De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Intuição de mãe

Lembram que eu disse que estava achando que dessa vez não era algo tãosimples como uma gripezinha?

E boca!

Cada dia que passa Rebeca foi piorando e aparecendo mais coisas.

Sabado ela começou com febre, domingo levamos no PS.

Me dei o trabalho de ir num PS super bem conceituado, o bam bam bam em SP.

Passei o dia la, lugar super lotado, espera de 1h30 pra ser atendido e mais ainda pra fazer exames.

A medica quis cobrir as bases, então pediu exame de sangue, urina e raio x. Passamos 4 horas pra fazer todos os exames, super sofridas, e no meio de mais um monte, mas uma sala lotada, de crianças com diversas doenças.

Uma menininha que estava ao nosso lado e com quem conversamos com os pais estava com suspeita de conjuntivite.

Adivinhem o que aconteceu na segunda feira?

Sim, Rebeca ficou com conjuntivite.

e mais, daquelas brabas, cheia de remela.

Hoje, fomos ao Pediatra dela, levar os exames e fazer o retorno, pois ela ainda estava piorando, ficando cada vez mais prostrada. Isso depois de uma noite sem dormir por causa da tosse e do incomodo no olhinho dela.

La ele examinou, estranhou o quanto ela estava abatida, viu os exames. Perguntou se ela appresentava bolinhas na pele. Suspeitava de catapora, que ele ja tinha avisado que era epoca na consulta da semana passada.

Na hora respondi que não.

Ele deu uma reforçada  no antibiotico, passou um anti-estaminico e um colirio, e voltamos pra casa.

Nisso Rebeca dormiu no carro, exausta. Em casa, fiquei com ela no colo e a mantive dormindo ate o fim da tarde, quando ela acordou ardendo em febre.

Mediquei com dipirona e pedi pro TAz dar um banho nela. Eu fui tirar a roupa dela pro banho e o que eu vejo?

Ah,claro, por que desgraça pouca e bobagem, né?

Uma bolhinha de agua. Nas costas. Paro pra ver, e percebo que tme uma tambem no peito. e outra aparecendo na barriga.

Ela tomou banho, longo, pra abaixar a febre. Na hora de troca-la meus pais ja estavam apreensivos e vieram dar uma olhada pra sanar nossas suspeitas. Nisso ja tinha aparecido mais ums 3 bolinhas vermelhas. E uma bolha nos labios.

Não consegui falar com o Pediatra dela e resolvemos esperar ate de manhã pra ver como o quadro evolui. Mas parece ser isso mesmo: catapora.

Mas e agora? Como eu devo reagir a ela estar com 3 problemas ao mesmo tempo? Catapora e uma doença quase benigna, desde que sua imunidade esteja boa, a da Rebeca não esta!

To apreensiva, e prestes a passar mais uma noite em claro pra garantir o descanso da pequena com ela dormindo no colinho. Mas com medo que amanhã ela piore ao invez de melhorar e ao falar com o Pediatra ele ache que precise ser mais agressivo e, sabe-se la, ache ,elhor internar a pequena ou algo do genero.

To com medo. Cansada.

Mas passando por tudo isso, daqui 10 dias quando tudo tiver passado tera uma vantagem: ela nunca mais vai pegar catapora, hehehe

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Foi você que ensinou!

No domingo, como contei, fomos visitar um amigo meu que ia aniversariar e sua familia. Foi um programa legal, mas aconteceu uma cena que não me sai da cabeça e eu precisava compartilhar com vocês:

O filho do meu amigo, um garoto bem ativo, nos auge dos seus tres anos de idade, estava inquieto no banco da praça de alimentação do shopping pois ele ja tinha terminado seu almoço. E brinca, e sobre aqui, e se mexe, e faz e vai. Normal. Ai ele começa uma conversa com a mãe dele sobre brinquedos, acho que perguntando com o que a Rebeca brincava, não tenho certeza. Ah isso, a mãe responde " de boneca" e ele repete e ela continua "mas você não brinca de boneca, boneca e brinquedo de menina."

Passa na minha cabeça automaticamente de que é dai que começa o preconceito, mas deixei passar, vamos ser sociaveis e não se meter na criação do filho dos outros

Ai ele fala de pipa, e pergunta pra mim se a Rebeca gosta de pipa. "Ao que eu respondo que sim, que ela gosta muito de pipa.

Ai ele mesmo fala "mas pipa e brincadeira de menino!"

E eu não me aguento e repsondo:

"Quem disse? Pipa e brincadeira de criança. independente de ser menino ou menina!"

A mãe dele, ja entra e continua na minha deixa "A sua tia brinca de pipa e ela e menina, lembra?"

Ai, meu amigo fala "nos tivemos que ensinar isso pra ele, brinquedo de meniono e de menina, pois ele estava indo brincar com as panelinhas e os rodinhos imitando a vó em casa, e as crianças estavam falando que ele era menina pois brincava com coisas de menina"

Eu, não aguentei, e falei
"Isso, perpetua mesmo o problema! Ao inves de explicar pra ele.as diferenças e falar que os outros meninos estão errados, não, você vai la e faz seu filho ficar igual a eles! Mostra memso que eles estavam certos!"

Ai, pra corrigir, ele tentou "Ah, quando ele tiver idade pra argumentar eu ensino pra ele, por enquanto e melhor assim, crianças são muito malvadas!"

Eu rebati "ele vai ter os argumentos que você der a ele, se você não tem nenhum, não faz diferença quantos anos ele tem!"

Acabou a conversa ai. Ele, sabiamente, não continuou, e nem eu.

Mas eu queria ter falado mais uma coisinha pra ele...

"Olha, quando ele for maior e não quiser arrumar o quarto nem lavar a louça e ajudar na casa e falar que não faz isso por que é homem e essas coisas são coisas de mulher, lembra disso ai e que foi você que ensinou, antes de brigar com ele, ta?"


Gente, não fui nem um pouco simpatica, e olha que o cara e meu amigo. MAs me incomodou muito. E impressionante que a gente ignora o fato de que e de pequnininho e desses exemplos que damos que vamos formar o carater dos nossos filhos. Ai, depois cresce, vira um machista, ou homofobico, e é preso espancando gente na rua e os pais juram que não sabem como isso aconteceu! (ta, exagerei, mas e essa a ideia né)

terça-feira, 1 de março de 2011

Falando de peso

Ja falei aqui, acho, que tenho problemas com peso. E não to falando do obvio pratico de estar acima do peso. Posso falar que isso me incomoda pouco? Pois incomoda pouco. Não, não é esse problema. E mais embaixo. Ou melhor, mais no fundo, mais no passado, e agora de volta ao presente, meio a tona.

Minha mãe sempre foi muito neurotica com o proprio peso. E, com isso, sempre foi de certa forma neurotica com o nosso peso, a partir de uma certa idade. Sempre tivemos que viver a base das suas novidades que levavam ao emagrecimento. Passei a infancia sem comer feijão pois ela acreditava que engordava. Doces tipo bolos e tortas apenas em ocasiões especiais. Em contrapartida, nas fases sem dieta, as bolachas estavam liberadas e o refrigerante sempre fez parte do nosso dia a dia.

A minha recusa hoje em dia com relação a dietas vem do trauma que isso trouxe a minha vida. Mas entendam ai, tenho trauma de dieta, não de comer bem. Meu problema e de mudar meu habito alimentar de forma radical para emagrecer. Eu sei, sei mesmo que isso não funciona. Se resulta em perda de peso o mesmo retorna e aumenta a cada vez que voce volta ao seu normal. O problema esta nos nossos habitos do dia a dia - e esses, ter habitos saudaveis, eu sou super mega a favor.

Durante a gestação da Rebeca a minha culpa por não conseguir parar de fumar me fez ser extremamente chata com a minha alimentação. Não me importava o que pensavam ou se gostavam, eu brigava para me alimentar bem. Meu vicio em coca-cola foi substituido por H2OH!, menos ruim. Comia de 3h em 3h religiosamente mesmo sem estar com fome. Para controlar a glicemia inclui proteina em praticamente todas as minhas refeições ja que os integrais que seriam os mais adequados eu me vejo incapaz de comer (freud explica um dia). Não comia doces, afinal a hipoglicemia não permitia. Quando muito comia uma torrada integral com geleia, pouca, pra adoçar o bico. Ou um sucrilhos com leite e bana de manhã que por algum motivo magico, acho que a banana, não me fazia mal.

A hipoglicemia ficou tão forte, tão forte, que no final da gravidez eu comia a cada 2h. Eu acordava pra comer a cada 2h. O Taz acabou ficando em casa para cuidar de mim e garantir que eu acordaria pra comer a cada 2h. Quando eu não fazia isso, em 3h de jejum minha glicemia caia pra baixo de 70. Uma coisa de doido!

O resultado de mudar a minha alimentação e ficar bem foi chegar ao fim da gestação apenas 5kg acima de quando ela começou. Ponto pra mim! A Rebeca nasceu e no dia seguinte eu ja estava no meu peso original. Inchada, mas no peso original.

No começo, no primeiro mes, quando ainda estava amamentando eu mantive essa alimentação regrada. Eu estava feliz com ela, me sentia bem. Mas não tinha energia pra continuar brigando com o resto da casa, com meus pais, pra ter essa alimentação bonitinha. E eu dependia deles pra que não fosse assim. Alias, ainda dependo. dependia não no quesito financeiro. Não, é psicologico mesmo. Eu tenho uma droga de doença que me deixa sem incitavia, deprimida e insegura e que me faz depdender de outras pessoas para coisas simples sem uma explicação racional. e isso gerava brigas, brigas que eu desisti de brigar.

E as coisas foram saindo fora do controle, saindo fora do controle...

E ai que comcei a engordar. Comer bolahca doce todos os dias, ja que a medicação não ajuda nesse ponto aumentando o desejo por doces. comendo lanche todas as noites ao inves de jantar, tomando coca cola e outros refrigerantes do dia inteiro e quase nada de agua. enfim, voltei a minha rotina de antes de engravidar, ou pior.

Mas sempre fui muito chata com a alimentação da Rebcea. Ou melhor, tentei ser. O melhor que consegui fazer, a unica forma de manter a alimentação da Rebeca dentro do que eu acredito adequada sem brigar foi dando comida industrializada pra ela. Aqui os potinhos nestle fazem parte da alimentação diaria dela. Hoje em dia são seu jantar, sopinha de potinho, por serem de digestão mais facil que comida da mesa. Comida essa que hoje ela come a mesma que a nossa. Mas, vejam bem, hoje.

Posso falar que funcionou bem, ela cresceu e se desenvolveu mais que adequadamente e ficou com um peso certo ate a ultima consulta no pediatra.

Ai, nesso sabado, como falei, fomos la, tiramos a medida e o peso: 85 cm, cresceu 3 cm e meio desde a ultima vez que fomos la, e pesou 13,6kg engordou 1,5kg. E o pediatra disse sim que pra essa fase agora, entre 1 e dois anos, ela engordou mais que o recomendado sim. Que 1,5kg e muito pra um bebe de mais de um ano. Que agora o normal era dar uma estabilizada, engordar devagar.

Rebeca demoru pra andar, ela se sentia confortavel engatinhando. E tambem tinha demorado a engatinhar. Mas ela se sentia segura engatinhando. Chegava com rapidez aonde queria. Ia de joelhos, fazia o que sentia vontade. E se sentia insegura de andar e cair. Ela sempre esperou ate ser capaz de fazer algo pra de fato fazer isso. Faz parte da personalidade dela, primeiro ela tem certeza que vai conseguir fazer pra depois fazer.

eu acho que ela engordou muito antes decomeçar a andar. Agora ela se mexe mais. Mas aqui em casa não tem toda a liberdade que ela precisa, e admito, eu não tenho essa energia agora. Estou esgotada, perdida nos problemas do dia a dia que invadem a minha mente e me mantem no mesmo lugar. Eu preciso de uma nova rotina.

E a Rebeca tambem.

Mas fiquei encucada com esa questão do peso. E tenho tentado rever o quanto ela come, se eu a obrigo a comer mais do que ela tem fome com aquelas coisas de "abre a boca filhinha, olha..." ou, meu maior crime, deixar ela comer na frente da televisão.

Fiquei vendo essas coisas, pensando nessas coisas. As papinhas prontas, o comer o jantar na frente da TV, o deixar ela beliscar quando eu estou comendo alguma coisa, dar comida pra ela sem que ela peça ou indique estar com fome de alguma forma. Afinal, quanto uma criança de uma ano come? Quando? O que?

Rebeca gosta muito de comer, coisas salgadas. Adora um queijo e uma azeitona, mas nunca dei pizza pra ela. Ama polenguinho mas so come de vez em quando. Doce pra ela é fruta, que dou 2 vezes por dia, frutas diferentes, e um suco de maracuja no jantar e laranja no almoço (cerca de 2 dedos de suco no copo). Mas comida? come e come bem. Adora arroz com feijão, carne moida, pure de batata e vagem.

Me pergunto se dou comida pra ela vezes demais pra idade que ela esta, ou muita comida nessas vezes. Fico pensando que dou muito leite pra ela ja que é com essa mamadeira que ela dorme a noite e na soneca da manhã (não tem mais feito soneca a tarde depois que acabou o horario de verão) e quando acorda. Mas alem da mamamdeira ela come um meingau ou de mucilon ou de farinha lactea no cafe da manhã de verdade, as 9h.... Ela nunca toma as mamadeira inteiras de uma vez, da uma pausa no meio.

Ja li em varios lugares que crianças não devem fazer dieta. Nem pensei nessa possibilidade, nada me tira da cabeça que o que ela precisa é de espaço e oportunidade de se mexer mais. de explorar suas pernas e seus novos horizontes. Mas ai vem toda a minha herança de neurose com comida e peso e fico nessas duvidas.

Sinto vontade de voltar a me alimentar como na gestação, direitinho, de forma saudavel, muita salada, muita verdura, proteina e e pouco carboidrato. Pouco refrigerante, sucos, muita agua. Doces apenas nos fins de semana, e fazer doces gostosos que tenho ficado tão bem em fazer. Nada de bolachas prontas. Ter o prazer 2 vezes.

A verdade é que a Rebeca esta crescendo e chegando num ponto em que eu tenho medo que meus maus habitos passem a ser os dela. Pois cada dia e mais dificil dar a ela algo diferente do que eu como. E olha que nem sempre ela pede.... Mas o exemplo é tudo e me sinto mais culpada pelo exemplo que dou, de me alimentar mal e me mexer pouco do que ela estar um pouco acima do peso agora. Por que ela eu sei que vai crescer e vai brincar muito ainda, sem querer saber da comida. Mas martela na minha cabeça : e quando ela ficar com fome e vier comer depois de passar o dia brincando, o que eu vou oferecer pra ela:? Sera que serei vencida, totalmente, por essa inercia que me prende?



Em tempo, Rebeca tem se divertido brincando com o espelho. Fica brincando, dando beijinhos e fazendo pose. Brinca de querer colocar minhas roupas, meu chapeue fazer pose, chega a me imitar brincando com ela colocando a maõzinha na cintura, jogando o bumbum pro lado e dando uma piscadinha. Da pra não babar numa menina fofa dessas? Aiiii e eu sem camera!!!

domingo, 8 de agosto de 2010

Dia dos pais - fotos




Bom gente, to devendo o MEGA post. Assim, mas super MEGA post. E nem sei se vou conseguir faze-lo.

Nosso dia dos pais era pra ter sido bacana. ERA, isso, passado. Eu tinha uma programação bem legal, que incluia programa familiar no sabado, indo no cinematerna, almoço com meu pai no domingo, visita ao dele, e terminar a tarde saind so nos dois pra namorar. De presente, um livro e uma viagem de avião em setembro pra passar o feriado em algum lugar diferente e ele poder fazer a primeira viagem de avião.

Deu tudo errado. E, deu tudo errado por que eu programei isso semanas atras. E eu estive super hiper deprimida. Estava tentando segurar por que o Taz estava super mal, sentia dores horriveis e ia operar a vesicula. Ele tambem vinha deprimido, mas tudo indicava ser por causa da dor.

Como os dois estavam mal, ou talvez por isso os dois ficaram mal, nos brigamos o tempo todo. Assim, não tem um dia sem pelo menos uma discussãozinha. Tudo se concentra em algumas coisas simples: eu esperava coisas diferentes dele, ele de mim, e eu quero muito mais da minha vida que morar com meus pais. E sim, morar fora da casa dos meus pais com o minimo de condição.

Com a minha depressão, meus pais entravam na historia como meu alvo. Ficar muito tempo sozinha basicamente por ser dependente dos outros para tudo, seja por não dirigir, ou não ter dinheiro, e N outros fatores como segurança, também nunca ajudam.

Mas, eu levava, por que o Taz ia operar, ia melhorar e eu ia poder contar com ele de forma a me sentir segura para fazer o meu tratamento direito.

Acabei, depois de uma discussão quando ele recebeu alta, tendo uma crise muito seria, e a medica recomendou que eu tomasse um antidepressivo alguns dias. Esse medicamento e pouco indicado para bipolares, em especial comigo, que tenho uma reação de pular da total depressão para a mania. Como eu estva muito mal, arriscamos, "so pra sair do ciclo" e o estabilizador voltar a fazer efeito. Mas, mesmo assim, "virei"

Em questão de dias entrei em mania. Ate percebi e tentei me segurar, parando o remedio. Mas, meio tarde. Ne cobrava todos os dias de ligar pra médica e nada... me distraia, eu estava envolta com minhas obsessões.

Decidi ver imoveis para alugar, pois meus pais decidiram dar uma ajuda inicial. Acabou que em 3 dias encontrei o imovel dos meus sonhos, fiz mil planos, fiz planilhas e mais planilhas para provar que era possivel.

Eu faço isso quando estou insatisfeita com a minha vida. Tento racionalizar e provar que se mudar o que me incomoda as outras coisas que seriam necessarias pra dar certo serão uma consequencia. Um dia me ensinaram que a ordem dos fatores não altera o produto. E é verdade, na matematica. Mas nas minhas planilhas não lido com a matematica e sim com vontades versos frsutrações. È outra conta...

Enfim, achei o apartamento dos meus sonhos. Lindo, perfeito. E caro. Vamos colocar assim, com meus pais ajudando com o que eles se comprometeream, eu ainda ia ter que ganhar alem do que que tenho hoje, o valor do aluguel, Iptu e condominio todinho! Deu pra entender?

E, sabe o que mais? Apesar de concordarem entre si que não ia funcionar, ninguem aqui queria entender por que da minha pressa, ou resolver isso primeiro, ou me dar uma opção, nem nada disso. Inclusive, ao serem questionados no dia que fizemos o tal acordo, se eles não percebiam que eu estava mal, a resposta foi "não, você parecia normal, so esses ultimos dias que estava mais mal humorada". Isso pros meus pais. Com o Taz o buraco é ainda mais embaixo... Ele ia concordar pra parar de me ver sofrendo.

E, tudo em andamento, contrato na mão pra ser assinado e reconhecer firma. Minha mãe insiste que temos que conversar, essas conversas que eu não gosto. Tenho problemas de falar de dinheiro ha anos... Mas, vendo que iriamos discutir, tomei uma decisão sensata, e que tinha que ter sido a primeira delas, meses e meses atras. Peguei todos os comprovantes de compras de um mes e contei, tim tim por tim tim, quanto eu, o Taz e a Rebeca gastamos por mes entre mercado, açougue, remedios e afins, se não mudarmos em nada nossos habitos.

Fiz e refiz as contas. Eu queria que fosse possivel. Mas não importa o que eu fizesse e quantos habitos eu mudasse. Lembram o que eu falei ali em cima? Esse valor foi DEPOIS de eu ter tirado todos os superfulos. Mas as coisas da Rebeca, com exceção das papinhas prontas, eu não mexo, não mudo. Ela e nossa saude, ou seja, o plano de saude, são ponto sem discussão.

Nessa eu estava desistindo, fiquei mal, por que não poder fazer isso levanta inumeras questões sobre ser capaz de me sustentar e a Rebeca e com quem eu de fato posso contar e confiar pra isso. Dificil...

Quando tudo ia ser deixado pra tras, tive mais uma discussão com o Taz, falando, descaradamente, que eu queria que ele me falasse que ele daria um jeito e que nos teriamos o que eu quero. A reação dele foi dirigir ate o cartorio para assinarmos o contrato. Eu nem deixei, precisva descobrir como ter o tal dinheiro. pedimos um adiamento do prazo...

Ai, quando finalmente eu estava cogitando dividr o apto com mais alguem... Eu tive uma epifania. Simples assim.

Em 2002, quando eu tive a crise de ciclotimia que me levou a ser internada foi exatamente assim. Eu sentia um desespero muito grande, e queria me sentir melhor, livre, tomar minhas proprias decisões. Estava muito mal, e não sabia. Uma das decisões foi sair da casa dos meus pais so com o TAz trabalhando pois eu tinha acabado de perder o estagio que estava fazendo, sem ganhar o suficiente pra bancar nossas contas, com meus pais ajudando e indo dividir a casa com um amigo. Ja menscionei que fui internada no final dessa parte da historia?

E foi no mesmo dia em que iriamos, dessa vez, assinar o contrato. Me deu um baque, não acredito em coincidencias. E percebi o que estava acontecendo com muito mais clareza. Eu ja sabia o final dessa historia. E não posso, não quero, não me permito, fazer isso com a Rebeca.

Ai, a ordem dos fatores pode alterar e muito o produto. Mudei de ideia, de tempo, mas não de casa. Fui a medica e revimos os remedios. Quando ela perguntou como o Taz estava, eu disse que ele estava melhor e que no fim isso tudo tinha ajudado pois eu estava consegindo, ou pelo mneos tentando, me comunicar mais e melhor em casa então eu estava deixando todos mais alertas.

Acho que foi engano meu. No mesmo dia, isso foi na quinta feira, eu fiquei super insegura sobre como seria a minha reação ao remedio ja que estava muito agitada. Ter feito a gravação pra reportagem do SBT não ajudou... E estava com uma dificuldade enorme de dormir, de me acalmar, e ate amesmo de ter coragem de tomar o remedio.

E o TAz não soube me acalmar, me ajudar. Ele ficou irritado, e apesar de ter feito um certo esforço, foi isso, um esforço. Acabamos discutindo, foi bem ruim, eu falava que so queria me sentir segura, e isso era exatamente o que ele não conseguia fazer. No fim, criei coragem por que vi que nada ia adiantar tão bem quanto o remedio que eu estava com medo de tomar em si, tomei, dormi. A sexta feira parecia que seria um dia melhor. Não fora nenhum bicho de sete cabeças, e cada dia com o remedio é um dia melhor e menos insegura.

E fiquei pensando que, ate era possivel seguir a minha programação de dia dos pais. iriamos no cinematerna, que teria um sabado especial de dia dos pais, patrocinado e portanto gratuito para os casais com filhos. Provavelmente almoçariamos com a Mari e o Jean, e passariamos algumas hoeras com eles. Meu domingo poderia correr exatamente como eu havia planejado, e se eu aproveitasse as promoções da decolar.com e fossemos para Olinda, onde ele tem familia, ou pro Rio, acho que é em Cabo Frio, onde ele tem familia tambem, poderiamos ir de avição pois não teriamos que pagar o hotel...

Mas ele decidiu que não viria pra casa depois do trabalho. Liga, no horario que sai do trabalho, quando eu estou colocando a Rebeca pra dormir, e deixa recado com meu pai avisando que foi para a casa de um amigo e que eu não deveria espera-lo.

Fiquei brava, mas tudo bem. Ele sabia que eu estava me sentindo insegura, e que tinhamos programa pro sabado, ele não iria me deixar na mão. Eram 22h, ate por volta da 1h ele deveria estar de volta. Me acalmei, e fui dormir.

Eram 3h30m quando a Rebeca acordou, excepcionalmente depois de sabe-se la quanto tempo, pra mamar. Como ela tem sentido muita dor pelos dentes ( que estão quase saindo, ja da pra senti-los quando ela morde, são pelo menos 3) ela tem pesadelos e se mexe muito a noite, se sente insegura, e como come menos de dia, acaba sentidno fome se acorda por causa do pesadelo. Ontem, ela acordou assustada, pois conseguiu se enfiar debaixo da almofada do protetor de berço. Nessa que acordou, so conseguiu voltar a dormir com a mamadeira mesmo. Isso eram 3h45 da manhã. E o Taz não tinha chegado. Ele chegou pous depois disso, quase 4h... Achou estranho que eu estivesse acordada.

E eu não estaria. Se ele estivesse em casa, eu teria confiado que ele acordaria pra cuidar dela ja que eu mudei a dose do remedio. So que eu decdi não tomar o remedio ate ele chegar. Tinha ficado com a pulga atras da orelha. Tinha ficado com medo de acontecer tudo o que de fato aconteceu, so que eu não conseguir acordar.

Quando voltei pro quarto, ja as 4h20, ele ja tinha dormido. Mas eu estava muito muito chateada. Sabia que não iriamos mais sair. Nenhum dos dois teria humor pra nada depois disso.

No sabado, quando o questionei, ele disse que fez isso pois sentia falta do amigo e queria ve-lo e conversar. Que não fazia isso a muito tempo. Que foi ter com quem falar. Eu disse que achava otimo, mas 4h da manhã considerando que ele sabia como eu estava e que iriamos sair era falta de respeito comigo.

E não foi a primeira vez que ele fez algo assim. Ao longo dos ultimso meses ele tem feito isso. Dado esses foras. Sem contar as besteiras que fala. Mas eu achei que, sem a dor, ele tinha melhorado. Acreditvaa que era por causa da depressão. E pode ate ser ainda, so não tem a ver com a dor. Homens tambem tem depressão pos parto. Mas é ruim por que eu sei que se ele não fizer o esforço, eu posso marcar quantos medicos eu quiser, leva-lo ate. Se ele não achar necessario, não vai acontecer nada, so brigas e mentiras. Se ele esta de fato deprimido, precisa ser um movimento dele querer melhorar.

Tudo que ele conseguiu me dizer foi que nçao se arrependia. Mesmo depois de eu ter dito como me senti insegura, desprotegida, desamparada, magoada, e que mais uma vez eu não sentia que podia contar com ele, ele disse que foi importante e que não se arrependia e que n~çao pediria desculpas.

Ele não fez. E por mais que eu tenha tentado, o sabado inteiro e o domingo inteiro, deixar passar, simplesmente não consegio. E de repente todo aquela sensação de depressão, de tristeza, de inadequação e incapacidade voltou numa unica discussão.

Então, meu dia dos pais que era pra ser muito bom, maravilhoso, por que a Beca esta comigo. Mas não foi. Pra mim foi um dia dificil, pois ainda estou muito magoada. Mas não aguento mais discutir.

Então eu preferi vir aqui, colocar pra fora, na esperança que amanhã, ao ter feito isso, quando eu acordar, eu me sinta melhor, e entenda que magoas passam e existem coisas mais importantes que isso. E que eu so não sinto elas agora exatamente por que estou magoada.

Mas, 2 coisas me deixaram feliz: a Beca, sempre, e suas novidades, e ter chego minha encomenda no barradoce, minha forma de cupcakes e coisitas mas. ^^

Ai, espero estar melhor amanhã... Obrigada pelo ombro... ^^

sábado, 15 de maio de 2010

Gripe, instabiidade, causos

Passou-se a virose (é, acho que era uma sim... mas não tem mesmo como ter certeza) e agora, tcharam! Estamos gripadas! É, com S, plural, eu e Rebeca gripadas. De mal humor (do jeitinho dela ela também esta) e incomodadas. E eu, cansada, muito cansada, to ficando meio deprimida depois de tanto tempo com a saude assim ruim..

Acho que dessa vez eu realmente sinto a depressão mesmo. É diferente de como eu vinha vindo, na beirada, em cima do muro, me aguentando. Fico nervosa pois fisicamente estou mais exaurida que o normal devido a gripe e ter saido dessa virose, e acabo a beira de perder o controle e começar a chorar de nervoso. E sim, se na sua cabeça você esta ai se perguntando "ate com a Rebeca", a resposta é sim.

A Beca estar gripada deixa ela, obviamente, bastante incomodada. Apesar de estar bem ativa e não ter febre, ela mostra sinis claros de cansaço, sonolencia, e as vezes ate parece com incomdos no corpo que sugerem dor de cabeça e essas coisas que nos sentimos. Nessas horas que vejo que ela parece muito incomodada com tudo, e chorosa, batendo a mãozinha na cabeça, ou mesmo dando chorinhos quando seguro ela pra pegar no colo, acabo dando tylenol e isso parece fazer ela se sentir melhor. E coriza, coitada, muita coriza. Ela mal respira. E esse é o nosso maior problema.

Bebes não sabem assoar o nariz. E a Beca, ao contrario, simplesmente detesta que a gente mexa no nariz dela. Ela ja não gosta normalmente, mas costuma deixar que o limpassemos apos o banho com um cotonete. Agora, nossa, simplesmnte impossivel. É uma choradeira toda vez que tem que limpar o nariz, apos um espirro, o que alias ela faz bastante. E funga. Ja viram nenem fungar? Pois e, ela ta aprendendo a fungar. Meio involuntario ainda, mas funga. Enfim, e uma briga, que parece que estou fazendo o maior mal do mundo pra ela.

E eu, mal do jeito que estou, tenho tido dificuldade de ficar calma nessas horas. Não tem jeito, uma hora ou outra precisa tirar o excesso de catarro dela, e eu morro de medo de machuca-la no processo, pois ela se debate muito! Eu paro, tento conversar, explicar, acalamar, distrair, mas mesmo assim, ela não deixa encostar nela. E isso se repete nas tentativas de colocar rinosoro ou simplesmente passar um lenço para limpar o rosto dela.

Normalmente não é tão dificil. Nem pra ela e nem pra mim. Mas, como eu disse, estou bem mal... Numa dessas quse comecei a chorar junto com ela. Engoli, forcei um pouco a barra pois ela estva muito entupida, limpei, acalmei a pequena um pouco, coloquei ela assistindo um desenho que gosta, e sai por alguns minutos, pra me acalmar. E a sensação de ficar nervosa, com ela, comigo, com a situação, com me sentir assim debilitada, foi horrivel! Ai...

Mas, mais alguns dias e isso passa, certo?

Eu to la, meu antigripal, roupas quentinhas, chas... Mas e o melhor que tem dado pra fazer, por que, eu estou gripada, mas o Taz, nossa, ele ta muito pior que eu.

A Rebeca também esta nessa, tylenol se parece muito incomodada, mas no geral, o tratamento dela tem sido suquinho de laranja com cenoura e inalação 3 vezes ao dia. (essa ultima, tem sido mais facil que todas as alternativas para limpar o narizinho da pequena, ainda bem, pois e o que esta fazendo o catarro sair...). E comer. O que tem sido outra briga nesses dias de gripe, pois ela aceita a mamadeira bem, mas os outros alimentos ela parfece estar meio enjoadinha, e se eu achava que ela comida pouco antes, agora... ai ai... Mas passa logo, e segunda tem consulta com o pediatra, vamos ver!

Alias, eu preciso lembrar de dessa vez escrever todas as minhas duvidas pra levar ao pediatra dela. Ja disse que a alimentação da Rebeca, e o que eu quero em relação a isso pra ela (e por conseuqencia pra mim e pro taz) tem batido de frente com a minha pessima educação alimentar? Gente, e serio, eu não tenho ideia do que dar pra ela comer, como introduzir os aliemntos, quando, quais, em que ordem, quantas vezes por dia... ai, o pessoal aqui sempre viveu a base de pizza e comida industrializada,e definitivamente não e isso que eu quero pra ela, e nem o que preciso pra mim e pro Taz agora! To perdida...

O TAz, como eu disse, esta muito mal. Vai operar mesmo, ja marcou a data, precisa agora pedir autorização no convenio, e se tudo der certo, dia 12 de junho ele vai retirar a vesicula e corrigir uma herna umbilical encontrada no meio dos exames que ele teve que fazer.

As pedras nos rins o medico acredita que ele pode estar com residuos, ou mesmo a pedra em si, rpesa no canal, por causa do relato de dor que ele deu. Fez uma tomografia com contraste na sexta feira pra ver, e o resultado sai dia 20... Se de fato for isso, não tenho ideia do que vai ter que acontecer...

E ele esta bem assustado. Sentir dor cosntantemente, mudando apenas a instansidade da mesma deve ser algo horrivel. Alias, e algo horrivel, eu sei disso, ja senti isso, apesar de não a mesma dor que ele tem sentido. Alia-se a isso poucas horas de sono por dia, trabalhar sem no entento ter retorno suficiente pra suprir as necessidades da sua familia, depender dos outros pra tanta coisa e ser constante mente lembrado disso e muitas vezes "sugerido" que a situação e comoda e não tem interesse de muda-la... E no entanto a responsabilidade de saber que não e um momento de se arriscar a não ter nada. A Briga interna entre "preciso de mais mas é melhor garantir o pouco do que se arriscar e acabar sem nada".

Alias, tirando a parte das pedras nos rins e vesicula, eu e ele estamos exatamente no mesmo barco, sentindo a mesma coisa, cada um do seu jeito, lidando com isso do seu jeito, e por isso brigando tanto.

A Parte boa foi que conversamos, de verdade, honestamente, pela primeira vez em meses, essa semana, e acredito que finalemnte cnseguimos expressar algumas coisas (como voês pdoem ler acima...) e isso, espero, será nosso primeiro passo, juntos, pra algo melhor.

Mas precisamos passar por uma cirurgia e uma recuperação antes de muita coisa acontecer...

Ou seja, meu dia dos namorados vai ser no hospital... Tomara que nosso presente seja, enfim, o retorno a saude. :)

Vou voltar a dormir agora, na esperança de mehlroar um pouquinho pra aguentar melhor mais um dia, de gripe, frio, mas se tudo der certo, um pouco de diversão. Bom final de semana pra vocês, obrigada por lerem o desabafo ate aqui. ^^