pra tudo isso, tenho que ser firme. Tenho que respirar fundo e continuar em frente.
As vezes os dias apenas passam. Nesses dias ruins é tudo que eu mais desejo na verdade, que eles passem. E a parte boa dessa doença chata é que voce pode contar que os dias ruins irão passar. As vezes precisamos de ajuda, as vezes somos capazes de sair deles sozinhos. Mas eles passam.
Se o dia esta muito ruim, apenas peço ajuda. Peço pra minha mãe ficar por perto, ajudar com a Rebeca. Peço pro Taz cuidar dela enquanto eu me recolho esperando a tempestade passar, ou ficar comigo e me ouvir vomitar todas as coisas que me passam e me desgastam. Me dou um agrado e gasto um pouquinho do que não tenho, como hoje, e me dou algo gostoso de comer. Ou faço algo, vou pra cozinha, uma das minhas melhores terapias. E se nada funciona, me recolho. Espero, se consigo e posso, durmo. As vezes 1 hora a mais de sono no dia e a diferença entre um bom dia e um mau dia.
E acima de tudo, me agarro na pequena, que esta ali, sorrindo, dançando, fazendo pose na frente do espelho, piscando com um olhinho so pra mim, na piscadela mais marota que pode existir. Que corre pra mim falando "mamã, mamã, mamã!" e me agarra e se gruda de um jeito que eu so quero retribuir e me grudar ali tambem. E me da um animo e uma energia que sei que antes eu não tinha. Que faltava. Uma energia que mesmo quando estou mal o suficiente pra pedir que fiquem com ela e eu me recolher, fica acesa dentro de mim essa chama, esse motivo. Motivo de sorrir, de fazer, de buscar. de ser o meu melhor, sempre.
Ate hoje.
Mostrando que não deve ser tão diferente ser mãe quando se é ou não bipolar, por que toda mãe tem o seu ladinho insano quando se trata de cuidar do filho. Esse blog tem o objetivo de narrar a experiencia de uma mãe que tem de enfrentar essa fase da vida com a duvida constante, o medo, de como, quando e quanto, sua bipolaridade pode afetar a vida de sua filha. Lidando com a linha tênue entre "normal" e "anormal"...
De mãe e louco todas temos um pouco
Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
sexta-feira, 4 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
post resposta
Gente, abaixo o comentario que fiz no blog da Ingrid - Desconstruindo a mãe - e que achei que cabe como post complementar ao ultimo de ontem...
E duro mesmo esse complexo de super mãe. Semana passada sai com uma amiga de infancia - daquelas especiais que torcemos pra nossos filhos terem a chance de ter uma igual, sabe? Eu ia contando a ela da minha vida, minhas vontades e rotina e neuras e ela solta "Ai Di, por que essa necessidade de ser uma supermãe? E verdade, talvez ela sinta sua falta sim (falavamos de colocar a Beca na escolinha), vai sentir mesmo. E dai? Deixa ela sentir..."
Fiquei com isso na cabeça, que a vida não é perfeita, que o mundo muitas vezes nos decepciona, nos abate. Como a Rebeca vai aprender a lidar com isso se eu for perfeita? Ser perfeito é chato! Não tem margem pra erro e com isso não tem margem pra fazer melhor. E sempre o mesmo, não tem pra onde evoluir. E mais importante que não errar e sabermos aprender e crescer com nossos erros, não? E toda criança aprende primeiro pelos nossos exemplos, não por nossas palavras...
E duro mesmo esse complexo de super mãe. Semana passada sai com uma amiga de infancia - daquelas especiais que torcemos pra nossos filhos terem a chance de ter uma igual, sabe? Eu ia contando a ela da minha vida, minhas vontades e rotina e neuras e ela solta "Ai Di, por que essa necessidade de ser uma supermãe? E verdade, talvez ela sinta sua falta sim (falavamos de colocar a Beca na escolinha), vai sentir mesmo. E dai? Deixa ela sentir..."
Fiquei com isso na cabeça, que a vida não é perfeita, que o mundo muitas vezes nos decepciona, nos abate. Como a Rebeca vai aprender a lidar com isso se eu for perfeita? Ser perfeito é chato! Não tem margem pra erro e com isso não tem margem pra fazer melhor. E sempre o mesmo, não tem pra onde evoluir. E mais importante que não errar e sabermos aprender e crescer com nossos erros, não? E toda criança aprende primeiro pelos nossos exemplos, não por nossas palavras...
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terça-feira, 1 de março de 2011
Falando de peso
Ja falei aqui, acho, que tenho problemas com peso. E não to falando do obvio pratico de estar acima do peso. Posso falar que isso me incomoda pouco? Pois incomoda pouco. Não, não é esse problema. E mais embaixo. Ou melhor, mais no fundo, mais no passado, e agora de volta ao presente, meio a tona.
Minha mãe sempre foi muito neurotica com o proprio peso. E, com isso, sempre foi de certa forma neurotica com o nosso peso, a partir de uma certa idade. Sempre tivemos que viver a base das suas novidades que levavam ao emagrecimento. Passei a infancia sem comer feijão pois ela acreditava que engordava. Doces tipo bolos e tortas apenas em ocasiões especiais. Em contrapartida, nas fases sem dieta, as bolachas estavam liberadas e o refrigerante sempre fez parte do nosso dia a dia.
A minha recusa hoje em dia com relação a dietas vem do trauma que isso trouxe a minha vida. Mas entendam ai, tenho trauma de dieta, não de comer bem. Meu problema e de mudar meu habito alimentar de forma radical para emagrecer. Eu sei, sei mesmo que isso não funciona. Se resulta em perda de peso o mesmo retorna e aumenta a cada vez que voce volta ao seu normal. O problema esta nos nossos habitos do dia a dia - e esses, ter habitos saudaveis, eu sou super mega a favor.
Durante a gestação da Rebeca a minha culpa por não conseguir parar de fumar me fez ser extremamente chata com a minha alimentação. Não me importava o que pensavam ou se gostavam, eu brigava para me alimentar bem. Meu vicio em coca-cola foi substituido por H2OH!, menos ruim. Comia de 3h em 3h religiosamente mesmo sem estar com fome. Para controlar a glicemia inclui proteina em praticamente todas as minhas refeições ja que os integrais que seriam os mais adequados eu me vejo incapaz de comer (freud explica um dia). Não comia doces, afinal a hipoglicemia não permitia. Quando muito comia uma torrada integral com geleia, pouca, pra adoçar o bico. Ou um sucrilhos com leite e bana de manhã que por algum motivo magico, acho que a banana, não me fazia mal.
A hipoglicemia ficou tão forte, tão forte, que no final da gravidez eu comia a cada 2h. Eu acordava pra comer a cada 2h. O Taz acabou ficando em casa para cuidar de mim e garantir que eu acordaria pra comer a cada 2h. Quando eu não fazia isso, em 3h de jejum minha glicemia caia pra baixo de 70. Uma coisa de doido!
O resultado de mudar a minha alimentação e ficar bem foi chegar ao fim da gestação apenas 5kg acima de quando ela começou. Ponto pra mim! A Rebeca nasceu e no dia seguinte eu ja estava no meu peso original. Inchada, mas no peso original.
No começo, no primeiro mes, quando ainda estava amamentando eu mantive essa alimentação regrada. Eu estava feliz com ela, me sentia bem. Mas não tinha energia pra continuar brigando com o resto da casa, com meus pais, pra ter essa alimentação bonitinha. E eu dependia deles pra que não fosse assim. Alias, ainda dependo. dependia não no quesito financeiro. Não, é psicologico mesmo. Eu tenho uma droga de doença que me deixa sem incitavia, deprimida e insegura e que me faz depdender de outras pessoas para coisas simples sem uma explicação racional. e isso gerava brigas, brigas que eu desisti de brigar.
E as coisas foram saindo fora do controle, saindo fora do controle...
E ai que comcei a engordar. Comer bolahca doce todos os dias, ja que a medicação não ajuda nesse ponto aumentando o desejo por doces. comendo lanche todas as noites ao inves de jantar, tomando coca cola e outros refrigerantes do dia inteiro e quase nada de agua. enfim, voltei a minha rotina de antes de engravidar, ou pior.
Mas sempre fui muito chata com a alimentação da Rebcea. Ou melhor, tentei ser. O melhor que consegui fazer, a unica forma de manter a alimentação da Rebeca dentro do que eu acredito adequada sem brigar foi dando comida industrializada pra ela. Aqui os potinhos nestle fazem parte da alimentação diaria dela. Hoje em dia são seu jantar, sopinha de potinho, por serem de digestão mais facil que comida da mesa. Comida essa que hoje ela come a mesma que a nossa. Mas, vejam bem, hoje.
Posso falar que funcionou bem, ela cresceu e se desenvolveu mais que adequadamente e ficou com um peso certo ate a ultima consulta no pediatra.
Ai, nesso sabado, como falei, fomos la, tiramos a medida e o peso: 85 cm, cresceu 3 cm e meio desde a ultima vez que fomos la, e pesou 13,6kg engordou 1,5kg. E o pediatra disse sim que pra essa fase agora, entre 1 e dois anos, ela engordou mais que o recomendado sim. Que 1,5kg e muito pra um bebe de mais de um ano. Que agora o normal era dar uma estabilizada, engordar devagar.
Rebeca demoru pra andar, ela se sentia confortavel engatinhando. E tambem tinha demorado a engatinhar. Mas ela se sentia segura engatinhando. Chegava com rapidez aonde queria. Ia de joelhos, fazia o que sentia vontade. E se sentia insegura de andar e cair. Ela sempre esperou ate ser capaz de fazer algo pra de fato fazer isso. Faz parte da personalidade dela, primeiro ela tem certeza que vai conseguir fazer pra depois fazer.
eu acho que ela engordou muito antes decomeçar a andar. Agora ela se mexe mais. Mas aqui em casa não tem toda a liberdade que ela precisa, e admito, eu não tenho essa energia agora. Estou esgotada, perdida nos problemas do dia a dia que invadem a minha mente e me mantem no mesmo lugar. Eu preciso de uma nova rotina.
E a Rebeca tambem.
Mas fiquei encucada com esa questão do peso. E tenho tentado rever o quanto ela come, se eu a obrigo a comer mais do que ela tem fome com aquelas coisas de "abre a boca filhinha, olha..." ou, meu maior crime, deixar ela comer na frente da televisão.
Fiquei vendo essas coisas, pensando nessas coisas. As papinhas prontas, o comer o jantar na frente da TV, o deixar ela beliscar quando eu estou comendo alguma coisa, dar comida pra ela sem que ela peça ou indique estar com fome de alguma forma. Afinal, quanto uma criança de uma ano come? Quando? O que?
Rebeca gosta muito de comer, coisas salgadas. Adora um queijo e uma azeitona, mas nunca dei pizza pra ela. Ama polenguinho mas so come de vez em quando. Doce pra ela é fruta, que dou 2 vezes por dia, frutas diferentes, e um suco de maracuja no jantar e laranja no almoço (cerca de 2 dedos de suco no copo). Mas comida? come e come bem. Adora arroz com feijão, carne moida, pure de batata e vagem.
Me pergunto se dou comida pra ela vezes demais pra idade que ela esta, ou muita comida nessas vezes. Fico pensando que dou muito leite pra ela ja que é com essa mamadeira que ela dorme a noite e na soneca da manhã (não tem mais feito soneca a tarde depois que acabou o horario de verão) e quando acorda. Mas alem da mamamdeira ela come um meingau ou de mucilon ou de farinha lactea no cafe da manhã de verdade, as 9h.... Ela nunca toma as mamadeira inteiras de uma vez, da uma pausa no meio.
Ja li em varios lugares que crianças não devem fazer dieta. Nem pensei nessa possibilidade, nada me tira da cabeça que o que ela precisa é de espaço e oportunidade de se mexer mais. de explorar suas pernas e seus novos horizontes. Mas ai vem toda a minha herança de neurose com comida e peso e fico nessas duvidas.
Sinto vontade de voltar a me alimentar como na gestação, direitinho, de forma saudavel, muita salada, muita verdura, proteina e e pouco carboidrato. Pouco refrigerante, sucos, muita agua. Doces apenas nos fins de semana, e fazer doces gostosos que tenho ficado tão bem em fazer. Nada de bolachas prontas. Ter o prazer 2 vezes.
A verdade é que a Rebeca esta crescendo e chegando num ponto em que eu tenho medo que meus maus habitos passem a ser os dela. Pois cada dia e mais dificil dar a ela algo diferente do que eu como. E olha que nem sempre ela pede.... Mas o exemplo é tudo e me sinto mais culpada pelo exemplo que dou, de me alimentar mal e me mexer pouco do que ela estar um pouco acima do peso agora. Por que ela eu sei que vai crescer e vai brincar muito ainda, sem querer saber da comida. Mas martela na minha cabeça : e quando ela ficar com fome e vier comer depois de passar o dia brincando, o que eu vou oferecer pra ela:? Sera que serei vencida, totalmente, por essa inercia que me prende?
Em tempo, Rebeca tem se divertido brincando com o espelho. Fica brincando, dando beijinhos e fazendo pose. Brinca de querer colocar minhas roupas, meu chapeue fazer pose, chega a me imitar brincando com ela colocando a maõzinha na cintura, jogando o bumbum pro lado e dando uma piscadinha. Da pra não babar numa menina fofa dessas? Aiiii e eu sem camera!!!
Minha mãe sempre foi muito neurotica com o proprio peso. E, com isso, sempre foi de certa forma neurotica com o nosso peso, a partir de uma certa idade. Sempre tivemos que viver a base das suas novidades que levavam ao emagrecimento. Passei a infancia sem comer feijão pois ela acreditava que engordava. Doces tipo bolos e tortas apenas em ocasiões especiais. Em contrapartida, nas fases sem dieta, as bolachas estavam liberadas e o refrigerante sempre fez parte do nosso dia a dia.
A minha recusa hoje em dia com relação a dietas vem do trauma que isso trouxe a minha vida. Mas entendam ai, tenho trauma de dieta, não de comer bem. Meu problema e de mudar meu habito alimentar de forma radical para emagrecer. Eu sei, sei mesmo que isso não funciona. Se resulta em perda de peso o mesmo retorna e aumenta a cada vez que voce volta ao seu normal. O problema esta nos nossos habitos do dia a dia - e esses, ter habitos saudaveis, eu sou super mega a favor.
Durante a gestação da Rebeca a minha culpa por não conseguir parar de fumar me fez ser extremamente chata com a minha alimentação. Não me importava o que pensavam ou se gostavam, eu brigava para me alimentar bem. Meu vicio em coca-cola foi substituido por H2OH!, menos ruim. Comia de 3h em 3h religiosamente mesmo sem estar com fome. Para controlar a glicemia inclui proteina em praticamente todas as minhas refeições ja que os integrais que seriam os mais adequados eu me vejo incapaz de comer (freud explica um dia). Não comia doces, afinal a hipoglicemia não permitia. Quando muito comia uma torrada integral com geleia, pouca, pra adoçar o bico. Ou um sucrilhos com leite e bana de manhã que por algum motivo magico, acho que a banana, não me fazia mal.
A hipoglicemia ficou tão forte, tão forte, que no final da gravidez eu comia a cada 2h. Eu acordava pra comer a cada 2h. O Taz acabou ficando em casa para cuidar de mim e garantir que eu acordaria pra comer a cada 2h. Quando eu não fazia isso, em 3h de jejum minha glicemia caia pra baixo de 70. Uma coisa de doido!
O resultado de mudar a minha alimentação e ficar bem foi chegar ao fim da gestação apenas 5kg acima de quando ela começou. Ponto pra mim! A Rebeca nasceu e no dia seguinte eu ja estava no meu peso original. Inchada, mas no peso original.
No começo, no primeiro mes, quando ainda estava amamentando eu mantive essa alimentação regrada. Eu estava feliz com ela, me sentia bem. Mas não tinha energia pra continuar brigando com o resto da casa, com meus pais, pra ter essa alimentação bonitinha. E eu dependia deles pra que não fosse assim. Alias, ainda dependo. dependia não no quesito financeiro. Não, é psicologico mesmo. Eu tenho uma droga de doença que me deixa sem incitavia, deprimida e insegura e que me faz depdender de outras pessoas para coisas simples sem uma explicação racional. e isso gerava brigas, brigas que eu desisti de brigar.
E as coisas foram saindo fora do controle, saindo fora do controle...
E ai que comcei a engordar. Comer bolahca doce todos os dias, ja que a medicação não ajuda nesse ponto aumentando o desejo por doces. comendo lanche todas as noites ao inves de jantar, tomando coca cola e outros refrigerantes do dia inteiro e quase nada de agua. enfim, voltei a minha rotina de antes de engravidar, ou pior.
Mas sempre fui muito chata com a alimentação da Rebcea. Ou melhor, tentei ser. O melhor que consegui fazer, a unica forma de manter a alimentação da Rebeca dentro do que eu acredito adequada sem brigar foi dando comida industrializada pra ela. Aqui os potinhos nestle fazem parte da alimentação diaria dela. Hoje em dia são seu jantar, sopinha de potinho, por serem de digestão mais facil que comida da mesa. Comida essa que hoje ela come a mesma que a nossa. Mas, vejam bem, hoje.
Posso falar que funcionou bem, ela cresceu e se desenvolveu mais que adequadamente e ficou com um peso certo ate a ultima consulta no pediatra.
Ai, nesso sabado, como falei, fomos la, tiramos a medida e o peso: 85 cm, cresceu 3 cm e meio desde a ultima vez que fomos la, e pesou 13,6kg engordou 1,5kg. E o pediatra disse sim que pra essa fase agora, entre 1 e dois anos, ela engordou mais que o recomendado sim. Que 1,5kg e muito pra um bebe de mais de um ano. Que agora o normal era dar uma estabilizada, engordar devagar.
Rebeca demoru pra andar, ela se sentia confortavel engatinhando. E tambem tinha demorado a engatinhar. Mas ela se sentia segura engatinhando. Chegava com rapidez aonde queria. Ia de joelhos, fazia o que sentia vontade. E se sentia insegura de andar e cair. Ela sempre esperou ate ser capaz de fazer algo pra de fato fazer isso. Faz parte da personalidade dela, primeiro ela tem certeza que vai conseguir fazer pra depois fazer.
eu acho que ela engordou muito antes decomeçar a andar. Agora ela se mexe mais. Mas aqui em casa não tem toda a liberdade que ela precisa, e admito, eu não tenho essa energia agora. Estou esgotada, perdida nos problemas do dia a dia que invadem a minha mente e me mantem no mesmo lugar. Eu preciso de uma nova rotina.
E a Rebeca tambem.
Mas fiquei encucada com esa questão do peso. E tenho tentado rever o quanto ela come, se eu a obrigo a comer mais do que ela tem fome com aquelas coisas de "abre a boca filhinha, olha..." ou, meu maior crime, deixar ela comer na frente da televisão.
Fiquei vendo essas coisas, pensando nessas coisas. As papinhas prontas, o comer o jantar na frente da TV, o deixar ela beliscar quando eu estou comendo alguma coisa, dar comida pra ela sem que ela peça ou indique estar com fome de alguma forma. Afinal, quanto uma criança de uma ano come? Quando? O que?
Rebeca gosta muito de comer, coisas salgadas. Adora um queijo e uma azeitona, mas nunca dei pizza pra ela. Ama polenguinho mas so come de vez em quando. Doce pra ela é fruta, que dou 2 vezes por dia, frutas diferentes, e um suco de maracuja no jantar e laranja no almoço (cerca de 2 dedos de suco no copo). Mas comida? come e come bem. Adora arroz com feijão, carne moida, pure de batata e vagem.
Me pergunto se dou comida pra ela vezes demais pra idade que ela esta, ou muita comida nessas vezes. Fico pensando que dou muito leite pra ela ja que é com essa mamadeira que ela dorme a noite e na soneca da manhã (não tem mais feito soneca a tarde depois que acabou o horario de verão) e quando acorda. Mas alem da mamamdeira ela come um meingau ou de mucilon ou de farinha lactea no cafe da manhã de verdade, as 9h.... Ela nunca toma as mamadeira inteiras de uma vez, da uma pausa no meio.
Ja li em varios lugares que crianças não devem fazer dieta. Nem pensei nessa possibilidade, nada me tira da cabeça que o que ela precisa é de espaço e oportunidade de se mexer mais. de explorar suas pernas e seus novos horizontes. Mas ai vem toda a minha herança de neurose com comida e peso e fico nessas duvidas.
Sinto vontade de voltar a me alimentar como na gestação, direitinho, de forma saudavel, muita salada, muita verdura, proteina e e pouco carboidrato. Pouco refrigerante, sucos, muita agua. Doces apenas nos fins de semana, e fazer doces gostosos que tenho ficado tão bem em fazer. Nada de bolachas prontas. Ter o prazer 2 vezes.
A verdade é que a Rebeca esta crescendo e chegando num ponto em que eu tenho medo que meus maus habitos passem a ser os dela. Pois cada dia e mais dificil dar a ela algo diferente do que eu como. E olha que nem sempre ela pede.... Mas o exemplo é tudo e me sinto mais culpada pelo exemplo que dou, de me alimentar mal e me mexer pouco do que ela estar um pouco acima do peso agora. Por que ela eu sei que vai crescer e vai brincar muito ainda, sem querer saber da comida. Mas martela na minha cabeça : e quando ela ficar com fome e vier comer depois de passar o dia brincando, o que eu vou oferecer pra ela:? Sera que serei vencida, totalmente, por essa inercia que me prende?
Em tempo, Rebeca tem se divertido brincando com o espelho. Fica brincando, dando beijinhos e fazendo pose. Brinca de querer colocar minhas roupas, meu chapeue fazer pose, chega a me imitar brincando com ela colocando a maõzinha na cintura, jogando o bumbum pro lado e dando uma piscadinha. Da pra não babar numa menina fofa dessas? Aiiii e eu sem camera!!!
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