De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!
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sábado, 2 de novembro de 2019

Dia de Los muertos

Hoje eu comecei meu dia conversando com um amigo muito querido e que mora muito longe. Nos conhecemos desde os 14 anos e temos aquele tipo de amizade que a gente só faz na adolescência.

Conversamos exatamente sobre isso, como quando adultos não fazemos mais amigos como quando somos jovens. Como é difícil criar esse tipo de laço depois de um certo tempo.

Fiquei pensando que a gente se apaixona, se casa, se separa, e até faz alguns amigos, mas nada nunca é igual a essa relação que temos com nossos amigos da adolescência.

Hoje é dia de finados. Dia de Los Muertos. Esse ano eu perdi alguém muito muito especial e próximo a mim. Mas por mais que eu ainda sinta essa perda muito presente, hoje a minha saudade foi pra outro lado...

Hoje sinto saudade dos amigos que perdi pelo caminho. Que me foram tirados cedo demais. Hoje eu choro por eles, mas com uma tristeza com mais saudade que dor. Porque eu acho que doer vai doer pra sempre, mas com os anos a saudade e as lembranças ficam mais fortes, exatamente para que a gente se recorde do melhor que tivemos.

São amigos que se perderam da vida cada um numa circunstância que, infelizmente, não pudemos ajudar. Tentamos. Mas seja num acidente, num crime ou uma doença, cada um deles encontrou morada do outro lado do espectro da realidade, aquele que sobre nada sabemos.

Na tradição mexicana, pelo pouco que sei, enquanto você se lembrar dos seus entes queridos que morreram eles continuarão a existir no outro mundo.

Nos últimos tempos esses amigos tem sido muito presentes, em conversas e lembranças, e eu fico feliz de pensar que isso mantém eles bem seja lá onde eles estão agora.

Que estão jogando uma enorme partida de RPG com a vida desses amigos que continuaram na existência terrena, xingando nossas escolhas ruins e torcendo por nosso sucesso. E fazem isso entre cervejas celestiais e cafés com muito açúcar. E nada disso mais faz mal, nada mais pode lhes fazer mal e causar dor.

Hoje é dia de lembrar.


André...
Gerson...
Ciça...

Sr Ednaldo...

Vó...

Amo vocês. Eu me lembro.

sábado, 21 de setembro de 2019

Sobre o dia da árvore, ou sobre a minha amoreira...

Eu nasci no começo dos anos 80. Estou no começo da geração Milenial e no final da geração X.
O Brasil lutava por sua democracia, sobrevivia entre a hiperinflação e as novidades apresentadas na TV. O mundo mudava e tentávamos alcançá-lo. Perdoamos o passado para tentar ter chance de fazer um futuro melhor.

Nesse contexto meus pais se casaram no fim dos anos 70 e tiveram a minha irmã e eu no começo dos anos 80.

Quando nasci morávamos em uma casa na zona Oeste de SP, numa rua calma, residencial, em uma parte do bairro que entre suas grandes casas, nos abrigava no início de nossa jornada.

Meu pai sonhava alto e iniciava seu próprio negócio ao comprar uma escola em uma cidade vizinha com o ideal de unir o seu desejo de educar e mudar o mundo e crescer profissionalmente num momento instável da economia do país.

Minha mãe se estabelecia como uma das principais responsáveis no laboratório de uma grande multinacional do setor de combustíveis.

E eu e minha irmã chegamos para completar o quadro.

Na casa grande da rua tranquila, pensada e escolhida, um enorme quintal gramado nos fundos da casa. Nele, 3 árvores frutíferas. No centro do jardim um pequeno limoeiro, meio pelado, minguado, fazia lugar de pouso para os passarinhos. No canto inferior direito, uma árvore alta de frutinhas vermelhas semelhantes a morangos sem sementes que nunca mais vi e até hoje não sei o nome. Minha vó era a única que quando essa árvore ficava carregada de frutos, andava embaixo da copa catando e comendo essas misteriosas doçuras que ela levou o nome consigo na minha memória...

E do lado esquerdo, no centro esquerdo, não exatamente num canto, uma enorme amoreira de tronco forte e galhos grossos o suficiente para nos sustentar a subida.

Não lembro quantos anos tinha quando aprendi a segurar no galho mais baixo, e dando um impulso jogar as pernas por cima do tronco que, a uma pequena distância do chão, se repartia em um V e continuava a subir e abrir seus galhos para o sol. Espalhando sua sombra, e tendo no V do tronco um local perfeito para iniciar a subida, quase uma cela na madeira, era para lá que jogávamos as pernas no impulso. Dependuradas no galho, pernas no tronco, abraçávamos a árvore e nos ajeitávamos para continuar a subida.

A amoreira ficava bem perto do muro da casa e ao subir podíamos ver a casa do vizinho. Nossos gatos fizeram esse caminho muito mais do que nós, usando essa proximidade entre planta e pedra para escapar e explorar outras residencias e voltar com segurança.

Uma vez por ano a amoreira ficava carregada de amoras, primeiro verdes e instigando nossa ansiedade, depois vermelhas com seu azedinho e por fim pretas e maduras, doces, ideais para serem colhidas. Tingiam o chão de terra embaixo da árvore de roxo da mesma forma que tingiam nossos dedos e bochechas lambuzadas.

Dessas amoras fizemos sucos, sorvetes, geleias e bolos. Dividimos nosso tesouro com periquitos, bem-te-vi, e todo tipo de pássaros.

Dividimos nosso quintal e nossas árvores com amigos e familiares por cerca de uma década, quando no começo dos anos 90 meus pais decidiram se mudar. Vendemos a casa para poder seguir adiante e continuar construindo nossa história.

Mas deixamos para trás nossa amoreira. Deixei com ela a primeira parte da minha vida. Trouxe comigo o gosto doce das boas lembranças.

Trouxe comigo um amor a uma amoreira...


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Sobre pequenas felicidades

Essa semana meus pais voltaram de viagem. Estavam visitando minha irmã e trouxeram com eles o presente de aniversário da Beca adiantado.

Rebeca ganhou um laptop.

O que significa que eu também ganhei um laptop por tabela.

Ela tinha um laptop antigo, velhinho, que deu seus últimos suspiros enquanto meus pais estavam em viagem. Apesar de nossas tentativas em consertar o aparelho, no fim ele virou peça de reposição pro marido brincar de desmontar e remontar coisas.

E aí ficamos com um problema em casa. Nós temos um computador desktop, mas ele é minha TV. Assim, no lugar do monitor ele é ligado diretamente à TV por onde assistimos nossas assinaturas de streaming. E por mais que sejamos uma família muito unida, vamos ser sinceros, tem hora que cada um quer fazer uma coisa.

Rebeca precisa ter acesso a uma ferramenta que permita que ela assista seus vídeos, jogue seus jogos e faça seus trabalhos de escola com conforto e privacidade.

Então fiz toda essa explanação aos avós em viagem para convence-los que era um investimento importante.

E assim foi feito.


E eu ganhei um laptop novo de tabela.

Pra mim o laptop tem todo um sabor especial pois há muito tempo eu sentia falta de ter uma ferramenta adequada para escrever e poder me dedicar aos meus projetos.

Com a mudança de casa para o apto eu sonhava com construir pra mim, na varanda, o ambiente ideal para minhas horas criativas.

Ainda não está pronto mas a possibilidade de usar o laptop da Rebeca já chega perto o suficiente para que eu comece.

Então quando eu ligava e instalava os programas importantes para o uso seguro do computador precisei vasculhar emails antigos que eu nem lembrava que tinha guardados. E encontrei um tesouro pessoal...

No meio dos e-mails perdidos uma troca, uma conversa com uma amiga para quem, anos atrás, eu enviara uma amostra dos livros que havia começado a escrever. E nesse e-mail esses arquivos zipados num anexo.

Quase tive um treco de tamanha felicidade!

Eu perdi a cópia que tinha desses textos há uns 5 anos atrás quando a HD do meu computador pessoal parou de funcionar. E apesar de eu guardar essa HD na esperança de alguém conseguir recuperar esses arquivos pra mim, a verdade é que eu considerava tudo isso parte do meu passado e das minhas memórias.

Mas eu encontrei! Estava lá, esperando por mim!

Que delícia foi reencontrar esses textos! Alguns deles iniciados na minha adolescência e pré adolescência... Foi como encontrar uma janela para a pessoa que fui há 25 anos atrás... 20... 15...

Não sei se a pessoa que sou hoje deve retomar essas histórias ou não, se devo dar a elas um fim digno. Mas independente disso, ler e relembrar, reviver uma época, ver meu desenvolvimento...

É um achado... Meu tesouro....

Pra gente ver que nem sempre tudo está perdido... Basta procurar.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Sobre 2018

Estamos na última semana do ano e eu me sinto bem. Estou cansada, exaurida, e com a sensação física de um resfriado. E estou bem. Contente. Feliz. Ao mesmo tempo insegura, com medo, e sem ter ideia do que 2019 me reserva. E tudo bem.

2018 foi um ano tão difícil, tão longo, que deu a sensação de ter tido vários anos dentro dele.

Começamos o ano, logo no dia 03 de Janeiro, com a notícia de falecimento de um primo meu. Relativamente jovem, teve um infarto fulminante.

Com isso trocamos uma viagem de ferias por um velório, sorrisos por lágrimas, certezas por imcompreensão.

Depois o falecimento de meu tio, em Março, e logo em seguida o adoecimento de minha mãe.

Minha mãe ficou doente por meses, passou semanas internada e ainda hoje continua em tratamento.

Esse ano eu vi minha mãe envelhecer muitos anos em poucos meses. Vi seu corpo ficando fragil, seus movimentos ficando mais lentos, seus passos inseguros e sua capacidade de comunicação diminuir. Vi, convivi e Vivi seu medo por sua própria mortalidade. Vi uma pessoa forte, enfrentando e lutando por sua vida e por sua sanidade mental ao ser confrontada com seu maior medo. E vi ela chegar até aqui, se recuperando do choque e fazendo planos.

Minha mãe é uma mulher muito forte!

Vi meu pai se dedicando a ela por todo o ano. Vi ele também envelhecer nesse período, anos e anos, mas ainda sim se manter atento e disposto e pronto para tudo que minha mãe pudesse precisar.

Meu pai é um companheiro dedicado.

Os dois adotaram os cabelos brancos por fim, deixando de tingi-los. Ficaram bem. Mas sinto que isso tem a ver com a aceitação do processo de envelhecer, do se permitir não ter mais o corpo tão jovem e forte mas encontrar nesse gesto tão simples a nova fase de sua vida.

Tenho muito orgulho e muita sorte de ter meus pais.

Enquanto minha mãe estava envolta em seus tratamentos médicos nós tomamos decisões de mudar. Mudar de vida, mudar de casa.

Esse e um projeto ainda em andamento. Começou em Junho com minha mudança para o andar de cima da casa, onde meus pais ficavam, para que reformassemos e alugassemos o andar térreo da casa.

Depois em setembro alugamos parte da casa.

E de lá para cá pagamos dívidas e tomamos decisões que nos permitam finalmente nos mudar daqui.

2019 tem em si a promessa de mudança.

No fim do ano tivemos um outro falecimento de uma pessoa próxima. O ex-esposo de minha tia, com quem mantínhamos contato em eventos familiares. Mais uma vez um velório, um sepultamento, onde comparecemos para dar força e apoio a minha tia, primos e sobrinhos.

O Ano chega ao fim com seu último, espero, desdobrar, com grandes decisões de minha mãe e meu pai sobre o que eles desejam do futuro, sobre qual seu legado, sobre qual é a prioridade deles daqui em diante.

2018 foi um ano difícil.

Tivemos também a escalada da intolerância e do ódio em nossa sociedade com seu ápice em um processo eleitoral de mentiras e acusações, onde as propostas não tinham chance de serem ouvidas ou questionadas no meio do medo. Tivemos uma eleição baseada no medo. Construímos e desconstruindo instituições públicas e privadas, relações pessoais e profissionais, por causa de medo. E com isso todos perdemos.


Mas o fim do ano as vezes tem a chance de remendar o que foi rasgado. E de dar esperança para o futuro que vira.

Essa semana foi Natal. E quero fazer um posto so pra ele, porque esse Natal merece.
Mas hoje quero dizer que foi bom.
Quero dizer que, pelo menos na minha família, ao nos reunirmos esse ano, nos escolher ceder. Fazer concessões. Aceitar o outro e não nos deixar separar por nossas diferenças mas sim nós aproximarmos por aquilo que temos em comum.

Então estou passando por esses últimos dias do ano com um pouco mais de esperança.

E deixo aqui meu desejo de que você também encontre essa esperança pelo Ano Novo que virá.

Que 2019 nos de a chance de nos conectar mais do que nós dividir. Que as mudanças sejam mais positivas que negativas. Que se por um lado algo nos faltar, nos encontremos forças para seguir e pessoas para nós acompanhar no caminho.

Que façamos uns pelos outros o melhor. E que juntos façamos nossas vidas mais leves.

Um 2019 de união e amor.

Feliz Natal e um prospero Ano Novo!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Sobre Natais passados...

Hoje é segunda feira de manhã. Acordo cedo para começar a rotina: trocar de roupa, arrumar Rebeca para a aula, tomar café...

Enquanto ela está na aula eu estou aqui pensando nas fotos que fiquei vendo ontem no meu domingo preguiçoso. Entre elas, fotos do Natal de quando eu era criança.

Eu tenho essa memória de uma época mais simples. De um Natal cheio de pessoas em casa, tios e primos, muita comida e bebida, presentes e mais presentes, bagunça das crianças e risadas dos adultos.

Uma das coisas que gostaria de ter feito diferente se pudesse seria ter mais filhos. Não tê-los não foi uma decisão fácil, mas foi sensata. Hoje eu dependo de ajuda para dar a minha filha o que posso, o melhor. Não seria possível fazer metade do que faço, dar a ela metade do que dou, se tivésse uma única boca a mais para alimentar.

No entanto essas fotos mexem comigo e fico pensando como seria possível fazer mais, dar a Rebeca memórias tão boas do Natal como as minhas...

Muito da graca do Natal estava em ter a família em casa. Meus tios por parte de mãe passavam a noite do dia 24 conosco numa enorme festa, ou é assim que eu me lembro.
Meus primos vinham e passávamos horas animados brincando juntos, bonecas, bolas, cordas de pular, rede na varanda, jogos e mais jogos. Em determinado momento o Papai Noel chegava e enquanto olhavamos para o céu, todos reunidos no jardim, na esperança de ver o bom velhinho passar, a árvore se enchia de pacotes embrulhados de papel colorido.

A ceia era farta, deliciosa. Lembro, claro, da vez que minha mãe deixou o Chester queimar. Suspeito que ela apenas tirou a casca queimada de fora e comemos o interior da carne queimada mesmo.

Lembro de passar a noite acordada com minha prima, conversando e fazendo chocolates na Fábrica de Chocolates que ela ganhou naquele Natal.

Lembro do último Natal que passei com minha avó Beth, tia da minha mãe, que me deu o meu primeiro vídeo game realmente meu, e uma linda arvorezinha de pedrinhas coloridas, essa última com o pedido que eu a guardasse com carinho e que sempre que olhasse para o pequeno enfeite lembrasse dela.

Eu tenho a arvorezinha ate hoje, e sim, sempre lembro dela.

Todo dia 25, desde sempre, acordavamos para o café, nos arrumavamos, e passávamos o almoço de Natal na casa da família do meu pai, no começo na casa de minha avó, depois que ela se foi, na casa da minha tia.

Mas conforme os anos foram passando as famílias foram se afastando. Primeiro meu tio e a família que decidiram passar os Natais com os pais da minha tia por valorizar o tempo com eles que já estavam com idade avançada. Depois minha tia que mudou-se para outro país com os filhos, para um doutorado, e mesmo quando ela voltou às coisas não foram as mesmas. Minha prima havia se casado e ficado no outro país, meu primo voltará anos antes mas manteve distância, minha tia continuou sua busca por si mesma.

O Natal passou então a ser com minha tia, prima de minha mãe, e meus primos menores. As vezes em nossa casa, depois na deles, num sítio no interior.

Depois que Rebeca nasceu isso mudou de novo. Por pedido de minha irmã e minha mãe passamos a fazer a véspera de Natal apenas com nosso núcleo.

E então eu não tive como dar essa experiência pra ela.

Sim, ainda passamos o almoço de Natal na casa da minha tia, e lá se reúnem tios e primos, crianças por todo lado, bagunça, risadas, muita conversa, muita comida e bebida.

Mas não é a mesma coisa.

Por mais que eu me esforce o dia 24 acaba sendo vazio. Falta vida, falta alegria, falta aquilo que faz o dia ser mágico, falta aquilo que cria boas memórias.

Minha irmã diz que não gosta de Natal e de trocar presentes nesse dia por ele ser muito comercial, muito voltado ao consumo. Mas ela não entende que quando você não tem uma festa, uma reunião, algo a esperar nesse dia, é aí que o foco acaba ficando apenas no ganhar.

E eu estou aqui, nessa crise que vocês têm acompanhado, saudosa desse tempo e pensando no futuro.

Como será o Natal esse ano? E o dos próximos anos?

Quando o que eu tenho hoje não existir mais, com quem estarei passando meu Natal daqui 10 ou 15 anos?

Como eu posso dar o que eu mais quero pra Rebeca nesse e nos próximos Natais?

Boas memórias...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Comentando sobre a gravidez

Lendo os posts das minhas colegas blogueiras futuras mamães vi que algumas estão na epoca das contrações falsas, e fiquei lembrando...

Sabe que, eu, claro, super neurotica, tinha me informado sobre toda essa historia de trabalho de parto. O que tinham me falado é que eu deveria me preocupar se eu tivesse contrações ritmadas, com intervalos menores do que 10 minutos entre uma e outra. Ok, então, não me preocuparia se não fosse assim. A primeira vez que fui parar no pronto socorro estava tendo leve contrações a cada 5 minutos, contados no relogio. Eu tava desesperada, eram mais de meia noite, tava tentando dormir, e tentando mais ainda não ser neurotica, afinal eu estava entrando na 27 semana.

Mas chegou uma hora, conforme eu fui contando (fiz isso por uma meia hora no maximo) e vi que tinha ritmo e tudo mais, e eram muito proximas, não tive mais duvida, fui pra minha maternindade de escolha pela primeira vez. (é, existiram varias outras)

Cheguei lá em 15 minutos, o que devo admitir fiquei a partir dai rezando pra entrar em tabalho de parto de madrugada pra pdoer chegar rapido assim no hospital. Mas, enfim, cheguei lá, fui rapidamente atendida na recepção e enviada ao pronto atendimento. Fui mais uma vez atendida rapidamente e levada a uma das salas de atendimento onde fui examinada por uma Obstetriz. (e fiquei pensando depois que seria um tabalho bem legal de fazer).

Ela mediu minha pressão, conversou comigo, eu relatei o que estava sentindo, e ela me colocou no aparelhinho de medir contrações. O que eu achei super legal, inclusive.

Fiquei lá 20 minutos e confirmamos que eram sim contrações, mas não trabalho de parto.

E a partir dai, voltei ao meu repouso original, já que passsei a ter isso quase todos os dias e mutio forte toda vez que fazia algum esforço. Tudo pra evitar parto prematuro.

E, bom, funcionou né? Afinal, Rebeca só nasceu com 39 semanas e 4 dias por que eu pedi, senão teria sido ainda mais tempo.