De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Sobre 2018

Estamos na última semana do ano e eu me sinto bem. Estou cansada, exaurida, e com a sensação física de um resfriado. E estou bem. Contente. Feliz. Ao mesmo tempo insegura, com medo, e sem ter ideia do que 2019 me reserva. E tudo bem.

2018 foi um ano tão difícil, tão longo, que deu a sensação de ter tido vários anos dentro dele.

Começamos o ano, logo no dia 03 de Janeiro, com a notícia de falecimento de um primo meu. Relativamente jovem, teve um infarto fulminante.

Com isso trocamos uma viagem de ferias por um velório, sorrisos por lágrimas, certezas por imcompreensão.

Depois o falecimento de meu tio, em Março, e logo em seguida o adoecimento de minha mãe.

Minha mãe ficou doente por meses, passou semanas internada e ainda hoje continua em tratamento.

Esse ano eu vi minha mãe envelhecer muitos anos em poucos meses. Vi seu corpo ficando fragil, seus movimentos ficando mais lentos, seus passos inseguros e sua capacidade de comunicação diminuir. Vi, convivi e Vivi seu medo por sua própria mortalidade. Vi uma pessoa forte, enfrentando e lutando por sua vida e por sua sanidade mental ao ser confrontada com seu maior medo. E vi ela chegar até aqui, se recuperando do choque e fazendo planos.

Minha mãe é uma mulher muito forte!

Vi meu pai se dedicando a ela por todo o ano. Vi ele também envelhecer nesse período, anos e anos, mas ainda sim se manter atento e disposto e pronto para tudo que minha mãe pudesse precisar.

Meu pai é um companheiro dedicado.

Os dois adotaram os cabelos brancos por fim, deixando de tingi-los. Ficaram bem. Mas sinto que isso tem a ver com a aceitação do processo de envelhecer, do se permitir não ter mais o corpo tão jovem e forte mas encontrar nesse gesto tão simples a nova fase de sua vida.

Tenho muito orgulho e muita sorte de ter meus pais.

Enquanto minha mãe estava envolta em seus tratamentos médicos nós tomamos decisões de mudar. Mudar de vida, mudar de casa.

Esse e um projeto ainda em andamento. Começou em Junho com minha mudança para o andar de cima da casa, onde meus pais ficavam, para que reformassemos e alugassemos o andar térreo da casa.

Depois em setembro alugamos parte da casa.

E de lá para cá pagamos dívidas e tomamos decisões que nos permitam finalmente nos mudar daqui.

2019 tem em si a promessa de mudança.

No fim do ano tivemos um outro falecimento de uma pessoa próxima. O ex-esposo de minha tia, com quem mantínhamos contato em eventos familiares. Mais uma vez um velório, um sepultamento, onde comparecemos para dar força e apoio a minha tia, primos e sobrinhos.

O Ano chega ao fim com seu último, espero, desdobrar, com grandes decisões de minha mãe e meu pai sobre o que eles desejam do futuro, sobre qual seu legado, sobre qual é a prioridade deles daqui em diante.

2018 foi um ano difícil.

Tivemos também a escalada da intolerância e do ódio em nossa sociedade com seu ápice em um processo eleitoral de mentiras e acusações, onde as propostas não tinham chance de serem ouvidas ou questionadas no meio do medo. Tivemos uma eleição baseada no medo. Construímos e desconstruindo instituições públicas e privadas, relações pessoais e profissionais, por causa de medo. E com isso todos perdemos.


Mas o fim do ano as vezes tem a chance de remendar o que foi rasgado. E de dar esperança para o futuro que vira.

Essa semana foi Natal. E quero fazer um posto so pra ele, porque esse Natal merece.
Mas hoje quero dizer que foi bom.
Quero dizer que, pelo menos na minha família, ao nos reunirmos esse ano, nos escolher ceder. Fazer concessões. Aceitar o outro e não nos deixar separar por nossas diferenças mas sim nós aproximarmos por aquilo que temos em comum.

Então estou passando por esses últimos dias do ano com um pouco mais de esperança.

E deixo aqui meu desejo de que você também encontre essa esperança pelo Ano Novo que virá.

Que 2019 nos de a chance de nos conectar mais do que nós dividir. Que as mudanças sejam mais positivas que negativas. Que se por um lado algo nos faltar, nos encontremos forças para seguir e pessoas para nós acompanhar no caminho.

Que façamos uns pelos outros o melhor. E que juntos façamos nossas vidas mais leves.

Um 2019 de união e amor.

Feliz Natal e um prospero Ano Novo!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Resiliência

Resisto. Decidi que hoje não me renderei  ao medo ou a melancolia. Serei feliz, continuarei, manterei quem amo o mais próximo que puder.
Continuidade e resiliência.
Hoje eu decidi continuar aqui.
Trazer um pouco de paz e normalidade a uma cabeça confusa.
Quis compartilhar isso com você. A vida continua e é nas pequenas coisas e nos pequenos gestos que nos lembramos de respirar fundo e admirar o belo.
Temos arte. Temos amor. Temos uns aos outros.
Hoje eu decidi resistir ao medo e ser feliz.
Hoje.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

dia de nhoque

Desde que voltei da minha viagem a Espanha (na verdade, Cataluña pois fui pra Barcelona ver minha irmã) em 2008 institui alguns costumes, ou tentei, aqui em casa. Um deles foi o de comer nhoque da sorte todo dia 29.

Hoje, com todas essas loucuras acontecendo aqui em casa, a que foi adicionada mais um converto no carro que quebrou, de novo, esqueci do nhoque. Não me toquei que era dia 29. E não estava inclinada a nenhuma reunião familiar que envolve, pra mim, tal tradição.

Mas agora, me toquei que dia era e senti falta. Senti falta de colocar a mão na massa, literalmente, e deixar ali todo meu estress. De fazer algo que gosto em dobro, ou triplo: cozinhar, ver as pessoas felizes ao comer algo que fiz e que ficou memoravelmente bom, e sentir vontade de fazer tudo isso.

Então, como não quero perder o dia, vou dividir com voces o meu nhoque ^^ E comam com uma nota embaixo do computador, rs, a maior que tiverem, e sim serve moeda tambem. E que traga sorte a todas nos. Por que pra mim essa é a maior riqueza que podemos ter: a satisfação de dividir o que temos com nossos queridos.

Nhoque ao molho sugo com azeitonas:

Massa (rende 10 a 12 porções)

1 kg de farinha
1 litro de leite
8 colheres de margarina ou manteiga
1 pacote de queijo ralado
2 ovos
2 pitadas de sal
5 a 6 batas grandes

modo de fazer:
ferva o leite, todo, em uma panela grande. Junto com o leite coloque as 8 colheres de manteiga de forma que elas derretam e se misturem ao leite. Coloque o sal. Quando estiver fervendo, misture cerca de 3/4 da farinha ao leite, ou ate que forma uma massa grossa, como um pure de batatas amassadas mas sem o leite. Retire do fogo e retire a massa da panela, deixando esfriar em uma superficie lisa enfarinhada onde voce, mais tarde, ira abrir a massa. Reserve.

Separadamente, deixe as batas descascadas cozinhando ate ficarem bem moles. Nesse ponto, amasse-as e reserve para que o pure esfrie e voce possa manusea-lo.

Quando as batats estiverem mornas a frias e a massa tambem é hora de misturar tudo. Não esqueça de lavar e secar bem as mãos. ;)

Misture a batata a massa. Quando estiver bem misturado, acrescente os dois ovos crus e o queijo ralado. Atenção: a partir dai a massa vai ficar bem mole! Com isso, va acrescentando farinha enquando sova a mesma ate que ela pare de grudar nas suas mãos. Agora é cortar em cubos pequenos e cozinhar em agua fervente.

Voce pode tanto retirar os cubinhos de Nhoque logo que emergirem e terminar de cozinha-los no molho, ou deixar cozinhar por mais um ou 2 minutos depois de emergirem e so acrescentar o molho no final.

Eu recomendo retirar o nhoque pois essa receita deixa a massa bem leve, daquelas que desmancham na boca quando pronta, então se cozinahr demais eles irão desmanchar.

Coloque todos em uma travessa e reserve

Molho

2 saches de molho de tomate pronto
1/2 cebola cortada em pedaços pequenos
2 dentes de alho amassados
azeite para refogar
manjericão desidratado
azeitonas verdes picadas
1/2 colher de cá rasa de açucar

Refogue a cebola e o alho no azeite. Quando o alho estiver dourando, acrescente o sal e as azeitonas. Mexa sem parar por 1 min e depois adicione o molho de tomate. Acrescente 1 sache de agua. Espere levantar fervura e adicione o açucar. Medir o sal, e quando pronto, desligue o fogo e adicione o manjericão. Misture com o Nhoque na travessa e leve ao forno, coberto com aluminio por 15 minutos.

Agora e so servir e curtir ^^

Eu costumo servir um molho bolonhesa a parte pra quem come carne, como eu, poder misturar, mas essa receita passo outro dia... :P

Ai faz de sobremesa o cheese cake que coloquei a receita aqui antes e... aff se esbalda! rsrs