De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Setembro Amarelo - Sobre como eu comecei meu tratamento

 O Setembro Amarelo é uma iniciativa de ações para aumentar a consciência e as politicas e cuidados em prevenção ao suicidio.

Eu já contei aqui antes sobre partes da minha vida. Sobre como fui diagnosticada pela primeira vez muito cedo, ou de como decidi que queria ser mãe e como o tratamento correto me permitiu fazer isso.

Depois de pensar a respeito por algum tempo eu achei que contar um pouco sobre a crise que me levou a finalmente buscar tratamento de verdade, antes de eu pensar que queria ser mãe, era importante. Especialmente durante o Setembro Amarelo.

Apesar de ter tido meu primeiro diagnóstico muito cedo, aos 13 anos, como PMD - Psicose Maniaco Depressiva - que era como o Transtorno Bipolar era chamado na época. (Sim, faz bastante tempo!) eu só comecei a me tratar de verdade aos 21 anos. Durante toda minha adolescência eu encarava minhas mudanças de humor como parte de quem eu era, como parte da minha personalidade. Muitas vezes como falhas - como a dificuldade de terminar o que eu começava, por exemplo, ou minha insônia e incapacidade de dormir e acordar cedo. - e coisas de adolescente.

Em 2002 algo acontceu que mudou muito minha vida. Minha avó por parte de pai, Angelina, morreu um dia antes do aniversário do meu pai. Na época eu trabalhava fazendo clipagem - uma coisa que não existe mais hoje em dia - e acordava as 4h da manhã para trabalhar. Minha vó tinha cancer de pancreas e todos sabiamos que ela não tinha muito tempo. Naquele dia, as 5h da manhã enquanto eu trabalhava, o telefone tocou e eu atendi. Minha tia, com a voz embargada, me pede para dizer ao meu pai que minha avó falecera.

Ainda hoje eu choro ao lembrar disso.

Eu, chocada, meio desesperada, ouço meu pai descendo as escadas da casa, e chamo ele quase gritando. Digo para minha tia, sem saber o que fazer, para ela contar a ele. Ele vem rapido para o meu lado, preocupado, pergunta o que aconteceu. Eu, já em prantos, entrego o telefone e digo "é a vó".

Dali em diante algo mudou.

No fim de semana anterior meu pai havia ido ver minha vó, se despedir, e me chamou para ir junto. Ele disse: "Di, vamos ver sua avó. Ela não tem muito tempo..." ou algo assim. Era um domingo de manhã, eu havia dormido depois de amanhecer e não queria acordar e sair e respondi: "não, hoje não, eu vou na semana que vem..."

Só que a semana que vem nunca chegou. E eu não conseguia lidar com a culpa.

A partir dai eu comecei a ter crises de depressão e mania cada vez mais frequentes. Eu ciclava com muita rapidez. Saia todos os fins de semana, bebia muito. 

Por mais que coisas boas tenham acontecido naquela época, a forma como eu lidei com essas coisas foi totalmente norteada pela crise profunda que eu estava. Tudo era muito intenso, tudo era muito forte, confuso.

Naquele ano nós tivemos nosso primeiro relacionamento poliamoroso, ou era assim que eu entendia. Saimos da casa dos meus pais para morar juntos exatamente quando eu perdi meu emprego. Ao mesmo tempo que as coisas pareciam ótimas as crises iam piorando. O relacionamento se deteriorava junto comigo e isso fez com que a maioria das pessoas entendesse que era o relacionamento que me fazia adoecer e não o contrário. Na época não entendiamos o que estava acontecendo.

Depois de quase um ano da morte da minha avó eu estava no fundo do poço. A dor que eu sentia dentro de mim era insuportável. Eu tinha episodios de auto flagelo que eu não tinha desde os 13 anos. Eu não conseguia dormir, passava 72h acordada para dormir 4h e depois passar mais 72h acordada. A velocidade dos meus pensamentos era tâo grande que eu mesma não conseguia acompanhar e ter uma linha de raciocinio logico, terminar um pensamento sem entrar com outro no meio. Sentia que no trabalho eu era a unica capaz de resolver problemas que existiam há anos, de forma simples, por que eu era capaz de pensar coisas que ninguém havia pensado antes. Fazia planos mirabolantes para tudo ao mesmo tempo que a dor me dominava e eu chorava por horas. Com medo do relacionamento acabar, porque eu sabia que estava quase impossivel de conviver comigo, eu tinha discussões e mais discussões, suplicava para não ficar sozinha.

Até que em algum momento, num dia igual qualquer outro, eu consegui dormir um pouco mais. E quando acordei, com a mente mais clara do que havia estado no ultimo ano inteiro, eu tive um insight. Eu entendi o que estava acontecendo comigo.

Durante toda a minha infância eu convivi com a minha mãe, primeiro com crises devido a sindrome de panico, e depois com ela em tratamento e melhorando. Eu sabia que eu tinha esse diagnostico desde pequena, eu apenas não havia dado bola pra ele. Mas naquele dia, naquela manhã, eu entendi que tudo aquilo que eu sentia, toda a dor, toda a angustia, toda a agitação, tudo, eram sintomas de uma doença. E que se era uma doença então ela tinha tratamento. Eu entendi que eu poderia ficar bem, que eu podia não sentir tudo aquilo. Eu entendi que eu podia ficar bem...

Eu liguei para os meus pais e pedi que eles averiguassem no livro de referência do meu convênio que eu havia deixado na casa deles o telefone de um psiquiatra. Expliquei o que estava acontecendo, que eu sabia que estava doente e que eu precisava de ajuda, Eles prontamente me ajudaram, me arranjaram o telefone e eu marquei a primeira consulta.

Não foi um começo fácil.

A psiquiatra era muito competente, referência em tratamento de transtornos afetivos fui saber depois, e ela teve muito cuidado antes de fechar o diagnostico.

O que eu aprendi desde ali é que quando chegamos ao psiquiatra pela primeira vez, geralmente em crise, eles fazem uma avaliação durante algumas consultas onde eles analisam não apenas o que falamos, mas como nos comportamos e qual a reação que temos com a medicação inicial que eles passam. Ela trabalhou com algumas hipoteses de diagnostico até fechar com o Transtorno Afetivo Bipolar, ou Transtorno Bipolar de Humor. Na época eu apresentava um quadro de neurose e ansiedade também.

O tratamento começou, começamos testando alguns medicamentos. O importante, inicialmente, ela dizia ser retomar meu sono. Eu precisava dormir. Mas mesmo com a medicação eu não conseguia.

E o cansaço me dominava. E por consequência o desespero.

Eu cheguei a usar maconha como forma de relaxamento para ver se isso me ajudava a dormir. Deixei de usar quando vi que nem isso funcionava.

Com os remédios na minha mão, e com tudo a minha volta ruindo, tudo que eu queria era poder descansar. E fazer as pessoas a minha volta pararem de sofrer por minha causa.

Eu comecei a sair de casa para escrever e respirar. Ia para a padaria perto e ficava lá por horas, sem vontade de voltar para casa. A noite, na hora de dormir, eu exagerava nas doses da medicação para ver se isso me faria dormir por mais tempo e eu finalmente poder descansar.

Até que eu comecei a não sentir nada. Apenas cansaço. Eu só queria descansar.

Nesse dia eu tinha consulta com a psiquiatra. Eu relatei tudo isso para ela. E, melhor do que eu, ela entendeu para onde aquele caminho estava me levando.

E ela pediu a minha internação.

Eu concordei. Eu entendia que estava doente e eu confiava nela. Mas quando ela disse: "Traga seus pais amanhã, vou explicar para eles, e vamos internar você essa semana" eu disse que não "não, essa semana não, eu tenho muitas coisas pra fazer ainda". Ela disse "não é assim que funciona, Adriana. Você pode fazer tudo depois. Agora você precisa se tratar".

E, sabem de uma coisa?

Ela tinha razão.

Eu levei meus pais, meu namorido, e todos entenderam o que precisava ser feito e o que iria acontecer se eu não fosse internada naquele momento.

Eu passei 14 dias no hospital. A maior parte do tempo eu dormi. Eu tomei doses altíssimas de remédio, controladamente, para que eu dormisse o maximo de tempo possível.

Todos os dias a medica ia me ver, assim como meu psicólogo, e ela me questionava sobre como eu me sentia. Especialmente se os pensamentos de morte haviam desaparecido.

Nos primeiros dias eu nem entendia a pergunta direito. Eu achava estranho, porque eu só queria descansar. Mas conforme os dias passavam e eu dormia mais e meus pensamentos ficavam mais claros, eu entendia porque ela havia me internado.

Ela tinha visto o risco que eu estava, silenciosamente, me colocando. Ela tinha experiência para ver o que esses sentimentos de cansaço, de culpa, de desespero, de inadequação, iriam me levar.

Eu acho, olhando hoje, que ela tinha razão.

Mas ela me resgatou. Me internou num momento que sozinha eu não era capaz de sair daquele buraco escuro. E isso foi a luz que eu precisava. 

Eu sai do hospital direto de volta para a casa dos meus pais. Na época eu não sabia, mas eu continuava internada em internação domiciliar. Eles eram responsáveis por mim. Eu não podia ter acesso a minha própria medicação, eles eram responsaveis por me dar cada remedio nos horarios corretos, garantir que eu tomava todos, que eu dormia, e que iria em todas as consultas com a psiquiatra, a cada 15 dias, e no terapeuta semanalmente.

Foram mais 6 meses assim. Eu lembro de flashes dessa época. Lembro que eu tive que reaprender a sentir cada sentimento de novo. Tive que redescovrir quem eu era. 


Mas essa parte da história fica pra outro dia. Por que, a parte mais importante, e eu preciso que você entenda isso, é:

Eu estou aqui. Eu estou bem. Eu tenho uma vida boa, feliz, e satisfatória. 

Eu não estou curada. Eu continuo e sempre terei Transtorno Bipolar. Isso é uma das minhas caracteristicas, uma das partes de quem eu sou. Eu tenho muitas limitações. MAS EU ESTOU AQUI.

Eu tenho algumas oscilações de humor. Mas eu nunca mais tive uma crise tão profunda como essa de 17 anos atrás. Há 17 anos eu fui resgatada de mim mesma. Eu procurei ajuda e eu recebi a ajuda que eu precisava. E por mais dificil que tenha sido, por mais percalços que eu tenha tido no caminho, não desistir do tratamento, persisitir, me permitiu chegar aqui e contar que sim, é possível.

A dor pode passar. Procure ajuda. Consulte um medico, procure fazer terapia com um psicologo, peça ajuda as pessoas ao seu redor que se dispuserem a ajudar. Insista no tratamento. O começo é dificil, demora um pouco para encontrar o seu caminho. Mas é possivel!


Não desista. Você não esta sozinho. E o que eu posso fazer é contar a minha história e esperar que, tendo um exemplo, você possa encontrar a força de buscar a ajuda médica que precisa. Ajuda profissional.

Vou deixar aqui duas informações importantes, o telefone do CVV - Centro de Valorização da Vida, grupo de auxilio e atendimento, e o site da ABRATA - Associação Brasileira de Transtornos Afetivos, onde você encontra informações, e acolhimento a portadores e familiares de transtornos afetivos:

CVV: - disque 188

ABRATA: http://www.abrata.org.br/

sábado, 27 de outubro de 2012

Postar no sábado?

Eis que do acidente hoje só temos a lembrança e uma leve marca rocha no pescoço da pequena. Passou. Espero que tenha passado com uma lição pra ela, pro pai, pra todos.

E eu aqui com essa coceira, essa vontade de vir aqui falar alguma coisa mesmo sem saber o que falar.

então vou falar dessa nossa rotina. Essa santa bandida que da tranquilidade aos nossos dias mas que também me faz achar que não tenho tanta coisa pra contar. Nela eu me perco, as coisas passam e as vezes eu nem percebo a importância que elas tem... Me perguntem sobre os assuntos que foram ficando pra trás amigas!

O sono da Beca tem dias melhores e piores. Depende basicamente da agitação do dia. Eu hoje acredito que o que ela tem não são pesadelos e sim sofre de Terror Noturno. As descrições que li sobre o assunto se encaixam com as crises de choro que ela tem. São sempre mais ou menos no mesmo horário, do mesmo jeito, ela demora um pouco pra despertar e volta a dormir sem muito esforço depois. No máximo faz questão da minha presença e pede um leitinho. E ai vai até o dia seguinte como se nada tivesse acontecido.

Meu trabalho tem ido bem. Esse mês tive 2 encomendas e já tenho outra pro mês que vem e uma quase certa pro fim de Dezembro. Tenho recebido muito apoio dos amigos e da família e isso me deixa muito feliz e motivada a continuar. Tenho a sensação de estar no caminho certo, coisa rara na vida.

O trabalho do Taz vai devagar também. Muitas promessas, muitos quases, mas nada concreto. Com isso, ainda sem grana, vamos levando do jeito que dá.

Uma das coisas que me deixou feliz essa semana, esperançosa, foi a notícia de que meu projeto foi habilitado a concorrer a bolsa da Biblioteca Nacional. Isso significa que preenchi os requisitos mínimos seguindo corretamente as instruções e que oficialmente vou concorrer a bolsa e que, agora, meu projeto será avaliado. Fiquei feliz pois tinha muitas duvidas se tinha feito tudo certo, e agora estou de dedos cruzados pra conseguir uma das bolsas e poder seguir mais esse sonho!

Apesar da vida estar dando bem certo pra mim nesse período, da sensação de que tudo está se ajeitando, eu ando bem desanimada. Um cansaço muito grande, muito sono, e muito mal humor. Me vejo sem grossa ou desligada, sem muita vontade de fazer atividades, e brigando inclusive com a Beca muitas vezes sem necessidade. A impressão que tenho é que tenho dormido de menos - até pelas olheiras que estou. Sei que não é anemia nem falta de vitaminas pois procuro me alimentar bem, comendo carne e folhas verde escuras e tomo meu polivitamínico diariamente. Então fico achando que estou um pouco deprimida.

Alias, fui aos médicos que havia me programado e estou pra fazer os últimos exames. Mas aparentemente o que eu tenho se resolve tomando complementos vitamínicos (Uma possível deficiência em vitamina D e Calcio) - coisa que ja comecei a fazer - tomando mais sol (pra absorver a vitamina D) e fazendo uma reeducação alimentar com um nutricionista (pra tentar evitar uma diabete por excesso de peso, diabete que ainda não tenho mas que estou na curva do pré-diabético). Agora que tenho a guia para poder ir nesse ultimo pelo convênio já posso marcar a consulta e começar o projeto de emagrecimento, necessário para que eu retome minha saúde.

Ufa, acho que consegui dar uma atualizada nas informações. E ai, vocês se lembram de mais algum assunto que eu ja falei aqui e não retomei? Me lembrem, me perguntem! Vamos bater papo! :)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Dicas 4

Lendo s blogs das meninas pela net, tenho me deparado com varias duvidas e angustias com alguns preparativos de ultimo trimestre. Então, pensando nisso, dei ctrl C nas questões de uma das amigas e coloquei aqui pra facilitar falar as coisas em topicos. ^^

- a arrumação do quarto;
EU fiquei absolutamente neurotica com a arrumação do quarto da Rebeca. Eu fui comprar as coisas eu ja havia passado da 24 semana. Fui achar os moveis que eu queria, por que, afinal, eu queria algo muito especifico, na feira da gestante bebe e criança. Eu queria que os moveis fossem do tipo "marfim" (que pra quem não sabe é aquela que parece madeira clarinha) e não achava em lugar nenhum, sendo que chegaram a me falar mais de uma vez que eles não eram mais feitos.
Mas, fui na feira, encontrei os moveis, o Taz pechinchou o preço bastante, que era exatamente o papel dele lá, e voltamos. No entanto, os moveis foram entregues 40 dias depois. Isso não seria um problema se com 28 semanas eu não tivesse começado a ter contrações falsas e ficado apavorada com a ideia de que a Rebeca pudesse nascer prematura e eu não ia ter o quarto dela pronto.

Com isso, eu acho que a grande dica é: aproveite se e enquanto você tem disposição para comprar as coisas do jeito que você quer, e se comprar as coisas novas, você pode inclusive excolher quando ela será entregue. Isso significa que, se com suas 16 semanas você ja sabe exatamente o que quer, ja fez as medidas necessárias (ah, sim, pegue a medida do espaço que você terá quando o bebe nascer e ou do quarto que será dele mais pra frente antes de comprar) vã, compre, e mande entregar até a 28 semana. A partir dai seu bebe tem boas chances de sobrevivencia se nascer prematuro, e se isso acontecer você definitivamente não vai ter tempo, cabeça ou qualquer outra coisa necessária pra que o quarto fique do seu jeito.

- compra do berço

Ja falei no item acima: faça as medidas após vc escolher onde o berço vai ficar, mesmo que no inicio ele fique no seu quarto e depois você vá passa-lo para outro mais permanente. Nesse caso faça as duas, ou use o carrinho, ou um moises, algo assim para o bebe ficar no seu quarto, e deixe o breço apenas para o quarto dele. É importante que você faça as coisas de forma que você fique satisfeita, não só na gravidez que você esta cansada, mas depois que seu filho tiver seus 6 meses, dormir a noite toda (tomara!) e você volte a ter uma vida mais parecida com a que você conhecia antes de ser mãe (ou pai).

- compra do restante do enxoval

Gente, quero propor uma coisa aqui com relação a isso: fazer um enorme "bazar" por assim dizer, das roupinhas dos nossos bebes. O que eu quero dizer é, juntar as roupinhas que nós temos e não servem, juntar todas, de todas nós, e passa-las para frente, para as nossas amigas blogueiras treinantes, ao alcaçarem esse sonho delicioso que estamos vivendo agora, possam ficar mais tranquilas e gastar menos. ^^

Assim, no meu caso, a maior parte das roupas da Rebeca são emprestadas de um pool como esse do qual a minha prima faz parte com as amigas dela e eu tenho e as estou devolvendo conforme a Beca cresce. Mas, algumas das roupinhas eu ganhei ou comprei eu mesma, e essas eu posso estar guardando pra colocar no nosso pool. ^^ O que vocês acham?
AH, lembrando, que pra isso funcionar, precisariamos organizar regionalmente, ou seja, blogueiras de areas metropolitanas proximas. Afinal, eu por exemplo, sou de São Paulo, ou quase, rs e ia ficar bem dificil se precisasse mandar as roupas pra Bahia por exemplo. E, alguém preisaria ser responsavel por ficar com todas as roupas e manda-las para aquela nova mamãe que o grupo decidir. Como se fosse um "emprestimo" de chá de bebê.

Ou seja, a dica aqui é: o que você puder pegar de amigas, parentes e conhecidos em geral que ja tiveram bebe e tenham guardado as roupas, pegue! Compre só o que faltar e aquilo que você, em especial, gostaria de ver seu filho usando. Por que, bebes se sujam muito, principalmente quando estão se sentindo mal e incomodados. O que significa uma troca constante de roupas, as vezes até 4 vezes por dia num dia bem ruim. Não que você deva trocar o bebe toda vez que ele se sujar, mas tem horas que não tem scolha. Se você quer, mas quer mesmo, que seu fihlo use uma roupa de marinheiro dos anos 20, e sabe que ninguem tem e nem vai te dar, compre. Se for apenas um body liso e alguem que vc conhece tem, procure ficar com ele. Afinal, venhamos e convenhamos, faz mesmo diferença se seu menina vai estar com uma calça rosa ou sua menina com um body azul, no momento que ele estiver chorando com febrinha por causa de uma injeção?

- organização dos dois chás de bebê;
Sobre isso já falei em outro post.

Coisas que eu já deveria ter feito mas não fiz:

- um novo ultrasom (grrr, mas não é culpa minha);
A minha Go é a mesma que eu fui pela primeira vez aos treze anos, antes mesmo de ter iniciado uma vida sexual, para descobrir por que minha ,menstrução não vinha a mais de 2 meses. E, naquela e´poca meso ja foi diagnosticado o ovario policistico, que tanto me atrapalhou. Ela foi particular sempre, nem convenio ela aceita, e to penando até agora financeiramente ter feito essa escolha. Mas não teria feito diferente. São 14 anos se conhecendo de forma que ela sabia que me faria bem se a cada consulta, ou seja, uma vez por mes, eu fizesse um ultrasom. Não que não tivesse fins medicos, claro que tinha! Era, querendo ou não uma gravidez arriscada devido ao meu excesso de peso e os remedios que eu tomei ate descobrir-la.

Então, eu acho que ajuda muito a gente a ficar mais sossegada se fazemos o ultrasom com frequencia e podemos ver e ouvir nosso bebe. Chegou a uma das vezes que fui na consulta, a minha GO sugerir, eu entendi que brincando, de eu ficar com o aparelhinhjo que eu não sei o nome para ficar ouvindo o coração do bebe e ter certeza assi que ele esta bem. E se você por acaso esta podendo gastar, por que não? Alugue um! Do contrario, converse muito sinceramente com seu medico, expique seus anseios, confie nele! Essa é a pessoa que vai te ajudar a trazer seu bebe para o mundo exterior!

- exame de glicemia
Não sei como funcionam outros convenios, mas o meu, se eu tiver um pedido de exame de qualquer medico, independente se ele é ou não do convenio, eu posso utilizar o convenio para fazer o exame do mesmo jeito. Quer dizer, todo o meu pre natal e parto foi particular. Mas, todos os exames e o hospital, quem bancou, do mesmo jeito, foi o convenio. Então, se você tem a necessidade, algum medico disse que você deveria fazer o exame, ou você esta notando que tem ficado mais fraca, começado a tremer depois algumas horas sem comer, mas menos do que seria antes da gestação, seu humor estiver alterado mais do que você consideraria normal e de forma repentina, em especial em conjunto com a tal da tremedeira, fale isso com seu medico. Só lembrando que eu conheço pessoas que não tem nenhum problema relacionado a glicemia e, como não apresentou nenhum tipo de sintoma que pudesse ser relacionado a isso, não fez o exame. E tanto a pessoa como o bebe são hoje felizes e bem saudaveis.

- visitar as maternidades do meu convênio;
- curso para gestantes

A maternidade que você terá o seu bebe, se você tem o privilegio de escolher, é extremamente importante e você deve visita-la sim. Procure conversar com as enfermeiras da maternidade, afinal são elas com quem você mais vai conviver nos seus dias lá. Visite o berçario, se tiver, e se informe sobre a UTI neo natal. E, vou só falar já aqui pra que vcs não se sintam al quando acontecer: em especial se for seu priemiro bebe, como era a minha, é bem possivel que no ultimo trimestre você vá parar bastante no hospital com alguns sustos. No ultimo mez, pode vir a ser sua segunda casa. E isso é normal!!! As enfermeiras da Pró-Matre, que foi onde a Rebeca nasceu, na area de pronto atendimento, e as Obstetrizes que te atendem lá, falaram que existem, inclusive, mulheres que chegam a ir todos os dias no final da gravidez, e aquelas que vão uma vez por semana desde o comecinho. Não a nada nada de errado em se preocupar com seu bebe!!


SEMPRE CONVERSE COM SEU MEDICO DE FORMA SINCERA! Gente, isso é muito mas muito sério!

Lembre que é ele, ela, a pessoa que vai estar com você, vai ser responsavel pela sua segurança durante um parto, será a pessoa que vai te ajudar a trazer o seu be be pro mundo! E vai te ajudar a passar pelos primeiros apuros depois disso! Pra que você tenha, pelo menos, um parto tranquilo, uma gestação sem problemas, ele precisa saber tudo, absolutamente tudo, sobre você, sua rotina, seus medos, suas dores. Tudo! Se você por exemplo, enjooa muito com leite e derivados, opu se você fuma como era o meu caso, ou, pensando em casos extremos que eu vi na TV, usa drogas, o medico precisa saber todas essas coisas pra poder te dar o melhor atendimento possivel.

Nós estamos meio acostumados com a ideia de que medicos de hospital publico, ou mesmo de alguns convenios, não estão se importando com o que você pensa. Que é uma coisa como uma linha de montagem. Mas acreditem que existiu em algum momento, algo que motivou aquela PESSOA a fazer medicina e decidir ser GO, e tenha certeza que se ele esta atendendo em um hospital publico, não foi pelo dinheiro. Ou seja, converse, use o seu tempo, mesmo que você ache que ele é pouco, e se precisar, procure nesse medico aquela pessoa que um dia teve um motivo... Você pode se surpreender se trata-los da mesma forma que você espera ser tratada.
E se não melhorar? Simples, troque de medico! Isso você deve tentar fazer antes de engravidar, ou no começo da gestação. Mas é um conselho que vsle para qualquer especialidade medica: confiei em seu medico. Se você não confiar nele seu tratamento pode ser comprometido, então, se necessário, vá trocando e testando até achar o medico que você vai confiar a sua vida de olhos fechados.

Abraços amigas!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Colocando na boca


É, essa é a novidade da Beca desse fim de semana: ela ter percebido que consegue colocar as coisas na boca. Ainda ta começando, ela definitivamente não tem a menor coordenação motora ainda, (eu espero que seja mesmo só AINDa e não puxe a mim que mal tenho coordenação ate hoje, rsrs) mas ela percebeu que coisas que chegam as mãos dela ela pode levar ate a boca.

Ela começou fazendo isso no sabado. Estava deitada na minha cama, nos 3, eu e o taz conversando e brincando com ela. sabe-se lá por que, num momento X o Taz parou de prestar atenção nela, e foi exatamente nessa hora que ela derrubou a chupeta. Quer dizer, derrubou nada, soltou mesmo. E queria de volta, afinal, como dessa vez nenhum de nós dois estavamos segurando a chupeta pra ela?? hehe E ela lá, abrindo a boca, cabeça virada, olhando fixamente para a chupeta a alguns centimetros d cabeça dela, infelizmente contimetros demais pra simplesmente chupar a chupeta de volta. Eu olho pro Taz e falo: "amor, ela quer a chupeta de volta..." e ele "imagina Di, senão ela não tinha soltado...". Alguns minutos depois, eu admito que estava me divertindo vendo o que ela ia fazer, esperando pra ver se ela começava a chorar pra pedir a chupeta de volta ou não, achando que assim ele poderia me dizer se realmente era aquilo que ela queria e que neu não estava imaginando coisas.

Eis que, de repente, mais que de repente, ela esta lá, mexendo as mãos meio aleatoriamente, e talvez acidentalmente, bate na chupeta de forma que isso faz com que ela a leve até a boca. E ela agarra a chupeta, feliz. Eu chamo o Taz pra ele ver que ela conseguiu sozinha recolocar a chupeta na boca, e nos damos risada.

A seguir, ela um tempo depois slta a chupeta de novo. E mais uma vez, só eu prestando atenção nela, o Taz estava se arrumando pra levantar. Ela começa a mexer as mãos de novo, ate que ela consegue segurar a chupeta com os dedos, segura, e começa a balançar a mesma no ar. A tentativa, apesar de frsutrada foi valida, la fui eu chamar a atenção do Taz, toda impressionada. E ele: "imagina Di, você ta cheirando meia, você acha mesmo que ela ta tentando colocar a chupeta na boca?" É, acho sim...

Dai por dianta, ela começou a levar coisas a boca outras ezes conforme ela conseguia colocar as mãoes nela. Não foram todas as vezes, ela tinha que estar interessada. Mas puxou meu dedo, a chupeta de novo, o paninho...

Outra coisa são as risadas. Não sorrisos, risadas. Antes ela dava risada dormirndo, agora é a coisa mais linda quando olha pra gente, ou acontece algo diferente, e ela solta uma risada alta. Outro dia inclusive ela chegou a dar um gritinho pra chamar minha atenção.

Ela parece se divertir comigo conversando com ela. Fica olhando, olhando, e mexendo a boca, me imitando, soltando, hora ou outra, um "agu" ou algo do genero em "Nenenês".

Aos poucos ela esta ficando mais tempo acordada de dia e "acordando" mais tarde na madrugada. Quero dizer, antes ela acordava, de querer ficar brincando, as 23h e ia até as 6h, 7h da manhã. Agora ela esta acordando as 3h e indo até as 9h mais ou menos. O que significa que ao longo do dia ela acorda e permanece algum tempo acordada, uma ou duas horas, brincando, e depois tirando cochilos de 1h a 3h. Só essa dormida que começa as 9h que eu fico com dó e deixo ela dormir... e ai geralmente ela tem acordado as 13h, pra mais, dependendo de quanto ela tinha comido antes de dormir.

Sem contar, também, que ela praticamente encosta em mim e dorme. Se eu quero ficar brincando com ela, com certeza não vai ser com ela no meu colo. No colo ela vai se aconchegando, aconchegando, e acaba adormecendo bem rapido, na maior parte das vezes. Em algumas, inclusive, ela dorme quase que instantaneamente, se já esta muito cansada.

Por outro lado ela parece ficar esperando o horario de ficar com o pai dela. Já percebemos que ela briga pra continuar acordada quando esta com ele. E apesar da sensação ser bem bacana, não conseguimos deixar de ficar preocupados de ela ter escolhido as madrugadas pra fazer isso. Solução? Simples, tenho pedido pro Taz ficar mais tempo com ela ao longo da tarde. Afinal, se for esse o motivo, tenho certeza que ele vai ficar feliz de voltar a dormir a noite. Só precisamos explicar isso pra Beca.


Essa semana vai ser bem cheia. Todos os medicos que eu precisava marcar eu consegui hora pra essa semana. tem pelo menos 1 por dia a semana toda. E amanhã faz o retorno da Beca no ortopedista pra ver se ele libera de fato ela de usar as 2 fraldas. Que, eu ja parei de colocar quando deu o tempo que o Dr. tinha falado pra ficar fazendo isso antes do retorno. 1 mes entre uma consulta e outra, de 20 a 20. Mas o retorno, infelizmente, só deu pra ser essa semana.

Então, tenho medico Eu e a Beca, e, mais que isso, amanhã é dia de tomar vacina. Ou seja, amanhã é dia de Mythbuster II - a fralda no congelador! Não percam!