Hoje é dia dos pais, e eu não podia fechar o dia sem falar dele: meu marido, pai da minha filha!
Ontem foi especial de dia dos pais na escolinha da Rebeca e as professoras, tias, coordenadora, enfim, toda a mulherada que trabalha la ficou impressionada em como ele é animado e participativo! "Puxa, ele é animado, não? Participa das brincadeiras na boa, corre com a Rebeca de um lado pro outro, faz pose pras fotos..." vinham elas me dizer enquanto eu esperava, na porta. Sim, na porta. As mães não podiam entrar e participar da festinha, era o dia dos pais!
Apesar de ter sido pega de surpresa (vamos concordar que entre ficar na porta esperando e ficar em casa e dormir ate mais tarde eu ficava com a segunda opção?) foi legal ter ido, conversado com outras mães que pipocavam na entrada, e com as professoras. E mais que isso, ouvir, meio sem querer, a reafirmação de que sim, eu escolhi um paizão pra minha moça.
A vida do Taz como pai não começou facil. Isso por que ela começou a 15 anos atras, quando ele ainda estava com 20 anos, casado com a primeira esposa, e provavelmente se deparou pela primeira vez com a depressão pos parto.
Eu nunca vou saber exatamente como foi, mas foi bem nessa epoca que nos conhecemos. Nos encontramos na finada loja de RPG Forbiden Planet e ele me contou feliz, orgulhoso, mostrando uma foto, que sua filha tinha nascido por aqueles dias.
Poucos meses depois ele se via desempregado, com muitas contas pra pagar, sem animo, sem energia, e com brigas interminaveis em casa. Conta que acavam sempre daquele jeito ruim, onde ficamos jogando na cara do outro os erros do passado. E que um dia, no meio dessas brigas, cansado e com raiva, ele sentiu vontade de bater em sua mulher. Foi rapido, quase incontrolavel. Doia ate nele. Mas o controle ainda veio e ele bateu na parede e não nela. Tinha acabado e isso era claro. Não existia mais o respeito, o amor. E com medo de sentir isso de novo e não ser capaz de se controlar, ele foi embora e não voltou mais.
Depois disso manter a proximidade da filha foi uma missão muito dificil. houveram muitas tentativas, as vezes dando certo, mas a maioria frsutrada. Ele tinha dificuldade em se manter em um emprego e por isso, de pagar a pensão devida. Assim, ele mesmo sentia que não tinha o direito de ver a menina, que crescia sem ele do lado.
Todo ano ele chorava no aniversario dela. Nas festas de fim de ano sempre faltava alguma coisa. E o dia dos pais era um vazio que não tinha tamanho.
Alguns anos depois, eu e ele ja juntos ha bastante tempo, um emprego mais certo, ele finalmente finaliza o processo de divorcio. Determina uma pensão oficial. E faz um acordo com a ex esposa: quando a filha deles pedir por ele, para ve-lo, ela não iria dizer não. Mas que ele deveria ficar afastado. Esperando...
E foi o que ele fez. E ha 5 anos atras foi exatamente o que aconteceu - no dia dos pais, inclusive, ela quis ve-lo. E de la pra ca tem sido uma reaproximação constante. A cada ano ela tem vindo passar mais e mais fins de semana conosco. No ultimo ano novo, ela estava aqui.
Com o nascimento da Rebeca o Taz tem tido uma nova chance. A chance de ser o pai que ele sempre foi, mas não tinha podido ser. E nos dias que a Lulu vem pra ca, a sensação e de que ai sim, nossa familia esta completa, e sei que é quando ele esta verdadeiramente feliz.
Então, quando ela ligou hoje pra desejar Feliz Dia dos Pais, foi ai, e so ai, que o dia dele começou e ele abriu um sorriso. E as comemorações que se seguiram vieram para completar o dia, como deve ser. Somando, sempre.
Uma homenagem a esse pai que sofre a culpa quase como uma mãe. Troca fraldas, da banho, comida, mamadeira, le historinhas, inventa outras, e se cansa de tanto brincar. Não por que quer ajudar, mas por que faz parte de quem ele é. E leva ao cinema, curte o filme, conhece as bandas e "ajuda" a burlar a dieta, e isso por que tambem faz parte dele. Somando, sempre, pra sermos cada dia mais uma familia mais completa e feliz!
Sanduiche de queijo, meu amor! Enquanto tivermos o principal, o resto se ajeita com o tempo.
Mostrando que não deve ser tão diferente ser mãe quando se é ou não bipolar, por que toda mãe tem o seu ladinho insano quando se trata de cuidar do filho. Esse blog tem o objetivo de narrar a experiencia de uma mãe que tem de enfrentar essa fase da vida com a duvida constante, o medo, de como, quando e quanto, sua bipolaridade pode afetar a vida de sua filha. Lidando com a linha tênue entre "normal" e "anormal"...
De mãe e louco todas temos um pouco
Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
Mostrando postagens com marcador pais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pais. Mostrar todas as postagens
domingo, 14 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Homenagem - meu pai é meu heroi!
Depois que a gente cresce, casa e tem filho, acaba sendo dificil lidar com nossos pais. A verdade é que, ao longo da nossa adolescencia, entrada pra vida adulta e culminando no momento que nos tornamos nós mesmos pais, eles vão se tornando humanos demais. Sim, humanos! Por que quando somos crianças, eles são nossos grande herois!
Ai, as vezes é preciso um diazinho mais especial, que todo mundo diz que é comercial, mas que ajuda muito nessas horas, pra gente relembrar essa pessoa que, olha só, ja passou por tudo que estamos vivendo de uma forma ou de outra! E ai, a gente para um pouco e se pergunta, sabendo a resposta: sera que eles tambem sentiram, sentem, esse amor imenso que nós sentimos por nossos proprios filhos?
Meu pai é o cara!
É sério!
Sabe aquele pai que todo mundo quer ter? Bom, eu tenho!
Claro que ele não é perfeito. Alias, hoje em dia eu vejo um monte de coisa que ele fez e faz que não só não concordo, como aproveito a lição pra não fazer igual. Mas isso não muda minha afirmação anterior: meu pai é o cara!
Quando eu era pequena era ele que ia me buscar na escola. Professor, dono de um negocio que ainda estava começando, ele sempre se atrasava. Diz, claro, que era de proposito, pra nos podermos brincar por mais tempo com as outras crianças antes de ir pra casa. Esquecia, claro, que os outros pais não pensavam nisso e ficavamos, eu e minha irmã, sozinhas na escola, esperando quase uma hora... MAs preciso admitir, que na maioria das vezes, ate era legal!
Ele, como educador, em conjunto com minha mãe, fez questão de escolher uma escola pra nos que seguisse a linha construtivista. E eu tenho certeza, sempre que penso nas N vezes que passei no vestibular (sim, por que passar eu sempre passava, o problema era lidar com a doença e terminar o curso!) que tudo começou ai, nessa escolha tão pensada.
Meu pai me bateu 2 vezes na vida. ele nem lembra, eu nunca esqueci. Por que não era a politica deles, bater. Nem dele nem da minha mãe. As vezes que apamnhei foram momentos de total descontrole, claro, nitido, do momento. Me marcaram negativamente, e muito, mas a politica deles, aberta, de não violencia, essa me marcou positivamente ainda mais forte.
Fui mimada. Muito! Qualquer amigo meu pode comprovar isso. Alem de não apanhar, acho que fiquei de castigo pouquissimas vezes. Não, meu pai conversava muito com a gente. Eles estavam sempre, o tempo todo, ensinando alguma coisa. Nem que fosse nos ensinando a argumentar, a justificar, a provar nosso ponto de vista e assim nos livrarmos do castigo.
Meu pai é fisico. Racional. Nerd. Me ensinou a adorar Jornada nas Estrelas, Guerra nas estrelas, e ficção cientifica de forma geral. E sempre que assistiamos um filme, ou alguma coisa na tv, ele saia conversando com a gente. Tinhamos que questionar tudo, pensar sobre tudo, ter uma opinião.
Me ensinou a andar de bicicleta, coisa que eu tive muita dificuldade de aprender, correndo atras de mim, segurando a bicicleta, pra que eu pudesse andar sem as rodinhas sem medo de cair. E quando eu gritava "você ainda esta ai?" ele gritava, la de longe "claro!" e eu ficava toda confiante que não ia cair, mesmo sabendo no fundo que ele tinha me soltado.
Ele entrava comigo no mar e me jogava por cioma das ondas. E eu voava antes de cair de volta no mar.
Mesmo nos piores momentos da minha adolescencia, no meio das brigas com minha mãe, na rebeldia, nas bebedeiras de fim de semana, ele atendia o telefone e ia me buscar na balada as 4h da manhã.
E recebeu meus amigos nessa mesma época com o coração aberto, assim como a porta, e os deixou entrar em casa e na nossa vida, alguns de forma definitiva, como o Taz. E não deve ter sido facil ver a filhinha mais nova, aos 16 anos, trazer o namorado pra dentro de casa. As vezes ate me pergunto se o fato de nos estarmos juntos ate hoje, 13 anos depois, ajuda ou piora a situação. Não que eu queira saber essa respota. Acho melhor descobrir quando for minha vez...
Tão querido, tão compreensivo, tão aberto a conversar e se divertir, que foi adotado como "Babbo" pelos nossos amigos por muitos anos, sem achar ruim. E é pra ele que muitos iam se justificar, ou contar uma vitoria, ou chorar um fim de relacionamento, ou pedir um conselho. Era quase como se por alguns anos ele tivesse ganhado um monte de filhos a mais, agregados a suas filhas, principalmente a mim.
Ele sempre deixou claro que o mais importante pra ele era que nos estudassemos, que aprendessemos. "Ninguem pode tirar o seu conhecimento".
Presava muito a liberdade, e apesar de ter se prendido a situações desagradaveis, tenho certeza que enquanto ele puder pensar, ele é um homem livre.
Muito do que eu quero pra mim, como mãe, eu aprendi com ele. Por ter um pai como o meu pai. Ate mesmo, alias, principalmente, por ele não ser perfeito. Mas por ter sempre sido, acima de tudo, meu pai, e me proteger, e me cuidar,e tentar garantir ate demais, que eu tenha sempre tudo o que eu precisar.
Pai, eu tive, eu tenho, e enquanto eu puder contar com você, eu sempre vou ter.
Minha homenagem ao meu pai, para o dia dos pais!
Ai, as vezes é preciso um diazinho mais especial, que todo mundo diz que é comercial, mas que ajuda muito nessas horas, pra gente relembrar essa pessoa que, olha só, ja passou por tudo que estamos vivendo de uma forma ou de outra! E ai, a gente para um pouco e se pergunta, sabendo a resposta: sera que eles tambem sentiram, sentem, esse amor imenso que nós sentimos por nossos proprios filhos?
Meu pai é o cara!
É sério!
Sabe aquele pai que todo mundo quer ter? Bom, eu tenho!
Claro que ele não é perfeito. Alias, hoje em dia eu vejo um monte de coisa que ele fez e faz que não só não concordo, como aproveito a lição pra não fazer igual. Mas isso não muda minha afirmação anterior: meu pai é o cara!
Quando eu era pequena era ele que ia me buscar na escola. Professor, dono de um negocio que ainda estava começando, ele sempre se atrasava. Diz, claro, que era de proposito, pra nos podermos brincar por mais tempo com as outras crianças antes de ir pra casa. Esquecia, claro, que os outros pais não pensavam nisso e ficavamos, eu e minha irmã, sozinhas na escola, esperando quase uma hora... MAs preciso admitir, que na maioria das vezes, ate era legal!
Ele, como educador, em conjunto com minha mãe, fez questão de escolher uma escola pra nos que seguisse a linha construtivista. E eu tenho certeza, sempre que penso nas N vezes que passei no vestibular (sim, por que passar eu sempre passava, o problema era lidar com a doença e terminar o curso!) que tudo começou ai, nessa escolha tão pensada.
Meu pai me bateu 2 vezes na vida. ele nem lembra, eu nunca esqueci. Por que não era a politica deles, bater. Nem dele nem da minha mãe. As vezes que apamnhei foram momentos de total descontrole, claro, nitido, do momento. Me marcaram negativamente, e muito, mas a politica deles, aberta, de não violencia, essa me marcou positivamente ainda mais forte.
Fui mimada. Muito! Qualquer amigo meu pode comprovar isso. Alem de não apanhar, acho que fiquei de castigo pouquissimas vezes. Não, meu pai conversava muito com a gente. Eles estavam sempre, o tempo todo, ensinando alguma coisa. Nem que fosse nos ensinando a argumentar, a justificar, a provar nosso ponto de vista e assim nos livrarmos do castigo.
Meu pai é fisico. Racional. Nerd. Me ensinou a adorar Jornada nas Estrelas, Guerra nas estrelas, e ficção cientifica de forma geral. E sempre que assistiamos um filme, ou alguma coisa na tv, ele saia conversando com a gente. Tinhamos que questionar tudo, pensar sobre tudo, ter uma opinião.
Me ensinou a andar de bicicleta, coisa que eu tive muita dificuldade de aprender, correndo atras de mim, segurando a bicicleta, pra que eu pudesse andar sem as rodinhas sem medo de cair. E quando eu gritava "você ainda esta ai?" ele gritava, la de longe "claro!" e eu ficava toda confiante que não ia cair, mesmo sabendo no fundo que ele tinha me soltado.
Ele entrava comigo no mar e me jogava por cioma das ondas. E eu voava antes de cair de volta no mar.
Mesmo nos piores momentos da minha adolescencia, no meio das brigas com minha mãe, na rebeldia, nas bebedeiras de fim de semana, ele atendia o telefone e ia me buscar na balada as 4h da manhã.
E recebeu meus amigos nessa mesma época com o coração aberto, assim como a porta, e os deixou entrar em casa e na nossa vida, alguns de forma definitiva, como o Taz. E não deve ter sido facil ver a filhinha mais nova, aos 16 anos, trazer o namorado pra dentro de casa. As vezes ate me pergunto se o fato de nos estarmos juntos ate hoje, 13 anos depois, ajuda ou piora a situação. Não que eu queira saber essa respota. Acho melhor descobrir quando for minha vez...
Tão querido, tão compreensivo, tão aberto a conversar e se divertir, que foi adotado como "Babbo" pelos nossos amigos por muitos anos, sem achar ruim. E é pra ele que muitos iam se justificar, ou contar uma vitoria, ou chorar um fim de relacionamento, ou pedir um conselho. Era quase como se por alguns anos ele tivesse ganhado um monte de filhos a mais, agregados a suas filhas, principalmente a mim.
Ele sempre deixou claro que o mais importante pra ele era que nos estudassemos, que aprendessemos. "Ninguem pode tirar o seu conhecimento".
Presava muito a liberdade, e apesar de ter se prendido a situações desagradaveis, tenho certeza que enquanto ele puder pensar, ele é um homem livre.
Muito do que eu quero pra mim, como mãe, eu aprendi com ele. Por ter um pai como o meu pai. Ate mesmo, alias, principalmente, por ele não ser perfeito. Mas por ter sempre sido, acima de tudo, meu pai, e me proteger, e me cuidar,e tentar garantir ate demais, que eu tenha sempre tudo o que eu precisar.
Pai, eu tive, eu tenho, e enquanto eu puder contar com você, eu sempre vou ter.
Minha homenagem ao meu pai, para o dia dos pais!
Marcadores:
dia dos pais,
homenagem,
meu pai,
pais
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Agradecimento
Recebi um e-mail da minha tia, muito significativo. ele me parabenizava, mas ainda sim me lembrava que meu caminho como mãe ainda esta no inicio, e que é uma caminhada dificil e conturbada, onde quando finalmente achamos que "pegamos o jeito" tudo muda e começamos uma nova etapa da vida deles, e da nossa, novamente.
Fiquei pensando no e-mail, e preciso dizer uma coisa muito muito importante: obrigada!
Me fez lembrar que tambem sou filha, e de N coisas que fiz, e as vezes ainda faço acredito, que deixam meus pais de cabelos em pé, preocupados. Mesmo que muitas vezes eles não admitam isso, ou ate tentem negar.
É interessante pois ter me tornado mãe, de fato, me fez entender um pouco mais esses sentimento. Aquela frase "quando você for mãe você vai entender..." faz muito sentido pra mim, e acredito que fara ainda mais conforme a Rebeca for crescendo.
E pensando em tudo isso, percebi o quanto, depois de certa idade, nós deixamos de falar as coisas boas, de enaltecer as vitorias, as conquistas, e o quanto apesar de não concordar em (quase) nada, somos tão iguais, e nos amamos muito. Nós, filhos, aos nossos pais.
Fiquei pensando em qual foi a ultima vez que agradeci meus pais por eles serem assim, simplesmente meus pais. Que mesmo que não concorde com eles, eu fico muito feliz e muito agradecida por eles todos os dias.
Fiquei pensando em qual foi a ultima vez que agradeci meus pais por eles serem assim, simplesmente meus pais. Que mesmo que não concorde com eles, eu fico muito feliz e muito agradecida por eles todos os dias.
Então, venci a vergonha, aquela que a gente um dia passa a ter mas não faz o menor sentido, e fui ate o quarto da Rebeca, onde eles estavam apos minha mãe dar um banho nela antes dela dormir. Criei coragem, e agradeci. Brinquei, tentei ate fazer uma piadinha, mas agradeci. De coração.
Agradeço por terem me dado essa chance. de, depois de me tornar mãe, criar a coragem e agradecer por ser a filha de quem sou, de ter os pais que tenho, de viver nessa familia, imperfeita, mas linda.
Obrigada ^^
Amo muito vocês
Amo muito vocês
sábado, 28 de agosto de 2010
Semana com tempo seco e muito mal humor
Ola pessoas!
Tenho tido muita dificuldade de vir aqui postar. Meu laptop esta com problemas sérios, e fica desligando o tempo todo, sozinho, se precisa usar muita memoria ou esquenta demais. Acredito que uma das memorias dele queimou, o que faz com que a restante super aqueça e desligue para que não queime. vou levar o coitado ao concerto na proxima semana, pra pelo menos fazer um backup decente e possivelmente passar o coitado, quase falecido, pra frente, antes que ele de fato, bata as botas e me deixe na mão, sem as fotos da Beca, meus textos, etc. Hoje estou usando o laptop do Taz! :P
Quero que eles sejam essas pessoas otimas. e por isso, eu posso ser eu mesma, e fazer o que eu acredito, e inclusive errar fazendo isso. Pois sei que eles estarão la para ser pra ela ate mais do que foram pra mim. e eu serei pra ela tudo o que eles são, e mais.
Tenho tido muita dificuldade de vir aqui postar. Meu laptop esta com problemas sérios, e fica desligando o tempo todo, sozinho, se precisa usar muita memoria ou esquenta demais. Acredito que uma das memorias dele queimou, o que faz com que a restante super aqueça e desligue para que não queime. vou levar o coitado ao concerto na proxima semana, pra pelo menos fazer um backup decente e possivelmente passar o coitado, quase falecido, pra frente, antes que ele de fato, bata as botas e me deixe na mão, sem as fotos da Beca, meus textos, etc. Hoje estou usando o laptop do Taz! :P
O tempo em São Paulo esta seco. Assim, seco mesmo!!! Hoje a umidade relativa do ar chegou em 12%, o que é quase um recorde historico, e foi o recorde do ano. (O recorde historico foi no ano passado, tambem nessa epoca). Claro que não vou nem me atrever a comparar com lugares como Brasilia, mas... Nossa, ta dificil!
Eu não tenho tido coragem de sair de casa, muito menos de levar a Beca pra qualquer lugar se não for extremamente necessario. Teriamos uma festa pra ir amanhã, mas não acredito que irei se a umidade continuar do jeito que esta.
Fico feliz da vida por meu pai, no ano passado, eu gravidissima, passando mal com o calor e o tempo seco, ter comprado um umidificador de ambientes pra mim. A conta de luz vai vir um absurdo inimaginavel, não e nem perto de ser ecologicamente correto, mas, nossa, experimentem ter um desses em casa nesses dias, e ai sim, me julguem!
No entanto, isso serviu pra mostrar que sim, o problema da Beca estar o tempo todo com o nariz entupido tinha a ver com isso sim. Ou seja, quase 100% de certeza de ser, ou vir a ser, uma rinite.
Desde que comecei a deixar o umidificador ligado, depois que o tratamento pra sinusite dela acabou, que ela nem espirrar mais espirra do jeito que fazia. Coitada... Me sinto culpada por cada cigarro que fumei na gravidez...
O problmea aqui, com ela, tem sido outro: pesadelos. Ela tem tido muitos pesadelos, por causa do dente. Acredito que tem pelo menos mais 3 dentes pra sair nos proximos 2 meses, seguidinhos. demorou, e agora virão todos de uma vez.
E com os dentes, vem os pesadelos, com os pesadelos, a mamãe aqui dorme pouco e mal. Com o tempo seco pra ajudar.... Ah, e sem ter conseguido comprar o remedio que eu deveria ter começado a tomar a uma semana atras... e, minha semana não esta sendo a melhor do mundo.
Mudando mas sem udar de assunto, acredito que tenhamos chegado no limite do aceitavel morar com os meus pais. E não por que é ruim, por mimimis motivos da vida. Mas por que a Beca chegou na fase de fazer manha e chorar quando é contrariada, ou quer alguma coisa. sabe aquelas crianças que deitam no chão e choram no mercado? É, ela esta no inicio da fase pra se tornar uma delas.
Quando eu planejava engravidar, no alto da minha estabilidade, tratamento e medicação, eu sabia (ai, como a gente esquece algumas coisas que fazem todo sentido quando se esta bem) que eu ficaria por volta de um ano depois de ter filhos na casa dos meus pais. Sabia que isso seria uma questão de segurança por causa da minha retomada do tratamento, pra poder receber ajuda que fosse necessaria nesse primeiro ano, e poder estar bem antes de voltar a morar sozinha.
Tambem sempre soube que, quando se chega na fase em que a criança vai testar todos os seus limites, com birras, manhas, choros, estar morando junto com os avós é uma tragedia e você vai estar fadado a falhar em algum dos seus papeis. e isso pode ser resolvido pura e simplesmente se mudando. Então, tinha por mim que no momento que meu filho/filha chegasse na marca de 1 ano e/ou começasse a fazer manha e entendesse quem faz o que, ou seja, com quem a manha vai funcionar, quando e como, eu teria que sair da casa dos meus pais.
Acho muito importante que cada um tenha seu papel. Acredito que avos devam sim ser responsaveis pelos mimos, aquelas coisas que os pais não deixam, devam ser permissivos, carinhosos, mas claramente serem os avos e terem menos autoridade no dia a dia que os pais.
Cabe aos pais educar a criança, ensinar limites, e ate quando eles podem ser quebrados, ou deixados de lado, e quando eles são irrefutaveis. Ensinar o sim e o não. Mostrar que carinho não é sinonimo de fazer tudo o que se quer. Que amar alguem é sim ser responsavel, e ser responsavel muitas vezes e negando a criança o que ela pede, quando ela pede. E os avos estão la, na visitas, nos fins de semana, nos domingos, pra mostrar que existem os dias, os momentos, que podemos deixar de lado essa rotina, essas regras, e apenas curtir o momento.
Tenho traumas serissimos da minha infancia. Acredito piamente que meus pais não faziam as coisas que fizeram, e eu considero erradas, por mal. Inclusive, tenho certeza disso, que eles não acreditam de fato que muiitas dessas coisas, sejam ruins ou responsaveis por muitos comportamentos que tenho ainda hoje, e me atrapalham e eles desgostam! Sei disso pois eles agem com a Rebeca exatamente do mesmo jeito.
E sabem de uma coisa? Isso é otimo!!!
Meus pais são pessoas fantasticas, unicas, com um coração enorme mesmo que as vezes eles mesmo o neguem, e tentem agir diferente. São carinhosos, cada qual a seu jeito, mesmo sendo geniosos.São dedicados e divertidos, e curtem muito muito cada nova descoberta. Eles me permitiram muitas coisas e me deram uma educação, que querendo ou não, me fez ser quem sou hoje, e acreditar nas coisas que acredito.
E eu sou uma pessoa maravilhosa! Com um coração enorme, muito muito amor pra dar, sem preconceitos, e muito inteligente, bem educada e com capacidade de discernimento tão alta que sou a primeira a perceber quando estou em crise e preciso de ajuda.
Não tenho medo de pedir ajuda. Sei que existe momento de ser orgulhoso, e o momento em que o orgulho é o unico empecilho para o sucesso.
De uma forma ou outra, e talvez ate sem querer, foram meus pais que me tornaram essa pessoa que sou e amo ser. Então acho otimo que eles ajam com a Rebeca como agiram comigo. Pois assim sei que ela terá a chance de ser uma pessoa tão boa e com todas as qualidades que gosto tanto em mim.
Mas morar com eles também significa dar a ela todos os lados ruins da minha criação tambem.
Mas morar com eles também significa dar a ela todos os lados ruins da minha criação tambem.
Quero que eles sejam essas pessoas otimas. e por isso, eu posso ser eu mesma, e fazer o que eu acredito, e inclusive errar fazendo isso. Pois sei que eles estarão la para ser pra ela ate mais do que foram pra mim. e eu serei pra ela tudo o que eles são, e mais.
Ela ja sabe que meus pais não fazem ela dormir. Que chorar e brigar faz com que eles a peguem no colo e deem ou devolvam a ela o que ela quer. E eu quero, inclusive, incentivar isso, por um lado. E confuso pra mim, e se e confuso pra mim significa 2 coisas pra Rebeca: confusão e oportunidade.
Eu vejo, todos os dias, como e mais facil fazer o que ela quer, dar o que ela pede. Mas e bem isso, e mais facil. Não e, nem de perto, o melhor. So que agora ela esta testando o mecanismo da birra, da manha. Ela não tem toda aquela malicia, não. No caso dela e pura ciencia, ação e reação, testes e mais teste de condicionamento. Ah, e sem esse pensamento critico, claro. Tem apenas a ver com repetição de um comportamento que funciona para se alcançar determinado objetivo, e as diversas aplicações que poder ter.
Agora vejam a cena:
São 19h45, estou dando jantar pra Rebeca. Faço isso da forma mais errada e mais facil possivel - em frente a tv. Ela come a sopinha com facilidade pois alem da tv e um sabor que ela gosta. A comida na frente da tv foi uma briga que perdi, assim como as sopinhas prontas e sem pedaços. Minha mãe precisava de uma tecnica que ela poderia dar comida pra Rebeca sem que a bebe fizesse muita onda e desse muito trabalho. Minha mãe não e o exemplo de paciencia, mas o historico familiar deixo pra outro post.
20h ela termnou o jantar. Meu pai fica com ela enquanto eu janto. Minha cabeça doi muito, meu corpo tambem, e o cansaço e enorme. Janto, descanço por 10 minutos, e volto. 20h30, acaba o desenho que a Rebeca gosta, hora de dormir, e ela sabe disso.
Ai, minha mãe que é quem da banho nela de dia de semana, acha que ela não esta com sono e devemos esperar mais tempo de digestão. Eu, no estado que estava, aceito. Mas, 10 minutos depois ela coça os olhos e boceja. Otimo, banho! chamo minha mae, que fica com ela no colo enquanto conversamos.
Então, estendo os braços pra pega-la de volta, dizendo "vamos tomar banho!" Ela se vira abraça minha mãe, faz cara de coitadinha, e espera que deixem ela ali, acordada, brincando. olha pra mim safadamente e faz gracinhas. E cada vez que tento pega-la ela gruda na minha mãe, choraminga, faz aquela cara irresistivel dos bebes quando choram, e minha mãe que diz "Di, ela não quer dormir.... deixa ela!"
Ainda não cedi. Mas logo logo a Beca vai se aproximar da gente com isso, e usar essa diferença de opinião contra nos. Então... Hora de dar no pé.
Por que 21h e hora de dormir. Mas na casa da vovó pode!
bjs, bom fim de semana!
Marcadores:
bebe conforto,
birra,
carinho,
comportamento,
dia das mães,
educação,
manha,
mudança,
pais,
papel dos pais e dos avós,
remedio,
responsabilidade,
umidade,
vovó
Assinar:
Postagens (Atom)