De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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segunda-feira, 5 de julho de 2021

Aquele sobre ser bipolar e mãe

 Olá, eu sou a Di. Caso você tenha chegado por aqui agora e ainda não me conheça.

Eu sou mãe da Rebeca, uma menina maravilhosa de 11 anos.

E eu sou bipolar.

Desse tipo diagnosticado mesmo. Com CID e tudo.

Pra quem quiser saber mais da minha história, eu vou recomendar ler uma série de posts que tenho contando um pouco do começo da minha trajetória. Eles chamam "A minha história". Da uma busca no blog. 😉

Por agora o resumo é que sou diagnosticada desde os 13 anos de idade, comecei o tratamento em 2004 aos 22 e levei e levo ele muito a sério por um objetivo muito claro: eu descobri que eu queria ser mãe. E eu entendia o que eu precisava fazer para alcançar esse sonho e me tornar a mãe que eu queria ser.

Depois de 5 anos de tratamento até alcançar a estabilidade eu realizei esse desejo e conquistei o direito de ter minha Rebeca.

E durante 10 anos eu me dediquei a ser a melhor mãe que eu podia ser.

O resultado disso foi uma filha saudável, companheira, amiga, empática, preocupada com o mundo ao seu redor, crítica, bem educada e que entrou na pré adolescência pronta pra começar a se virar sozinha e dar os próximos passos.

E no momento que ela já não precisa da minha dedicação integral 24h/7dias da semana, eu me vi em águas misteriosas, podendo voltar meus olhos para mim mesma novamente.

Isso trouxe uma onda de coisas boas mesmo em meio a uma Pandemia. Trouxe muita instabilidade emocional também pra eu ter que navegar, mas nada que não seja possível de lidar.

Ao longo desse meu caminho eu tive a sorte de ser uma pessoa muito consciente. Por ter convivido desde a infância com minha mãe com Transtorno de Pânico e entender isso como uma doença com tratamento e capaz de ser vencida - eu vi isso! - quando eu me vi em uma crise que parecia sem volta eu fui capaz de parar, entender o que estava acontecendo comigo, e buscar ajuda médica.

Foi iniciativa minha. No meio de uma crise depressiva. Um momento de lucidez no meio de uma tempestade.

Com o blog eu tive a chance de conhecer, e espero que ajudar, muitas pessoas que de repente se viram com esse diagnóstico cheio de tabus e precisavam de um apoio e de um exemplo que era possível ter uma vida boa, útil, feliz, e que não precisavam abandonar seus sonhos, muitas vezes de ter uma família.

No máximo teriam que desacelerar, respirar, aprender novas formas. Mas que um diagnóstico não é uma sentença.

E ser bipolar não define quem somos. É apenas mais uma das nossas características. E podemos conviver com isso.

Eu não escrevo mais com tanta frequência. Minha vida anda bem corrida e disso eu não tenho do que reclamar. Tenho vivido um segundo sonho.

Mas sinta-se a vontade para vasculhar nos arquivos daqui do blog. Pode ser que você encontre algo que se assemelhe ao que está vivendo agora. Talvez algo que te dê uma luz, ou uma mão.

E continue por aqui. Ainda vamos nos ver muito nessa viagem.


Boa semana pra vocês!

terça-feira, 4 de junho de 2019

O bom filho a casa torna... Ou, olha só eu aqui!

Estamos aqui.

A casa já está mais arrumada. Já tem seus problemas, já tem alguns dos detalhes que a fazem nossa. Mas ainda fico achando que a qualquer momento chegará o dia de voltar atrás. De "voltar para casa".
Me lembro que essa é minha casa agora, e deixo a sensação de "AirBnB" ir embora.

São as pequenas coisas que tento focar pra me ajudar a me sentir mais a vontade: o quarto com a cama grande... O banho delicioso e estupidamente quente e com muita água... A sensação de segurança ao ficar acordada até mais tarde, de madrugada, sem me sentir exposta...

Preparar a mudança, tomar essa decisão e levá-la em frente até o fim, encaixotar tudo e mais um pouco e ver que tanto ainda ficou pra trás... Tudo mexe comigo de uma forma muito mais intensa do que minha estabilidade permitia. Fui pro alto, pra muito alto... E fiz isso consciente de que tudo que sobe tem que descer. Já nos mostrou Ícaro ao tentar chegar perto demais do sol...

Estou completamente instável. Por vezes sinto um desespero tremendo me dominar e simplesmente não consigo fazer nada de produtivo no dia.

Ainda não consigo cozinhar todos os dias. Comemos fora com muito mais frequência que minhas possibilidades financeiras permitem. Muito mais.

Tenho dificuldades pra dormir. Dificuldade pra acordar de manhã.

Não estou arrependida nem nada disso. Nem triste de ter mudado. Pelo contrário, estou muito feliz de estar aqui e ter dado esse passo.

Mas existe todo o resto. Existe a rotina. Existe o dia a dia. O trabalho, a escola, as contas, os médicos, o clube, a família, os amigos, o carro, o carro do trabalho, a cidade, o estado, o país, o mundo...

Me sinto triste e choro por tudo e por nada. Quero fazer as coisas mais simples e percebo que não consigo fazer sozinha.

De repente percebo que todo aquele sentimento de inadequação, incapacidade, inutilidade, e todas as coisas ruins que sinto sobre mim mesma não passaram. Que os represei com a promessa que olharia pra isso depois. Depois... 

Ao mesmo tempo estou feliz. Quero cuidar da minha casa. Quero chegar no momento em que eu entre pela porta e sinta aquela sensação agradável de alívio por estar em casa e posso deixar toda a tensão pra trás.

Colocamos as prateleiras, instalamos o escorredor de pratos suspenso que eu tanto queria... Rebeca tem a cama que pediu pra poder receber os amigos... 

Minhas tias vieram almoçar aqui no último domingo.

O aspirador quebrou...

Ficamos doentes a semana passada inteira graças ao frio de inverno que finalmente chegou.

Hoje eu me deixei descansar.

Tomei aquele banho pelando de tão quente que tanto gosto, coloquei uma roupa bem quentinha, e deitei na cama debaixo das cobertas a tarde toda...

Ganhei meias fofas e quentinhas no dia das mães e elas estão sendo muito úteis.

E me lembrei que tenho que levar um dia de cada vez mesmo. E fazer o melhor que eu puder todo dia.

Está frio e estamos assistindo TV a meia noite porque Rebeca não conseguia dormir...

Amanhã... Bom, amanhã nos vemos como vai ser...

sábado, 5 de março de 2011

a magia do sono

Quero agradecer as palavras de apoio. Ter desabafado aqui ontem me fez muito bem, tirando um grande peso das minhas costas. Depois disso fui deitar e dormi, muito e bem, ate as 11h da manhã de hoje. Taz levantou cedo e como estava de folga ficou com a Rebeca a manhã inteira.

E, acordei melhor, mais leve, com a cabeça mais devagar e semm a sensação de desespero e desamparo.

para os entendedores, sim sempre fui de cicagem rapida. ja cheguei a ter crises mistas de mudar de humor com intervalos de 1h. uma coisa bem triste de se ver e lidar.

Acordei melhor e vou tentar aproveitar esse piquezinho pra tomar certas atitudes do meu dia pra me ajudarem a não ficar mal de novo e facilitar lidar com o momento dificil e a espera. Coisas como sair e levar a Rebeca no parquinho ou no shopping, cozinhar docinhos, assistir mais filmes na TV enquanto ela brinca.

E ter paciencia. E, se de fato a sensação ruim voltar, sim, rever a medicação. A  qual na verdade acho que sei o vilão - interação medicamentosa entre o estabilizador e o anticoncepcional. Se eu tomar uma pilula mais fraca a reação depressiva deve ser menor. Ja aconteceu antes e a minha piora de fato coincide com a retomada da mesma.

A, sim, não mexer em nada sem conhecimento medico, importante lembrar!

Obrigada mais uma vez, é muito bom se sentir querida. Vamos aproveitar o carnaval pra curtir muito, ok?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tradição de sexta feira

Sim, hoje é sexta a noite e como ja disse uma vez, tento sempre fazer esse post, tendo-o como tradicional e aquele com o qual podemos contar.

Quero agradecer muito todas as palavras de conforto que recebi. A morte é pra mim algo muito complicado de lidar - sem duvida ainda tenho muitos anos de terapia na minha frente para poder entender o quanto ter visto minha mãe ter sua primeira crise de sindrome do panico aos 5 anos dei idade onde ela acreditava que estava morrendo, a morte de minha avó 8 anos atras um dia antes do aniversario do meu pai, e a minha propria falta de fé na mais comum forma explicavel. Enfim... E dificil, não to muito bem, mas com certeza ja estou bem melhor. Nada como um dia depois do outro - e a magia que pode ser a bipolaridade em alguns momentos da vida.

Não, nunca é bom ser bipolar. Mas com os anos de tratamento e autoconhecimento ela pode sim ser util. No minimo voce sempre pode contar que a sua propria doença, se voce deixar, vai mudar o seu humor e fazer voce se sentir melhor de novo. Fato. A questão é o quanto voce pode e deve controlar essa virada que vem, sempre vem, quase como um mecanismo de defesa no meu caso quando começo a ficar muito deprimida.

E, sim, ela veio. E estou aqui na minha luta, segurando esse leão, que não sabe se foge ou se come minha cabeça. A mania ta ai, ou melhor meu quadro de ciclotimia esta ai. Fraco, graças a medicação que não largo, funcional e atuante. Mania essa util que me impediu de cair numa depressão das mais profundas, pois é nelas que lidar com a morte me joga. E agora eu me seguro como posso, como uma criança empinando uma pipa, soltando um pouco a linha quando o ceu fica limpo, mas nunca deixando a pipa solta demais a ponto de se perder no vento.


Ok, ja devaneei muito ai, acho que ja deu pra pegar o espirito da coisa. Nada bem, mas não tão mal, ok? Aos poucos, dia a dia, vou voltando ao normal. Fico feliz nessas horas de poder ter com quem contar. E feliz por ver que muitos amigos distantes ainda me oferecem uma mão, um braço talvez, nos momentos de apuros. Esses sim são aqueles de verdade, que pode ter distancia e tempo, mas nutrimos aquele carinho e aquele respeito mutuo que mantem a amizade acesa.

Agora tento me concentrar em alguma coisa mais proxima, agradavel, especifica. Não consigo. Mas tento.

Teve uma outra coisa que bagunçou meu mundo esses dias: o trabalho do Taz. Alem da morte do meu primo na terça feira, na quarta feira, pra ajudar, o Taz ficou sabendo que o dono da escola onde ele administrava uma lanchonete nçao ira renovar o contrato com ele. Mais, vai romper o contrato ja, agora. Em fevereiro ele não voltara com a cantina. Ele esta, oficialmente, desempregado. E os dois agora estão a discutir os termos da saida dele e da permanecia dos funcionarios na nova administração.

Nessa esperamos apenas que seja feito um acordo bom o suficiente pra que ele possa dar andamento em algum outro trabalho. Pensamos em algo temporario mas que nos permita no minimo manter o que ja estavamos planejando: mudar de casa, colocar a Rebeca na escola, manter meu tratamento. E claro, com as incertezas, algumas coisas terão que mudar.

Agora vem a parte de priorizar uma coisa ou outra. e vou dividir aqui com voces o que me passa pela cabeça. sair da casa dos meus pais é muito importante pra mim? Sem duvida. Tem sido sufocante ficar mais tempo aqui do que o planejado. É psicologicamente desgastante por mais que meus pais sejam pessoas boas, e queiram o nosso melhor, ainda é do jeito deles. E o jeito deles é bem pouco encorajador. Sabem aquelas pessoas que dizem assim "Olha, voce precisa ajudar aqui em casa, precisa resolver sua vida..." e ai quando voce fala "Ok, então vou me mudar pra X fazer Y" eles dão risada da sua cara e dizem que voce não vai conseguir se sair bem? É assim... Como aquelas mães cliches que dizem "Filho, voce precisa encontrar uma boa moça pra casar, mas nenhuma mulher vai jamais te amar e te tratar tçao bem quanto eu".

Enfim. Ainda sim, estou vivendo com eles ate agora e, se não houver alternativa, continuarei. Existe uma luz no fim do tunel, um plano, que assim que der certo, pois é uma questão de tempo e insistencia e persistencia, muita coisa vai mudar. Inclusive eu de casa. Então, preciso acreditar nisso e tentar ter a minha vida da melhor forma possivel em conjunto com eles, apesar das coisas ruins. Afinal, eu tambem não sou nenhuma santa.

Mas a minha prioridade é a Beca. E tenho visto que ela precisa de mais do que posso dar a ela ficando com ela em casa. ela precisa de mais espaço, de mais liberdade pra brincar, se desenvolver.Crescer. E eu sinto que estou travando esse desenvolvimneto dela sendo insegura, sem iniciativa. Acredito qie ela esteja pronta pra ir pra escolinha. Acredito que sera o melhor pra ela. Acredito que sera bom pra mim voltar a ter esse periodo do dia pra fazer outras coisas, como cuidar de mim, trabalhar nos meus projetos (sim, eles existem), cuidar da minha saude sem depender de outras pessoas pra isso, voltar a dirigir. Acho que estamos prontas e precisamos desse momento pra crescer. E curtir ainda mais os outros momentos que ficarmos juntas. E essa é a minha prioridade atual. Então, assim sendo, vou fazer e abrir mão do que precisar pra isso funcionar.

E uma das coisas que ja sei que terei de abrir mão é da minha psiquiatra. Da medica, não do tratamento. Ainda mais agora, com a incerteza do emprego do Taz, de o que ele vai fazer, quanto vai ganahar, pagar uma psiquiatra fora do convenio não é viavel. Ja estou devendo horrores pra ela pois faz 2 meses que nossa outra renda não comparece nos deixando super apertados. Sem a renda certa, que era a que vinha do Taz, vamos ter que abrir mão de mais do que eu imaginava. E entre abrir mão do convenio que temos e passar a fazer o tratamento pra bipolaridade pelo convenio, pelo menos temporariamente, opto por fazer o segundo. vou esperar o mes acabar e ir na proxima consulta pra falar com ela sobre isso pois tenho experança que algumas coisas ainda possam acontecer e isso se reverter mais rapido. Mas se ate fevereiro as coisas ainda estiverem incertas, então...

Ta tudo muito confuso e tenho poucas certezas no momento. saberei mais coisas, com o que posso ou não contar, daqui 1 semana. Ate la... solto um pouco o fio da minha pipa, deixando minha mente subir no ceu, me animar, mas sem perder demais o controle, pois ele se faz ainda mais necessario a cada dia que passe.

Um bom fim de semana pra voces, que ele seja menos confuso que minha vida esta agora. Mas fiquem felizes sempre, pois não importa a tristeza, tenham certeza que nada é permanente.

Ou se preferir, tudo passa, ate a uva passa. Menos cobrador e motorista.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Reportagens Folha de São Paulo

Bom dia!

Apesar de hoje eu estar aqui, morrendo de sono, tem tudo pra ser um dia bom, eu espero, rs. Afinal, talvez finalmente se consiga resolver a questão do carro que anda a passos de tartaruga sabe-se la a quanto tempo, esta friozinho e chovendo, e apesar dos alagamentos, nos paulistas ate agradecemos a chuva depois de tantos dias escaldantes.

Vou fazer abaixo agora, uma "clipagem" da Folha de São Paulo, da parte de Equilibrio e Saude (gente, direitos autorias e etc, nada de colocar texto na integra sem autorização!!), por que dizem respeito a mim e ao momento de vida que estou passando.

E, sim, a pessoa citada nessa entrevista sou eu mesma. ^^

(Assinates da Folha de São Paulo ou do UOL podem ler o texto na integra na internet. Outros, infelizmente, terão de comprar o jornal, ou dar seus pulos. ^^)
" A vida com altos e baixos

Formas mais leves e crônicas de transtornos de humor, distimia e ciclotimia costumam ser confundidas com jeito de ser do paciente e demoram a ser diagnosticadas

FLÁVIA MANTOVANI
EDITORA-ASSISTENTE DO EQUILÍBRIO

As mudanças de humor da professora Adriana Matielo, 27, eram até motivo de brincadeira entre seus amigos. Se num momento ela estava bem, "contando piada sobre qualquer coisa", pouco tempo depois podia ficar deprimida, "achando que o mundo é uma droga".
As transformações ocorriam de uma hora para a outra e, na maioria das vezes, não dependiam de nenhum fator externo -ela ficava feliz ou triste independentemente de qualquer acontecimento bom ou ruim.
"Cheguei ao ponto de estar dando risada e cinco minutos depois passar a chorar copiosamente, achando que não merecia viver. Eu não sabia o que estava acontecendo, achava que eu era apenas indecisa", relata. Foi assim desde a adolescência, até que, em 2002, depois de uma crise que alternou um período de forte tristeza com outro de grande excitação, Adriana procurou um psiquiatra..."


sobre alimentação de bebes:

" Maus hábitos de berço

Pesquisa revela má qualidade da dieta dos bebês brasileiros; especialistas esclarecem as 20 principais dúvidas sobre o cardápio infantil

Kiselev Andrey Valerevich/Shutterstock



PATRÍCIA CERQUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Uma das grandes certezas da vida é a de que os pais desejam dar aos filhos tudo do bom e do melhor. Poderiam, então, começar pelo básico: oferecer comida de boa qualidade quando os herdeiros ainda são bebês, algo que não ocorre de acordo com um estudo inédito da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
O documento, que será publicado no "Jornal de Pediatria", mostra que a família brasileira está oferecendo alimentos cheios de gordura, açúcar, sal, corante e outros aditivos alimentares para bebês com quatro meses de idade.
Participaram do estudo 179 crianças, entre quatro e 12 meses, de famílias das classes A, B e C de São Paulo, Curitiba e Recife. O objetivo era saber o que elas comiam durante sete dias. As mães foram orientadas a anotar tudo em uma planilha.
No meio da papelada, apareceram lasanha pré-pronta congelada, macarrão instantâneo, refrigerante, salgadinho tipo batata chips, chocolate, suco artificial e muita bolacha recheada. Os bebês também bebem muito leite de vaca.
Nenhum dos alimentos citados acima deve entrar na alimentação dos bebês de até um ano de idade por terem baixo valor nutricional (engordam, mas não nutrem), serem ricos em gordura (inclusive trans), açúcar e sal. No caso do leite de vaca, por ser inadequado...."

perguntas e respostas:

" 20 perguntas sobre alimentação

1 - Posso dar peixe na primeira papinha?
Sim, mas somente para criança a partir dos seis meses. Se o bebê não tem essa idade, melhor aguardar. "Antes da introdução dos alimentos que podem causar reação alérgica é preciso avaliar antecedentes de alergia na família", diz Roseli Sarni, da SBP. Em geral, ela afirma, a aceitação ao peixe tem sido muito boa e sem relatos de reação alérgica.

2 - A reação alérgica ao peixe é comum?
Não. Cerca de 2,5% da população infantil pode desenvolver alergia ao leite, 1%, ao ovo e menos de 0,5%, ao peixe. "O peixe é uma ótima fonte proteica, com ferro que é bem absorvido pelo organismo", diz Mauro Toporovski, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo..."

e por fim:

"Varie o cardápio

peixe, abóbora, batata e couve

50 g filé de peixe sem espinhas (50 gramas). Sugestão: pescada branca, tilápia ou saint peter
1 colher (sobremesa) de óleo
1 colher (chá) de cebola ralada
1 batata grande ou duas médias em pedaços (150 gramas)
3 colheres (sopa) de abóbora picada.
1 folha grande de couve picada.

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue rapidamente a cebola. Acrescente o peixe em pedaços, a batata, a abóbora, a couve, o sal e mais dois copos de água (400 ml). Coloque a tampa. Deixe cozinhar em fogo brando até que os ingredientes..."