Ja falei aqui, acho, que tenho problemas com peso. E não to falando do obvio pratico de estar acima do peso. Posso falar que isso me incomoda pouco? Pois incomoda pouco. Não, não é esse problema. E mais embaixo. Ou melhor, mais no fundo, mais no passado, e agora de volta ao presente, meio a tona.
Minha mãe sempre foi muito neurotica com o proprio peso. E, com isso, sempre foi de certa forma neurotica com o nosso peso, a partir de uma certa idade. Sempre tivemos que viver a base das suas novidades que levavam ao emagrecimento. Passei a infancia sem comer feijão pois ela acreditava que engordava. Doces tipo bolos e tortas apenas em ocasiões especiais. Em contrapartida, nas fases sem dieta, as bolachas estavam liberadas e o refrigerante sempre fez parte do nosso dia a dia.
A minha recusa hoje em dia com relação a dietas vem do trauma que isso trouxe a minha vida. Mas entendam ai, tenho trauma de dieta, não de comer bem. Meu problema e de mudar meu habito alimentar de forma radical para emagrecer. Eu sei, sei mesmo que isso não funciona. Se resulta em perda de peso o mesmo retorna e aumenta a cada vez que voce volta ao seu normal. O problema esta nos nossos habitos do dia a dia - e esses, ter habitos saudaveis, eu sou super mega a favor.
Durante a gestação da Rebeca a minha culpa por não conseguir parar de fumar me fez ser extremamente chata com a minha alimentação. Não me importava o que pensavam ou se gostavam, eu brigava para me alimentar bem. Meu vicio em coca-cola foi substituido por H2OH!, menos ruim. Comia de 3h em 3h religiosamente mesmo sem estar com fome. Para controlar a glicemia inclui proteina em praticamente todas as minhas refeições ja que os integrais que seriam os mais adequados eu me vejo incapaz de comer (freud explica um dia). Não comia doces, afinal a hipoglicemia não permitia. Quando muito comia uma torrada integral com geleia, pouca, pra adoçar o bico. Ou um sucrilhos com leite e bana de manhã que por algum motivo magico, acho que a banana, não me fazia mal.
A hipoglicemia ficou tão forte, tão forte, que no final da gravidez eu comia a cada 2h. Eu acordava pra comer a cada 2h. O Taz acabou ficando em casa para cuidar de mim e garantir que eu acordaria pra comer a cada 2h. Quando eu não fazia isso, em 3h de jejum minha glicemia caia pra baixo de 70. Uma coisa de doido!
O resultado de mudar a minha alimentação e ficar bem foi chegar ao fim da gestação apenas 5kg acima de quando ela começou. Ponto pra mim! A Rebeca nasceu e no dia seguinte eu ja estava no meu peso original. Inchada, mas no peso original.
No começo, no primeiro mes, quando ainda estava amamentando eu mantive essa alimentação regrada. Eu estava feliz com ela, me sentia bem. Mas não tinha energia pra continuar brigando com o resto da casa, com meus pais, pra ter essa alimentação bonitinha. E eu dependia deles pra que não fosse assim. Alias, ainda dependo. dependia não no quesito financeiro. Não, é psicologico mesmo. Eu tenho uma droga de doença que me deixa sem incitavia, deprimida e insegura e que me faz depdender de outras pessoas para coisas simples sem uma explicação racional. e isso gerava brigas, brigas que eu desisti de brigar.
E as coisas foram saindo fora do controle, saindo fora do controle...
E ai que comcei a engordar. Comer bolahca doce todos os dias, ja que a medicação não ajuda nesse ponto aumentando o desejo por doces. comendo lanche todas as noites ao inves de jantar, tomando coca cola e outros refrigerantes do dia inteiro e quase nada de agua. enfim, voltei a minha rotina de antes de engravidar, ou pior.
Mas sempre fui muito chata com a alimentação da Rebcea. Ou melhor, tentei ser. O melhor que consegui fazer, a unica forma de manter a alimentação da Rebeca dentro do que eu acredito adequada sem brigar foi dando comida industrializada pra ela. Aqui os potinhos nestle fazem parte da alimentação diaria dela. Hoje em dia são seu jantar, sopinha de potinho, por serem de digestão mais facil que comida da mesa. Comida essa que hoje ela come a mesma que a nossa. Mas, vejam bem, hoje.
Posso falar que funcionou bem, ela cresceu e se desenvolveu mais que adequadamente e ficou com um peso certo ate a ultima consulta no pediatra.
Ai, nesso sabado, como falei, fomos la, tiramos a medida e o peso: 85 cm, cresceu 3 cm e meio desde a ultima vez que fomos la, e pesou 13,6kg engordou 1,5kg. E o pediatra disse sim que pra essa fase agora, entre 1 e dois anos, ela engordou mais que o recomendado sim. Que 1,5kg e muito pra um bebe de mais de um ano. Que agora o normal era dar uma estabilizada, engordar devagar.
Rebeca demoru pra andar, ela se sentia confortavel engatinhando. E tambem tinha demorado a engatinhar. Mas ela se sentia segura engatinhando. Chegava com rapidez aonde queria. Ia de joelhos, fazia o que sentia vontade. E se sentia insegura de andar e cair. Ela sempre esperou ate ser capaz de fazer algo pra de fato fazer isso. Faz parte da personalidade dela, primeiro ela tem certeza que vai conseguir fazer pra depois fazer.
eu acho que ela engordou muito antes decomeçar a andar. Agora ela se mexe mais. Mas aqui em casa não tem toda a liberdade que ela precisa, e admito, eu não tenho essa energia agora. Estou esgotada, perdida nos problemas do dia a dia que invadem a minha mente e me mantem no mesmo lugar. Eu preciso de uma nova rotina.
E a Rebeca tambem.
Mas fiquei encucada com esa questão do peso. E tenho tentado rever o quanto ela come, se eu a obrigo a comer mais do que ela tem fome com aquelas coisas de "abre a boca filhinha, olha..." ou, meu maior crime, deixar ela comer na frente da televisão.
Fiquei vendo essas coisas, pensando nessas coisas. As papinhas prontas, o comer o jantar na frente da TV, o deixar ela beliscar quando eu estou comendo alguma coisa, dar comida pra ela sem que ela peça ou indique estar com fome de alguma forma. Afinal, quanto uma criança de uma ano come? Quando? O que?
Rebeca gosta muito de comer, coisas salgadas. Adora um queijo e uma azeitona, mas nunca dei pizza pra ela. Ama polenguinho mas so come de vez em quando. Doce pra ela é fruta, que dou 2 vezes por dia, frutas diferentes, e um suco de maracuja no jantar e laranja no almoço (cerca de 2 dedos de suco no copo). Mas comida? come e come bem. Adora arroz com feijão, carne moida, pure de batata e vagem.
Me pergunto se dou comida pra ela vezes demais pra idade que ela esta, ou muita comida nessas vezes. Fico pensando que dou muito leite pra ela ja que é com essa mamadeira que ela dorme a noite e na soneca da manhã (não tem mais feito soneca a tarde depois que acabou o horario de verão) e quando acorda. Mas alem da mamamdeira ela come um meingau ou de mucilon ou de farinha lactea no cafe da manhã de verdade, as 9h.... Ela nunca toma as mamadeira inteiras de uma vez, da uma pausa no meio.
Ja li em varios lugares que crianças não devem fazer dieta. Nem pensei nessa possibilidade, nada me tira da cabeça que o que ela precisa é de espaço e oportunidade de se mexer mais. de explorar suas pernas e seus novos horizontes. Mas ai vem toda a minha herança de neurose com comida e peso e fico nessas duvidas.
Sinto vontade de voltar a me alimentar como na gestação, direitinho, de forma saudavel, muita salada, muita verdura, proteina e e pouco carboidrato. Pouco refrigerante, sucos, muita agua. Doces apenas nos fins de semana, e fazer doces gostosos que tenho ficado tão bem em fazer. Nada de bolachas prontas. Ter o prazer 2 vezes.
A verdade é que a Rebeca esta crescendo e chegando num ponto em que eu tenho medo que meus maus habitos passem a ser os dela. Pois cada dia e mais dificil dar a ela algo diferente do que eu como. E olha que nem sempre ela pede.... Mas o exemplo é tudo e me sinto mais culpada pelo exemplo que dou, de me alimentar mal e me mexer pouco do que ela estar um pouco acima do peso agora. Por que ela eu sei que vai crescer e vai brincar muito ainda, sem querer saber da comida. Mas martela na minha cabeça : e quando ela ficar com fome e vier comer depois de passar o dia brincando, o que eu vou oferecer pra ela:? Sera que serei vencida, totalmente, por essa inercia que me prende?
Em tempo, Rebeca tem se divertido brincando com o espelho. Fica brincando, dando beijinhos e fazendo pose. Brinca de querer colocar minhas roupas, meu chapeue fazer pose, chega a me imitar brincando com ela colocando a maõzinha na cintura, jogando o bumbum pro lado e dando uma piscadinha. Da pra não babar numa menina fofa dessas? Aiiii e eu sem camera!!!
Mostrando que não deve ser tão diferente ser mãe quando se é ou não bipolar, por que toda mãe tem o seu ladinho insano quando se trata de cuidar do filho. Esse blog tem o objetivo de narrar a experiencia de uma mãe que tem de enfrentar essa fase da vida com a duvida constante, o medo, de como, quando e quanto, sua bipolaridade pode afetar a vida de sua filha. Lidando com a linha tênue entre "normal" e "anormal"...
De mãe e louco todas temos um pouco
Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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terça-feira, 1 de março de 2011
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Quando as coisas não saem como o esperado...
Falando de mim.
Vce não consegue se concentrar e nem se interessar por nada na tv ou no computador por mais que 3 minutos. Sua mente não para um unico segundo e quando voce percebe esta pensando nas coisas mais absurdas, muitas vezes ruins.
E tudo o que voce quer fazer e não consegue é dormir.
Existe a alternativa de manter o litio e introduzir alguma outra medicação, estabilizadora, que me ajude a dormir, mas que não seja a que eu tomava anteriormente. O problema é que eu posso voltar a ficar dopada, e um dos objetivos a curto prazo é que eu fique bem e acordada de forma a poder dirigir de forma segura. Eu não dirijo a anos e isso tem feito muita falta.
Falei aqui que estou tentando trocar de remedio. Estou tentando tomar litio, que é a medicação mais antiga, mais comum e uma das mais funcionais para controle dos sintomas da bipolaridade.
Por que bipolaridade é assim, como diabete ou hipertensão, uma doença com a qual voce tem que conviver, sem a cura, mas com o controle atraves da medicação e terapias adequadas.
E eu tomava olanzapina, que é o que me deixou estavel por muito tempo, tempo o suficiente pra eu poder engravidar, ficar sem a medicação durante a gestação e ainda sim, ficar entre o bem e o aceitavel, com esparsos momentos depressivos.
Agora, estou tentanto fazer essa troca pois o litio tem como vantagem uma coisa que agora tem sido uma preocupação muito grande pra mim: preço. A diferença é tão exorbitante que tenho vergonha de falar.
Seria possivel conseguir a olanzapina entrando com uma ação para conseguir que seja custeado pelo governo. Mas, demora, da trabalho e na verdade nem sei muito bem como fazer isso.
Então, resolvemos trocar para que eu não precisasse ficar presa e dependente de outras pessoas. Mas, com 1 condição simples e sensata: tem que funcionar.
E apesar de eu estar me sentindo bem, sem grandes flutuações de humor, isso esta ficando cada vez mais dificil por causa de um efeito colateral que eu não esperava. Fiquei com insonia.
Pouca gente sabe de verdade o que é ter insonia. Fica-se com aquela ideia de que insonia é simplesmente não dormir. Não é.
Eu estou aqui, 2h da manhã, exausta por ter acordado, como todos os dias, as 8h com a Rebeca e não ter dado nem um cochilo ao longo do dia. E sei que as 8h da manhã, não importa quão tarde eu va dormir, vou ter que levantar pois a baixinha não tem absolutamente nada a ver com isso.
Alem de estar muito cansada por hoje, quero dizer que isso vem acontecendo a cerca de 10 dias. Então são 8 dias que eu dormi muito mal. 8 dias por que nos ultimos 2 dias eu entrei em total desespero e apelei para um sedativo leve que eu tomava durante a gravidez quando isso tambem aconteceu.
E eu poderia tomar o remedio hoje de novo, e provavelmente o farei assim que terminar esse post. Mas tomar um remedio que vai me adormecer, mesmo que numa dose pequena, não muda que o remedio que eu estou tomado me deixa com insonia.
A sim, mas não feliz com isso, alem de ao tomar o remedio a noite ele me deixar acordada, eu tomo ele pela manhã e ele me deixa o dia todo com sono. Afinal, une-se as duas coisas, a medicação e o fato de eu estar dormindo cada vez menos.
Estou encanrando a possibilidade que talvez, como suspeitava antes mas queria tentar diferente, a "minha" medicação seja necessariamente a cara. E vou ter que encarar um processo longo, chato, e um tempo maior sem dinheiro, pra poder bancar esse tratamento.
Ter insonia não é algo legal. Existiu uma epoca que eu achava que era. E talvez se eu ainda não tivesse horario pra acordar, nenhuma responsabilidade, fosse achar legal passar a madrugada no computador.
Mas a verdade é que chega uma hora que voce esta cansado, querendo dormir para que o dia termine e outro comece. E voce deita na cama e nesse momento é como se alguem abrisse seus olhos com as mãos, colocasse palitinhos e dissesse que voce não tem tanta sorte assim.
Voce sente seu coração acelerar, sente uma eletricidade passar pelo seu corpo pedindo que voce se levante. Sente uma ansiedade tão grande que se tiver espaço você comerá as paredes e não só tudo o que encontrar na cozinha.
Vce não consegue se concentrar e nem se interessar por nada na tv ou no computador por mais que 3 minutos. Sua mente não para um unico segundo e quando voce percebe esta pensando nas coisas mais absurdas, muitas vezes ruins.
E tudo o que voce quer fazer e não consegue é dormir.
E todos esses ultimos dias, quando chega esse horario, eu estou assim. Eu nem sabia que um remedio podia ter o efeito de causar insonia. Me sinto verdadeiramente frustrada.
No entanto, ele funcionou bem, me levou pra muito mais perto de uma estabilidade do que os outros remedios e muito mais rapido. Isso é bom.
Existe a alternativa de manter o litio e introduzir alguma outra medicação, estabilizadora, que me ajude a dormir, mas que não seja a que eu tomava anteriormente. O problema é que eu posso voltar a ficar dopada, e um dos objetivos a curto prazo é que eu fique bem e acordada de forma a poder dirigir de forma segura. Eu não dirijo a anos e isso tem feito muita falta.
Na ultima consulta com a medica ficou definido que iremos primeiro tentar essa combinação do litio com outra medicação e ver se a sonolencia do dia melhora conforme o sono a noite melhore. Se em 15 dias nada mudar...
O importante é que, por mais que ainda não tenha acertado a medicação, a cada dia eu estou mais proxima disso. Seja la como ficara definido, qual medicação, cada dia vai ficar mais facil.
Essa e uma das coisas que quando se tem essa doença voce só sabe e so acredita quando alcança. Descobrir quem voce é de verdade, sem as alterações de humor, e entender que quanto mais estavel voce estiver mais facil sera permanecer estavel.
E foi isso que me trouxe aqui. Anos de estabilidade. E eu estou retornando a isso. Me desejem sorte!
PS: Rebeca esta uma fofa, muito sapeca, aprendeu a subir no sofa sozinha hoje e quase me mata do coração! demorei 2 segundo para ver ela em cima do sofa, correndo ate a janela (fechada) pra ver o Taz ir pro trabalho, e me tocar que não fui eu que a coloquei ali e sim ela que subiu sozinha.
O Cineminha foi otimo, o papai passou o filme todo, o qual ele não tinha interesse em assistir, brincando com a peuqnea enquanto eu sentei e assisti o filme inteirinho. Eh, vida boa! Voces deveriam ir na proxima ;)
Ah, o que me lembra, sabado agora é o dia do Aquario! Lembrem-se, as 11h no aquario de SP!
Ai, vou ali tomar meu calmantezinho e ver se durmo... boa noite!
Ah, o que me lembra, sabado agora é o dia do Aquario! Lembrem-se, as 11h no aquario de SP!
Ai, vou ali tomar meu calmantezinho e ver se durmo... boa noite!
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
Blogagem coletiva - vinculo

4 de Janeiro de 2009, manhã. Programados para acordar cedo pois iriamos levar a Lulu ao Playcenter. Me vem a cabeça, quase como uma brincadeira, de que seria um bom dia para encomendar a irmãzinha dela.
dia 24 de Janeiro de 2009, noite. E a festa de aniversário do Taz, karaoke, amigos, eu e uma garrafa de tequila. A garrafa termina, mais da metade por minha causa. Me divirto, brinco muito. Na hora de dormir, tenho um sonho que me deixa preocupada: no sonho, estou gravida. E eu tinha bebido muito... Sem contar os remédios que tomo... Fico muito, muito preocupada.
Tenho o mesmo sonho em todos os dias que se seguem, ate dia 28, que seria a data que deveria vir minha menstruação. Tambem é o dia em que eu tinha consulta com o psicologo. Converso com ele sobre estar sonhando a 5 dias seguidos que estou gravida, e que apesar de estar creditando isso ao fato de que tinha desistido de tentar e a decisão de que esperaria mais 2 anos pra ter filhos. Ele resolve o meu problema de forma simples: faça o exame, afinal, pelo menos assim você tira isso da sua cabeça e não fica imaginando coisas.
Saio do consultorio do psicologo e vou direto para o laboratorio fazer o exame.
dia 29, pego o resultado: 16Mu (de um resultado que deveria dar menos de 1 ou mais de 25) Dou muita risada, eu sabia o que aquilo significava.
Refiz o exame mais 2 vezes ate alcançar um positivo alto o suficiente pra não ter margem de erro.
Refiz o exame mais 2 vezes ate alcançar um positivo alto o suficiente pra não ter margem de erro.
Durante a gravidez eu vivenciei sentimentos e lembranças minhas que pra muitos não fariam sentido. Minha forma de ver o mundo mudou, minhas necessidades mudaram. Em muitos pontos, eu voltei a quem e como eu era na minha infancia. Tudo isso pra poder entender e crescer, novamente, junto com a menininha que estava em meu ventre.
E eu tomei a iniciativa de prestar atenção, sempre, em tudo. No que eu gostava de comer, no que me enjoava, o que me fazia feliz ou triste. E tudo tem se mostrado igual, os gostos, os desgostos, a forma de agir e reagir.
Ela me mostra, desde o primeiro momento, como ela esta, o que sente, o que pensa. A mim, cabe apenas prestar atenção e me deixar levar.
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domingo, 18 de abril de 2010
Ao assistir Tv eu lembrei que...
Olá pessoas!
Tirei umas fotos da Bebeca mas ainda não passei pro computador, então vou deixar pra fazer o post sobre o fim de semana amanhã. ^^
Hoje a noite eu estava assitindo meu canal "mamãe feliz" favorito, leia-se Discovery Home&Health, e finalmente passou um programa que tinha sido anunciado e eu queria muito ver, que era o Gravidez Extrema: gravida e bipolar. Eu estava muito curiosa pra assistir esse programa, queria ver, na teve, retratado aquilo que eu vivi, vivo, todos os dias. Queria não me sentir mal, nem sozinha, e, ok, admito, ate meio importante. Tava ansiosa, e enquanto assitia fiquei ate um pouco nervosa por ir me lembrando da minha gravidez conforme eles iam mostando algumas, poucas, situações que a moça no programa passa.
E, realmente, não me sinto mais mal. Me sinto bem, muito bem. É claro que nada mudou na minha vida no sentido pratico da palavra, mas assistir o programa me fez ver um pouco melhor as minhas vitorias.
A mulher do programa tem muitos dos medos que tive, e que, na verdade, quase toda gravida tem, a diferença é que cada uma tem por um motivo. O problema é que a coitada alem de bipolar, tem fibromialgia e artrite. Cara, ou seja, alem de ter a cabeça meio instavel, sente dor o tempo todo.
Ate ai, eu me identifiquei com a dor. Não tenho esses problemas, mas eu estava tão tensa o tempo todo durante a gravidez da Beca que eu sentia dor constantemente. Eu passei a minha gravidez a base de emplastos e massagens para aliviar uma dor que não passava. Ah, sim, e ainda esta lá na maior parte dos meus dias.
No entanto, existiu uma grande diferença entre a mulher no programa e eu: ela tomou remedios durante a gestação. Eu não. Simples assim.
Eu faço tratamento para bipolaridade ja tem 7 anos agora, e tinha passado 2 anos tentando engravidar, poder engravidar, antes da Rebeca passar a existir. E, antes disso, 4 anos me preparando psicologicamente para o que eu precisaria fazer e deixar de fazer para dar certo. Foi um trabalho longo, intenso, e que não tem um dia que eu não acredite que tenha valido a pena.
Das 36 semanas que se passaram entre eu descobrir que estava gravida e e o nascimento da Rebeca eu tomei 15 comprimidos de antidepressivo na menor dose que era possivel, pois era a menor vendida, e não foram em dias seguidos. Entre a 33 e 37 semanas, tomava, dia sim dia não, um ansiolitico dado a gravidas hipertensas por que era imprecindivel que eu dormisse alguma coisa, ja que não dormia mais que 2 horas seguidas desde o 3 mes, e nos 2 ultimos não mais que 45 minutos por vez. E, mesmo assim, depois da 37 eu estava tão mal da hipoglicemia, tão mal, que eu precisava colocar algo no estomago a cada 2 horas, e isso incluia eu ter que acordar a noite pra isso. E, no fim, foi isso, e não os remedios, que me ajudaram a dormir melhor e descansar mais. Ate hoje, acredito que meu maior mal era a minha baixa de açucar no sangue. Cheguei a notar, algumas vezes, que tomar sorvete ou comer algo doce inclusive ajudava a passar as dores momentaneamente.
Rebeca nasceu com 39 semanas e 4 dias, de um jeito que muita gente não entendeu direito e acabou virando uma piada que eu não curto muito por que acho que esta errada na intenção. (Faço um post comemorativo com relato de parto bonitinho quando o Dimi, filho da minha amiga Mari, nascer. ^^)
E, como contei no blog, pois foi na época que eu o iniciei que vivenciei isso, amamentei a Rebeca por 1 mes e meio antes de voltar a tomar os remedios, e também acredito que teria aguentado um tempinho mais sem eles se a situação na minha casa não estivesse tão ruim e ajudando a me deixar muito pior do que eu precisava estar naquele momento. (e no atual, mas isso vai ser uma historia a ser contada direito quando tudo estiver resolvido)
Ou seja, eu passei por tudo o que foi descrito no programa SEM REMEDIOS e estou aqui, hoje, com uma dose baixa, que apesar da medica ter aumentado de leve e eu finalmente ter conseguido seguir essa recomendação, é ma dose baixa,e TO LEVANDO.
Ok, eu nõ to bem, nem perto de 100%, mas com certeza não to mal, não estou em uma crise absurda nem nada. Tenho as minhas instabilidades, tenho dias bem ruins, e momentos de pura viagem na maionese, mas eu estou "controlada" dentro desses parametros. Não estou beirando internação, nem agressividade nem nada. O pior, sinto, ja passou. Agora eu estou acertando a dose, pra ficar melhor e não pra não ficar mal.
Eu sabia desde o inicio de varios riscos que eu corria, pela bipolaridade, pelo peso, etc E eu encarei, to aqui, firme forte, disposta a continuar lutando e a fazer o meu melhor, mesmo que hoje o meu melhor não seja o melhor que os outros acreditam que eu possa chegar. Mas é o melhor de hoje, e amamhã o limite será outro, e se eu me cuidar direito, o limite é o resto da minha vida bem, estavel, cuidando da minha filha, trabalhando com algo que eu goste, cuidando do meu marido e de mim, e, se tudo der realmente certo como eu espero, de mais um filho mais pra frente, como comentei no post anterior.
E hoje eu me sinto bem, me sinto estar vencendo, me sinto no topo, não por estar numa crise que me da uma falsa sensação de estar nele, mas por estar lutando e ganhando dela.
E, sem duvida, a Beca é a minha alegria, é absolutamente impossivel ficar muito mal quando se tem alguém que todos os dias sorri pra você e da pulos e gritos de alegria quando te ve, só por você ser você, e isso faz de você a pessoa mais importante da vida dela! Indescritivel a felicidade e responsabilidade que isso traz. E quando eu decidi que ia aceitar isso, anos atras, eu disse que ia fazer direito, e fazer direito significa ciuidar dela, da educação, da saude e tudo o mais, e de mim também, pra poder ser a mãe que ela merece ter.
Tirei umas fotos da Bebeca mas ainda não passei pro computador, então vou deixar pra fazer o post sobre o fim de semana amanhã. ^^
Hoje a noite eu estava assitindo meu canal "mamãe feliz" favorito, leia-se Discovery Home&Health, e finalmente passou um programa que tinha sido anunciado e eu queria muito ver, que era o Gravidez Extrema: gravida e bipolar. Eu estava muito curiosa pra assistir esse programa, queria ver, na teve, retratado aquilo que eu vivi, vivo, todos os dias. Queria não me sentir mal, nem sozinha, e, ok, admito, ate meio importante. Tava ansiosa, e enquanto assitia fiquei ate um pouco nervosa por ir me lembrando da minha gravidez conforme eles iam mostando algumas, poucas, situações que a moça no programa passa.
E, realmente, não me sinto mais mal. Me sinto bem, muito bem. É claro que nada mudou na minha vida no sentido pratico da palavra, mas assistir o programa me fez ver um pouco melhor as minhas vitorias.
A mulher do programa tem muitos dos medos que tive, e que, na verdade, quase toda gravida tem, a diferença é que cada uma tem por um motivo. O problema é que a coitada alem de bipolar, tem fibromialgia e artrite. Cara, ou seja, alem de ter a cabeça meio instavel, sente dor o tempo todo.
Ate ai, eu me identifiquei com a dor. Não tenho esses problemas, mas eu estava tão tensa o tempo todo durante a gravidez da Beca que eu sentia dor constantemente. Eu passei a minha gravidez a base de emplastos e massagens para aliviar uma dor que não passava. Ah, sim, e ainda esta lá na maior parte dos meus dias.
No entanto, existiu uma grande diferença entre a mulher no programa e eu: ela tomou remedios durante a gestação. Eu não. Simples assim.
Eu faço tratamento para bipolaridade ja tem 7 anos agora, e tinha passado 2 anos tentando engravidar, poder engravidar, antes da Rebeca passar a existir. E, antes disso, 4 anos me preparando psicologicamente para o que eu precisaria fazer e deixar de fazer para dar certo. Foi um trabalho longo, intenso, e que não tem um dia que eu não acredite que tenha valido a pena.
Das 36 semanas que se passaram entre eu descobrir que estava gravida e e o nascimento da Rebeca eu tomei 15 comprimidos de antidepressivo na menor dose que era possivel, pois era a menor vendida, e não foram em dias seguidos. Entre a 33 e 37 semanas, tomava, dia sim dia não, um ansiolitico dado a gravidas hipertensas por que era imprecindivel que eu dormisse alguma coisa, ja que não dormia mais que 2 horas seguidas desde o 3 mes, e nos 2 ultimos não mais que 45 minutos por vez. E, mesmo assim, depois da 37 eu estava tão mal da hipoglicemia, tão mal, que eu precisava colocar algo no estomago a cada 2 horas, e isso incluia eu ter que acordar a noite pra isso. E, no fim, foi isso, e não os remedios, que me ajudaram a dormir melhor e descansar mais. Ate hoje, acredito que meu maior mal era a minha baixa de açucar no sangue. Cheguei a notar, algumas vezes, que tomar sorvete ou comer algo doce inclusive ajudava a passar as dores momentaneamente.
Rebeca nasceu com 39 semanas e 4 dias, de um jeito que muita gente não entendeu direito e acabou virando uma piada que eu não curto muito por que acho que esta errada na intenção. (Faço um post comemorativo com relato de parto bonitinho quando o Dimi, filho da minha amiga Mari, nascer. ^^)
E, como contei no blog, pois foi na época que eu o iniciei que vivenciei isso, amamentei a Rebeca por 1 mes e meio antes de voltar a tomar os remedios, e também acredito que teria aguentado um tempinho mais sem eles se a situação na minha casa não estivesse tão ruim e ajudando a me deixar muito pior do que eu precisava estar naquele momento. (e no atual, mas isso vai ser uma historia a ser contada direito quando tudo estiver resolvido)
Ou seja, eu passei por tudo o que foi descrito no programa SEM REMEDIOS e estou aqui, hoje, com uma dose baixa, que apesar da medica ter aumentado de leve e eu finalmente ter conseguido seguir essa recomendação, é ma dose baixa,e TO LEVANDO.
Ok, eu nõ to bem, nem perto de 100%, mas com certeza não to mal, não estou em uma crise absurda nem nada. Tenho as minhas instabilidades, tenho dias bem ruins, e momentos de pura viagem na maionese, mas eu estou "controlada" dentro desses parametros. Não estou beirando internação, nem agressividade nem nada. O pior, sinto, ja passou. Agora eu estou acertando a dose, pra ficar melhor e não pra não ficar mal.
Eu sabia desde o inicio de varios riscos que eu corria, pela bipolaridade, pelo peso, etc E eu encarei, to aqui, firme forte, disposta a continuar lutando e a fazer o meu melhor, mesmo que hoje o meu melhor não seja o melhor que os outros acreditam que eu possa chegar. Mas é o melhor de hoje, e amamhã o limite será outro, e se eu me cuidar direito, o limite é o resto da minha vida bem, estavel, cuidando da minha filha, trabalhando com algo que eu goste, cuidando do meu marido e de mim, e, se tudo der realmente certo como eu espero, de mais um filho mais pra frente, como comentei no post anterior.
E hoje eu me sinto bem, me sinto estar vencendo, me sinto no topo, não por estar numa crise que me da uma falsa sensação de estar nele, mas por estar lutando e ganhando dela.
E, sem duvida, a Beca é a minha alegria, é absolutamente impossivel ficar muito mal quando se tem alguém que todos os dias sorri pra você e da pulos e gritos de alegria quando te ve, só por você ser você, e isso faz de você a pessoa mais importante da vida dela! Indescritivel a felicidade e responsabilidade que isso traz. E quando eu decidi que ia aceitar isso, anos atras, eu disse que ia fazer direito, e fazer direito significa ciuidar dela, da educação, da saude e tudo o mais, e de mim também, pra poder ser a mãe que ela merece ter.
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
Antes de um grande dia...
Amanhã, ou melhor, hoje já, é o mesversário de 6 meses da Rebeca. Nossa como o tempo passa!!
E, antes de fazer um enorme post falando da pequena e de como ela esta e de como foi esse dia, e todos esses etc que vocês querem saber e eu to doida pra contar, quero falar um pouco de mim, ontem, e hoje.
Eu diria que é uma especie de retrospectiva, um bom tanto de desabafo e reclamação, e devo dizer que isso tudo se deve a uma noticia que tive hoje que não foi nem de perto boa.
Quando paro pra pensar na minha vida, em como eu era quando criança, minhas caracteristicas, meus sentimentos, minha forma de lidar com as coisas, acabo acreditando que de fato eu sempre fui bipolar. Meus pais contam historias impressionantes de como eu, bebe ainda, passava noites e dias em claro antes de adormecer para passar mais 2 dias em claro, e eles, que nunca foram feitos de ferro apesar de quando criança a gente gostar de oensar assim, tinham que colocar os colchões no chão do quarto, forrando tudo, e deitar neles, me deixando brincar a noite toda, enquanto eles capotavam. Dizem eles que eu brincava a noite toda, ou pelo menos assim parecia, pois eles dormam eu estava brincado, e eles acordavam eu ainda estava brincando.
Tenho guardado até hoje alguns relatorios que minhas professores do jardim da infancia escreviam sobre mim, e elas descrevem que eu sou hoje quase com perfeição.
Quando eu tinha nove anos fui fazer um mapa astral, pois era a "mania" da minha mãe na epoca, e a astrologa ficou impressionada comentando, com essas palavras: "eu nunca vi alguém se conhecer tão bem".
Na mesma época eu fiz vestibulinhos apra trocar de escola, e não só a professora que me dava aulas particulares ficava boquiaberta comigo, como aqueles que corrigiam minhas redações.
Fiz terapia durante minha infancia pois meus pais achavam que eu deveria ter algum problema de comunicação. A primeira coisa que eles ouviram da terapeuta foi que eu não tinha problema de comunicação algum, apenas uma forma muito particular de me expressar, e eles que não prestavam atenção no que eu falava.
Dessa época a minha pérola infantil foi "Adriana, conta pra mim,quem é que manda na sua casa, sua mamãe ou seu papai? (ao que eu respondi prontamente) - Eu!"
No entanto nessa época eu ja não estava muito bem... E mudar de escola não foi la a melhor decisão que meus pais tomaram na minha vida, apesar de que eles com certeza não tinham ideia que seria tão ruim quanto foi de fato.
Eu estava na sétima série, 13 aninhos, quando tive a minha primeira crise de verdade. Fiquei bem mal, chorava muito, durante a sexta série inteira não teve um mes que eu não tenho tido algum problema fisico. E na sétima eu decidi tocar o chamado F. e chocar ja que eu não era capaz de agradar.
Acabei saindo da escola no meio do ano, perdi o ano letivo, iniciei um tratatamento que não durou um mes que fosse, e seguiram-se meses em casa, que mesmo saindo com os amigos de minha irmã de vez em quando, coisa que eu ja fazia tinha mais de um ano, finalmente, em 1996, as coisas começaram a mudar.
Em 1998 eu comecei a namorar com o Taz. Isso, eu tinha 16 anos na época. Vão fazer 12 anos que estamos juntos em julho. E ele ficou comigo durante todos os problemas, altos e baixos, que tive, por mais dificil que tenha sido.
7 anos atrás minha avó morreu, 1 dia antes do aniversário do meu pai. Ela estava com cancer, e foi uma epoca muito dificil pra todos nós. Quem atendeu o telefone com a noticia fui eu, que estava trabalhando as 5h da manhã. Não consegui falar nada, agredeci por dentro por na hora que minha tia me falou meu pai descer as escadas pois eu não mal conseguia respirar. Tudo que consegui fazer foi entregar o telefone pra ele e chorar.
Foi nesse dia que tudo virou de ponta cabeça.
Por causa de ter existido esse gatilho, chegaram a questionar o diagnostico de bipolaridade alguns anos depois. Eu tento explicar que o gatilho não iniciou o problema, só foi a ultima gota de agua em um copo muito cheio.
1 ano depois eu estav tão mal que chorava enquanto dormia. Quando dormia, pois ficava as vezes 3 ou 4 dias sem dormir. E eu sbia que estava mal, sabia mais ou menos o que eu tinha, e decidi que não queria ficar daquele jeito. Eu sabia até onde aquilo podia me levar e eu NUNCA quis ir tão longe. Comecei o tratamento, que incluiu uma internação após eu contar a psiquiatra na epoca que eu não sentia mais nada, absolutamente mais nada, a não ser vontade de dormir, cansaço, sensação de não querer mais ser um estorvo na vida das pessoas e, alem de tudo isso, tomar facilmente 8 comprimidos de calmante para dormir a noite,e as vezes continuar acordada.
Foi no final de 2004 que eu engravidei pela primeira vez. Foi uma das melhores coisas que eu senti na minha vida. Quando eu peguei o positivo, pela internet, eu estava com um cigarro na mão. Eu o apaguei. Fui acender outro apenas depois que soube que não poderia dar continuidade a gravidez. E o melhor virou o pior.
Mas depois que eu me recuperei um poco de tudo isso, e lembrei do que senti, do que pensei, do que fiz, eu sabia que era algo que eu queria mais que tudo que eu ja quis antes. E dali em diante, todos os meus esforços foram voltados a esse fim.
Refiz uma grastroplastia pois precisava perder muito peso.
Assumi o tratamento com muita seriedade.
Tentei voltar a trabalhar insistentemente.
Quando vi que me sentia pronta a tentar, ainda levou 2 anos para que a passasse a existir.
E hoje ela esta dormindo no quarto dela, gostosamente, no seu mesversário de 6 meses.
Foi dificil passar a gravidez inteira sem tomar remedios, sentindo a culpa de não ter conseguido parar de fumar, e a solidão que veio inesperada de todos os lados, menos de dentro.
Dizem que quando você esta gravida você nunca esta sozinha. Por um lado é verdade. Mas o bebe que esta pra nascer não é companhia suficiente quando você precisa dividir seus medos, suas angustias, suas vitorias, seus desejos, seus sonhos. Não é alguém que vai te fazer um carinho ou te paparicar, passando a mão na sua barriga ou coisa do genero. Não é alguém que vai com você ao cinema, ou fazer um ultrasom, ou nada assim.
Mas e tão abolutamente bom te-la comigo, que me dava tanto medo que pudesse ser um sonho, que eu fui conseguir dormir ja estavamos em Janeiro desse ano.
E é pensando nisso que, não importa o qaunto eu possa sentir raiva, ou magoa, ou qualquer coisa, torna possivel "encarar". Eu consquitei o que eu queria, eu consquitei a minha motivação, a minha felicidade. Pois ela é isso, assim, meu sol no meio da minha tempestade.
A MAgoa existe, a raiva também, e todos os outros sentimentos, e como toda boa bipolar, são confusos, intensos, e muitas vezes fora de controle e desmedidos.
Mas, e dai?
Eu queria um jacaré... E agora eu tenho a minha Rebeca.
Feliz Mesversário!!!
E, antes de fazer um enorme post falando da pequena e de como ela esta e de como foi esse dia, e todos esses etc que vocês querem saber e eu to doida pra contar, quero falar um pouco de mim, ontem, e hoje.
Eu diria que é uma especie de retrospectiva, um bom tanto de desabafo e reclamação, e devo dizer que isso tudo se deve a uma noticia que tive hoje que não foi nem de perto boa.
Quando paro pra pensar na minha vida, em como eu era quando criança, minhas caracteristicas, meus sentimentos, minha forma de lidar com as coisas, acabo acreditando que de fato eu sempre fui bipolar. Meus pais contam historias impressionantes de como eu, bebe ainda, passava noites e dias em claro antes de adormecer para passar mais 2 dias em claro, e eles, que nunca foram feitos de ferro apesar de quando criança a gente gostar de oensar assim, tinham que colocar os colchões no chão do quarto, forrando tudo, e deitar neles, me deixando brincar a noite toda, enquanto eles capotavam. Dizem eles que eu brincava a noite toda, ou pelo menos assim parecia, pois eles dormam eu estava brincado, e eles acordavam eu ainda estava brincando.
Tenho guardado até hoje alguns relatorios que minhas professores do jardim da infancia escreviam sobre mim, e elas descrevem que eu sou hoje quase com perfeição.
Quando eu tinha nove anos fui fazer um mapa astral, pois era a "mania" da minha mãe na epoca, e a astrologa ficou impressionada comentando, com essas palavras: "eu nunca vi alguém se conhecer tão bem".
Na mesma época eu fiz vestibulinhos apra trocar de escola, e não só a professora que me dava aulas particulares ficava boquiaberta comigo, como aqueles que corrigiam minhas redações.
Fiz terapia durante minha infancia pois meus pais achavam que eu deveria ter algum problema de comunicação. A primeira coisa que eles ouviram da terapeuta foi que eu não tinha problema de comunicação algum, apenas uma forma muito particular de me expressar, e eles que não prestavam atenção no que eu falava.
Dessa época a minha pérola infantil foi "Adriana, conta pra mim,quem é que manda na sua casa, sua mamãe ou seu papai? (ao que eu respondi prontamente) - Eu!"
No entanto nessa época eu ja não estava muito bem... E mudar de escola não foi la a melhor decisão que meus pais tomaram na minha vida, apesar de que eles com certeza não tinham ideia que seria tão ruim quanto foi de fato.
Eu estava na sétima série, 13 aninhos, quando tive a minha primeira crise de verdade. Fiquei bem mal, chorava muito, durante a sexta série inteira não teve um mes que eu não tenho tido algum problema fisico. E na sétima eu decidi tocar o chamado F. e chocar ja que eu não era capaz de agradar.
Acabei saindo da escola no meio do ano, perdi o ano letivo, iniciei um tratatamento que não durou um mes que fosse, e seguiram-se meses em casa, que mesmo saindo com os amigos de minha irmã de vez em quando, coisa que eu ja fazia tinha mais de um ano, finalmente, em 1996, as coisas começaram a mudar.
Em 1998 eu comecei a namorar com o Taz. Isso, eu tinha 16 anos na época. Vão fazer 12 anos que estamos juntos em julho. E ele ficou comigo durante todos os problemas, altos e baixos, que tive, por mais dificil que tenha sido.
7 anos atrás minha avó morreu, 1 dia antes do aniversário do meu pai. Ela estava com cancer, e foi uma epoca muito dificil pra todos nós. Quem atendeu o telefone com a noticia fui eu, que estava trabalhando as 5h da manhã. Não consegui falar nada, agredeci por dentro por na hora que minha tia me falou meu pai descer as escadas pois eu não mal conseguia respirar. Tudo que consegui fazer foi entregar o telefone pra ele e chorar.
Foi nesse dia que tudo virou de ponta cabeça.
Por causa de ter existido esse gatilho, chegaram a questionar o diagnostico de bipolaridade alguns anos depois. Eu tento explicar que o gatilho não iniciou o problema, só foi a ultima gota de agua em um copo muito cheio.
1 ano depois eu estav tão mal que chorava enquanto dormia. Quando dormia, pois ficava as vezes 3 ou 4 dias sem dormir. E eu sbia que estava mal, sabia mais ou menos o que eu tinha, e decidi que não queria ficar daquele jeito. Eu sabia até onde aquilo podia me levar e eu NUNCA quis ir tão longe. Comecei o tratamento, que incluiu uma internação após eu contar a psiquiatra na epoca que eu não sentia mais nada, absolutamente mais nada, a não ser vontade de dormir, cansaço, sensação de não querer mais ser um estorvo na vida das pessoas e, alem de tudo isso, tomar facilmente 8 comprimidos de calmante para dormir a noite,e as vezes continuar acordada.
Foi no final de 2004 que eu engravidei pela primeira vez. Foi uma das melhores coisas que eu senti na minha vida. Quando eu peguei o positivo, pela internet, eu estava com um cigarro na mão. Eu o apaguei. Fui acender outro apenas depois que soube que não poderia dar continuidade a gravidez. E o melhor virou o pior.
Mas depois que eu me recuperei um poco de tudo isso, e lembrei do que senti, do que pensei, do que fiz, eu sabia que era algo que eu queria mais que tudo que eu ja quis antes. E dali em diante, todos os meus esforços foram voltados a esse fim.
Refiz uma grastroplastia pois precisava perder muito peso.
Assumi o tratamento com muita seriedade.
Tentei voltar a trabalhar insistentemente.
Quando vi que me sentia pronta a tentar, ainda levou 2 anos para que a passasse a existir.
E hoje ela esta dormindo no quarto dela, gostosamente, no seu mesversário de 6 meses.
Foi dificil passar a gravidez inteira sem tomar remedios, sentindo a culpa de não ter conseguido parar de fumar, e a solidão que veio inesperada de todos os lados, menos de dentro.
Dizem que quando você esta gravida você nunca esta sozinha. Por um lado é verdade. Mas o bebe que esta pra nascer não é companhia suficiente quando você precisa dividir seus medos, suas angustias, suas vitorias, seus desejos, seus sonhos. Não é alguém que vai te fazer um carinho ou te paparicar, passando a mão na sua barriga ou coisa do genero. Não é alguém que vai com você ao cinema, ou fazer um ultrasom, ou nada assim.
Mas e tão abolutamente bom te-la comigo, que me dava tanto medo que pudesse ser um sonho, que eu fui conseguir dormir ja estavamos em Janeiro desse ano.
E é pensando nisso que, não importa o qaunto eu possa sentir raiva, ou magoa, ou qualquer coisa, torna possivel "encarar". Eu consquitei o que eu queria, eu consquitei a minha motivação, a minha felicidade. Pois ela é isso, assim, meu sol no meio da minha tempestade.
A MAgoa existe, a raiva também, e todos os outros sentimentos, e como toda boa bipolar, são confusos, intensos, e muitas vezes fora de controle e desmedidos.
Mas, e dai?
Eu queria um jacaré... E agora eu tenho a minha Rebeca.
Feliz Mesversário!!!
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Comentando sobre a gravidez
Lendo os posts das minhas colegas blogueiras futuras mamães vi que algumas estão na epoca das contrações falsas, e fiquei lembrando...
Sabe que, eu, claro, super neurotica, tinha me informado sobre toda essa historia de trabalho de parto. O que tinham me falado é que eu deveria me preocupar se eu tivesse contrações ritmadas, com intervalos menores do que 10 minutos entre uma e outra. Ok, então, não me preocuparia se não fosse assim. A primeira vez que fui parar no pronto socorro estava tendo leve contrações a cada 5 minutos, contados no relogio. Eu tava desesperada, eram mais de meia noite, tava tentando dormir, e tentando mais ainda não ser neurotica, afinal eu estava entrando na 27 semana.
Mas chegou uma hora, conforme eu fui contando (fiz isso por uma meia hora no maximo) e vi que tinha ritmo e tudo mais, e eram muito proximas, não tive mais duvida, fui pra minha maternindade de escolha pela primeira vez. (é, existiram varias outras)
Cheguei lá em 15 minutos, o que devo admitir fiquei a partir dai rezando pra entrar em tabalho de parto de madrugada pra pdoer chegar rapido assim no hospital. Mas, enfim, cheguei lá, fui rapidamente atendida na recepção e enviada ao pronto atendimento. Fui mais uma vez atendida rapidamente e levada a uma das salas de atendimento onde fui examinada por uma Obstetriz. (e fiquei pensando depois que seria um tabalho bem legal de fazer).
Ela mediu minha pressão, conversou comigo, eu relatei o que estava sentindo, e ela me colocou no aparelhinho de medir contrações. O que eu achei super legal, inclusive.
Fiquei lá 20 minutos e confirmamos que eram sim contrações, mas não trabalho de parto.
E a partir dai, voltei ao meu repouso original, já que passsei a ter isso quase todos os dias e mutio forte toda vez que fazia algum esforço. Tudo pra evitar parto prematuro.
E, bom, funcionou né? Afinal, Rebeca só nasceu com 39 semanas e 4 dias por que eu pedi, senão teria sido ainda mais tempo.
Sabe que, eu, claro, super neurotica, tinha me informado sobre toda essa historia de trabalho de parto. O que tinham me falado é que eu deveria me preocupar se eu tivesse contrações ritmadas, com intervalos menores do que 10 minutos entre uma e outra. Ok, então, não me preocuparia se não fosse assim. A primeira vez que fui parar no pronto socorro estava tendo leve contrações a cada 5 minutos, contados no relogio. Eu tava desesperada, eram mais de meia noite, tava tentando dormir, e tentando mais ainda não ser neurotica, afinal eu estava entrando na 27 semana.
Mas chegou uma hora, conforme eu fui contando (fiz isso por uma meia hora no maximo) e vi que tinha ritmo e tudo mais, e eram muito proximas, não tive mais duvida, fui pra minha maternindade de escolha pela primeira vez. (é, existiram varias outras)
Cheguei lá em 15 minutos, o que devo admitir fiquei a partir dai rezando pra entrar em tabalho de parto de madrugada pra pdoer chegar rapido assim no hospital. Mas, enfim, cheguei lá, fui rapidamente atendida na recepção e enviada ao pronto atendimento. Fui mais uma vez atendida rapidamente e levada a uma das salas de atendimento onde fui examinada por uma Obstetriz. (e fiquei pensando depois que seria um tabalho bem legal de fazer).
Ela mediu minha pressão, conversou comigo, eu relatei o que estava sentindo, e ela me colocou no aparelhinho de medir contrações. O que eu achei super legal, inclusive.
Fiquei lá 20 minutos e confirmamos que eram sim contrações, mas não trabalho de parto.
E a partir dai, voltei ao meu repouso original, já que passsei a ter isso quase todos os dias e mutio forte toda vez que fazia algum esforço. Tudo pra evitar parto prematuro.
E, bom, funcionou né? Afinal, Rebeca só nasceu com 39 semanas e 4 dias por que eu pedi, senão teria sido ainda mais tempo.
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domingo, 24 de janeiro de 2010
1 ano atrás....
Pois é gente, hoje, ou melhor, na noite de hoje pra amanhã, vai fazer um ano que a Rebeca se tornou algo presente na minha vida.
Na noite do dia 24 para 25 de Janeiro do ano passado nós saimos pra um karaoke para comemorar o aniversário do Taz. Nos divertmos muito, vimos muitas pessoas, e eu bebi mais de meia garrafa de tequila sozinha. Tava feliz da vida, me divertindo, sem me preocupar com nada a não ser com isso.
Ai, dormi e tive um sonho que me deixou "coma pulga atras da orelha". Sonhei que estava gravida. Mas não foi assim, um sonho qualquer, foi daqueles que você acorda se perguntando o que realmente é real, o sonho ou você acordado.
Tentei tirar da cabeça a ideia, afinal, eu tinha bebido horrores na noite anterior. Me convenci que era só um sonho.
Ai, na noite seguinte sonhei de novo.
e na seguinte de novo.
E na seguinte mais uma vez.
Eu ja estava ficando preocupada, por que achava que isso era pura neurose da minha cabeça pelo fato de que eu queria muito ter um filho, e havia decidido que na minha consulta com a ginecologista que estava marcada para o dia 14 de fevereiro, eu ia falar que ia esperar mais um pouco, mais uns 2 anos, ja que agora eu estava com um negocio proprio e precisaria me dedicar a ele...
Só que não parava de sonhar, e estava me perguntando se era possivel que eu realmente não tivesse engravidado, só por que eu tinha decidido deixar pra depois...
No dia 28 de Janeiro, dia que eu considerava limite para a minha mesntruação (30 dias estava dentro do meu normal, ao invez de 28) eu por acaso tinha horario com o psicologo.
Claro que contei pra ele toda a historia dos sonhos. E ele foi bem simples: não fique na duvida ue, se você acha que não esta gravida, ou que pode estar, faça o exame logo de uma vez e pronto, tra isso da sua cabeça.
Foi o que eu fiz. Sai de lá e fui direto para um laboratorio fazer o exame, assim, sem pedido medico mesmo. paguei descaradamente pela minha paz de espirito.
Na quinta feira, dia 29 de manhã, pego o resultado: 14 mu, o que é considerado não definido. Não definido! Ai eu comecei a dar risada. Só tinha um jeito de dar indefinido e, eu admito, fiquei feliz da vida com a possibilidade.
Mas, precisava repetir o exame, e lá fui eu, na sexta feira, fazer o exame de novo, mas ai eu passei num pronto socorro primeiro e peguei um pedido.
Resultado: 32 mu. positivo, mas dentro da margem de erro.
Mas era um positivo!
Liguei para a psiquiatra e contei a ela a historia. Ela disse para eu cortar os remedios pelo menos pela metade e na segunda feira fazer novo teste, ja que na terça eu tinha consulta com ela.
E la ia eu de novo fazer um exame de BHCG... Que dessa vez, na terça feira de manhã do dia 3 de fevereiro de 2009, olhei o resultado: 332mu! Positivissimo, sem mais nenhuma duvida!
Pulei de alegria, e a partir dai cortei toda a minha medicação.
E foi ai que eu entendi, ou comecei a entender, quão forte é a ligação entre mãe e filho. Por que, foi a 1 ano atrás que eu tive a primeira impressão da gravidez, não num atraso, não num enjoo, mas num sonho.
Um sonho que hoje esta aqui comigo.
E eu olho pra trás, 1 ano, e lembro disso, e simplesmente acredito que as coisas acontecem no seu tempo, quando tem que acontecer. E algo que me faz sentir tão bem, tão feliz, tão completa, com certeza é motivo suficiente pra eu fazer o meu melhor. Mesmo que as vezes isso seja apenas deixar o dia passar e cuidar de mim pra melhor poder cuidar dela.
Na noite do dia 24 para 25 de Janeiro do ano passado nós saimos pra um karaoke para comemorar o aniversário do Taz. Nos divertmos muito, vimos muitas pessoas, e eu bebi mais de meia garrafa de tequila sozinha. Tava feliz da vida, me divertindo, sem me preocupar com nada a não ser com isso.
Ai, dormi e tive um sonho que me deixou "coma pulga atras da orelha". Sonhei que estava gravida. Mas não foi assim, um sonho qualquer, foi daqueles que você acorda se perguntando o que realmente é real, o sonho ou você acordado.
Tentei tirar da cabeça a ideia, afinal, eu tinha bebido horrores na noite anterior. Me convenci que era só um sonho.
Ai, na noite seguinte sonhei de novo.
e na seguinte de novo.
E na seguinte mais uma vez.
Eu ja estava ficando preocupada, por que achava que isso era pura neurose da minha cabeça pelo fato de que eu queria muito ter um filho, e havia decidido que na minha consulta com a ginecologista que estava marcada para o dia 14 de fevereiro, eu ia falar que ia esperar mais um pouco, mais uns 2 anos, ja que agora eu estava com um negocio proprio e precisaria me dedicar a ele...
Só que não parava de sonhar, e estava me perguntando se era possivel que eu realmente não tivesse engravidado, só por que eu tinha decidido deixar pra depois...
No dia 28 de Janeiro, dia que eu considerava limite para a minha mesntruação (30 dias estava dentro do meu normal, ao invez de 28) eu por acaso tinha horario com o psicologo.
Claro que contei pra ele toda a historia dos sonhos. E ele foi bem simples: não fique na duvida ue, se você acha que não esta gravida, ou que pode estar, faça o exame logo de uma vez e pronto, tra isso da sua cabeça.
Foi o que eu fiz. Sai de lá e fui direto para um laboratorio fazer o exame, assim, sem pedido medico mesmo. paguei descaradamente pela minha paz de espirito.
Na quinta feira, dia 29 de manhã, pego o resultado: 14 mu, o que é considerado não definido. Não definido! Ai eu comecei a dar risada. Só tinha um jeito de dar indefinido e, eu admito, fiquei feliz da vida com a possibilidade.
Mas, precisava repetir o exame, e lá fui eu, na sexta feira, fazer o exame de novo, mas ai eu passei num pronto socorro primeiro e peguei um pedido.
Resultado: 32 mu. positivo, mas dentro da margem de erro.
Mas era um positivo!
Liguei para a psiquiatra e contei a ela a historia. Ela disse para eu cortar os remedios pelo menos pela metade e na segunda feira fazer novo teste, ja que na terça eu tinha consulta com ela.
E la ia eu de novo fazer um exame de BHCG... Que dessa vez, na terça feira de manhã do dia 3 de fevereiro de 2009, olhei o resultado: 332mu! Positivissimo, sem mais nenhuma duvida!
Pulei de alegria, e a partir dai cortei toda a minha medicação.
E foi ai que eu entendi, ou comecei a entender, quão forte é a ligação entre mãe e filho. Por que, foi a 1 ano atrás que eu tive a primeira impressão da gravidez, não num atraso, não num enjoo, mas num sonho.
Um sonho que hoje esta aqui comigo.
E eu olho pra trás, 1 ano, e lembro disso, e simplesmente acredito que as coisas acontecem no seu tempo, quando tem que acontecer. E algo que me faz sentir tão bem, tão feliz, tão completa, com certeza é motivo suficiente pra eu fazer o meu melhor. Mesmo que as vezes isso seja apenas deixar o dia passar e cuidar de mim pra melhor poder cuidar dela.
domingo, 1 de novembro de 2009
Rebeca=Jacaré
Antes de eu engravidar, quando eu perguntava pro Taz, meu marido, o que ele queria, ele sempre respondia "Jacaré". Era assim, por exemplo:
- Amor, o que você quer almoçar hoje?
- Hum... Quero... Jacaré!
- Jacaré não tem...
- Então... pode ser jacaré?
e na verdade a resposta era mais ou menos igual pra qualquer pergunta que começava com "o que você quer...?"
Eu engravidei no começo de Janeiro de 2009, esse ano. Nossa comemoração de Ano Novo, por assim dizer, apesar de uns dias atrasada devido ao meu ciclo levemente desregulado. Era dia 04, domingo, e nós fomos ao Playcenter com a filha dele do primeiro casamento.
Uns meses depois, ja bem cientes da gravidez, num dia como qualquer outro, eu perguntei pra ele:
- Amor, o que você quer?
- Oh, amor, você ja me de
u o que eu quero... Você vai me dar um nenem!
2 segundos pensando e conclui:
- Ah, então é isso que era o jacaré que você tanto pediu?
Muita risada... E a Beca acabou virando mesmo nosso jacaré, ainda mais depois do primeiro Ultrasom em que aparecia o rostinho dela e nós vimos que ela ia ter uma bocona enorme! Boca de jacaré...
E umas semanas antes dela nascer, ele me contou que toda vez que ouvia a musica "See you later, alligator" ele pensava nela.
Pois é, não haviam duvidas... E agora, dia 01 de outubro, nasceu o meu jacaré tão pedido, tão sonhado (literalmente, mas fica pro proximo post): Rebeca.
So que, agora que ela fez um mês, papai ja canta dando banho nela:
"Mamãe, me da um tubarão! Você chama ele de Miguel... mas eu só vou chamá-lo de irmão! Mamãe, me dá um Tubarão!..."
Se eu acho ruim? Não... só cedo, ainda é cedo...
- Amor, o que você quer almoçar hoje?
- Hum... Quero... Jacaré!
- Jacaré não tem...
- Então... pode ser jacaré?
e na verdade a resposta era mais ou menos igual pra qualquer pergunta que começava com "o que você quer...?"
Eu engravidei no começo de Janeiro de 2009, esse ano. Nossa comemoração de Ano Novo, por assim dizer, apesar de uns dias atrasada devido ao meu ciclo levemente desregulado. Era dia 04, domingo, e nós fomos ao Playcenter com a filha dele do primeiro casamento.
Uns meses depois, ja bem cientes da gravidez, num dia como qualquer outro, eu perguntei pra ele:
- Amor, o que você quer?
- Oh, amor, você ja me de
2 segundos pensando e conclui:
- Ah, então é isso que era o jacaré que você tanto pediu?
Muita risada... E a Beca acabou virando mesmo nosso jacaré, ainda mais depois do primeiro Ultrasom em que aparecia o rostinho dela e nós vimos que ela ia ter uma bocona enorme! Boca de jacaré...
E umas semanas antes dela nascer, ele me contou que toda vez que ouvia a musica "See you later, alligator" ele pensava nela.
Pois é, não haviam duvidas... E agora, dia 01 de outubro, nasceu o meu jacaré tão pedido, tão sonhado (literalmente, mas fica pro proximo post): Rebeca.
So que, agora que ela fez um mês, papai ja canta dando banho nela:
"Mamãe, me da um tubarão! Você chama ele de Miguel... mas eu só vou chamá-lo de irmão! Mamãe, me dá um Tubarão!..."
Se eu acho ruim? Não... só cedo, ainda é cedo...
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