De mãe e louco todas temos um pouco

Sejam bem vindos ao cantinho aconchegante que reservei para essa conversa. Espero que esses relatos possam de alguma forma ajudar aqueles que tem duvidas, receios, e as vezes até mesmo culpa por não serem perfeitos como gostariamos de ser para nossos filhos, que ja estão aqui, ou estão por vir.
Essa é minha forma de compartilhar essa experiencia fantastica que tem sido me tornar mãe, inclusive pelas dificuldades que passei, passo e com certeza irei continuar passando por ser Bipolar. E o quanto nos tornamos mais fortes a cada dia, a cada queda, como essa pessoinha que chegou me mostra a cada dia que passa.
A todos uma boa sorte, uma boa leitura, e uma vida fantastica como tem sido a minha, desde o começo e cada vez mais agora!

sábado, 25 de setembro de 2010

Serie - o que eu penso sobre...

alimentação

Tenho pensado nesse post desde o tal incidente do bolo na festa da minha amiga.

Quero explicar que quem deu o bolo foi o Taz, que ficou com vergonha, falou besteira, e teve que arcar com as consequencias depois de eu ter brigado com um amigo meu, suposto culpado, por ter dado o bolo pra ela.

Mas ai, fiquei pensando que nunca falei muito claramente o que eu penso sobre essa questão de dar, ou não, certos tipos de alimento para bebes.

Acredito que ja comentei que eu não cresci tendo bons habitos alimentares. Minha mãe passou a vida tendo problemas com peso, em uma saga para perder peso e voltar a ser magra como era antes de ter filhos que se arrastou até os meus 17 anos.

Essa neura que ela tem se extendeu as filhas, que eram,pra falar pouco, bem gordinhas desde sabe-se la quando. E minha mãe inventava mil e uma dietas.

Nos tivemos uma epoca em que so tinha arroz integral. Outra que tomavamos, todos, cha emagrecedor apos as refeições. Passei mais de uma ferias na minha vida em Spas. Feijão era item de luxo, apreciado apenas em restaurantes, ou depois dos meus 16 anos.

E, como todo gordo, entramos, todos, no efeito sanfona. Mas não lembro, nem uma unica vez, de termos tido o habito de comer frutas, verduras, ou simplesmnte de comer com regularidade.

Tenho lembranças otimas de comer rosquinhas no lanche da tarde, por iniciativa da empregada. Lembro de comer arroz com ovo, salsicha, pão. Bolachas, muitas bolachas. Enfim, eu não tive uma boa educação alimentar.

O resultado disso é que hoje eu sou gorda. Não não, sem minimizar mesmo. Gorda. Não é uma vergonha admitir que se é gordo. sabe de uma coisa, nem é um xingamento quando a gente fala da gente mesmo.

Vamos ao detalhe que eu fiz uma cirurgia bariatrica de redução do estomago ha 6 anos atras, e ainda estou gorda.

Talvez por causa desse trauma que foi pra mim viver de dieta a minha infancia inteira, a ideia de dieta sempre me pareceu algo terrivel. Era uma tortura! Pior que fazer dieta e falar de dinheiro. (assunto pra outro post)

Mas, acontece uma coisa na vida: nós crescemos. E não estou falando de idade, estou falando de maturidade. Não alcançamos a maturidade pra tudo ao memso tempo, e uma coisa por vez. E, a minha maturidade pra lidar com a comida veio junto com a gravidez.

Por estar muito acima do peso eu corria um risco alto de ter pre eclampsia. E eu fiumava e não estava conseguindo parar. Com a culpa na cabeça por causa do cigarro, jurei que faria dentre os outros aspectos o melhor para minha filha. E fui a uma nutricionista, e segui o que ela me falou a risca. E fui chata mesmo. Mas para muitos pode parecer estranho ter que brigar para que tivesse um alface ou um fie de frango pra comer. Sem ser frito.

Minha mãe tambem fez cirugia bariatrica, e depois disso, de alguem que não comia por fazer dieta, agora ela se alimenta de forma ruim, a base de frituras e refrigeramte e café. Mas, como não posso muda-la, mudei a mim.

Eu não quero passar pra Rebeca essa forma errada de se alimentar. Quero que ela coma de tudo. Mas sim, de tudo, ate chocolate, bolo, bala. essas coisas que não servem pra nada a não ser nos deixar mais alegrinhos. :P

Mas, como estamos morando na casa dos meus pais, e eu ja perdi a briga com relação a fazer ou não a comida dela, indo sempre pelo mais facil e dando a comida pronta, nestle, não posso perder isso. eu tenho muito medo que, na ansia de fazer ela comer, a fruta vire um danoninho, o mingau de mucilon vire nescau balls, e por ai vai.

Tenho medo que ela entre na onda do mais facil da casa, e deixe de comer coisas saudaveis pois quando eu não estiver com ela lhe seja sempre oferecido o mais facil.

Mas não acho que ela não possa comer as coisas. So quero fazer aos poucos, gradualmente, conforme nos duas estiver fisica e psicologicamente preparadas!

Semana que vem, daqui exatos sete dias (sexta) vai ser aniversario dela. E aniversario sem bolo não é aniversario. Se eu vou deixar ela comer bolo? Vou, afinal, é um dia, é o aniversario dela! Mas, vou tentar minimizar o estrago, farei eu o bolo, e um que leve pouco açucar pra ela poder comer.

Leio muito sobre nutrição infantil, e adulta. Quero muito mudar os meus habitos alimentares também, e o bom de não estar mais deprimida é que, a cada dia que melhoro, me sinto mais disposta e consigo ver formas de fazer mais coisas, organizando melhor meu tempo. Quero eventualmente incluir atividades fisicas, para mim e para ela, e para o Taz. Uma alimentação saudavel, que nos permita comer as besteiras, pois elas não farão parte do nosso dia a dia, mas serão eventos! Que é como acredito que deve ser...

ela vai fazer um ano, e o pediatra falou "agora a ideia é que ela passe a comer o mais parecido possivel com vocês" e pra mim isso significa arrumar a minha alimentação. Pois aprendemos pelo exemplo, e se eu quero que ela coma de forma saudavel, então é importante que eu passe a fazer isso também.

6 comentários:

  1. Sinto muito por todo o sofrimento que vc passou. Não deve ter sido nada fácil... e pelo visto sua mãe não sabia como lidar com a questão, pq pra ela tb era um problemão.
    é muito importante vc educar sua filha com valores. Inclusive à mesa, que ela valorize o alimento em si e não apenas o sabor, o prazer que cada alimento traz. E que ela tenha amor por ela mesma, independente se for gordinha ou magra.

    muito bom vc pensar na saúde dela.
    bom fim de semana

    ResponderExcluir
  2. Sinto muito por todo o sofrimento que vc passou. Não deve ter sido nada fácil... e pelo visto sua mãe não sabia como lidar com a questão, pq pra ela tb era um problemão.
    é muito importante vc educar sua filha com valores. Inclusive à mesa, que ela valorize o alimento em si e não apenas o sabor, o prazer que cada alimento traz. E que ela tenha amor por ela mesma, independente se for gordinha ou magra.

    muito bom vc pensar na saúde dela.
    bom fim de semana

    ResponderExcluir
  3. Minha mãe sempre e sempre foi muitooo neurotica com alimentação, não chega a ser regime, mas nada de gordura, feijão todo santissimo dia, leite sempre (detesto leite_hoje não tomo mais)pouquissimo refrigerante, pouco açucar no bolo e pouca manteiga também (se bem que eu detesto bolo aff)...

    Embora eu reclame, acho que toda essa neura foi positiva, não criaria meus filhos de forma diferente. Só gostaria de comer menos frango de vez em quando e que ela não me fizesse um discurso sobre alimentação saudavel sempre que sente o cheiro de batara frita de rua e pastel (uso mil estrategias mas parece que ela tem radar) e tem o café também (todo mundo sabe que históriadores são movidos a café qualé???) as vezes ela encrenca e me faz tomar chá em vez de café, embora virar a noite com chá seja sempre um sofrimento rsrsrs acho que vcs tem razão nesses pontos e não há nada melhor do que se sentir cuidada, sentir que tem alguém que se importa com minimos detalhes!!!

    ResponderExcluir
  4. Oi Di!
    Finalmente consegui passar por aqui, e não poderia ser em um assunto mais interessante, não?! Não sabia que tu tinhas problemas com o peso... Eu também sempre tive, sempre fui gorda e até hoje permaneço acima do peso, mesmo tendo feito uma faculdade para resolver este problema (casa de ferreiro espeto de pau? pois é...)
    Gostei muito da tua preocupação com relação a alimentação da Rebeca, é bem por aí mesmo, e se tu e o Taz vão mudar a rotina alimentar por causa dela será ótimo para os três! (eu sugeriria redução de sal, temperos e alimentos industrializados, além das frutas e saladas, e outras cositas mas)
    Já tinha passado por aqui, mas sabe como é, o tempo para comentar tem sido escasso, por isso o comentário gigante :)
    beijos, e se não nos "falarmos" antes, parabéns para a Rebeca!
    Bia

    ResponderExcluir
  5. Oi Di,
    me identifiquei muito com esse post. Aliás me identifiquei com você como filha e na sua mãe. Vivo em dieta e no efeito sanfona e minhas filhas assistem a isso. Mas não as coloco em dieta. Elas tem uma alimentação super saudável e apesar de aqui em casa sempre ter doce de sobremesa e/ou bolo, elas preferem as frutas e as barras de cereais e acho que isso se deve a eu ter sempre levado na tranquilidade e no equilíbrio a questão alimentar delas. Até porque eu também sofri com a restrição quando nem pensave em comer besteiras e isso me despertou para essas guloseimas.
    É brabo viver de regime. Um sofrimento diário. Sei bem disso.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  6. é muito difícil essa questão da alimentação e do bom exemplo... eu tenho um problema hormonal e não consigo emagrecer com dietas e exercícios.

    ResponderExcluir

Ai, que bom que você veio! Puxe uma cadeira,sente-se no chão e sinta-se na casa alheia.^^ Mas me da um toque :P